
Ando pensando em uma mudança de vida. E tudo começou quando resolvi responder àquele perfil pessoal do orkut. Tem um campo lá para a gente colocar se é magra, atlética, gorda... Eu resolvi assumir: acima do peso. O que para uma mulher equivale a assumir uma aparência de hipopótama com as glândulas inchadas. Bem, talvez esse não seja ainda meu caso, mas se eu não tomar cuidado, o caminho até lá é bem curto.
Uma vez que eu nunca fui obesa, sempre tratei meu sobrepeso com eufemismos: "Não sou gorda, tenho estrutura forte". Ou: "meu corpo está ótimo. É melhor do que ser magrela e sem bunda." "Homens não gostam das magrelas." "Meu marido gosta assim". Ah! Tá! Até aparecer uma magrinha dando mole...
Uso ainda os eufemismos alheios para tratar do meu próprio recalque. Uma vez, a Vera Fischer, para justificar o trubufu que é a filha dela, falou: "Nós nunca seremos magrinhas como a Gisele Bünchen. Nossa estrutura física é mais para camponesa".
O Manny, o mamute da Era do Gelo diz: "eu não sou gordo, é todo esse pêlo que me faz parecer fofinho!"
Mas o melhor eufemismo que eu conheço é o da amiga da Bridget Jones, para falar das pernas grossas dela (em comparação com as maravilhosas pernas compridas de sua rival): "você tem boas pernas. Pernas de alpinista!
Pois bem. Cansei de ter estrutura física de camponesa e pernas de alpinista.
Agora como mato, aumentarei as aulas de yoga a partir da semana (era para ter começado essa semana, mas a professora, que está grávida, passou mal) e, em condições normais de temperatura e pressão, farei caminhadas. Minha meta é ser magrela em um mês. Será que dá?