Não gostei muito do nome. Três irmãos de sangue, a princípio, me soou como 2 filhos de Francisco.
Mas a comparação acaba aí. Impossível traçar qualquer paralelo entre a família do Francisco e a família Souza.
O formato também não é dos meus preferidos - documentário. Se bem que depois de ver o Vinicius e o Tom bêbados, meus preconceitos acerca desse tipo de filmes diminuiram muito.
E se o Chico Mário e o Betinho, que são figuras admiráveis, já me fariam querer muitíssimo assistir a esse filme, o Henfil faz com que eu vá correndo, voando, saltitante, de braços abertos e em câmera lenta, como quem vai encontrar um amante.
Me aguarde, amor, que eu já vou te ver!
quarta-feira, agosto 22, 2007
terça-feira, agosto 21, 2007
Sex-orkut
Lembram de um post que eu fiz, falando que o orkut servia para reaproximar amigos, fazer novos amigos e, além disso, tinha ainda o pessoal que me mandava recados para ver suas trepadas com seus namorados, ver a Cicarelli dando dentro do mar, blá blá blá? O serviço de utilidade pública do Orkut, o sex-orkut?
Pois é. Agora a coisa tornou-se mais íntima. As meninas e rapazes que antes me mandavam os recados para eu acessar os seus vídeos, agora me convidam para ser amiga. É Xaiane Cristal, Christinny Pink, Ritha Costha, Cláudya Surfistinha, Charles Bem-dotado. Todo dia tem um, dois convites desses no meu orkut. Um bando de chacretes e Alexandres Frotas do terceiro milênio. Fico até pensando se não é sempre a mesma pessoa... Vai olhar o perfil e é sempre a mesma coisa. No "sou eu" consta: visite meu vibeflog: http://www.gostosafazendosacanagem.blablalbla.com/. E a pose sexy da foto, segurando o cabelo pra cima, barriguinha de fora, perninhas dobradas daquele jeito de fazer o bumbum empinar. Meio deprê, devo dizer.
Será que eles olham para a minha foto e pensam: "essa aí tem cara de safadinha, vai acessar meu flog, vai contratar meus serviços. Pronto. Vou convidar para ser minha coleguinha". Se for isso, fico até meio lisonjeada de ser confundida com uma das safadinhas do orkut. Logo eu que tenho o perfil mais bem comportado do orkut. Nem preenchi aquele pefilzinho pessoal... Talvez seja algo na foto que eu coloquei lá.
Pensando bem, vou manter a fantasia e abrir um perfil só para atender aos meus novos amigos. Com um nome de chacrete, tipo Jullye Hurricane (o y a mais é imprescindível para identificar-se como um da tribo). E procurar no Google uma foto da Rita Cadillac novinha.
Pois é. Agora a coisa tornou-se mais íntima. As meninas e rapazes que antes me mandavam os recados para eu acessar os seus vídeos, agora me convidam para ser amiga. É Xaiane Cristal, Christinny Pink, Ritha Costha, Cláudya Surfistinha, Charles Bem-dotado. Todo dia tem um, dois convites desses no meu orkut. Um bando de chacretes e Alexandres Frotas do terceiro milênio. Fico até pensando se não é sempre a mesma pessoa... Vai olhar o perfil e é sempre a mesma coisa. No "sou eu" consta: visite meu vibeflog: http://www.gostosafazendosacanagem.blablalbla.com/. E a pose sexy da foto, segurando o cabelo pra cima, barriguinha de fora, perninhas dobradas daquele jeito de fazer o bumbum empinar. Meio deprê, devo dizer.
Será que eles olham para a minha foto e pensam: "essa aí tem cara de safadinha, vai acessar meu flog, vai contratar meus serviços. Pronto. Vou convidar para ser minha coleguinha". Se for isso, fico até meio lisonjeada de ser confundida com uma das safadinhas do orkut. Logo eu que tenho o perfil mais bem comportado do orkut. Nem preenchi aquele pefilzinho pessoal... Talvez seja algo na foto que eu coloquei lá.
Pensando bem, vou manter a fantasia e abrir um perfil só para atender aos meus novos amigos. Com um nome de chacrete, tipo Jullye Hurricane (o y a mais é imprescindível para identificar-se como um da tribo). E procurar no Google uma foto da Rita Cadillac novinha.
quarta-feira, agosto 08, 2007
Na Mooca

Apesar do clima estranho que rolava em São Paulo, uma certa tristeza do pessoal pelos últimos acontecimentos, da friaca que até agora eu não consegui tirar do meu osso, da gripe monstruosa que o André pegou e da greve de metrô que me fez ficar presa na Radial Leste na quinta-feira, visitar a Mooca é sempre inspirador. Pra vocês terem idéia, eu volto para Minas completamente italianada.
Eu já expressei aqui todo meu amor pela cidade de São Paulo, pela Avenida Paulista, pelo Centro da cidade, pelo metrô, pelo Rei do Mate, alguma coisa acontece no meu coração e essas coisas que todo mundo sabe a meu respeito.
Mas hoje, especificamente, minha declaração de amor vai para o único bairro do mundo que tem bandeira e hino: a Mooca. Porque a Mooca não é simplesmente um bairro em uma cidade grande. A Mooca é um estado de espírito, um way of life. O morador da Mooca não é paulistano. Aliás, é. Mas antes disso, ele é da Mooca.
E como o frio não permitiu que eu saísse para muito longe, aproveitei essa minha última ida a São Paulo para curtir a Mooca.
Uma das coisas que eu amo é o sotaque do Moquense (ou moqueiro, como minha cunhada do Tucuruvi chama o vivente da Mooca) é muito mais gostoso que a fala do resto de São Paulo. Não é aquela coisa pomposa meio Shopping Ibirapuera. Nem é uma coisa malaca de periferia. O moquense, como bom descendente de italiano, fala com o corpo todo, usa palavras antigas e gírias na mesma frase, fala pelos cotovelos (talvez isso já esteja até englobado no falar com o corpo todo), capricham nos erres e nos finais de sílaba com n . Por exemplo: lá não se fala pimenta. Fala-se pimeinnnnta, assim mesmo, com esse i no meio e um monte de enes depois.
Outra coisa que eu adoro na Mooca: todo mundo torce pro Juventus. Não importa se o cara é corinthiano, palmeirense ou sãopaulino. Se é da Mooca, é Juva de coração. Tanto é assim, que meu cunhado reconheceu um Moquense em um show pela camisa do Juventus. Nunca tinha visto o cara, mas se abraçaram como se fossem parentes que não se viam há muitos anos.
Feira livre é outra coisa típica da Mooca. Eu sei que aí na sua rua também tem feira livre, mas não é a feira livre da Fernando Falcão, ou da Jumana, ou da Guaimbé. Porque na feira livre da Mooca, os feirantes tem o maior prazer em alimentar as pessoas, independente se essas vão comprar ou não. O negócio é enfiar um pedaço de manga, mexirica ou carambola guela abaixo do sujeito só para receber o elogio de que a fruta está gostosa, está docinha. E lá não importa se você tem 18 ou 81 anos. O feirante vai te chamar de "linda" e de "menina". Se isso não é delicioso, eu não sei mais o que é.
Outra coisa que eu adoro na Mooca é a D. Noêmia, uma manicure japinha com sotaque italiano (isso só lá na Mooca mesmo pra ter). Se eu quiser me inteirar das histórias ocorridas nos últimos 6 meses, é só ir lá.
Ah, e a Cida, a síndica do prédio? Uma piada pronta. Se você pensar naquelas síndicas de filmes, com rolinho na cabeça, ranhetice estampada na cara e um marido bundão, pode saber que você pensa na Cida. Ela implicava com meu marido quando ele era criança e agora implica com o meu filho. Quer tradição maior que essa? E como vaso ruim não quebra, acho que ela viverá (e será síndica) para implicar com meus netos.
E é lá na Mooca que eu, órfã de avós sanguíneos, tenho uma nona italiana. Daquelas nonas que fazem macarronada aos domingos, enchem nossa boca de comida maravilhosa e nossos ouvidos de histórias lindas e ensinamentos sábios. Essa, assim como a Mooca toda, eu ganhei do meu marido moquense.
Vou aproveitar esses momentos de boas lembranças, em que eu ainda tenho um gostinho de Mooca na boca e continuo falando "pimeinta", antes do meu sotaque mineiro voltar. Fim do ano eu volto lá. Tá ligado?
O hino da Mooca
Letra: José das Neves Eustáquio
Sou da Mooca, sou moquense.
Amo esta região,
Meu bairro muito querido
Estás no meu coração.
Mooca, bairro tradição
Da Zona Leste és portal
Símbolo de uma região,
No trabalho és triunfal.
Teu dinamismo de agora
São heranças bem distantes.
Foste trilha outrora
De valentes bandeirantes.
Tens esportes, tens cultura,
Universidade até.
Os teus templos abrigam
Um povo com muita fé.
Desde o Parque D. Pedro
Tudo em ti é sucesso
Tuas ruas e avenidas
Representam o teu progresso.
Sou da Mooca, sou moquense,
Amo esta região
Meu bairro muito querido
Estás no meu coração.
É bonito o teu brasão
Bela é a tua bandeira
Nas festas de nosso povo
Tremula sempre altaneira.
Teu poema é história
Deste bairro hospitaleiro
Nascido à margem de um rio
Deste solo brasileiro.
Mooca em tupi quer dizer
Nossa casa, nosso abrigo,
No trabalho e no lazer
O moquense é muito amigo.
És valente, meu torrão.
Toca, meu bairro, toca
O canto com emoção.
Mooca, Mooca, Mooca
sábado, julho 21, 2007
Cara... como o top top do assessor da presidência pegou mal!! E eu que tinha ficado horrorizada porque o Comandante Camacho tinha feito uma piadinha, mandando chamar o C.S.I. para apurar o acidente, em uma entrevista com o Heródoto, no dia seguinte da tragédia.
Eu sei que depois da tragédia ocorrida não há muito o que se possa fazer. Mas um pouquinho de respeito e compaixão com quem perdeu pai, mãe, filhos, namorado, marido seria bom, né? Não se faz piada com a miséria alheia.
O que mais me impressionou não foram as imagens do prédio da Tam pegando fogo, nem do avião correndo pela pista sem conseguir parar. O que me toca e me impressiona é ver o desespero dos parentes das vítimas. Acho que são essas as verdadeiras vítimas. Os que ficaram pra trás.
Eu sei que depois da tragédia ocorrida não há muito o que se possa fazer. Mas um pouquinho de respeito e compaixão com quem perdeu pai, mãe, filhos, namorado, marido seria bom, né? Não se faz piada com a miséria alheia.
O que mais me impressionou não foram as imagens do prédio da Tam pegando fogo, nem do avião correndo pela pista sem conseguir parar. O que me toca e me impressiona é ver o desespero dos parentes das vítimas. Acho que são essas as verdadeiras vítimas. Os que ficaram pra trás.
sexta-feira, julho 13, 2007
Onze anos
Não gosto de escrever de amor. Toda vez que eu tento, o que sai sempre é algo lugar-comum, piegas, do tipo escrever Juliana e Otto S.A.L. dentro de um coraçãozinho furado por uma flechinha (para quem não teve adolescência ou não lembra porque está muito velho ou nunca foi romântico, S.A.L é a abreviatura de Se Amam Loucamente). Nunca consegui escrever um único versinho na vida.
Mas, apesar da minha breguice para escrever de amor, eu sou uma romântica assumida. Ainda não entrei em nenhum grupo de ajuda mútua por essa razão, nem declarei o meu amor no orkut criando a comunidade "Juliana e Otto S.A.L., dentro de um coraçãozinho furado por uma flechinha". Mas ele sabe... ele sabe...
Como sempre, afano de um dos meus outros amores os seus amores. Ano passado, foi Vinícius, dessa vez é Chico que me auxilia na declaração de amor ao meu amor. Meu rapaz, meu feio, sujo e malvado, meu nego.
Otto, eu sou sua menina, viu?
O meu amor
(Chico Buarque)
Terezinha: O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
Lúcia: O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
As duas: Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
Lúcia: O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai
Teresinha: O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai
As duas: Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
Mas, apesar da minha breguice para escrever de amor, eu sou uma romântica assumida. Ainda não entrei em nenhum grupo de ajuda mútua por essa razão, nem declarei o meu amor no orkut criando a comunidade "Juliana e Otto S.A.L., dentro de um coraçãozinho furado por uma flechinha". Mas ele sabe... ele sabe...
Como sempre, afano de um dos meus outros amores os seus amores. Ano passado, foi Vinícius, dessa vez é Chico que me auxilia na declaração de amor ao meu amor. Meu rapaz, meu feio, sujo e malvado, meu nego.
Otto, eu sou sua menina, viu?
O meu amor
(Chico Buarque)
Terezinha: O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
Lúcia: O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
As duas: Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
Lúcia: O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai
Teresinha: O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai
As duas: Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
quinta-feira, julho 05, 2007
Só pra me exibir
E é de exibida que eu sou mesmo...
O Otto estava dando uma navegada básica e achou um jornal que cita um post meu
E eu nem sabia que eu era uma cinealone...
http://www.opovo.com.br/colunas/up2date/594737.html
Chique, hein? E nem é de amigo meu...
O Otto estava dando uma navegada básica e achou um jornal que cita um post meu
E eu nem sabia que eu era uma cinealone...
http://www.opovo.com.br/colunas/up2date/594737.html
Chique, hein? E nem é de amigo meu...
terça-feira, julho 03, 2007
A Semana
Semana estranha...
Comecei a semana de um jeito normal, resolvendo um problema do escritório que de tão cabeludo deveria se chamar Chewbacca.
Na terça, eu e Otto estávamos começando a conjecturar onde passaríamos o fim de semana, em uma prévia do aniversário de casamento, já que seria o primeiro (e único) de muito tempo sem que ele trabalhasse. Levando-se em conta que o carro estava péssimo e com documentação irregular por causa das multas antigas, a opção era ônibus ou emprestar o carro do meu pai (papai, me empresta o carro, pra eu poder tirar um sarro com meu beeeeeem!). Ah, e pedir para minha mãe ficar com os pequenos, a parte mais importante da preparação.
Resolvido o problema da condução (meu pai foi muito gente fina) e dos meninos (minha mãe foi mais gente fina ainda), necessário decidir o "para onde ir". Tinha que ser nas proximidades de BH, já que só teríamos a tarde de sexta, o sábado e um pedaço do domingo para aproveitar a folga.
Ah! Tudo foi por terra quando ainda na terça, desconfiei que estava grávida. Viajar, nesse caso, nem pensar! Economia é a palavra de ordem quando a gente espera um filho não planejado e já tem outros dois pra criar. Pois bem. Desesperei, depois fiquei semi-feliz, fiz exame (negativo!!!), fiquei muito aliviada mas semi-triste. Já tinha até pensado na questão da grana, o Rafa que é maiorzinho venderia bala no ônibus, o Dedé pediria no sinal e a renda da família seria assim complementada.
Só sei que entre planejamentos de viagens românticas e criação de um filho ainda não nascido e tudo o mais, terminei a semana de carro novo (e com documentos REGULARES!!!), uma dívida de cinco anos para pagar e em uma mesa de jantar na Mooca, comendo pizza de mussarela do Paolucci e rindo até perder o fôlego.
Como eu disse, semana estranha...
Comecei a semana de um jeito normal, resolvendo um problema do escritório que de tão cabeludo deveria se chamar Chewbacca.
Na terça, eu e Otto estávamos começando a conjecturar onde passaríamos o fim de semana, em uma prévia do aniversário de casamento, já que seria o primeiro (e único) de muito tempo sem que ele trabalhasse. Levando-se em conta que o carro estava péssimo e com documentação irregular por causa das multas antigas, a opção era ônibus ou emprestar o carro do meu pai (papai, me empresta o carro, pra eu poder tirar um sarro com meu beeeeeem!). Ah, e pedir para minha mãe ficar com os pequenos, a parte mais importante da preparação.
Resolvido o problema da condução (meu pai foi muito gente fina) e dos meninos (minha mãe foi mais gente fina ainda), necessário decidir o "para onde ir". Tinha que ser nas proximidades de BH, já que só teríamos a tarde de sexta, o sábado e um pedaço do domingo para aproveitar a folga.
Ah! Tudo foi por terra quando ainda na terça, desconfiei que estava grávida. Viajar, nesse caso, nem pensar! Economia é a palavra de ordem quando a gente espera um filho não planejado e já tem outros dois pra criar. Pois bem. Desesperei, depois fiquei semi-feliz, fiz exame (negativo!!!), fiquei muito aliviada mas semi-triste. Já tinha até pensado na questão da grana, o Rafa que é maiorzinho venderia bala no ônibus, o Dedé pediria no sinal e a renda da família seria assim complementada.
Só sei que entre planejamentos de viagens românticas e criação de um filho ainda não nascido e tudo o mais, terminei a semana de carro novo (e com documentos REGULARES!!!), uma dívida de cinco anos para pagar e em uma mesa de jantar na Mooca, comendo pizza de mussarela do Paolucci e rindo até perder o fôlego.
Como eu disse, semana estranha...
À Silvia
Eu sei que esse não é o visual que você bolou pro meu blog, mas com a mandinguinha que você fez no gerenciador eu consegui fuçar, escolher, incluir imagem (olha só que evolução!!!!).
Então, apesar de o layout não ter sobrevivido daquele jeito que estava (acho que já passei da fase rosinha e, definitivamente, saí da fase azul também), você facilitou muito minha vida. E me ensinou a fuçar nisso aqui.
Obrigada, Silvex!!!!!!!
terça-feira, junho 26, 2007
A humanidade é desumana
E aí eles viram a menina lá, parada, na dela, acharam que a menina era puta. Resolveram dar pancada na puta.
Ah, tá! Agora entendi a lógica do negócio. É aquela mesma lógica torta dos moleques que botaram fogo no índio porque acharam que era mendigo.
Em puta pode bater, em mendigo pode jogar fogo. Claro. Coitados dos guris, foram levados a erro pelas circunstâncias. Mas também porque a garota estava sozinha, ali, dando a maior pinta de puta? E porque o tal do índio, em vez de se instalar em um hotel, resolveu dormir na rua? Acho que era mesmo só para ferrar com a vida dos pleiboizinhos classe média alta, cheios de tédio e preconceito e nenhuma ética ou respeito pelo próximo. E o pai de um deles ainda me vem até a tevê para dizer que seria uma injustiça colocar garotos que estudam na cadeia.
Ah, tá certo! Foi só uma traquinagem, uma brincadeirinha... e a garota nem morreu, né?
O pai do garoto só se esqueceu de uma coisa: ética, bondade, caráter, respeito ao próximo não se aprende em banco de escola, não se compra em supermercado com o rico dinheirinho da família. Ou se tem, ou não se tem. E ele deu uma péssima educação à cria dele.
Não me peçam para ter bom humor hoje. A humanidade me deixa azeda.
Ah, tá! Agora entendi a lógica do negócio. É aquela mesma lógica torta dos moleques que botaram fogo no índio porque acharam que era mendigo.
Em puta pode bater, em mendigo pode jogar fogo. Claro. Coitados dos guris, foram levados a erro pelas circunstâncias. Mas também porque a garota estava sozinha, ali, dando a maior pinta de puta? E porque o tal do índio, em vez de se instalar em um hotel, resolveu dormir na rua? Acho que era mesmo só para ferrar com a vida dos pleiboizinhos classe média alta, cheios de tédio e preconceito e nenhuma ética ou respeito pelo próximo. E o pai de um deles ainda me vem até a tevê para dizer que seria uma injustiça colocar garotos que estudam na cadeia.
Ah, tá certo! Foi só uma traquinagem, uma brincadeirinha... e a garota nem morreu, né?
O pai do garoto só se esqueceu de uma coisa: ética, bondade, caráter, respeito ao próximo não se aprende em banco de escola, não se compra em supermercado com o rico dinheirinho da família. Ou se tem, ou não se tem. E ele deu uma péssima educação à cria dele.
Não me peçam para ter bom humor hoje. A humanidade me deixa azeda.
quarta-feira, junho 20, 2007
Vou falar (mal) de novela
Não sei se eu sou muito desligada, ou se a coisa era tão ruim mesmo que não mereceu atenção da minha parte, ou se eu só estou comentando isso aqui por absoluta falta de assunto e imaginação.
O fato é que apenas na semana passada, já quando do derradeiro suspiro de mais uma aberração da teledramaturgia global, a tal novela da Jaca é que eu notei a heresia.
Não, eu não assisti aquilo que pela propaganda já dava mostras de sua natureza odiosa: um misto de Chaves e Zorra Total, com um monte de homem marombeiro idiota metido a gostoso e um monte de manequins-modelos-semi-analfas-anoréxicas metidas a atrizes. Mas como o diabo atenta, meu controle remoto zapeou a bosta da novela por um instante, apenas para que eu pudesse notar que os personagens principais eram Arthur, Guinevère e Lancelote. E sim... e eles fazem um triângulo amoroso!!! Ah! E a vilã, adivinhem? Morgana!!! Deve ter acendido uma luzinha na cabeça do autor quando ele pensou nessa hipótese.
Nem dá para dizer como eu fiquei furiosa com isso. Para mim, lendas arthurianas são sagradas. Arthur, Guinevère, Lancelote, Morgana, Merlin, Nimue, Tristan, Galahad, Mordered... esses são meus personagens favoritos de toda a literatura mundial. Sempre que me cai uma versão qualquer nas mãos, ela é devidamente devorada. Aliás, meu sonho de consumo era ser uma sacerdotisa de Avalon. Só para fazer nascer um rabo de rato no idiota que escreveu essa novela profana.
Pois bem... a coisa toda só serviu para cutucar um bichinho que mora dentro de mim e eu domo a cada segunda e quarta-feira com a ioga: meu mau humor atávico.
Ainda bem que novela herege acabou. E melhor ainda que hoje é quarta-feira, porque só me lembrar que o Lancelote era o orangotango do Marcos Pasquim e o Arthur o retardado do Murilo Benício eu tenho ganas de jogar meu aparelho de TV no chão.
O fato é que apenas na semana passada, já quando do derradeiro suspiro de mais uma aberração da teledramaturgia global, a tal novela da Jaca é que eu notei a heresia.
Não, eu não assisti aquilo que pela propaganda já dava mostras de sua natureza odiosa: um misto de Chaves e Zorra Total, com um monte de homem marombeiro idiota metido a gostoso e um monte de manequins-modelos-semi-analfas-anoréxicas metidas a atrizes. Mas como o diabo atenta, meu controle remoto zapeou a bosta da novela por um instante, apenas para que eu pudesse notar que os personagens principais eram Arthur, Guinevère e Lancelote. E sim... e eles fazem um triângulo amoroso!!! Ah! E a vilã, adivinhem? Morgana!!! Deve ter acendido uma luzinha na cabeça do autor quando ele pensou nessa hipótese.
Nem dá para dizer como eu fiquei furiosa com isso. Para mim, lendas arthurianas são sagradas. Arthur, Guinevère, Lancelote, Morgana, Merlin, Nimue, Tristan, Galahad, Mordered... esses são meus personagens favoritos de toda a literatura mundial. Sempre que me cai uma versão qualquer nas mãos, ela é devidamente devorada. Aliás, meu sonho de consumo era ser uma sacerdotisa de Avalon. Só para fazer nascer um rabo de rato no idiota que escreveu essa novela profana.
Pois bem... a coisa toda só serviu para cutucar um bichinho que mora dentro de mim e eu domo a cada segunda e quarta-feira com a ioga: meu mau humor atávico.
Ainda bem que novela herege acabou. E melhor ainda que hoje é quarta-feira, porque só me lembrar que o Lancelote era o orangotango do Marcos Pasquim e o Arthur o retardado do Murilo Benício eu tenho ganas de jogar meu aparelho de TV no chão.
sexta-feira, junho 15, 2007
Simplesmente amor...
Ontem realizei uma vontade antiga. Comprei o DVD do filme Simplesmente Amor.
Sempre tive um xodó especial por esse filme. É um filme de amor que não é piegas, conta histórias de amor não correspondido, amor não consumado, amor entre marido e mulher, amor entre pai e filho, entre irmãos(Ok! Nunca entendi qual é a do amor fraternal que leva a Laura Linney deixar o Rodrigo Santoro de cuequinha, lindo, cheio de saúde e amor pra dar, lá, deitadinho na cama e correr para o hospício para dar carinho pro irmão piradaço).
O que o eleva à categoria de um dos meus filmes favoritos? Várias coisas. O Colin Firth é uma delas, claro! E o Hugh Grant dançando desengonçado é outra. Ele parece meu pai dançando. Deve ser algo edipiano... E esse é um dos únicos filmes que as cenas excluídas são tão boas quanto as aproveitadas.
Mas a melhor história desse filme, na minha opinião é aquela do Liam Neeson e do enteado. A mãe do menino, esposa do Liam, morre. Eles têm que descobrir um outro jeito de se relacionar sem o intermédio dela. E o mote é o amor que o garoto sente por uma coleguinha de sala de aula. O padrasto se torna o confidente e o aliado em um plano lindo e infantil para o garoto conseguir conquistar o coração da garotinha.
E eu ando me sentindo meio Liam Neeson... Meu pequeno está sofrendo de amor, o primeiro da vida dele! E me escolheu como confidente (o que quer dizer que com esse post eu estou cometendo uma inconfidência, certo? Mas é uma inconfidência por corujice... altamente perdoável!)
Um amor enorme e impossível de um garotinho de 8 anos por uma garota de 13. Sentem o drama? Meu coração anda dividido entre a ternura que eu sinto por saber que tenho um pequeno romântico dentro da minha casa e o sofrimento que eu sinto com o sofrimento dele. O mais lindo é que ele se declara, escreve cartas, trava quando a garota chega perto... E sofre por ela se interessar por meninos de quinze anos!
Tenho que assistir muito ao filme para aprender com o Liam.
Sempre tive um xodó especial por esse filme. É um filme de amor que não é piegas, conta histórias de amor não correspondido, amor não consumado, amor entre marido e mulher, amor entre pai e filho, entre irmãos(Ok! Nunca entendi qual é a do amor fraternal que leva a Laura Linney deixar o Rodrigo Santoro de cuequinha, lindo, cheio de saúde e amor pra dar, lá, deitadinho na cama e correr para o hospício para dar carinho pro irmão piradaço).
O que o eleva à categoria de um dos meus filmes favoritos? Várias coisas. O Colin Firth é uma delas, claro! E o Hugh Grant dançando desengonçado é outra. Ele parece meu pai dançando. Deve ser algo edipiano... E esse é um dos únicos filmes que as cenas excluídas são tão boas quanto as aproveitadas.
Mas a melhor história desse filme, na minha opinião é aquela do Liam Neeson e do enteado. A mãe do menino, esposa do Liam, morre. Eles têm que descobrir um outro jeito de se relacionar sem o intermédio dela. E o mote é o amor que o garoto sente por uma coleguinha de sala de aula. O padrasto se torna o confidente e o aliado em um plano lindo e infantil para o garoto conseguir conquistar o coração da garotinha.
E eu ando me sentindo meio Liam Neeson... Meu pequeno está sofrendo de amor, o primeiro da vida dele! E me escolheu como confidente (o que quer dizer que com esse post eu estou cometendo uma inconfidência, certo? Mas é uma inconfidência por corujice... altamente perdoável!)
Um amor enorme e impossível de um garotinho de 8 anos por uma garota de 13. Sentem o drama? Meu coração anda dividido entre a ternura que eu sinto por saber que tenho um pequeno romântico dentro da minha casa e o sofrimento que eu sinto com o sofrimento dele. O mais lindo é que ele se declara, escreve cartas, trava quando a garota chega perto... E sofre por ela se interessar por meninos de quinze anos!
Tenho que assistir muito ao filme para aprender com o Liam.
Só para encerrar o assunto
Não deu mesmo! Como eu temia, A Pedra do Reino é cansativa e enrolada. Ou eu sou mesmo uma ignorante completa! Mas admito que não passei do segundo bloco.
Mesmo ontem, tentei ver o capítulo enquanto esperava um colega enrolado trazer uma pasta para uma audiência que ia fazer no dia seguinte. Não deu de novo. O triste mesmo foi descobrir que ver o House tirar uma solitária de oito metros da barriga da garota era mais atraente que o Ariano Suassuna. Tudo bem, não o Ariano, mas a adaptação de sua principal obra.
Continuo firme no livro e o melhor de tudo é que leio ouvindo a voz do Suassuna contando a história para mim. Deletei aquela voz chata do ator da Globo.
Mesmo ontem, tentei ver o capítulo enquanto esperava um colega enrolado trazer uma pasta para uma audiência que ia fazer no dia seguinte. Não deu de novo. O triste mesmo foi descobrir que ver o House tirar uma solitária de oito metros da barriga da garota era mais atraente que o Ariano Suassuna. Tudo bem, não o Ariano, mas a adaptação de sua principal obra.
Continuo firme no livro e o melhor de tudo é que leio ouvindo a voz do Suassuna contando a história para mim. Deletei aquela voz chata do ator da Globo.
sexta-feira, junho 01, 2007
Sobre livros, filmes e etc.
Dias atrás eu contei aqui que fui assistir ao "Batismo de Sangue". Bom... tem umas duas horas que eu acabei de ler o livro.
Contei não? Ganhei de Dia das Mães!
Melhor que o filme, claro! e por vezes uma pancada na boca do estômago, principalmente nas passagens que tratam da tortura dos frades e do período que o Tito viveu na França, enlouquecendo com a lembrança da tortura e do Delegado Fleury. Posso dizer que o livro foi meio que devorado, levando-se em consideração que o meu tempo para ler se resume ao itinerário que o ônibus faz do meu trabalho para a minha casa ou quando eu pego alguma fila de banco.
E hoje eu volto para o meu Romance d'A Pedra do Reino, que foi abandonado para eu poder estudar para um concurso (obviamente, não estudei e, mais obviamente ainda, não passei! Mas minha consciência doia cada vez que eu abria um livro que não fosse a apostila do concurso).
Tenho que iniciar a leitura antes da minissérie para poder imaginar o Quaderna do meu jeitinho, sem cara de ator da Globo. Até porque o Quaderna da propaganda está a cara do Visconde de Sabugosa. Mas na verdade, quando eu estava lendo o livro (antes de me inscrever pro tal concurso), eu já imaginava o Dom Pedro Quaderna meio Don Quixote, assim, magrão, rosto fino, barba, cabelão... Visconde de Sabugosa mesmo. E o próprio Ariano, que é fã de Cervantes, classifica esse personagem como "quixotesco".
A propaganda da minissérie me desanimou um tiquinho, confesso. Tive a impressão que o Luiz Fernando Carvalho vai abusar dos elementos circenses e de teatro mambembe que, em um filme ou programa isolado cai muito bem, dá um visual bonito, mas para uma minissérie talvez a coisa fique meio cansativa. É que eu gostei tanto d'O Auto da Compadecida do Guel Arraes, tão cinematográfico que, com uns cortes aqui e outros ali, acabou virando filme mesmo. Irônico. Para a peça, linguagem de cinema. Para o romance, linguagem de teatro.
De qualquer forma, é muito bom saber que, de vez em quando, a TV aberta resolve adaptar histórias bacanas e prestigia a literatura brasileira que é tão rica.
Bom... quem lê esse blog sabe que o Ariano Suassuna é um dos meus santos padroeiros, meu escritor favorito nessa vida e minha paixão eterna. Então, mesmo que a minissérie se revele uma decepção, eu vou ficar acordada até tarde para conferir. E esse é o único livro dele que tem aqui em casa que eu não consegui terminar. Agora termino!
E depois que terminar esse, tenho o "Catch a fire" e o Bob Marley me esperando. E eu só contei isso pra matar a Isis de inveja!!!
Contei não? Ganhei de Dia das Mães!
Melhor que o filme, claro! e por vezes uma pancada na boca do estômago, principalmente nas passagens que tratam da tortura dos frades e do período que o Tito viveu na França, enlouquecendo com a lembrança da tortura e do Delegado Fleury. Posso dizer que o livro foi meio que devorado, levando-se em consideração que o meu tempo para ler se resume ao itinerário que o ônibus faz do meu trabalho para a minha casa ou quando eu pego alguma fila de banco.
E hoje eu volto para o meu Romance d'A Pedra do Reino, que foi abandonado para eu poder estudar para um concurso (obviamente, não estudei e, mais obviamente ainda, não passei! Mas minha consciência doia cada vez que eu abria um livro que não fosse a apostila do concurso).
Tenho que iniciar a leitura antes da minissérie para poder imaginar o Quaderna do meu jeitinho, sem cara de ator da Globo. Até porque o Quaderna da propaganda está a cara do Visconde de Sabugosa. Mas na verdade, quando eu estava lendo o livro (antes de me inscrever pro tal concurso), eu já imaginava o Dom Pedro Quaderna meio Don Quixote, assim, magrão, rosto fino, barba, cabelão... Visconde de Sabugosa mesmo. E o próprio Ariano, que é fã de Cervantes, classifica esse personagem como "quixotesco".
A propaganda da minissérie me desanimou um tiquinho, confesso. Tive a impressão que o Luiz Fernando Carvalho vai abusar dos elementos circenses e de teatro mambembe que, em um filme ou programa isolado cai muito bem, dá um visual bonito, mas para uma minissérie talvez a coisa fique meio cansativa. É que eu gostei tanto d'O Auto da Compadecida do Guel Arraes, tão cinematográfico que, com uns cortes aqui e outros ali, acabou virando filme mesmo. Irônico. Para a peça, linguagem de cinema. Para o romance, linguagem de teatro.
De qualquer forma, é muito bom saber que, de vez em quando, a TV aberta resolve adaptar histórias bacanas e prestigia a literatura brasileira que é tão rica.
Bom... quem lê esse blog sabe que o Ariano Suassuna é um dos meus santos padroeiros, meu escritor favorito nessa vida e minha paixão eterna. Então, mesmo que a minissérie se revele uma decepção, eu vou ficar acordada até tarde para conferir. E esse é o único livro dele que tem aqui em casa que eu não consegui terminar. Agora termino!
E depois que terminar esse, tenho o "Catch a fire" e o Bob Marley me esperando. E eu só contei isso pra matar a Isis de inveja!!!
quinta-feira, maio 31, 2007
Um show, por favor!!!
Tô me roendo de inveja...
Vou dar a lidinha básica diária no blog do Randall (www.febrealta.blogger.com.br) e ele conta que foi comprar ingresso pro show do Engenheiros do Hawaii. Abro o blog da Silvia (www.cambalhotas.blogspot.com) e lá está ela contando que foi a dois na semana passada. Mundo Livre e Ira!
Tá... não sou a maior fã do Mundo Livre, apesar do Sandro, meu amigo musical, ter tentado aplicar Mundo Livre nos meus ouvidos. Também não escuto Engenheiros desde minha adolescência. Mas... caramba! Tô com inveja mesmo! O último que eu fui na vida foi há cinco anos atrás, do Nação Zumbi, no Lapa. E só fui porque tava barato, minha mãe estava cuidando do Rafa pra mim (não tinha o Dedé ainda).
E ainda fui sem o Otto, que estava de plantão. Fui com a Gracinha e um casal de amigos dela. Duas figuraças, gente boníssima. O que minha cunhada classificaria como "aquele povo cismado". Não entendeu? Cismado... do tipo que dança sozinho, fora do ritmo, filosofa sobre a finitude do prato de macarrão que acabou de comer.
Sobre o show? Bom pra caramba!
Tirando o caso do banquinho...
Eu, sortuda que sou, consegui achar, naquela muvuca um banquinho encostado perto do bar, sem dono, sem lenço e sem documento. E achado não é roubado, meu pé já tinha sido pisoteado... o banco é meu!!!
Coloquei num lugar bacaninha que dava pra ficar assistindo o show, sentadona. Sentamos eu e Gracinha, assim, dividindo o banco. Meia bunda de cada. De vez em quando a gente trocava de lado para poder descansar o outro pé (e a outra metade da bunda que já estava anestesiada). Mas nossa alegria não durou nem cinco minutos.
Chegou um cara passando mal, como se fosse vomitar em cima da gente. A Gracinha saiu correndo, me puxando do banco e o cara... filho da puta (inteligente, mas filho da puta) que não estava passando mal coisa nenhuma (que surpresa!), sentou-se feliz da vida. No meu banquinho.
Fiquei puta, depois fiquei chateada e depois aceitei que ele foi mais esperto que eu e desencanei! Decidi que ia aproveitar o resto da noite apesar do meu pé dolorido e fiquei lá dançando do lado dos meus amigos cismados. Mas esse não era o plano da minha amiga. Não!!! Ela, muito maquiavelicamente decidiu que ia se vingar.
Pra isso, entrou na fila quilométrica do bar, comprou uma água e meia horas depois (porque foi o tempo que ela ficou na fila para aplacar sua ira) voltou até o usurpador que ainda estava refestelado no meu banquinho. Pegou um pouquinho de água com a mão em conchinha e jogou com todo ódio na cara do ser. Umas três vezes. Só para ouvir um "Menina, como tu é boazinha! Guardou lugar pra mim e agora vem me refrescar com uma aguinha! Tem a manha de ir buscar uma cervejinha ali pra mim?".
Vou dar a lidinha básica diária no blog do Randall (www.febrealta.blogger.com.br) e ele conta que foi comprar ingresso pro show do Engenheiros do Hawaii. Abro o blog da Silvia (www.cambalhotas.blogspot.com) e lá está ela contando que foi a dois na semana passada. Mundo Livre e Ira!
Tá... não sou a maior fã do Mundo Livre, apesar do Sandro, meu amigo musical, ter tentado aplicar Mundo Livre nos meus ouvidos. Também não escuto Engenheiros desde minha adolescência. Mas... caramba! Tô com inveja mesmo! O último que eu fui na vida foi há cinco anos atrás, do Nação Zumbi, no Lapa. E só fui porque tava barato, minha mãe estava cuidando do Rafa pra mim (não tinha o Dedé ainda).
E ainda fui sem o Otto, que estava de plantão. Fui com a Gracinha e um casal de amigos dela. Duas figuraças, gente boníssima. O que minha cunhada classificaria como "aquele povo cismado". Não entendeu? Cismado... do tipo que dança sozinho, fora do ritmo, filosofa sobre a finitude do prato de macarrão que acabou de comer.
Sobre o show? Bom pra caramba!
Tirando o caso do banquinho...
Eu, sortuda que sou, consegui achar, naquela muvuca um banquinho encostado perto do bar, sem dono, sem lenço e sem documento. E achado não é roubado, meu pé já tinha sido pisoteado... o banco é meu!!!
Coloquei num lugar bacaninha que dava pra ficar assistindo o show, sentadona. Sentamos eu e Gracinha, assim, dividindo o banco. Meia bunda de cada. De vez em quando a gente trocava de lado para poder descansar o outro pé (e a outra metade da bunda que já estava anestesiada). Mas nossa alegria não durou nem cinco minutos.
Chegou um cara passando mal, como se fosse vomitar em cima da gente. A Gracinha saiu correndo, me puxando do banco e o cara... filho da puta (inteligente, mas filho da puta) que não estava passando mal coisa nenhuma (que surpresa!), sentou-se feliz da vida. No meu banquinho.
Fiquei puta, depois fiquei chateada e depois aceitei que ele foi mais esperto que eu e desencanei! Decidi que ia aproveitar o resto da noite apesar do meu pé dolorido e fiquei lá dançando do lado dos meus amigos cismados. Mas esse não era o plano da minha amiga. Não!!! Ela, muito maquiavelicamente decidiu que ia se vingar.
Pra isso, entrou na fila quilométrica do bar, comprou uma água e meia horas depois (porque foi o tempo que ela ficou na fila para aplacar sua ira) voltou até o usurpador que ainda estava refestelado no meu banquinho. Pegou um pouquinho de água com a mão em conchinha e jogou com todo ódio na cara do ser. Umas três vezes. Só para ouvir um "Menina, como tu é boazinha! Guardou lugar pra mim e agora vem me refrescar com uma aguinha! Tem a manha de ir buscar uma cervejinha ali pra mim?".
segunda-feira, maio 14, 2007
Enquanto isso, na festinha de dia das mães...
Ano passado foi o Rafael que cantou uma musiquinha do Claudinho e Buchecha e eu chorei até virar o tópico mais comentado entre as crianças do ensino fundamental.
Esse ano foi o André que, para piorar minha situação, cantou uma breganeja do Bruno e Marrone (veja lá se isso é nome de dupla sertaneja...).
Veja como é terrível minha situação na escola: além de ter fama de mãe-chorona (mico tremendo!), todo mundo lá acha que eu GOSTO desse tipo de música e, por isso, o choro emocionado. Ninguém pensa que eu posso, simplesmente, achar a minha ninhada a mais linda do mundo!
Se no ano que vem, na apresentação de dias das mães vierem com axé, eu mudo meus meninos de escola!
Mãe chorona, vá lá, mas mal gosto musical, JAMÉ!!!
Esse ano foi o André que, para piorar minha situação, cantou uma breganeja do Bruno e Marrone (veja lá se isso é nome de dupla sertaneja...).
Veja como é terrível minha situação na escola: além de ter fama de mãe-chorona (mico tremendo!), todo mundo lá acha que eu GOSTO desse tipo de música e, por isso, o choro emocionado. Ninguém pensa que eu posso, simplesmente, achar a minha ninhada a mais linda do mundo!
Se no ano que vem, na apresentação de dias das mães vierem com axé, eu mudo meus meninos de escola!
Mãe chorona, vá lá, mas mal gosto musical, JAMÉ!!!
segunda-feira, maio 07, 2007
Plano B
Caramba! Descobri que não tenho um plano B.
Estou de saco cheio de ser advogada, de cliente, audiência, petição, problemas alheios e o raio que o parta. Ser mãe e esposa, e só, não é uma opção até porque essas coisas não remuneradas não ajudam muito no orçamento doméstico. E eu seria insuportável se ficasse o dia todo dentro de casa só cuidando de meninos, comida, roupa e limpeza em geral.
E eu estou notando que todo mundo nessa vida tem um plano B caso as coisas desandem. Ou pelo menos uma outra habilidade, um talento oculto. Eu não tenho nenhum. Se tudo der errado, me lasco! Mas me lasco bonito mesmo! Porque não tenho nenhuma habilidade fantástica (nem uma meia-boca, diga-se de passagem) não sei desenhar ou tocar instrumento musical, sou péssima em esportes, cozinho só pro gasto, não sou manequim/modelo/atriz e dançando eu assusto todo mundo. E tenho uma preguiça enorme de tentar aprender essas coisas. Aliás, a única coisa que eu faço com maestria é ter preguiça. Se for olhar no dicionário no verbete de preguiça, você encontra
Preguiça: s.f. 1. Indolência 2. Lentidão 3. Mamífero sem dentes, arborícola 4. Juliana
Talvez um bom plano B seja trabalhar como piloto de teste de colchões, de rede, de cadeira de praia ou qualquer coisa que o valha.
Pronto! Vou começar mandar meus currículos.
Estou de saco cheio de ser advogada, de cliente, audiência, petição, problemas alheios e o raio que o parta. Ser mãe e esposa, e só, não é uma opção até porque essas coisas não remuneradas não ajudam muito no orçamento doméstico. E eu seria insuportável se ficasse o dia todo dentro de casa só cuidando de meninos, comida, roupa e limpeza em geral.
E eu estou notando que todo mundo nessa vida tem um plano B caso as coisas desandem. Ou pelo menos uma outra habilidade, um talento oculto. Eu não tenho nenhum. Se tudo der errado, me lasco! Mas me lasco bonito mesmo! Porque não tenho nenhuma habilidade fantástica (nem uma meia-boca, diga-se de passagem) não sei desenhar ou tocar instrumento musical, sou péssima em esportes, cozinho só pro gasto, não sou manequim/modelo/atriz e dançando eu assusto todo mundo. E tenho uma preguiça enorme de tentar aprender essas coisas. Aliás, a única coisa que eu faço com maestria é ter preguiça. Se for olhar no dicionário no verbete de preguiça, você encontra
Preguiça: s.f. 1. Indolência 2. Lentidão 3. Mamífero sem dentes, arborícola 4. Juliana
Talvez um bom plano B seja trabalhar como piloto de teste de colchões, de rede, de cadeira de praia ou qualquer coisa que o valha.
Pronto! Vou começar mandar meus currículos.
sábado, abril 21, 2007
Fui ao cinema ontem!
Semana passada, lendo a coluna do Frei Betto, n'O Estado de Minas, fiquei sabendo que o filme Batismo de Sangue já estava para estrear. Eu me lembro do bafafá que rolou na época das filmagens, já que o filme foi rodado quase todo em BH mas tinha esquecido que era para agora.
Essa história do envolvimento dos Dominicanos na luta contra a repressão sempre me interessou muito. O período da ditadura foi um dos períodos negros da história brasileira, mas a situação fez surgir heroísmo de onde menos se esperava e esse, talvez seja o caso dos pacatos dominicanos. Já havia lido relatos dos frades, visto documentários, mas nunca consegui ler o livro do Frei Betto que deu origem ao filme. Tinha vontade, mas sempre havia algo para ler antes. Fui deixando.
Então, quando soube que a estréia estava próxima, sai atrás de comprar o livro para tentar lê-lo antes de ver o filme. Aquilo de deixar a mente livre para imaginar os personagens ou associá-los aos reais. Só assim, os personagens da história na minha cabeça não seriam o Caio Blat, o Angelo Antônio, o Daniel de Oliveira... Seriam Ivo, Osvaldo, Betto, Fernando, os reais, aqueles dos documentários e o Tito das fotos. Bom... o livro custa 45 pilas e na mesma livraria eu achei o Grande Sertão: Veredas por 25... preço justo que eu dei com prazer. A fradaiada ficou para outra ocasião.
Mas como meu interesse pela história não diminuiu, não resisti e fui assistir ao filme.
Meu herói sempre foi o Tito. A idéia que eu tenho dele é aquela meio idealizada, das histórias contadas pelos outros frades que, certamente, também o idealizaram. Mas, de todo jeito, um lutador, alguém que não sucumbiu às torturas físicas e psicológicas sofridas nas mãos de Fleury e corja, alguém que amava o país e tentou fazer diferença. E que amava a vida acima de todas as coisas e, talvez por isso mesmo, preferiu se matar a perdê-la. Essa era sua frase, repetida até o limite da pieguice no filme: melhor morrer do que perder a vida. Era um forte. Não entregou os companheiros, mesmo após 3 dias de torturas ininterruptas. Mas longe delas, no exílio entregou-se à saudade e à paranóia. Perdeu sua paz de espírito e sua sanidade à lembrança das torturas e de seu torturador, o Delegado Fleury.
No filme, duas coisas mexeram comigo profundamente: o Caio Blat fazendo o papel do Tito e as cenas de tortura.
O Caio Blat nunca foi um dos meus atores favoritos. Sempre o achei meio pretensioso, meio intelectualóide, meio "sou ser pensante, sou angustiado, sou complicado" (tenho uma preguiiiiiiça disso!)... Mas me rendo, ele é bom ator. E ver o Tito sair da minha imaginação e ser encarnado por alguém que entendeu a magnitude do personagem histórico que interpretava me tocou muitíssimo.
As torturas são pavorosas. E a gente ouve sempre falar que eram mesmo. Sempre alguém que viveu aqueles dias conta de um vizinho, um amigo, um parente que foi torturado, que sumiu... Mas uma coisa é saber que aconteceu e outra é ver aquilo representado com tanto realismo. Chorei de horror.Não dá para ficar impassível principalmente sabendo que não há qualquer exagero naquilo.
E por fim, a curiosidade: boa parte da história se passa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas a maioria das locações são em BH. Reconheci várias: o Colégio Santana faz as vezes de convento dos dominicanos em São Paulo, o Túnel Tancredo Neves é o Túnel Rebouças e o Frei Betto vai salvar um amigo que mora em São Paulo em um prédio onde mora uma amiga minha. São Paulo é logo ali na Cidade Jardim. Essas malandragenzinhas do Helvécio Ratton, que devem ter barateado muito o filme, não comprometem.
Saí da sala de cinema admirando ainda mais todos aqueles que lutaram pelo fim da ditatura, que não aceitaram as coisas como elas eram, que não se deixaram anestesiar, que lutaram, pagaram com a integridade física, mental ou com a vida. E se eu não encontrar o livro em um sebo, estou seriamente tentada a dar 45 reais lá na Livraria da Travessa.
Essa história do envolvimento dos Dominicanos na luta contra a repressão sempre me interessou muito. O período da ditadura foi um dos períodos negros da história brasileira, mas a situação fez surgir heroísmo de onde menos se esperava e esse, talvez seja o caso dos pacatos dominicanos. Já havia lido relatos dos frades, visto documentários, mas nunca consegui ler o livro do Frei Betto que deu origem ao filme. Tinha vontade, mas sempre havia algo para ler antes. Fui deixando.
Então, quando soube que a estréia estava próxima, sai atrás de comprar o livro para tentar lê-lo antes de ver o filme. Aquilo de deixar a mente livre para imaginar os personagens ou associá-los aos reais. Só assim, os personagens da história na minha cabeça não seriam o Caio Blat, o Angelo Antônio, o Daniel de Oliveira... Seriam Ivo, Osvaldo, Betto, Fernando, os reais, aqueles dos documentários e o Tito das fotos. Bom... o livro custa 45 pilas e na mesma livraria eu achei o Grande Sertão: Veredas por 25... preço justo que eu dei com prazer. A fradaiada ficou para outra ocasião.
Mas como meu interesse pela história não diminuiu, não resisti e fui assistir ao filme.
Meu herói sempre foi o Tito. A idéia que eu tenho dele é aquela meio idealizada, das histórias contadas pelos outros frades que, certamente, também o idealizaram. Mas, de todo jeito, um lutador, alguém que não sucumbiu às torturas físicas e psicológicas sofridas nas mãos de Fleury e corja, alguém que amava o país e tentou fazer diferença. E que amava a vida acima de todas as coisas e, talvez por isso mesmo, preferiu se matar a perdê-la. Essa era sua frase, repetida até o limite da pieguice no filme: melhor morrer do que perder a vida. Era um forte. Não entregou os companheiros, mesmo após 3 dias de torturas ininterruptas. Mas longe delas, no exílio entregou-se à saudade e à paranóia. Perdeu sua paz de espírito e sua sanidade à lembrança das torturas e de seu torturador, o Delegado Fleury.
No filme, duas coisas mexeram comigo profundamente: o Caio Blat fazendo o papel do Tito e as cenas de tortura.
O Caio Blat nunca foi um dos meus atores favoritos. Sempre o achei meio pretensioso, meio intelectualóide, meio "sou ser pensante, sou angustiado, sou complicado" (tenho uma preguiiiiiiça disso!)... Mas me rendo, ele é bom ator. E ver o Tito sair da minha imaginação e ser encarnado por alguém que entendeu a magnitude do personagem histórico que interpretava me tocou muitíssimo.
As torturas são pavorosas. E a gente ouve sempre falar que eram mesmo. Sempre alguém que viveu aqueles dias conta de um vizinho, um amigo, um parente que foi torturado, que sumiu... Mas uma coisa é saber que aconteceu e outra é ver aquilo representado com tanto realismo. Chorei de horror.Não dá para ficar impassível principalmente sabendo que não há qualquer exagero naquilo.
E por fim, a curiosidade: boa parte da história se passa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas a maioria das locações são em BH. Reconheci várias: o Colégio Santana faz as vezes de convento dos dominicanos em São Paulo, o Túnel Tancredo Neves é o Túnel Rebouças e o Frei Betto vai salvar um amigo que mora em São Paulo em um prédio onde mora uma amiga minha. São Paulo é logo ali na Cidade Jardim. Essas malandragenzinhas do Helvécio Ratton, que devem ter barateado muito o filme, não comprometem.
Saí da sala de cinema admirando ainda mais todos aqueles que lutaram pelo fim da ditatura, que não aceitaram as coisas como elas eram, que não se deixaram anestesiar, que lutaram, pagaram com a integridade física, mental ou com a vida. E se eu não encontrar o livro em um sebo, estou seriamente tentada a dar 45 reais lá na Livraria da Travessa.
sexta-feira, março 30, 2007
Midiática
(um postezinho de última hora só para tirar a minha cabeça da greve dos controladores de vôo e da grande possibilidade da minha viagem melar)
Em tempos de biguibroder o bacana mesmo é ser anônimo... e normalmente eu sou bacanérrima porque o mais perto que normalmente chego da fama e notoriedade é a minha página no Orkut, vez por outra visitada por um desconhecido ou outro.
Mas confesso que já tive meus momentos de fama também... E como sou exibida, vou contá-los par vocês.
1. Quando criança, em todas as férias, eu participava do Programa do Tio Mário, em Uberaba. O programa era como um "Domingo no Parque Triangulino", com um Silvio Santos meio jeca (e se me lembro bem, magrelo e careca). E os prêmios não eram Tênis Montreal, bicicleta, brinquedo da Estrela. Eram pasta de papelão, canetinhas, lápis de cor, régua. E o primeiro lugar ganhava uma camisetinha. Nem preciso dizer que eu nunca ganhei a camisetinha. Mas o legal é que o tio Mário premiava todos os participantes, não só os vencedores. Então eu tinha uma coleção de pasta de papelão e massinha de modelar.
2. Conta audição de piano tocando a "Marcha dos Soldadinhos de Chumbo", ou "Musette" ou "Uma, duas angolinhas?". Acho que vale... Bom, eu participei de umas três ou quatro. E meu pai até chorou de orgulho (foi orgulho sim!).
3. Falando em pai... fiz um dueto com ele em um videokê de um posto de gasolina em Ubatuba. Uma coisa, assim, meio Duets, saca? O que faz de mim a Gwyneth Paltrow. Mas não cantei Betty Davis Eyes, nem Cruisin'... Cantamos uma música do Roberto Carlos (para nós, cantores de videokê, Bob), porque se é para pagar mico, vamos pagar direito! Mas é ciúme, ciúme de você, ciúme de você, ciúme de você... Poesia pura!
4. Se contam as audições de piano e apresentações em videokê em posto de gasolina... também contam as apresentações de Jazz promovidas pela professora Chris Potiguara, no CRT de Tucuruí. Ah... rolou uma no CRA. Eu dancei a música da Marina, aquela das "bundinhas de fora". Não... minha bundinha não apareceu nessa história.
5. Já que eu resolvi contar todas as passagens de glória da minha vida... os desfiles do "curso de manequim da Marilim". Em minha defesa, alego que todas as minhas amigas faziam o tal do curso. Era meio para fazer parte da turma. E rolou até uma provinha de conclusão de curso. Nessa prova, a gente tinha que desfilar para umas juradas, trajando roupa de festa, roupa casual, biquini... Fiquei em penúltimo lugar, graças à minha elegância de pata. Não fiquei em último lugar, infelizmente, porque a Lizandra estava menstruada no dia da prova e não desfilou de biquini.
6. Cantei no show do Luiz Melodia... Éééééé! Por essa vocês não esperavam, né? É, véio, ele desceu do palco, veio até meu assento e colocou me colocou o microfone perto da minha boca para eu cantar a música que estava rolando. Um pedacinho de Estácio, eu e você. Cantei aquela parte "hoje o tempo está mais firme, abre mais meu apetite". Abalei as estruturas do Teatro Alterosa naqueles trinta segundos em que o microfone esteve perto da minha boca... não sei se é coincidência mas, desde então, o cara não apareceu mais em BH.
7. A Angela Ro Ro mandou o Otto me dar um amasso no show dela. Também no Teatro Alterosa. Ah... esse Teatro Alterosa... Não sei porque eles não me deixam mais comprar entrada para nenhum evento que rola lá.
8. E meu momento mais brilhante, o auge da minha vida profissional: eu fui advogada do Tiririca em uma audiência aqui em BH! Ainda conto essa passagem gloriosa da minha vida para vocês.
Em tempos de biguibroder o bacana mesmo é ser anônimo... e normalmente eu sou bacanérrima porque o mais perto que normalmente chego da fama e notoriedade é a minha página no Orkut, vez por outra visitada por um desconhecido ou outro.
Mas confesso que já tive meus momentos de fama também... E como sou exibida, vou contá-los par vocês.
1. Quando criança, em todas as férias, eu participava do Programa do Tio Mário, em Uberaba. O programa era como um "Domingo no Parque Triangulino", com um Silvio Santos meio jeca (e se me lembro bem, magrelo e careca). E os prêmios não eram Tênis Montreal, bicicleta, brinquedo da Estrela. Eram pasta de papelão, canetinhas, lápis de cor, régua. E o primeiro lugar ganhava uma camisetinha. Nem preciso dizer que eu nunca ganhei a camisetinha. Mas o legal é que o tio Mário premiava todos os participantes, não só os vencedores. Então eu tinha uma coleção de pasta de papelão e massinha de modelar.
2. Conta audição de piano tocando a "Marcha dos Soldadinhos de Chumbo", ou "Musette" ou "Uma, duas angolinhas?". Acho que vale... Bom, eu participei de umas três ou quatro. E meu pai até chorou de orgulho (foi orgulho sim!).
3. Falando em pai... fiz um dueto com ele em um videokê de um posto de gasolina em Ubatuba. Uma coisa, assim, meio Duets, saca? O que faz de mim a Gwyneth Paltrow. Mas não cantei Betty Davis Eyes, nem Cruisin'... Cantamos uma música do Roberto Carlos (para nós, cantores de videokê, Bob), porque se é para pagar mico, vamos pagar direito! Mas é ciúme, ciúme de você, ciúme de você, ciúme de você... Poesia pura!
4. Se contam as audições de piano e apresentações em videokê em posto de gasolina... também contam as apresentações de Jazz promovidas pela professora Chris Potiguara, no CRT de Tucuruí. Ah... rolou uma no CRA. Eu dancei a música da Marina, aquela das "bundinhas de fora". Não... minha bundinha não apareceu nessa história.
5. Já que eu resolvi contar todas as passagens de glória da minha vida... os desfiles do "curso de manequim da Marilim". Em minha defesa, alego que todas as minhas amigas faziam o tal do curso. Era meio para fazer parte da turma. E rolou até uma provinha de conclusão de curso. Nessa prova, a gente tinha que desfilar para umas juradas, trajando roupa de festa, roupa casual, biquini... Fiquei em penúltimo lugar, graças à minha elegância de pata. Não fiquei em último lugar, infelizmente, porque a Lizandra estava menstruada no dia da prova e não desfilou de biquini.
6. Cantei no show do Luiz Melodia... Éééééé! Por essa vocês não esperavam, né? É, véio, ele desceu do palco, veio até meu assento e colocou me colocou o microfone perto da minha boca para eu cantar a música que estava rolando. Um pedacinho de Estácio, eu e você. Cantei aquela parte "hoje o tempo está mais firme, abre mais meu apetite". Abalei as estruturas do Teatro Alterosa naqueles trinta segundos em que o microfone esteve perto da minha boca... não sei se é coincidência mas, desde então, o cara não apareceu mais em BH.
7. A Angela Ro Ro mandou o Otto me dar um amasso no show dela. Também no Teatro Alterosa. Ah... esse Teatro Alterosa... Não sei porque eles não me deixam mais comprar entrada para nenhum evento que rola lá.
8. E meu momento mais brilhante, o auge da minha vida profissional: eu fui advogada do Tiririca em uma audiência aqui em BH! Ainda conto essa passagem gloriosa da minha vida para vocês.
quarta-feira, março 21, 2007
Vejam o filme!
Adoro chorar em filmes românticos.
E devo acrescentar que não é um chorinho contido. Não!!! É uma enxurrada! Choro até a cara ficar vermelha e inchada, o nariz começar a escorrer e eu não conseguir mais respirar de tanto soluço. Dependendo do filme, pode ser que eu deixe uma lagrimazinha no canto do olho escorrer e só. Mas meu grande prazer é chorar até quase desmaiar. Mas não choro alto. Eu sei respeitar quem está do meu lado assistindo ao filme.
E como vocês devem imaginar, meu marido passa maus bocados com essa minha excentricidade. Imagina sair com uma mulher completamente arrasada da sala de cinema? Aliás, o Otto já está escolado. Antes de começar a crise ele muda de lugar, finge que não me conhece e fica tudo certo. Me encontra meia hora depois de terminado o filme quando, então, eu já estou composta, com a cara lavada e maquiagem retocada.
Mas por que eu estou contando isso?
É porque ontem eu chorei gostoso! Elsa & Fred.

E devo acrescentar que não é um chorinho contido. Não!!! É uma enxurrada! Choro até a cara ficar vermelha e inchada, o nariz começar a escorrer e eu não conseguir mais respirar de tanto soluço. Dependendo do filme, pode ser que eu deixe uma lagrimazinha no canto do olho escorrer e só. Mas meu grande prazer é chorar até quase desmaiar. Mas não choro alto. Eu sei respeitar quem está do meu lado assistindo ao filme.
E como vocês devem imaginar, meu marido passa maus bocados com essa minha excentricidade. Imagina sair com uma mulher completamente arrasada da sala de cinema? Aliás, o Otto já está escolado. Antes de começar a crise ele muda de lugar, finge que não me conhece e fica tudo certo. Me encontra meia hora depois de terminado o filme quando, então, eu já estou composta, com a cara lavada e maquiagem retocada.
Mas por que eu estou contando isso?
É porque ontem eu chorei gostoso! Elsa & Fred.

Na verdade, não foi a enxurrada habitual, mas o filme é maravilhoso, delicado, romântico, engraçado e delicioso. Eu até já imaginava que seria tudo isso, porque tinha recebido boas indicações. Só que estava "economizando" para assisti-lo em uma ocasião especial (plantão do Otto, por exemplo, porque se rolasse choro barra pesada, ele seria poupado). Mas o filme é tão bacana que eu fiz questão de assisti-lo de novo, dessa vez com meu nego, porque esse filme é pra ver com cobertor de orelha.
E já está na minha lista de filmes românticos preferidos, logo depois de Simplesmente amor e um pouco antes de Tarde demais para esquecer.
Eu gosto de filmes românticos porque eu sempre me transporto para eles e me torno a personagem principal. Eu já fui a Audrey Hepburn várias vezes. Perdi a conta de quantas Megs Ryans eu fui. Deborah Kerr, algumas ocasiões. Há muitos anos atrás fui a Molly Ringwald (filminho romântico dos anos 80 também contam). Bridget Jones por duas vezes, Celine, Amelie Poulain (essa eu fui por vários meses)... todas tão lindas e tão românticas... mas, agora eu quero ser uma velhinha embusteira de 82 anos. Mentirosa, alegre, passional, atrevida, charmosa. Eu quero ser a Elsa. E fazer do meu meu nego o Alfredo mais feliz do mundo.segunda-feira, março 12, 2007
Uma imagem vale mais que mil palavras

Eu sei que não se cutuca onça com vara curta. Mas resistir como?
Isis,
Essa é para encerrar a discussão e provar meu ponto de vista: não há nada de incoerente em gostar do Messias de Jah e capetão do Mick Jagger. Eles convivem em harmonia, seja no meu walkman, seja na minha estante de cds, seja nessa foto postada especialmente para você. Diariamente, eu ouço Positive Vibration seguida por Sympathy for the devil. É quase uma prece.
Deus e o Diabo, de vez em quando, filosofam (e dão um peguinha também... é só olhar para a cara de feliz do trio aí em cima para saber o que eles estavam fazendo antes da foto).
Ainda que isso não encerre nossas discussões futuras sobre o assunto (e nem é isso que eu quero), que fique registrado que em toda e qualquer pendenga Marley-Stones eu, desde já, me declaro vencedora. Uhuuuuu!!!
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