segunda-feira, setembro 14, 2009

Mea culpa

Eu, que sou tão sensata na teoria, acabo de colocar por terra todos os meus melhores conselhos: falei demais e dei bom dia a cavalo, como falei o que quis, acabei ouvindo o que não quis e agora estou aqui... um lixo!

E o pior: descubro em mim tudo o que eu mais abomino nos outros: mesquinhez, ciúme e inveja. Enfim, o orgulho de minha casta!

sábado, junho 27, 2009

"Bob Marley morreu
Porque além de negro era judeu
Michael Jackson ainda resiste
Porque além de branco ficou triste."


Gil... acho que você se enganou. Ficar branco e triste talvez tenha contribuido com a morte dele.

segunda-feira, maio 18, 2009

A quem interessar possa

Esse blog ainda vive.

A dona dele é que anda meio relapsa. Mas é muita coisa acontecendo tudo de uma vez, tanta coisa por acontecer, tanta coisa para eu contar, mas que ainda não tenho como contar porque ainda não aconteceu. Será que eu me fiz entender?

Fiz alguns posts, vários deles, mas nenhum ficou bom para eu colocar aqui e deixei todos de lado. Assim, esse blog ficou às moscas, como costuma acontecer de vez em quando. Vou dar a vocês o resumo de tudo o que eu queria falar:

Vicky Cristina Barcelona, O Santo e a Porca, família, saudade, mudanças, amigos, meu peso, Friends (de novo!), trabalho, filhos, mais saudade, dificuldades, felicidade, tristeza, dia das mães, cansaço, otimismo, House (vocês viram o capítulo da semana passada? O que foi aquilo!!!), Tereza Cristina, msn, orkut, caminhadas, e etc.

Devidamente atualizados?

Vou tentar não ser tão relapsa no futuro.

quinta-feira, abril 16, 2009

Amanhã eu janto pizza na Mooca!

terça-feira, abril 07, 2009

Eu sou o Ross


A Cris comprou todas as temporadas de Friends e estou aproveitando para assistir espichadão, na sequência.

Eu adoro series de TV. Ultimamente, minha paixão é House (que novidade!) e é a única que eu tenho seguido fielmente. Mas já comecei minha carreira no fim dos anos 80 com Barrados no Baile e Anjos da Lei (lembram de Always on my mind cantada pelo Pet Shop Boys na abertura da série??, o.k. passei o recibo de velhinha, esqueçam isso. Por favor!)

Depois do advento da TV a cabo, assitia a E.R. de forma esporádica, Arquivo X de forma obsessiva, Mad About You diariamente, Gilmore Girls (confesso!) sempre que dava, Felicity (confesso!!) também. Passei de forma muito apaixonada pelo Lost e ultimamente vinha assistindo às reprises de Sex and The City. Essa última nunca foi das minhas preferidas, já que eu só fui conhecer depois da serie ter terminado, mas eu gosto das gurias safadas.

Mas minha paixão maior na vida daquelas de deixar de fazer um programa e ficar em casa para assistir a um episodio inédito foi Friends. Eu amava! Eu amo, na verdade! Eu ria de rolar... ainda rio de rolar com as piadas que eu já decorei. Fiquei puta da vida com o fim da serie.

Sabe aquilo de se identificar com um dos personagens? Minha cunhada diz que é a Monica, já que é organizada e tal. E o marido dela é o Chandler.

Conheço alguns Joeys por aí...

Eu não tinha essa resposta até assistir aos episodios de novo, quase 10 anos depois.

Depois muita auto-análise eu descobri: eu sou o Ross. Ross, o personagem mais sem graça. EU SOU ROSS!!!

Vejam se não sou: meio chata, falo por horas de coisas que só eu entendo e que ninguém quer saber, alvo fácil de zoação, apaixonada pela mesma pessoa desde a adolescência (Otto é minha Rachel), e com uma relação de irmã mais velha/irmã mais nova parecida com Ross/Monica. Implicância na adolescência e cumplicidade na vida adulta. Cris é minha Monica.

Veja como é a vida... quando eu assistia Friends e alguém me perguntava com quem eu me identificava, apesar de não achar isso de verdade, eu dizia Phoebe. É bacana ser Phoebe. A Phoebe é excêntrica, interessante. Não é a mais bonita, mas definitivamente é a mais engraçada. E ela toca violão muito mal. Como eu!!! E não sabe dançar. Como eu também!!! Dava pra ser Phoebe numa boa. Já que não dava pra dizer que eu me identificava com a Rachel, né? Quer dizer, dizer que se parece com a Rachel é meio metido, né? Afinal, é a Jennifer Aniston. Ela pegava o Brad Pitt. Phoebe é meio termo. É digno.

Mas Ross??? Ross é o fim da cadeia alimentar da serie. É escada para os outros. Mas a maturidade me mostrou. Eu sou Ross.

Olha eu falando em maturidade e me comparando com um personagem de serie de tv extinta... Cacete! Eu sou Ross!!!

sábado, março 07, 2009

Meme Literatura é Arte

Mas o que cargas d'água é um meme?

Para mim, mais parece uma daquelas correntes que a gente recebe por e-mail. Mas pra falar a verdade, eu achei até bacana. Esse é o segundo que recebo. O primeiro foi uma parada de tirar foto de dentro da bolsa que a Dê me mandou. A preguiça foi tirar a foto, baixar a foto, postar a foto... trabalheira. Mas ainda respondo a esse também. Mais uma frescura internética a qual estou aderindo. Coisa de blog de menina mesmo. Segundo o Otto, agora eu já respondo a correntes, só falta torcer para um big brother e comprar um cd da Cláudia Leite.

Esse meme eu recebi da Camila do Vida de Pós-Graduanda http://em-desenvolvimento.blogspot.com/. Blog massa massa massa que eu ora recomendo e bato o selo "balaio".

Mas vamos ao meme:

Selo Literatura é Arte!

Regras do Prêmio:
• Escrever uma lista com 8 coisas características suas (personalidade);
• Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder....;
• Comentar no blog de quem nos convidou;
• Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “convocação”...;
• Mencionar as regras.


1-Verdadeira: em tudo que faço. Se eu disse, é porque sinto. Se eu fiz, é porque eu quero. Não perco tempo com fingimento, com coisas que não estou sentindo;

2-Impaciente: algo que combato em mim, afinal não quero morrer de úlcera.

3-Bem humorada: adoro rir.

4-Emotiva: adoro chorar.

5-Exagerada: tudo meu é superlativo. Se gosto, adoro, se não gosto, odeio.

6-Preguiçosa: Adoro a preguiça. Não sucumbo sempre a ela, mas quando posso, me entrego ao ócio com prazer.

7-Desligada: isso é algo que atrapalha. Tenho déficit de atenção. Tem sempre mil coisas passando pela minha cabeça e é difícil focar em uma só. No meio do negócio, conversa, aula, ou qualquer outra coisa importante, eu desligo, penso em outra coisa, quando vi, já perdi o fio da meada. Tento combater meu desligamento e já consegui melhorar muito.

8-Criativa: tenho um monte de ideias dentro da minha cabeça e costumo colocá-las todas em prática ao mesmo tempo.

Convido para responder a essa corrente, ops!, meme:

Maroca: http://sopadeletrinhas-sopa.blogspot.com/

Isis: http://avalanchedasletras.blogspot.com/

Denise: http://vouserfelizejavolto.blogspot.com/

Maíra: http://ofilhoqueeuqueroter.blogspot.com/

Sílvia: http://cambalhotas.blogspot.com/

Gigi: http://dentrodanoiteveloz.blogspot.com/


Como não tenho mais a quem convocar, uma de vocês mande o tal meme (adorei esse nome... muito mimoso!) para as outras duas pessoas que faltam para eu completar a listinha. E quem não mandar vai criar uma verruga na ponta do nariz.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Minha voz continua a mesma...

Notaram a diferença no blog? Ainda não? Não, não mudou a cor. Não!!! Também não mudou o tipo de letra. Prestem mais atenção, por favor!! Olha lá em cima! No título.

Pois é. Em virtude das novas regras de ortografia da Língua Portuguesa, esse blog agora atende pelo singelo nome de Balaio de Ideias e não mais Balaio de Idéias. Mas se quiserem podem chamá-lo também de Zé.

O acento aí no "ideias" acabou. Também não existe mais trema na Língua Portuguesa. E mais um monte de outras regrinhas que tem me deixado de cabelo em pé. Vou ter que voltar pra escola ou contratar um revisor aqui pro blog e para as minhas petições.

E o que é aquela regra dos hífens? Colocaram onde não tinha, tiraram os que existiam. Confesso que estou com meda!

Bom... de qualquer forma, são os tempos "mudernos" e a gente tem se adaptar a eles porque quem fica parado é poste e "atualizar" é verbo que nunca cai de moda.

Agora é acostumar com esse nome estranho...

segunda-feira, janeiro 26, 2009

As faixas

Lá estão as faixas de pano pintadas na frente de todos os colégios da cidade... Eu morro de inveja, sabe? Eu nunca tive meu nome pintado na frente do colégio, até porque eu estudei em Tucuruí e vim para Belo Horizonte para prestar o vestibular. Então, nunca fui aluna de nenhum desses colégios daqui que encomendam essas faixas tão deliciosas.

De qualquer jeito, minha faixa não seria das mais bacanas. Muito caretinha, na verdade. Juliana AB (na época, eu ainda não era F, apesar de morrer de vontade de ser), Direito, Milton Campos. Mais careta impossível. Faculdade tradicional de filhotes de juristas. Logo eu, que tenho alma porra louca, que deveria ter feito História ou Filosofia na Fafich, fui estudar na faculdade mais careta do planeta. Não me entendam mal. Gostei da faculdade, porque não gostaria? Fica no ponto mais alto da cidade, a vista é fantástica, o ensino é bom, o curso OK...

Mas o mais importante é que lá eu conheci outros como eu. Não era só eu que tinha alma "Jimi e Janis" naquela faculdade "Ivete". Glauce, Nelson e Gracinha. Almas revolucionárias em um meio careta. Não fazíamos nada demais. Apenas gostávamos de música, de teatro, de discutir o sentido da vida, Marx, felicidade, Lupicínio Rodrigues ou qualquer outra coisa que nos parecesse cabeça o suficiente. Meio malas, na verdade. Mas éramos charmosos. Na verdade, nossa malice consistia em sermos também "filhinhos de papai". Pais mais pobres, é verdade, mas que pagavam com muito custo nossas faculdades. Com exceção da Gracinha, minha heroína proletária já naquele tempo, que arcava com o custo de seus estudos. Não tínhamos dinheiro pra nada. No meu caso, o dinheiro do meu pai pagava a escola e mais nada. Dureza total. O resto eu conseguia com um estágio mal remunerado e dando aulas de matemática para minha xarazinha, a Juliana, na época na 4ª série primária (devo dizer, neste momento, que minhas aulas não comprometeram seu aprendizado. Hoje, minha Juju é professora de português, formada pela UFMG, o que me faz sentir muito, mas muito...velha).

Pois bem. Mesmo sem grana, tudo era divertido. Eu e meus amigos duros juntávamos os tostões para tomar pinga no clubinho "junto à fogueirinha de papel" ou dividir uma cerveja e um caldo de feijão no Woods, ou íamos pra casa de um de nós comer comida de mãe que era a coisa mais barata e gostosa do mundo. Ou pra casa da Gracinha cantar. Lá tinha um piano e a família mais musical que eu já conheci na vida.

Mas voltando às faixas. Adoro todas essas faixas. Mas as que me causam a maior de todas as invejas são aquelas com a sigla mágica: "UFOP". Universidade Federal de Ouro Preto. O curso pouco importa. Se fosse pra estudar lá, eu faria História, Farmácia, Engenharia de Minas, ou qualquer coisa desde que fosse lá. Imagina ter 18 anos, morar longe da família em um lugar como Ouro Preto.

Imagina eu, com minha alma hippie, estudando em Ouro Preto, morando numa república, num daqueles casarões antigos, junto dos meus iguais... mas aí eu não ia ser a alma "Like a Rolling Stone" no meio de um mundo "é o bicho é o bicho vou te devorar crocodilo eu sou". E não teria encontrado minhas almas irmãs nesse mundo.

Onde estão eles, meus amigos? Fácil. Glauce eu encontrei essa semana. Linda, igualzinha, mansa, doce, lenta, passional, carinhosa. Parece que o tempo não passa pra ela. O Nelson casou com a Lalá e hoje é meu "cumpadi". Colocamos Otto e Lalá no meio da nossa amizade, nossos filhos são amigos e estamos sempre juntos. Meu irmão mais que todos os outros. A Gracinha, minha heroína, está em London, London. Nos falamos sempre. Ou vocês acham que eu ia deixar para lá grandes amores como esses?

quarta-feira, janeiro 07, 2009

A primeira do ano

Acabou 2008. Tá lá, ó... marcadinho no calendário da minha vida, junto com 1973 (quando eu nasci), 1980 (entrei pra escola), 1984 (Tucuruí), 1990 (quando eu saí de Tucuruí), 1996 (quando eu casei com meu amor), 1998 (quando eu me tornei mãe) e 2003 (quando eu me tornei mãe de dois). 2008 entra como o ano que meu pai foi embora.

Saio de 2008 com um excedente de 20 quilos, a primeira pressão alta (altinha, pero no mucho), 35 anos, mesmo emprego, mesmos problemas, sem meu pai... mas eu cheguei até aqui e isso é alguma coisa, né não? E até que me saí bem...

Tem também a turma que ficou e que foi muito importante para eu atravessar esse ano: minha família e meus amigos.

Na passagem para 2009, não pulei as 7 ondinhas porque não estava na praia, mas fiz todas as outras mandinguinhas que eu deixei de fazer em 2008. Yo no creo em brujas... Não fiz as mandingas na passagem de 2008 e deu no que deu. Então, rolou calcinha branca, lentilha, folhas de louro e algumas metas pessoais bem difíceis, mas não inatingíveis. Esse ano vou testar minha determinação em várias áreas da minha vida. Algumas metas são a longo e longuíssimo prazo. Determinação, disciplina, paciência e trabalho, muito trabalho. Isso eu exigo de mim. O resto é o que eu desejo: paz, felicidade, amor, trabalho, generosidade, prazer, pensamentos novos, atitudes novas e saúde, muita saúde!

E isso é pra mim e pra vocês também!

É isso. 2009 chegou e o bicho vai pegar!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

3.5

Não tem aquela história que a cada 7 anos os planetas se alinham num ângulo esquisito ou Saturno dá uma volta não sei onde, ou quem é de Marte vai pra Vênus e quem é de Vênus vai pra Maracangalha e a gente entra em uma crise escrota só explicável "horoscopicamente"??

Pois então, dia 6 eu inaugurei minha 5ª crise. Não que as outras 4 tenham sido relevantes. Na verdade, eu nem as notei. Mas acho que só o fato de fazer 35 justifica estar em crise. Talvez seja só fricote meu. Eu tenho muito dessas coisas. Ou talvez seja esse ano de merda que insiste em não acabar.

Pelo menos a inauguração dos 35 foi regada a cerveja gelada, cercada de família e amigos mais que queridos. Posso dizer que dia 6 foi um dia bom no meio desse 2008 não muito bom.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Sonhos de André

Essas historinhas são só pra comprovar que as preocupações de criança e adulto são bem diferentes, mas o stress é o mesmo. Tadinho do filhote!

I

Sábado de manhã. Bem de manhã mesmo. Num horário que só a mãe dessa família costuma estar acordada. O menino acorda esbaforido e corre pela casa gritando:

- Eu sou de pele de novo, eu sou de pele de novo!

- O que foi? - pergunta a mãe.

- Eu não era mais de pele. Tinha virado de madeira. E agora eu sou de pele de novo!

E chora aliviado, abraçado à sua mãe.


II

Essa madrugada:

- Pai, estou assustado.

- Com o que? pergunta o pai, sonolento.

- Com o aedes aegypti gigante.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Mal eu decido voltar para a ioga e descubro que a nova trama criminosa da Globo das 9 horas se passará na Índia e será escrita pela Glória Perez.

Que bosta, pra dizer o mínimo! As salas de ioga vão ficar hiperlotadas, que nem aquelas de aula de dança cigana e dança do ventre em outras novelas da dita cuja.

Bom... se eu decidir mesmo voltar e comentar o fato aqui, que fique registrado que eu já fazia ioga antes disso virar modinha de novela.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Eu sei, eu sei... desculpa de mulher é TPM. Não sei se é a maldita, ou se é essa chuva que não pára, a semana que não acaba... mas o mundo está chato, eu estou azeda e meu cabelo está péssimo.

Só quero a minha casa, uma camiseta do Otto bem velhinha, um cobertor, rosquinha Mabel, chocolate quente e "Orgulho e Preconceito" (a série, não o filme) no DVD.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Ele fez de novo

Nada contra cantar música do Wando, o colecionador de calcinhas sujas, quando se está bêbado, numa mesa de boteco, com amigos mais bêbados ainda. Mas isso desde que se tenha bebido o suficiente para esquecer os detalhes da performance. Acredito até que o próprio Wando não se leve lá muito a sério e beba um tiquinho pra cantar essas músicas.

Mas o Caetano extrapola. Ele pega a breguice do mundo e leva a sério. Pior... ele se leva a sério! E faz tudo isso sóbrio!!!

Primeiro ele grava a música dos Caracóis do Rei Roberto. Ok... na época ele podia se permitir a certas excentricidades e eu ainda o amava.

Depois ele ataca de Peninha... Duas vezes... Na época eu ainda relevava esses deslizes por causa de Tigresa. Já não o amava mais, mas o cara tinha feito Tigresa, O Ciúme, Chuva, Suor e Cerveja... isso não se apaga assim de uma biografia.

Mas... Moça?!? "Moça, sei que já não é pura/ Teu passado é tão forte, pode até machucar"??? Cacete, Caetano!!!!!!

Aguardem: a próxima vai ser Garçon, do Reginaldo Rossi.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Obama é o 44º Presidente americano.

É algo curioso num país que tem possui uma associaçãozinha chamada Ku Klux Klan.

Não que eu ache que o Obama vai fazer alguma coisa diferente do que os outros Presidentes americanos tenham feito com o resto do mundo. Ele é só mais um que vai colocar em prática a lei da "farinha pouca, meu pirão primeiro". Só a cor dele é novidade. A política será a mesma. Quanto a isso, quero muito estar enganada.

Na minha opinião, ele é mais simpático que o John McCain e, pela última experiência de Democratas na Casa Branca, os próximos 4 anos serão bem mais bacanas que os últimos 8. Eu tinha um certo xodó pelo Clinton. Ele pisou na bola, assumiu, pediu desculpa, tocava sax, era simpaticão, transou com a gordinha... respeito um homem que aprecia as gordinhas...

De qualquer forma, George W. Bush vai sair da Casa Branca. Isso é ou não é uma boa notícia??? Já vai tarde!!!

sábado, outubro 25, 2008

Lealdade, Humildade, Procedimento


"Nunca vão nos defender
Sempre vão nos criticar
Mas eu quero que se foda
Largo minha família
Pra te ver jogar"


Duas coisas que vocês devem saber antes de ler esse post:

Primeiro, eu sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza

e

Segundo, o bar Ponto de Encontro, na Avenida do Contorno seria apenas mais um copo sujo que vende cerveja gelada, torresmo cabeludo e carne de panela de cor duvidosa boiando em gordura e que possui banheiros sem condições de uso.

Seria...

Mas, quando chega a Fiel BH, a torcida mais bacana que eu já vi na vida, o Bar Ponto de Encontro deixa de ser o bar pé-de-chulé e vira um templo de adoração ao Timão.

A Fiel BH é o que o nome já diz: a torcida organizada, um pedacinho da Gaviões da Fiel aqui em Belo Horizonte.

Eles marcam seus encontros para assistir jogos sempre pelo orkut. E a coisa é fantástica. Eles divulgam o local, data e hora e os adeptos concordam em participar apenas informando que estão "envolvidos".

É assim:

Corinthians x Ceará
25/10/2005, 16 horas, Bar Ponto de Encontro

e os fiéis respondem:

Otto: envolvido

Nunca vou te abandonar: envolvido

Corinthiana, maloqueira e sofredora: envolvida

Mas ainda que você não esteja oficialmente "envolvido", se você chegar lá com o firme propósito de torcer pelo Corinthians, você será bem-vindo.

E o que eu, uma vez flamengo, sempre flamengo, fazia lá?

Bom... dois dos meus amores são corinthianos, maloqueiros e sofredores e hoje, diante da perspectiva de o Corinthians voltar para a 1ª Divisão, não havia como ficar longe do templo. Fui com o firme propósito e alguns hinos na ponta da língua. Só não tinha camisa do time pra vestir, mas isso é mero detalhe.


"Salve o Corinthians
O campeão dos campeões
Eternamente
Dentro dos nossos corações
Salve o Corinthians
De tradição e glórias mil
Tu és o orgulho
Dos desportistas do Brasil"


E chegando lá tivemos uma grande surpresa... não muito agradável, diga-se de passagem Não apenas a Corinthianada de BH tinha marcado de assistir ao jogo lá. O bar, que não tem lá muito espaço físico, também era o local escolhido para a concentração de uma micareta quarqué da "Ivete". Portanto, havia ali, lado a lado com os corinthianos um mar de abadás verdes e azuis com o nome de "Ivete" na barriga. Pensei... "isso não vai dar certo".

Por sorte, os micareteiros foram super educados (ou ficaram inibidos com a corinthianada presente).

Pois bem. Delimitamos território: nós (e me coloco aí no meio dos fiéis), que necessitávamos das TVs, ficamos dentro do bar onde os aparelhos estavam instalados. E eles (malditos micareteiros) ficaram nas mesas de fora. E o nosso barulho foi tanto, que nós encolhemos os micareteiros.

"Dá-lhe, dá-lhe, ôôô
Dá-lhe, meu Corinthians
Você é minha vida
O meu grande amor"


Hoje foi o Grande Dia do Curintia! Era só o timão ganhar, o Barueri perder e, tcharan! Primeira divisão!

Nem preciso dizer que assistir ao jogo não foi o mais importante pra mim. Fiquei lá assistindo à torcida. Todos vestidos com a camisa do time, instrumentos musicais, charangas ensaiadas na ponta da língua. Quase um estudo antropológico.

Começa o jogo e eles começam a cantar como se o time, lá no Pacaembu, pudesse ouvir sua música:

"Aqui tem bando de louco
Louco por ti, Corinthians
Pr'aqueles que acham que é pouco
Eu vivo por ti, Corinthians

Eu canto até ficar rouco
Eu canto pra te empurrar
Vamos, vamos ver o timão
Vamos ver o timão
Não pára de lutar".


E lá estava todo tipo de corinthiano: tem aquele quietinho, que só assiste e reza, tem os charangueiros que tocam todos os hinos e cantam o tempo inteiro e dão alma ao lugar, pai e filhos (os meus), mãe com bebê de 6 meses no meio daquela zoeira e fumaça de cigarro, o tiozão que senta sozinho pra poder olhar os shortinhos das garotas do Axé que de vez em quando entravam para buscar uma cerveja ou ir ao banheiro, as maloqueiras sofredoras que sofrem e choram quando o time ganha, a flamenguista disfarçada...

No intervalo, eles dão um tempo na bandinha pra poder tomar uma água, respirar um ar, mas ainda assim se ouve os comentários: o curintia é do caralho! Fiel é fiel, mano!

Pois é. Uma das coisas mais bacanas em Belo Horizonte, Minas Gerais, é aquele pedacinho de São Paulo lá. De fato... o Curintia é do caralho! E fiel é fiel, mano!

"Ai, ai, ai, ai, (aiaiai)
Está chegando a hora
O dia já vem
Raiando, meu bem
SEGUNDA tô indo embora".

domingo, outubro 19, 2008

A popozuda

- Amor! Abre a porta! Paga o táxi!

- Não abro! Você não estava dançando um funkão lá no casamento?? Pode voltar pra festa e dormir por lá!

- Amor, você me deixou na festa sozinha e sem dinheiro pro táxi. Abre essa porta, paga esse táxi e a gente conversa. Você está enganado. Não era eu dançando o funkão!

- Era!

- Não era! Você se enganou! Eu estava conversando com minha tia-avó.

- Era você! Eu fui te puxar da pista e você não veio comigo!

- Meu amor, abre a porta, paga o táxi. Não era eu. Eu nem gosto de funk. Eu detesto. Eu sou é roqueira! Imagina se eu ia dançar funk...

- Era você! ERA VOCÊ SIM! Você não quis sair da pista. Disse que era da Gaiola das Popozudas!

- Tá, era eu... mas foi uma musiquinha de nada! Dancei com minhas primas. Foi rapidinho! Não seja exagerado...

- Exagerado? Exagerada foi você subindo a saia pra parecer a Mulher-Melancia. Você dançou todas as músicas! E desceu até o chão. Até o chão.

- Me desculpa! Foi só uma vez! Foi a má influência da Bebella e da Renata. Dá um desconto. Era casamento da minha prima!

- Mas eu fui te buscar na pista e você gritou "agora eu sou solteira e ninguém vai me segurar".

- Desculpa...

- O funk eu até desculpo... mas qual é a desculpa que você tem pras coreografias da Ivete???

Para minhas popozudas Bebella, Rê (as piores influências), Cris, Camila, Monxu, Kaká, a Noiva do Funk e tia Zizi que desceu até o chão, chão, chão...

quinta-feira, outubro 16, 2008

É só saudade e um tiquinho de melancolia...

Como será que se conta o tempo no além? Será que hoje meu pai faz mesmo 61 anos ou ele vai ter 60 para sempre? Ou será que hoje ele faz 7 meses e é um bebê recém nascido conhecendo o mundo de lá? Ou ele é uma alma tão antiga e tão sábia que não há números para contar sua idade? Talvez seja isso... Mas como hoje é 16 de outubro, eu não posso deixar de pensar que se ele estivesse aqui, nós provavelmente sairíamos (muito provavelmente pro Redentor ou pro Santa Fé, já que meu pai não era muito dado a novidades), eu daria um presente a ele e ele iria ficar bravo porque eu gastei dinheiro com ele, tomaríamos um chopp, contaríamos piadas, falaríamos mal do Leonardo Quintão e do Márcio Lacerda, daríamos risadas, ele falaria que eu estou gorda e que tenho que emagrecer, eu ficaria emburrada por isso, ele diria que nunca mais tocaria nesse assunto (mas tocaria na primeira oportunidade que tivesse), ele contaria casos do Pedro como se ele fosse a criança-gênio mais gênio da face da terra, ele riria dos casos que eu contaria sobre o Rafa e o Dedé...

Mas acho que a comemoração dele hoje é pelos sete meses lá do outro lado, depois de descobrir o último segredo do Universo (agora ele realmente sabe tudo!), com pessoas que ele amava e que foram antes dele.

Eu tinha pensado em postar aquela música daquela mesa que que era a que ele dizia que recordava meu avô, o pai dele. Mas, ultimamente, quando eu penso nele, a música que me vem na cabeça é outra. Não era a sua preferida, nem sei se ele conhecia ou não... Mas fala de pai, filho, falta e é tão linda...

Espelho
(João Nogueira)

Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz

Eh, vida boa
Quanto tempo faz
Que felicidade!
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai (Bis)

Num dia de tristeza me faltou o velho
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás


Eh, vida à toa
Vai no tempo vai
E eu sem ter maldade
Na inocência de criança de tão pouca idade
Troquei de mal com Deus por me levar meu pai (Bis)

E assim crescendo eu fui me criando sozinho
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o bambambã da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo
Assim sem perceber eu era adulto já

Eh, vida voa
Vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai

Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar (Bis)

segunda-feira, outubro 06, 2008

Eleições

Como foi difícil sair da minha caminha, pegar meu título de eleitor e ir até a 181ª Seção Eleitoral da 33ª Zona (tem esse nome não é por acaso!) e votar.

Minha vontade (declarada, inclusive!) era ir pra Sabará, entrar na primeira escolinha que eu encontrasse na minha frente, justificar minha ausência e voltar pra Belo Horizonte com a certeza de que meu dever cívico fora cumprido.

Mas como não me posicionar? A propaganda bonitinha com a Lavínia Vlasak grávida, de mãozinha na barriga e tudo, manda a gente se posicionar, porque quando não votamos, nosso "não voto" beneficia um candidato qualquer e lá lá lá... E tem todo aquele discurso de que para poder cobrar, temos que votar.

Resumindo a ópera, fui votar. Sem tesão, sem candidato definido... fui lá, levei o Dedé, ensinei ele a apertar os números e a tecla verde e TÍRURÍRURÍ. Igualzinho na propaganda.

Queria ter votado na Vanessa Portugal, a doida do PSTU que diz que vai tomar os imóveis devolutos de BH, mas meu medo era ela ficar mais doida e virar um tipo de Enéas. Queria ter votado na Soninha para ajudá-la em sua cruzada de obter mais votos que o Maluf (isso sim, um objetivo digno!). Queria ter votado no Gabeira, um homem que eu acho realmente merecedor de minha confiança. Ou na musa do Galo, ou em representante de classe da 5ª série do EEPG Enrico Bertoni, ou no Monteiro Lobato, ou em qualquer outra coisa... No entanto, praticando meu bundamolismo, votei com "consciência", vereador só na legenda, já que eu não conheço nenhum que mereça meu voto e em um "candidato sério" pra prefeito.

Saí de lá com uma certeza. Não de que meu dever cívico estivesse cumprido, mas de que eu sou, oficilmente, a maior bunda mole de Belo Horizonte.

Aqui deu segundo turno. Ou Leonardo Quintão, o caipira mais pré-fabricado da face da Terra ou Márcio Lacerda, o candidato do conchavo, ops... , da Aliança. De qualquer forma, dia 15 eu tenho de novo que escolher.

Nesse meio tempo, vou entrar numa academia, fazer umas séries naquele aparelho adutor/abdutor (ou coisa que o valha) pra ver se a bunda endurece. E talvez, apenas talvez... me mando pra Sabará.

sexta-feira, agosto 29, 2008

A compra

(qualquer semelhança com fatos e pessoas reais é mera coincidência)



Diz o corretor com seu sorriso indefectível:

- Nós vamos estar entregando o apartamento com o chão no cimento grosso.

Num primeiro momento, o que o incomodou foi apenas o maldito gerundismo. Comprar uma apartamento de uma pessoa que falava daquele jeito não lhe parecia correto. Como, depois disso, educar seus futuros filhos naquele ambiente cuja língua portuguesa fora tão violentamente profanada? Como fazer declarações de amor, recitar poemas para sua futura esposa? Logo ele, um professor! O que seria de seus futuros filhos criados naquele local? Todos pequenos futuros atendentes de telemarketing?

Apenas alguns segundos depois é que o conteúdo da frase o atingiu:

- Cimento grosso... E o piso?

- Fica por conta do comprador - diz o corretor sempre com o sorrisinho em seu rosto bonzinho.

- Ok, mas eu estou querendo um apartamento completo. O anúncio dizia "pronto para morar". Para eu poder morar, meu apartamento tem que ter piso. Piso, parede, teto... E você quer me vender "uma casa muito engraçada"? - riu intimamente de sua piadinha .

É claro que o corretor gerundista não entendeu o xiste. Mas continuou sorrindo com seus 54 dentes. E com uma expressão boba em sua cara de corretor.

- Veja bem, senhor. A opção do cimento grosso é para que o senhor possa estar escolhendo o piso que mais lhe agrade.

- Ah! Opção do cimento grosso. Ah, é uma opção. Pois eu opto pelo piso pronto. Porcelanato, carpete de madeira, tábua corrida, parquet paulista, qualquer coisa. Opto por qualquer coisa, menos cimento grosso.

- Mas essa é a única opção. (Sorriso condescendente. Ele não entendeu essa outra piadinha também.)

A ironia é que eles estavam no belíssimo apartamento-modelo, todo decorado, com um piso de granito deslumbrante.

O comprador respira fundo, faz umas contas mentais. Colocar o piso não faria um rombo em seu orçamento. O apartamento é bom, a localização é a melhor que seus parcos recursos de professor pôde conseguir, o casamento estava próximo e ele queria fazer uma supresa à sua futura mulher.

- Senhor, esse é o banheiro. Veja bem,... (sorriso cauteloso)

(Epa! "Veja bem" não é um bom começo de frase, principalmente na boca de um corretor sorridente.)

- Veja bem... a louça e os metais do banheiro são opcionais.

- Defina louça e metais opcionais.

- Nós estaremos entregando o banheiro com todas as instalações hidráulicas, mas se o senhor preferir que o banheiro seja entregue com as louças - vaso, pia - e com os metais - toneiras - o custo aumenta um pouco.

- Opa, opa, opa! Vocês vão me entregar sem vaso sanitário? "Ninguém podia fazer pipi, porque pinico não tinha ali"? Acho que o engenheiro responsável andou ouvindo muito os discos do Vinícius quando era criança.

- Isso eu não posso te dizer, senhor. Não conheço o Vinícius, ele saiu da empresa antes de eu começar a trabalhar. (Sorriso paciente)

- Tá! Tá! Ok. (om namah shivaya! inspira, expira, inspira, expira...) Mas me explica uma coisa. O chão do banheiro é esse ou também é cimento grosso?

- Bem, senhor, o chão é um pouco inferior, mas não é cimento grosso, senhor. O senhor tem cada uma... Cimento liso. Porque aí se o Sr. não quiser colocar piso por enquanto, nem vai precisar. (Sorriso ampliado) Mas os azuleijos da parede também não são esses; são inferiores.

- Inferiores...(1, 2, 3, calma! calma! inspira, expira, inspira, expira)

- Sim. E somente meia parede.

- Ah, tá, e vocês me apresentam um modelo deslumbrante, chão de granito, porcelana branca na parede toda pra depois me contar isso... Por favor, me mostre o resto do apartamento antes que eu me arrependa.

- Esse é um quarto... esse é o outro quarto.

- E cadê o terceiro reversível do anúncio?

- É na sala. Se o senhor quiser, o senhor pode estar utilizando a área da sala como um quarto.

- Peraí, a sala de estar? E onde eu faço minha sala de estar? No hall do elevador?

- Senhor... não, senhor. No hall do elevador é área comum. Não pode fazer sala lá. (sorriso didático)

- ...

- O Senhor quer ver a cozinha? (sorrisão)

- (desanimado) Por que não?

- Essa é a cozinha. Nós vamos estar entregando com todas as instalações hidráulicas prontas.

- Deixe-me adivinhar. Sem pia, certo?

- Isso. É opcional.

- E a área de serviços.

- É conjugada com a cozinha.

- Amigo (respira fundo), eu não estou vendo a área de serviços conjugada com a cozinha. Eu não estou vendo área de serviço nenhuma. Cadê o tanque, o lugar para eu instalar meu varal, minha máquina de lavar...

- Não tem local de tanque. Apenas a instalação para a máquina de lavar. Ali atrás da geladeira. Apartamento moderno, sabe como é... ninguém usa tanque hoje em dia. Mas tem um probleminha.

- Qual? (olhar ameaçador)

- Se o Senhor instalar a máquina de lavar, a geladeira tem que ficar na sala.

Desanimado, o comprador faz mas algumas contas mentais. Também, o que poderia se esperar de um apartamento com parcelas tão pequenas. Talvez, daqui trinta anos, depois de quitar o muquifo, poderia comprar um apartamento de verdade.

- Tudo bem. O preço é esse do anúncio não é mesmo?

- Sim... mas tem um pequeno problema que não saiu no anúncio.

- (exasperado) Qual?

- As semestrais de R$XX.XXX,XX e as anuais de R$ XX.XXX,XX.

- Fora as prestações?

- Sim. E as parcelas do financiamento de R$ XXXX,XX. Mas o financiamento o senhor só pagará depois que o apartamento ficar pronto... em 2012 (sorriso enorme)

Três horas depois, o corretor foi encontrado caído no chão do apartamento-modelo, sem memória, com um sorriso idiota em sua boca banguela.