E aí eles viram a menina lá, parada, na dela, acharam que a menina era puta. Resolveram dar pancada na puta.
Ah, tá! Agora entendi a lógica do negócio. É aquela mesma lógica torta dos moleques que botaram fogo no índio porque acharam que era mendigo.
Em puta pode bater, em mendigo pode jogar fogo. Claro. Coitados dos guris, foram levados a erro pelas circunstâncias. Mas também porque a garota estava sozinha, ali, dando a maior pinta de puta? E porque o tal do índio, em vez de se instalar em um hotel, resolveu dormir na rua? Acho que era mesmo só para ferrar com a vida dos pleiboizinhos classe média alta, cheios de tédio e preconceito e nenhuma ética ou respeito pelo próximo. E o pai de um deles ainda me vem até a tevê para dizer que seria uma injustiça colocar garotos que estudam na cadeia.
Ah, tá certo! Foi só uma traquinagem, uma brincadeirinha... e a garota nem morreu, né?
O pai do garoto só se esqueceu de uma coisa: ética, bondade, caráter, respeito ao próximo não se aprende em banco de escola, não se compra em supermercado com o rico dinheirinho da família. Ou se tem, ou não se tem. E ele deu uma péssima educação à cria dele.
Não me peçam para ter bom humor hoje. A humanidade me deixa azeda.
terça-feira, junho 26, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007
Vou falar (mal) de novela
Não sei se eu sou muito desligada, ou se a coisa era tão ruim mesmo que não mereceu atenção da minha parte, ou se eu só estou comentando isso aqui por absoluta falta de assunto e imaginação.
O fato é que apenas na semana passada, já quando do derradeiro suspiro de mais uma aberração da teledramaturgia global, a tal novela da Jaca é que eu notei a heresia.
Não, eu não assisti aquilo que pela propaganda já dava mostras de sua natureza odiosa: um misto de Chaves e Zorra Total, com um monte de homem marombeiro idiota metido a gostoso e um monte de manequins-modelos-semi-analfas-anoréxicas metidas a atrizes. Mas como o diabo atenta, meu controle remoto zapeou a bosta da novela por um instante, apenas para que eu pudesse notar que os personagens principais eram Arthur, Guinevère e Lancelote. E sim... e eles fazem um triângulo amoroso!!! Ah! E a vilã, adivinhem? Morgana!!! Deve ter acendido uma luzinha na cabeça do autor quando ele pensou nessa hipótese.
Nem dá para dizer como eu fiquei furiosa com isso. Para mim, lendas arthurianas são sagradas. Arthur, Guinevère, Lancelote, Morgana, Merlin, Nimue, Tristan, Galahad, Mordered... esses são meus personagens favoritos de toda a literatura mundial. Sempre que me cai uma versão qualquer nas mãos, ela é devidamente devorada. Aliás, meu sonho de consumo era ser uma sacerdotisa de Avalon. Só para fazer nascer um rabo de rato no idiota que escreveu essa novela profana.
Pois bem... a coisa toda só serviu para cutucar um bichinho que mora dentro de mim e eu domo a cada segunda e quarta-feira com a ioga: meu mau humor atávico.
Ainda bem que novela herege acabou. E melhor ainda que hoje é quarta-feira, porque só me lembrar que o Lancelote era o orangotango do Marcos Pasquim e o Arthur o retardado do Murilo Benício eu tenho ganas de jogar meu aparelho de TV no chão.
O fato é que apenas na semana passada, já quando do derradeiro suspiro de mais uma aberração da teledramaturgia global, a tal novela da Jaca é que eu notei a heresia.
Não, eu não assisti aquilo que pela propaganda já dava mostras de sua natureza odiosa: um misto de Chaves e Zorra Total, com um monte de homem marombeiro idiota metido a gostoso e um monte de manequins-modelos-semi-analfas-anoréxicas metidas a atrizes. Mas como o diabo atenta, meu controle remoto zapeou a bosta da novela por um instante, apenas para que eu pudesse notar que os personagens principais eram Arthur, Guinevère e Lancelote. E sim... e eles fazem um triângulo amoroso!!! Ah! E a vilã, adivinhem? Morgana!!! Deve ter acendido uma luzinha na cabeça do autor quando ele pensou nessa hipótese.
Nem dá para dizer como eu fiquei furiosa com isso. Para mim, lendas arthurianas são sagradas. Arthur, Guinevère, Lancelote, Morgana, Merlin, Nimue, Tristan, Galahad, Mordered... esses são meus personagens favoritos de toda a literatura mundial. Sempre que me cai uma versão qualquer nas mãos, ela é devidamente devorada. Aliás, meu sonho de consumo era ser uma sacerdotisa de Avalon. Só para fazer nascer um rabo de rato no idiota que escreveu essa novela profana.
Pois bem... a coisa toda só serviu para cutucar um bichinho que mora dentro de mim e eu domo a cada segunda e quarta-feira com a ioga: meu mau humor atávico.
Ainda bem que novela herege acabou. E melhor ainda que hoje é quarta-feira, porque só me lembrar que o Lancelote era o orangotango do Marcos Pasquim e o Arthur o retardado do Murilo Benício eu tenho ganas de jogar meu aparelho de TV no chão.
sexta-feira, junho 15, 2007
Simplesmente amor...
Ontem realizei uma vontade antiga. Comprei o DVD do filme Simplesmente Amor.
Sempre tive um xodó especial por esse filme. É um filme de amor que não é piegas, conta histórias de amor não correspondido, amor não consumado, amor entre marido e mulher, amor entre pai e filho, entre irmãos(Ok! Nunca entendi qual é a do amor fraternal que leva a Laura Linney deixar o Rodrigo Santoro de cuequinha, lindo, cheio de saúde e amor pra dar, lá, deitadinho na cama e correr para o hospício para dar carinho pro irmão piradaço).
O que o eleva à categoria de um dos meus filmes favoritos? Várias coisas. O Colin Firth é uma delas, claro! E o Hugh Grant dançando desengonçado é outra. Ele parece meu pai dançando. Deve ser algo edipiano... E esse é um dos únicos filmes que as cenas excluídas são tão boas quanto as aproveitadas.
Mas a melhor história desse filme, na minha opinião é aquela do Liam Neeson e do enteado. A mãe do menino, esposa do Liam, morre. Eles têm que descobrir um outro jeito de se relacionar sem o intermédio dela. E o mote é o amor que o garoto sente por uma coleguinha de sala de aula. O padrasto se torna o confidente e o aliado em um plano lindo e infantil para o garoto conseguir conquistar o coração da garotinha.
E eu ando me sentindo meio Liam Neeson... Meu pequeno está sofrendo de amor, o primeiro da vida dele! E me escolheu como confidente (o que quer dizer que com esse post eu estou cometendo uma inconfidência, certo? Mas é uma inconfidência por corujice... altamente perdoável!)
Um amor enorme e impossível de um garotinho de 8 anos por uma garota de 13. Sentem o drama? Meu coração anda dividido entre a ternura que eu sinto por saber que tenho um pequeno romântico dentro da minha casa e o sofrimento que eu sinto com o sofrimento dele. O mais lindo é que ele se declara, escreve cartas, trava quando a garota chega perto... E sofre por ela se interessar por meninos de quinze anos!
Tenho que assistir muito ao filme para aprender com o Liam.
Sempre tive um xodó especial por esse filme. É um filme de amor que não é piegas, conta histórias de amor não correspondido, amor não consumado, amor entre marido e mulher, amor entre pai e filho, entre irmãos(Ok! Nunca entendi qual é a do amor fraternal que leva a Laura Linney deixar o Rodrigo Santoro de cuequinha, lindo, cheio de saúde e amor pra dar, lá, deitadinho na cama e correr para o hospício para dar carinho pro irmão piradaço).
O que o eleva à categoria de um dos meus filmes favoritos? Várias coisas. O Colin Firth é uma delas, claro! E o Hugh Grant dançando desengonçado é outra. Ele parece meu pai dançando. Deve ser algo edipiano... E esse é um dos únicos filmes que as cenas excluídas são tão boas quanto as aproveitadas.
Mas a melhor história desse filme, na minha opinião é aquela do Liam Neeson e do enteado. A mãe do menino, esposa do Liam, morre. Eles têm que descobrir um outro jeito de se relacionar sem o intermédio dela. E o mote é o amor que o garoto sente por uma coleguinha de sala de aula. O padrasto se torna o confidente e o aliado em um plano lindo e infantil para o garoto conseguir conquistar o coração da garotinha.
E eu ando me sentindo meio Liam Neeson... Meu pequeno está sofrendo de amor, o primeiro da vida dele! E me escolheu como confidente (o que quer dizer que com esse post eu estou cometendo uma inconfidência, certo? Mas é uma inconfidência por corujice... altamente perdoável!)
Um amor enorme e impossível de um garotinho de 8 anos por uma garota de 13. Sentem o drama? Meu coração anda dividido entre a ternura que eu sinto por saber que tenho um pequeno romântico dentro da minha casa e o sofrimento que eu sinto com o sofrimento dele. O mais lindo é que ele se declara, escreve cartas, trava quando a garota chega perto... E sofre por ela se interessar por meninos de quinze anos!
Tenho que assistir muito ao filme para aprender com o Liam.
Só para encerrar o assunto
Não deu mesmo! Como eu temia, A Pedra do Reino é cansativa e enrolada. Ou eu sou mesmo uma ignorante completa! Mas admito que não passei do segundo bloco.
Mesmo ontem, tentei ver o capítulo enquanto esperava um colega enrolado trazer uma pasta para uma audiência que ia fazer no dia seguinte. Não deu de novo. O triste mesmo foi descobrir que ver o House tirar uma solitária de oito metros da barriga da garota era mais atraente que o Ariano Suassuna. Tudo bem, não o Ariano, mas a adaptação de sua principal obra.
Continuo firme no livro e o melhor de tudo é que leio ouvindo a voz do Suassuna contando a história para mim. Deletei aquela voz chata do ator da Globo.
Mesmo ontem, tentei ver o capítulo enquanto esperava um colega enrolado trazer uma pasta para uma audiência que ia fazer no dia seguinte. Não deu de novo. O triste mesmo foi descobrir que ver o House tirar uma solitária de oito metros da barriga da garota era mais atraente que o Ariano Suassuna. Tudo bem, não o Ariano, mas a adaptação de sua principal obra.
Continuo firme no livro e o melhor de tudo é que leio ouvindo a voz do Suassuna contando a história para mim. Deletei aquela voz chata do ator da Globo.
sexta-feira, junho 01, 2007
Sobre livros, filmes e etc.
Dias atrás eu contei aqui que fui assistir ao "Batismo de Sangue". Bom... tem umas duas horas que eu acabei de ler o livro.
Contei não? Ganhei de Dia das Mães!
Melhor que o filme, claro! e por vezes uma pancada na boca do estômago, principalmente nas passagens que tratam da tortura dos frades e do período que o Tito viveu na França, enlouquecendo com a lembrança da tortura e do Delegado Fleury. Posso dizer que o livro foi meio que devorado, levando-se em consideração que o meu tempo para ler se resume ao itinerário que o ônibus faz do meu trabalho para a minha casa ou quando eu pego alguma fila de banco.
E hoje eu volto para o meu Romance d'A Pedra do Reino, que foi abandonado para eu poder estudar para um concurso (obviamente, não estudei e, mais obviamente ainda, não passei! Mas minha consciência doia cada vez que eu abria um livro que não fosse a apostila do concurso).
Tenho que iniciar a leitura antes da minissérie para poder imaginar o Quaderna do meu jeitinho, sem cara de ator da Globo. Até porque o Quaderna da propaganda está a cara do Visconde de Sabugosa. Mas na verdade, quando eu estava lendo o livro (antes de me inscrever pro tal concurso), eu já imaginava o Dom Pedro Quaderna meio Don Quixote, assim, magrão, rosto fino, barba, cabelão... Visconde de Sabugosa mesmo. E o próprio Ariano, que é fã de Cervantes, classifica esse personagem como "quixotesco".
A propaganda da minissérie me desanimou um tiquinho, confesso. Tive a impressão que o Luiz Fernando Carvalho vai abusar dos elementos circenses e de teatro mambembe que, em um filme ou programa isolado cai muito bem, dá um visual bonito, mas para uma minissérie talvez a coisa fique meio cansativa. É que eu gostei tanto d'O Auto da Compadecida do Guel Arraes, tão cinematográfico que, com uns cortes aqui e outros ali, acabou virando filme mesmo. Irônico. Para a peça, linguagem de cinema. Para o romance, linguagem de teatro.
De qualquer forma, é muito bom saber que, de vez em quando, a TV aberta resolve adaptar histórias bacanas e prestigia a literatura brasileira que é tão rica.
Bom... quem lê esse blog sabe que o Ariano Suassuna é um dos meus santos padroeiros, meu escritor favorito nessa vida e minha paixão eterna. Então, mesmo que a minissérie se revele uma decepção, eu vou ficar acordada até tarde para conferir. E esse é o único livro dele que tem aqui em casa que eu não consegui terminar. Agora termino!
E depois que terminar esse, tenho o "Catch a fire" e o Bob Marley me esperando. E eu só contei isso pra matar a Isis de inveja!!!
Contei não? Ganhei de Dia das Mães!
Melhor que o filme, claro! e por vezes uma pancada na boca do estômago, principalmente nas passagens que tratam da tortura dos frades e do período que o Tito viveu na França, enlouquecendo com a lembrança da tortura e do Delegado Fleury. Posso dizer que o livro foi meio que devorado, levando-se em consideração que o meu tempo para ler se resume ao itinerário que o ônibus faz do meu trabalho para a minha casa ou quando eu pego alguma fila de banco.
E hoje eu volto para o meu Romance d'A Pedra do Reino, que foi abandonado para eu poder estudar para um concurso (obviamente, não estudei e, mais obviamente ainda, não passei! Mas minha consciência doia cada vez que eu abria um livro que não fosse a apostila do concurso).
Tenho que iniciar a leitura antes da minissérie para poder imaginar o Quaderna do meu jeitinho, sem cara de ator da Globo. Até porque o Quaderna da propaganda está a cara do Visconde de Sabugosa. Mas na verdade, quando eu estava lendo o livro (antes de me inscrever pro tal concurso), eu já imaginava o Dom Pedro Quaderna meio Don Quixote, assim, magrão, rosto fino, barba, cabelão... Visconde de Sabugosa mesmo. E o próprio Ariano, que é fã de Cervantes, classifica esse personagem como "quixotesco".
A propaganda da minissérie me desanimou um tiquinho, confesso. Tive a impressão que o Luiz Fernando Carvalho vai abusar dos elementos circenses e de teatro mambembe que, em um filme ou programa isolado cai muito bem, dá um visual bonito, mas para uma minissérie talvez a coisa fique meio cansativa. É que eu gostei tanto d'O Auto da Compadecida do Guel Arraes, tão cinematográfico que, com uns cortes aqui e outros ali, acabou virando filme mesmo. Irônico. Para a peça, linguagem de cinema. Para o romance, linguagem de teatro.
De qualquer forma, é muito bom saber que, de vez em quando, a TV aberta resolve adaptar histórias bacanas e prestigia a literatura brasileira que é tão rica.
Bom... quem lê esse blog sabe que o Ariano Suassuna é um dos meus santos padroeiros, meu escritor favorito nessa vida e minha paixão eterna. Então, mesmo que a minissérie se revele uma decepção, eu vou ficar acordada até tarde para conferir. E esse é o único livro dele que tem aqui em casa que eu não consegui terminar. Agora termino!
E depois que terminar esse, tenho o "Catch a fire" e o Bob Marley me esperando. E eu só contei isso pra matar a Isis de inveja!!!
quinta-feira, maio 31, 2007
Um show, por favor!!!
Tô me roendo de inveja...
Vou dar a lidinha básica diária no blog do Randall (www.febrealta.blogger.com.br) e ele conta que foi comprar ingresso pro show do Engenheiros do Hawaii. Abro o blog da Silvia (www.cambalhotas.blogspot.com) e lá está ela contando que foi a dois na semana passada. Mundo Livre e Ira!
Tá... não sou a maior fã do Mundo Livre, apesar do Sandro, meu amigo musical, ter tentado aplicar Mundo Livre nos meus ouvidos. Também não escuto Engenheiros desde minha adolescência. Mas... caramba! Tô com inveja mesmo! O último que eu fui na vida foi há cinco anos atrás, do Nação Zumbi, no Lapa. E só fui porque tava barato, minha mãe estava cuidando do Rafa pra mim (não tinha o Dedé ainda).
E ainda fui sem o Otto, que estava de plantão. Fui com a Gracinha e um casal de amigos dela. Duas figuraças, gente boníssima. O que minha cunhada classificaria como "aquele povo cismado". Não entendeu? Cismado... do tipo que dança sozinho, fora do ritmo, filosofa sobre a finitude do prato de macarrão que acabou de comer.
Sobre o show? Bom pra caramba!
Tirando o caso do banquinho...
Eu, sortuda que sou, consegui achar, naquela muvuca um banquinho encostado perto do bar, sem dono, sem lenço e sem documento. E achado não é roubado, meu pé já tinha sido pisoteado... o banco é meu!!!
Coloquei num lugar bacaninha que dava pra ficar assistindo o show, sentadona. Sentamos eu e Gracinha, assim, dividindo o banco. Meia bunda de cada. De vez em quando a gente trocava de lado para poder descansar o outro pé (e a outra metade da bunda que já estava anestesiada). Mas nossa alegria não durou nem cinco minutos.
Chegou um cara passando mal, como se fosse vomitar em cima da gente. A Gracinha saiu correndo, me puxando do banco e o cara... filho da puta (inteligente, mas filho da puta) que não estava passando mal coisa nenhuma (que surpresa!), sentou-se feliz da vida. No meu banquinho.
Fiquei puta, depois fiquei chateada e depois aceitei que ele foi mais esperto que eu e desencanei! Decidi que ia aproveitar o resto da noite apesar do meu pé dolorido e fiquei lá dançando do lado dos meus amigos cismados. Mas esse não era o plano da minha amiga. Não!!! Ela, muito maquiavelicamente decidiu que ia se vingar.
Pra isso, entrou na fila quilométrica do bar, comprou uma água e meia horas depois (porque foi o tempo que ela ficou na fila para aplacar sua ira) voltou até o usurpador que ainda estava refestelado no meu banquinho. Pegou um pouquinho de água com a mão em conchinha e jogou com todo ódio na cara do ser. Umas três vezes. Só para ouvir um "Menina, como tu é boazinha! Guardou lugar pra mim e agora vem me refrescar com uma aguinha! Tem a manha de ir buscar uma cervejinha ali pra mim?".
Vou dar a lidinha básica diária no blog do Randall (www.febrealta.blogger.com.br) e ele conta que foi comprar ingresso pro show do Engenheiros do Hawaii. Abro o blog da Silvia (www.cambalhotas.blogspot.com) e lá está ela contando que foi a dois na semana passada. Mundo Livre e Ira!
Tá... não sou a maior fã do Mundo Livre, apesar do Sandro, meu amigo musical, ter tentado aplicar Mundo Livre nos meus ouvidos. Também não escuto Engenheiros desde minha adolescência. Mas... caramba! Tô com inveja mesmo! O último que eu fui na vida foi há cinco anos atrás, do Nação Zumbi, no Lapa. E só fui porque tava barato, minha mãe estava cuidando do Rafa pra mim (não tinha o Dedé ainda).
E ainda fui sem o Otto, que estava de plantão. Fui com a Gracinha e um casal de amigos dela. Duas figuraças, gente boníssima. O que minha cunhada classificaria como "aquele povo cismado". Não entendeu? Cismado... do tipo que dança sozinho, fora do ritmo, filosofa sobre a finitude do prato de macarrão que acabou de comer.
Sobre o show? Bom pra caramba!
Tirando o caso do banquinho...
Eu, sortuda que sou, consegui achar, naquela muvuca um banquinho encostado perto do bar, sem dono, sem lenço e sem documento. E achado não é roubado, meu pé já tinha sido pisoteado... o banco é meu!!!
Coloquei num lugar bacaninha que dava pra ficar assistindo o show, sentadona. Sentamos eu e Gracinha, assim, dividindo o banco. Meia bunda de cada. De vez em quando a gente trocava de lado para poder descansar o outro pé (e a outra metade da bunda que já estava anestesiada). Mas nossa alegria não durou nem cinco minutos.
Chegou um cara passando mal, como se fosse vomitar em cima da gente. A Gracinha saiu correndo, me puxando do banco e o cara... filho da puta (inteligente, mas filho da puta) que não estava passando mal coisa nenhuma (que surpresa!), sentou-se feliz da vida. No meu banquinho.
Fiquei puta, depois fiquei chateada e depois aceitei que ele foi mais esperto que eu e desencanei! Decidi que ia aproveitar o resto da noite apesar do meu pé dolorido e fiquei lá dançando do lado dos meus amigos cismados. Mas esse não era o plano da minha amiga. Não!!! Ela, muito maquiavelicamente decidiu que ia se vingar.
Pra isso, entrou na fila quilométrica do bar, comprou uma água e meia horas depois (porque foi o tempo que ela ficou na fila para aplacar sua ira) voltou até o usurpador que ainda estava refestelado no meu banquinho. Pegou um pouquinho de água com a mão em conchinha e jogou com todo ódio na cara do ser. Umas três vezes. Só para ouvir um "Menina, como tu é boazinha! Guardou lugar pra mim e agora vem me refrescar com uma aguinha! Tem a manha de ir buscar uma cervejinha ali pra mim?".
segunda-feira, maio 14, 2007
Enquanto isso, na festinha de dia das mães...
Ano passado foi o Rafael que cantou uma musiquinha do Claudinho e Buchecha e eu chorei até virar o tópico mais comentado entre as crianças do ensino fundamental.
Esse ano foi o André que, para piorar minha situação, cantou uma breganeja do Bruno e Marrone (veja lá se isso é nome de dupla sertaneja...).
Veja como é terrível minha situação na escola: além de ter fama de mãe-chorona (mico tremendo!), todo mundo lá acha que eu GOSTO desse tipo de música e, por isso, o choro emocionado. Ninguém pensa que eu posso, simplesmente, achar a minha ninhada a mais linda do mundo!
Se no ano que vem, na apresentação de dias das mães vierem com axé, eu mudo meus meninos de escola!
Mãe chorona, vá lá, mas mal gosto musical, JAMÉ!!!
Esse ano foi o André que, para piorar minha situação, cantou uma breganeja do Bruno e Marrone (veja lá se isso é nome de dupla sertaneja...).
Veja como é terrível minha situação na escola: além de ter fama de mãe-chorona (mico tremendo!), todo mundo lá acha que eu GOSTO desse tipo de música e, por isso, o choro emocionado. Ninguém pensa que eu posso, simplesmente, achar a minha ninhada a mais linda do mundo!
Se no ano que vem, na apresentação de dias das mães vierem com axé, eu mudo meus meninos de escola!
Mãe chorona, vá lá, mas mal gosto musical, JAMÉ!!!
segunda-feira, maio 07, 2007
Plano B
Caramba! Descobri que não tenho um plano B.
Estou de saco cheio de ser advogada, de cliente, audiência, petição, problemas alheios e o raio que o parta. Ser mãe e esposa, e só, não é uma opção até porque essas coisas não remuneradas não ajudam muito no orçamento doméstico. E eu seria insuportável se ficasse o dia todo dentro de casa só cuidando de meninos, comida, roupa e limpeza em geral.
E eu estou notando que todo mundo nessa vida tem um plano B caso as coisas desandem. Ou pelo menos uma outra habilidade, um talento oculto. Eu não tenho nenhum. Se tudo der errado, me lasco! Mas me lasco bonito mesmo! Porque não tenho nenhuma habilidade fantástica (nem uma meia-boca, diga-se de passagem) não sei desenhar ou tocar instrumento musical, sou péssima em esportes, cozinho só pro gasto, não sou manequim/modelo/atriz e dançando eu assusto todo mundo. E tenho uma preguiça enorme de tentar aprender essas coisas. Aliás, a única coisa que eu faço com maestria é ter preguiça. Se for olhar no dicionário no verbete de preguiça, você encontra
Preguiça: s.f. 1. Indolência 2. Lentidão 3. Mamífero sem dentes, arborícola 4. Juliana
Talvez um bom plano B seja trabalhar como piloto de teste de colchões, de rede, de cadeira de praia ou qualquer coisa que o valha.
Pronto! Vou começar mandar meus currículos.
Estou de saco cheio de ser advogada, de cliente, audiência, petição, problemas alheios e o raio que o parta. Ser mãe e esposa, e só, não é uma opção até porque essas coisas não remuneradas não ajudam muito no orçamento doméstico. E eu seria insuportável se ficasse o dia todo dentro de casa só cuidando de meninos, comida, roupa e limpeza em geral.
E eu estou notando que todo mundo nessa vida tem um plano B caso as coisas desandem. Ou pelo menos uma outra habilidade, um talento oculto. Eu não tenho nenhum. Se tudo der errado, me lasco! Mas me lasco bonito mesmo! Porque não tenho nenhuma habilidade fantástica (nem uma meia-boca, diga-se de passagem) não sei desenhar ou tocar instrumento musical, sou péssima em esportes, cozinho só pro gasto, não sou manequim/modelo/atriz e dançando eu assusto todo mundo. E tenho uma preguiça enorme de tentar aprender essas coisas. Aliás, a única coisa que eu faço com maestria é ter preguiça. Se for olhar no dicionário no verbete de preguiça, você encontra
Preguiça: s.f. 1. Indolência 2. Lentidão 3. Mamífero sem dentes, arborícola 4. Juliana
Talvez um bom plano B seja trabalhar como piloto de teste de colchões, de rede, de cadeira de praia ou qualquer coisa que o valha.
Pronto! Vou começar mandar meus currículos.
sábado, abril 21, 2007
Fui ao cinema ontem!
Semana passada, lendo a coluna do Frei Betto, n'O Estado de Minas, fiquei sabendo que o filme Batismo de Sangue já estava para estrear. Eu me lembro do bafafá que rolou na época das filmagens, já que o filme foi rodado quase todo em BH mas tinha esquecido que era para agora.
Essa história do envolvimento dos Dominicanos na luta contra a repressão sempre me interessou muito. O período da ditadura foi um dos períodos negros da história brasileira, mas a situação fez surgir heroísmo de onde menos se esperava e esse, talvez seja o caso dos pacatos dominicanos. Já havia lido relatos dos frades, visto documentários, mas nunca consegui ler o livro do Frei Betto que deu origem ao filme. Tinha vontade, mas sempre havia algo para ler antes. Fui deixando.
Então, quando soube que a estréia estava próxima, sai atrás de comprar o livro para tentar lê-lo antes de ver o filme. Aquilo de deixar a mente livre para imaginar os personagens ou associá-los aos reais. Só assim, os personagens da história na minha cabeça não seriam o Caio Blat, o Angelo Antônio, o Daniel de Oliveira... Seriam Ivo, Osvaldo, Betto, Fernando, os reais, aqueles dos documentários e o Tito das fotos. Bom... o livro custa 45 pilas e na mesma livraria eu achei o Grande Sertão: Veredas por 25... preço justo que eu dei com prazer. A fradaiada ficou para outra ocasião.
Mas como meu interesse pela história não diminuiu, não resisti e fui assistir ao filme.
Meu herói sempre foi o Tito. A idéia que eu tenho dele é aquela meio idealizada, das histórias contadas pelos outros frades que, certamente, também o idealizaram. Mas, de todo jeito, um lutador, alguém que não sucumbiu às torturas físicas e psicológicas sofridas nas mãos de Fleury e corja, alguém que amava o país e tentou fazer diferença. E que amava a vida acima de todas as coisas e, talvez por isso mesmo, preferiu se matar a perdê-la. Essa era sua frase, repetida até o limite da pieguice no filme: melhor morrer do que perder a vida. Era um forte. Não entregou os companheiros, mesmo após 3 dias de torturas ininterruptas. Mas longe delas, no exílio entregou-se à saudade e à paranóia. Perdeu sua paz de espírito e sua sanidade à lembrança das torturas e de seu torturador, o Delegado Fleury.
No filme, duas coisas mexeram comigo profundamente: o Caio Blat fazendo o papel do Tito e as cenas de tortura.
O Caio Blat nunca foi um dos meus atores favoritos. Sempre o achei meio pretensioso, meio intelectualóide, meio "sou ser pensante, sou angustiado, sou complicado" (tenho uma preguiiiiiiça disso!)... Mas me rendo, ele é bom ator. E ver o Tito sair da minha imaginação e ser encarnado por alguém que entendeu a magnitude do personagem histórico que interpretava me tocou muitíssimo.
As torturas são pavorosas. E a gente ouve sempre falar que eram mesmo. Sempre alguém que viveu aqueles dias conta de um vizinho, um amigo, um parente que foi torturado, que sumiu... Mas uma coisa é saber que aconteceu e outra é ver aquilo representado com tanto realismo. Chorei de horror.Não dá para ficar impassível principalmente sabendo que não há qualquer exagero naquilo.
E por fim, a curiosidade: boa parte da história se passa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas a maioria das locações são em BH. Reconheci várias: o Colégio Santana faz as vezes de convento dos dominicanos em São Paulo, o Túnel Tancredo Neves é o Túnel Rebouças e o Frei Betto vai salvar um amigo que mora em São Paulo em um prédio onde mora uma amiga minha. São Paulo é logo ali na Cidade Jardim. Essas malandragenzinhas do Helvécio Ratton, que devem ter barateado muito o filme, não comprometem.
Saí da sala de cinema admirando ainda mais todos aqueles que lutaram pelo fim da ditatura, que não aceitaram as coisas como elas eram, que não se deixaram anestesiar, que lutaram, pagaram com a integridade física, mental ou com a vida. E se eu não encontrar o livro em um sebo, estou seriamente tentada a dar 45 reais lá na Livraria da Travessa.
Essa história do envolvimento dos Dominicanos na luta contra a repressão sempre me interessou muito. O período da ditadura foi um dos períodos negros da história brasileira, mas a situação fez surgir heroísmo de onde menos se esperava e esse, talvez seja o caso dos pacatos dominicanos. Já havia lido relatos dos frades, visto documentários, mas nunca consegui ler o livro do Frei Betto que deu origem ao filme. Tinha vontade, mas sempre havia algo para ler antes. Fui deixando.
Então, quando soube que a estréia estava próxima, sai atrás de comprar o livro para tentar lê-lo antes de ver o filme. Aquilo de deixar a mente livre para imaginar os personagens ou associá-los aos reais. Só assim, os personagens da história na minha cabeça não seriam o Caio Blat, o Angelo Antônio, o Daniel de Oliveira... Seriam Ivo, Osvaldo, Betto, Fernando, os reais, aqueles dos documentários e o Tito das fotos. Bom... o livro custa 45 pilas e na mesma livraria eu achei o Grande Sertão: Veredas por 25... preço justo que eu dei com prazer. A fradaiada ficou para outra ocasião.
Mas como meu interesse pela história não diminuiu, não resisti e fui assistir ao filme.
Meu herói sempre foi o Tito. A idéia que eu tenho dele é aquela meio idealizada, das histórias contadas pelos outros frades que, certamente, também o idealizaram. Mas, de todo jeito, um lutador, alguém que não sucumbiu às torturas físicas e psicológicas sofridas nas mãos de Fleury e corja, alguém que amava o país e tentou fazer diferença. E que amava a vida acima de todas as coisas e, talvez por isso mesmo, preferiu se matar a perdê-la. Essa era sua frase, repetida até o limite da pieguice no filme: melhor morrer do que perder a vida. Era um forte. Não entregou os companheiros, mesmo após 3 dias de torturas ininterruptas. Mas longe delas, no exílio entregou-se à saudade e à paranóia. Perdeu sua paz de espírito e sua sanidade à lembrança das torturas e de seu torturador, o Delegado Fleury.
No filme, duas coisas mexeram comigo profundamente: o Caio Blat fazendo o papel do Tito e as cenas de tortura.
O Caio Blat nunca foi um dos meus atores favoritos. Sempre o achei meio pretensioso, meio intelectualóide, meio "sou ser pensante, sou angustiado, sou complicado" (tenho uma preguiiiiiiça disso!)... Mas me rendo, ele é bom ator. E ver o Tito sair da minha imaginação e ser encarnado por alguém que entendeu a magnitude do personagem histórico que interpretava me tocou muitíssimo.
As torturas são pavorosas. E a gente ouve sempre falar que eram mesmo. Sempre alguém que viveu aqueles dias conta de um vizinho, um amigo, um parente que foi torturado, que sumiu... Mas uma coisa é saber que aconteceu e outra é ver aquilo representado com tanto realismo. Chorei de horror.Não dá para ficar impassível principalmente sabendo que não há qualquer exagero naquilo.
E por fim, a curiosidade: boa parte da história se passa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas a maioria das locações são em BH. Reconheci várias: o Colégio Santana faz as vezes de convento dos dominicanos em São Paulo, o Túnel Tancredo Neves é o Túnel Rebouças e o Frei Betto vai salvar um amigo que mora em São Paulo em um prédio onde mora uma amiga minha. São Paulo é logo ali na Cidade Jardim. Essas malandragenzinhas do Helvécio Ratton, que devem ter barateado muito o filme, não comprometem.
Saí da sala de cinema admirando ainda mais todos aqueles que lutaram pelo fim da ditatura, que não aceitaram as coisas como elas eram, que não se deixaram anestesiar, que lutaram, pagaram com a integridade física, mental ou com a vida. E se eu não encontrar o livro em um sebo, estou seriamente tentada a dar 45 reais lá na Livraria da Travessa.
sexta-feira, março 30, 2007
Midiática
(um postezinho de última hora só para tirar a minha cabeça da greve dos controladores de vôo e da grande possibilidade da minha viagem melar)
Em tempos de biguibroder o bacana mesmo é ser anônimo... e normalmente eu sou bacanérrima porque o mais perto que normalmente chego da fama e notoriedade é a minha página no Orkut, vez por outra visitada por um desconhecido ou outro.
Mas confesso que já tive meus momentos de fama também... E como sou exibida, vou contá-los par vocês.
1. Quando criança, em todas as férias, eu participava do Programa do Tio Mário, em Uberaba. O programa era como um "Domingo no Parque Triangulino", com um Silvio Santos meio jeca (e se me lembro bem, magrelo e careca). E os prêmios não eram Tênis Montreal, bicicleta, brinquedo da Estrela. Eram pasta de papelão, canetinhas, lápis de cor, régua. E o primeiro lugar ganhava uma camisetinha. Nem preciso dizer que eu nunca ganhei a camisetinha. Mas o legal é que o tio Mário premiava todos os participantes, não só os vencedores. Então eu tinha uma coleção de pasta de papelão e massinha de modelar.
2. Conta audição de piano tocando a "Marcha dos Soldadinhos de Chumbo", ou "Musette" ou "Uma, duas angolinhas?". Acho que vale... Bom, eu participei de umas três ou quatro. E meu pai até chorou de orgulho (foi orgulho sim!).
3. Falando em pai... fiz um dueto com ele em um videokê de um posto de gasolina em Ubatuba. Uma coisa, assim, meio Duets, saca? O que faz de mim a Gwyneth Paltrow. Mas não cantei Betty Davis Eyes, nem Cruisin'... Cantamos uma música do Roberto Carlos (para nós, cantores de videokê, Bob), porque se é para pagar mico, vamos pagar direito! Mas é ciúme, ciúme de você, ciúme de você, ciúme de você... Poesia pura!
4. Se contam as audições de piano e apresentações em videokê em posto de gasolina... também contam as apresentações de Jazz promovidas pela professora Chris Potiguara, no CRT de Tucuruí. Ah... rolou uma no CRA. Eu dancei a música da Marina, aquela das "bundinhas de fora". Não... minha bundinha não apareceu nessa história.
5. Já que eu resolvi contar todas as passagens de glória da minha vida... os desfiles do "curso de manequim da Marilim". Em minha defesa, alego que todas as minhas amigas faziam o tal do curso. Era meio para fazer parte da turma. E rolou até uma provinha de conclusão de curso. Nessa prova, a gente tinha que desfilar para umas juradas, trajando roupa de festa, roupa casual, biquini... Fiquei em penúltimo lugar, graças à minha elegância de pata. Não fiquei em último lugar, infelizmente, porque a Lizandra estava menstruada no dia da prova e não desfilou de biquini.
6. Cantei no show do Luiz Melodia... Éééééé! Por essa vocês não esperavam, né? É, véio, ele desceu do palco, veio até meu assento e colocou me colocou o microfone perto da minha boca para eu cantar a música que estava rolando. Um pedacinho de Estácio, eu e você. Cantei aquela parte "hoje o tempo está mais firme, abre mais meu apetite". Abalei as estruturas do Teatro Alterosa naqueles trinta segundos em que o microfone esteve perto da minha boca... não sei se é coincidência mas, desde então, o cara não apareceu mais em BH.
7. A Angela Ro Ro mandou o Otto me dar um amasso no show dela. Também no Teatro Alterosa. Ah... esse Teatro Alterosa... Não sei porque eles não me deixam mais comprar entrada para nenhum evento que rola lá.
8. E meu momento mais brilhante, o auge da minha vida profissional: eu fui advogada do Tiririca em uma audiência aqui em BH! Ainda conto essa passagem gloriosa da minha vida para vocês.
Em tempos de biguibroder o bacana mesmo é ser anônimo... e normalmente eu sou bacanérrima porque o mais perto que normalmente chego da fama e notoriedade é a minha página no Orkut, vez por outra visitada por um desconhecido ou outro.
Mas confesso que já tive meus momentos de fama também... E como sou exibida, vou contá-los par vocês.
1. Quando criança, em todas as férias, eu participava do Programa do Tio Mário, em Uberaba. O programa era como um "Domingo no Parque Triangulino", com um Silvio Santos meio jeca (e se me lembro bem, magrelo e careca). E os prêmios não eram Tênis Montreal, bicicleta, brinquedo da Estrela. Eram pasta de papelão, canetinhas, lápis de cor, régua. E o primeiro lugar ganhava uma camisetinha. Nem preciso dizer que eu nunca ganhei a camisetinha. Mas o legal é que o tio Mário premiava todos os participantes, não só os vencedores. Então eu tinha uma coleção de pasta de papelão e massinha de modelar.
2. Conta audição de piano tocando a "Marcha dos Soldadinhos de Chumbo", ou "Musette" ou "Uma, duas angolinhas?". Acho que vale... Bom, eu participei de umas três ou quatro. E meu pai até chorou de orgulho (foi orgulho sim!).
3. Falando em pai... fiz um dueto com ele em um videokê de um posto de gasolina em Ubatuba. Uma coisa, assim, meio Duets, saca? O que faz de mim a Gwyneth Paltrow. Mas não cantei Betty Davis Eyes, nem Cruisin'... Cantamos uma música do Roberto Carlos (para nós, cantores de videokê, Bob), porque se é para pagar mico, vamos pagar direito! Mas é ciúme, ciúme de você, ciúme de você, ciúme de você... Poesia pura!
4. Se contam as audições de piano e apresentações em videokê em posto de gasolina... também contam as apresentações de Jazz promovidas pela professora Chris Potiguara, no CRT de Tucuruí. Ah... rolou uma no CRA. Eu dancei a música da Marina, aquela das "bundinhas de fora". Não... minha bundinha não apareceu nessa história.
5. Já que eu resolvi contar todas as passagens de glória da minha vida... os desfiles do "curso de manequim da Marilim". Em minha defesa, alego que todas as minhas amigas faziam o tal do curso. Era meio para fazer parte da turma. E rolou até uma provinha de conclusão de curso. Nessa prova, a gente tinha que desfilar para umas juradas, trajando roupa de festa, roupa casual, biquini... Fiquei em penúltimo lugar, graças à minha elegância de pata. Não fiquei em último lugar, infelizmente, porque a Lizandra estava menstruada no dia da prova e não desfilou de biquini.
6. Cantei no show do Luiz Melodia... Éééééé! Por essa vocês não esperavam, né? É, véio, ele desceu do palco, veio até meu assento e colocou me colocou o microfone perto da minha boca para eu cantar a música que estava rolando. Um pedacinho de Estácio, eu e você. Cantei aquela parte "hoje o tempo está mais firme, abre mais meu apetite". Abalei as estruturas do Teatro Alterosa naqueles trinta segundos em que o microfone esteve perto da minha boca... não sei se é coincidência mas, desde então, o cara não apareceu mais em BH.
7. A Angela Ro Ro mandou o Otto me dar um amasso no show dela. Também no Teatro Alterosa. Ah... esse Teatro Alterosa... Não sei porque eles não me deixam mais comprar entrada para nenhum evento que rola lá.
8. E meu momento mais brilhante, o auge da minha vida profissional: eu fui advogada do Tiririca em uma audiência aqui em BH! Ainda conto essa passagem gloriosa da minha vida para vocês.
quarta-feira, março 21, 2007
Vejam o filme!
Adoro chorar em filmes românticos.
E devo acrescentar que não é um chorinho contido. Não!!! É uma enxurrada! Choro até a cara ficar vermelha e inchada, o nariz começar a escorrer e eu não conseguir mais respirar de tanto soluço. Dependendo do filme, pode ser que eu deixe uma lagrimazinha no canto do olho escorrer e só. Mas meu grande prazer é chorar até quase desmaiar. Mas não choro alto. Eu sei respeitar quem está do meu lado assistindo ao filme.
E como vocês devem imaginar, meu marido passa maus bocados com essa minha excentricidade. Imagina sair com uma mulher completamente arrasada da sala de cinema? Aliás, o Otto já está escolado. Antes de começar a crise ele muda de lugar, finge que não me conhece e fica tudo certo. Me encontra meia hora depois de terminado o filme quando, então, eu já estou composta, com a cara lavada e maquiagem retocada.
Mas por que eu estou contando isso?
É porque ontem eu chorei gostoso! Elsa & Fred.

E devo acrescentar que não é um chorinho contido. Não!!! É uma enxurrada! Choro até a cara ficar vermelha e inchada, o nariz começar a escorrer e eu não conseguir mais respirar de tanto soluço. Dependendo do filme, pode ser que eu deixe uma lagrimazinha no canto do olho escorrer e só. Mas meu grande prazer é chorar até quase desmaiar. Mas não choro alto. Eu sei respeitar quem está do meu lado assistindo ao filme.
E como vocês devem imaginar, meu marido passa maus bocados com essa minha excentricidade. Imagina sair com uma mulher completamente arrasada da sala de cinema? Aliás, o Otto já está escolado. Antes de começar a crise ele muda de lugar, finge que não me conhece e fica tudo certo. Me encontra meia hora depois de terminado o filme quando, então, eu já estou composta, com a cara lavada e maquiagem retocada.
Mas por que eu estou contando isso?
É porque ontem eu chorei gostoso! Elsa & Fred.

Na verdade, não foi a enxurrada habitual, mas o filme é maravilhoso, delicado, romântico, engraçado e delicioso. Eu até já imaginava que seria tudo isso, porque tinha recebido boas indicações. Só que estava "economizando" para assisti-lo em uma ocasião especial (plantão do Otto, por exemplo, porque se rolasse choro barra pesada, ele seria poupado). Mas o filme é tão bacana que eu fiz questão de assisti-lo de novo, dessa vez com meu nego, porque esse filme é pra ver com cobertor de orelha.
E já está na minha lista de filmes românticos preferidos, logo depois de Simplesmente amor e um pouco antes de Tarde demais para esquecer.
Eu gosto de filmes românticos porque eu sempre me transporto para eles e me torno a personagem principal. Eu já fui a Audrey Hepburn várias vezes. Perdi a conta de quantas Megs Ryans eu fui. Deborah Kerr, algumas ocasiões. Há muitos anos atrás fui a Molly Ringwald (filminho romântico dos anos 80 também contam). Bridget Jones por duas vezes, Celine, Amelie Poulain (essa eu fui por vários meses)... todas tão lindas e tão românticas... mas, agora eu quero ser uma velhinha embusteira de 82 anos. Mentirosa, alegre, passional, atrevida, charmosa. Eu quero ser a Elsa. E fazer do meu meu nego o Alfredo mais feliz do mundo.segunda-feira, março 12, 2007
Uma imagem vale mais que mil palavras

Eu sei que não se cutuca onça com vara curta. Mas resistir como?
Isis,
Essa é para encerrar a discussão e provar meu ponto de vista: não há nada de incoerente em gostar do Messias de Jah e capetão do Mick Jagger. Eles convivem em harmonia, seja no meu walkman, seja na minha estante de cds, seja nessa foto postada especialmente para você. Diariamente, eu ouço Positive Vibration seguida por Sympathy for the devil. É quase uma prece.
Deus e o Diabo, de vez em quando, filosofam (e dão um peguinha também... é só olhar para a cara de feliz do trio aí em cima para saber o que eles estavam fazendo antes da foto).
Ainda que isso não encerre nossas discussões futuras sobre o assunto (e nem é isso que eu quero), que fique registrado que em toda e qualquer pendenga Marley-Stones eu, desde já, me declaro vencedora. Uhuuuuu!!!
domingo, março 04, 2007
Medo, pero no mucho
Quero explicar que o último post foi escrito em um momento em que eu estava extremamente sensível e que, normalmente, aquela lá que escreveu não sou eu. Escrevi uma coisinha que estava na minha cabeça. Depois de escrever, fiquei levinha. Foi bom! Mas gerou um comentário preocupado da Isis e um telefonema ainda mais preocupado da minha mãe (pelo menos, a Camila, minha cunhada, gostou do que eu escrevi. Me deu até parabéns por eu estar triste!).
Pois bem. Aquela não sou eu! Na verdade, sou eu, mas não em meu estado normal de temperatura e pressão. Foi só um sentimentozinho extremo, um exagerozinho, uma auto-piedade momentânea, algo muito sagitariano da minha parte. Já estou eu. O medo de noite ainda existe, mas fora ter muito sono de manhã, está perfeitamente sob controle. Já voltei para a ioga e, brevemente, vou escrever que isso também acabou.
Esse post que resvalou o piegas quase foi devidamente deletado. Pensei seriamente nisso. Quem leu, leu. Quem não leu, não vai ter mais a oportunidade de me ver insegura. Uma amiga minha, Simone, ontem falou: - Deleta mesmo! Tá muito deprê!
Bom, Simone, decidi não deletar. Ele fica. Mas com o registro de que aquele "passamento" já foi superado.
A parte boa é que, se a gente não é bem humorada e alegrinha 24 horas por dia, 7 dias por semana, ninguém nunca - nunca mesmo! - vai nos confundir com a Ivete Sangalo. Nem com um Teletubie.
Pois bem. Aquela não sou eu! Na verdade, sou eu, mas não em meu estado normal de temperatura e pressão. Foi só um sentimentozinho extremo, um exagerozinho, uma auto-piedade momentânea, algo muito sagitariano da minha parte. Já estou eu. O medo de noite ainda existe, mas fora ter muito sono de manhã, está perfeitamente sob controle. Já voltei para a ioga e, brevemente, vou escrever que isso também acabou.
Esse post que resvalou o piegas quase foi devidamente deletado. Pensei seriamente nisso. Quem leu, leu. Quem não leu, não vai ter mais a oportunidade de me ver insegura. Uma amiga minha, Simone, ontem falou: - Deleta mesmo! Tá muito deprê!
Bom, Simone, decidi não deletar. Ele fica. Mas com o registro de que aquele "passamento" já foi superado.
A parte boa é que, se a gente não é bem humorada e alegrinha 24 horas por dia, 7 dias por semana, ninguém nunca - nunca mesmo! - vai nos confundir com a Ivete Sangalo. Nem com um Teletubie.
quinta-feira, março 01, 2007
Medo, medo, medo
Nunca pensei em vir falar aqui dessa coisa doida que vem acontecendo comigo em algumas noites, mas é meu assunto recorrente ultimamente... então, vira post também. Relutei em falar sobre medo. Não é um assunto confortável. Medo é uma coisa que deixa a gente vulnerável, aberta a ataques. Mas lendo um post da Isadora (http://www.a-prateleira.blogspot.com), me pus a pensar sobre "o" medo, o que vem bem a calhar, já que eu ando tendo crises de medo horríveis durante a noite, dessas de acordar de repente sem conseguir respirar.
Esse medo noturno começou há cerca de um mês, acontece durante a madrugada, dura uns minutos ou horas a fio e eu não sei o motivo, o que deu o start na minha mente louquinha. O que eu sei é que ando me sentindo a doidinha do hospício. Porque não é um medo específico. Não é algo que eu possa definir, do tipo "tem alguma coisa babando embaixo da minha cama", ou medo de barata ou do Charles Bronson ou de assombração ou de morrer de bala perdida. Aliás, durante a crise é impossível até falar. É uma coisa realmente estranhíssima: é medo de tudo, do dia seguinte, da noite em curso, de não conseguir mais respirar... algo realmente apavorante.
Bom... mas não se preocupem que eu estou procurando uma solução pra coisa toda.
Como o que o que eu tenho feito o tempo todo é refletir sobre o tema, vou falar do meu maior medo: passar em branco pela vida. Viver uma vidinha burocrática, não marcar a vida de ninguém, não ter ninguém que um dia diga “você me faz falta”, “quero você aqui agora”, “lembrei de você quando vi isso”. Ou, depois que o Otto ficar viúvo (porque seria de extremo mau gosto ele morrer antes de mim e eu ficar viúva!) ter alguém para citar uma frase minha, contar uma história que eu vivi... Eu quero que meus tataranetos ouçam de meus bisnetos (porque eu terei bisnetos, ok?) “Essa história foi a Bisa Ju que contou”. Quero ser uma das referências que meus filhos terão na vida deles. Ser alguém para dividir a vida.
Ambiciosa, não? Mas nem tanto... Não sou de “fazer amigos e influenciar pessoas”. Meu círculo de relacionamentos é do tamanho de uma bolinha de gude. Mas a bolinha é de ouro. Nunca sonhei alcançar grandes públicos. Nunca sonhei nem mesmo com platéias intimistas. Aliás, não quero nem público. Quero é participar. Quero é viver, olhar, sentir, tocar, respirar, chorar, rir. Mas rir as minhas risadas e rir com gente que se lembrará delas. Chorar as minhas dores com as pessoas que se importem com elas. Porque o pior da vida é ver a vida passar e a gente não estava nela para saber como foi.
A calhar os versos do poetinha:
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cairPra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Esse medo noturno começou há cerca de um mês, acontece durante a madrugada, dura uns minutos ou horas a fio e eu não sei o motivo, o que deu o start na minha mente louquinha. O que eu sei é que ando me sentindo a doidinha do hospício. Porque não é um medo específico. Não é algo que eu possa definir, do tipo "tem alguma coisa babando embaixo da minha cama", ou medo de barata ou do Charles Bronson ou de assombração ou de morrer de bala perdida. Aliás, durante a crise é impossível até falar. É uma coisa realmente estranhíssima: é medo de tudo, do dia seguinte, da noite em curso, de não conseguir mais respirar... algo realmente apavorante.
Bom... mas não se preocupem que eu estou procurando uma solução pra coisa toda.
Como o que o que eu tenho feito o tempo todo é refletir sobre o tema, vou falar do meu maior medo: passar em branco pela vida. Viver uma vidinha burocrática, não marcar a vida de ninguém, não ter ninguém que um dia diga “você me faz falta”, “quero você aqui agora”, “lembrei de você quando vi isso”. Ou, depois que o Otto ficar viúvo (porque seria de extremo mau gosto ele morrer antes de mim e eu ficar viúva!) ter alguém para citar uma frase minha, contar uma história que eu vivi... Eu quero que meus tataranetos ouçam de meus bisnetos (porque eu terei bisnetos, ok?) “Essa história foi a Bisa Ju que contou”. Quero ser uma das referências que meus filhos terão na vida deles. Ser alguém para dividir a vida.
Ambiciosa, não? Mas nem tanto... Não sou de “fazer amigos e influenciar pessoas”. Meu círculo de relacionamentos é do tamanho de uma bolinha de gude. Mas a bolinha é de ouro. Nunca sonhei alcançar grandes públicos. Nunca sonhei nem mesmo com platéias intimistas. Aliás, não quero nem público. Quero é participar. Quero é viver, olhar, sentir, tocar, respirar, chorar, rir. Mas rir as minhas risadas e rir com gente que se lembrará delas. Chorar as minhas dores com as pessoas que se importem com elas. Porque o pior da vida é ver a vida passar e a gente não estava nela para saber como foi.
A calhar os versos do poetinha:
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cairPra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Música nos meus ouvidos
O Otto comprou um MP3 player para ele. Mas sou tão abusada que até coloquei umas musiquinhas que eu gosto lá. E mais abusada ainda, sou eu que uso o aparelhinho durante a semana, já que ele só tem tempo para curtir essas coisas depois que chega em casa. E ele anda de carro, tem o rádio... Então, eu pego meu busão em boa companhia todos os dias. E nos meus ouvidos cantam, dentre outros ilustres, Aretha Franklin, Wilson Pickett, David Bowie (em homenagem à Silvia.... Ch-ch-ch-ch-changes!), The Clash (contribuição do meu marido roqueiro, dono e proprietário do aparelho), meu amor eterno Elton John, Janis Joplin (é claro!!!), The Cure (não poderia faltar) e Mr. Nesta Marley, porque eu não vivo um dia sequer sem louvar Jah. Como dá para perceber, o Otto tem a propriedade, mas eu tenho a posse!
E isso de ouvir musiquinha o dia todo o dia todo vicia, viu! E me deixa bem humorada o dia todo.
Mas tem seus contras também...
Primeiro contra: nada de air guitar no meio da rua. No meu caso nada de air drums (ou quando a música é do Elton John, nada de air piano). Às vezes que eu batuquei no ar as pessoas olharam tão esquisito...
Segundo: fazer backing vocal nas músicas da Aretha Franklin e do Bob Marley. Não posso mais ser uma das I-Trees. Simplesmente lamentável!
Terceiro e o pior de tudo: não se pode dançar Don't go break my heart igual ao peixinho do filme do Galinho Chicken Little. Isso, para mim, era quase uma religião, apesar de meu filho mais velho sempre fechar as cortinas de casa quando isso se se sucede.
Na verdade, eu até poderia fazer essas coisas... mas cantar sozinha e desafinadamente só fica bem quando a cantora é a Julia Roberts. E mesmo ela precisa estar dentro de uma banheira de espumas. Dentro de um ônibus cheio em pleno meio-dia, até Julia Roberts perderia o glamour. Dançar na rua, então, sem chance! Dizem que a minha dança atenta contra o senso estético do mundo. Meu pai diria que eu danço muito bem e o mundo é que não me entende, mas a opinião dele não conta. Ele é meu pai. E ele dança igual a mim.
E toda vez que eu danço na presença de pessoas de fora da família o Otto me ameaça com o divórcio. Imagina se isso acontecer na rua. Ele pode não querer mais me emprestar o mp3.
E isso de ouvir musiquinha o dia todo o dia todo vicia, viu! E me deixa bem humorada o dia todo.
Mas tem seus contras também...
Primeiro contra: nada de air guitar no meio da rua. No meu caso nada de air drums (ou quando a música é do Elton John, nada de air piano). Às vezes que eu batuquei no ar as pessoas olharam tão esquisito...
Segundo: fazer backing vocal nas músicas da Aretha Franklin e do Bob Marley. Não posso mais ser uma das I-Trees. Simplesmente lamentável!
Terceiro e o pior de tudo: não se pode dançar Don't go break my heart igual ao peixinho do filme do Galinho Chicken Little. Isso, para mim, era quase uma religião, apesar de meu filho mais velho sempre fechar as cortinas de casa quando isso se se sucede.
Na verdade, eu até poderia fazer essas coisas... mas cantar sozinha e desafinadamente só fica bem quando a cantora é a Julia Roberts. E mesmo ela precisa estar dentro de uma banheira de espumas. Dentro de um ônibus cheio em pleno meio-dia, até Julia Roberts perderia o glamour. Dançar na rua, então, sem chance! Dizem que a minha dança atenta contra o senso estético do mundo. Meu pai diria que eu danço muito bem e o mundo é que não me entende, mas a opinião dele não conta. Ele é meu pai. E ele dança igual a mim.
E toda vez que eu danço na presença de pessoas de fora da família o Otto me ameaça com o divórcio. Imagina se isso acontecer na rua. Ele pode não querer mais me emprestar o mp3.
sábado, fevereiro 10, 2007
O molequinho da novela
É... fui teimosa.. Tentei enfrentar meus preconceitos. Além de reforçá-los, confirmei minha teoria: novela não presta mesmo! Nem como última opção de divertimento. Não tem nada para fazer? Vá dormir! Está sem sono? Vai tomar leite quente, contar carneirinho, passar trote em alguém, tirar meleca do nariz. Qualquer coisa! Mas não assista novela. Principalmente novela das 8 do Manoel Carlos. Passei uma hora de raiva com aqueles diálogos filosóficos metidos a vida real (por favor, quem conversa daquele jeito?), aquele monte de gente boazinha junta, a Regina Duarte com aquela cara de bunda que Deus lhe deu (meu pai diz que ela tem a mesma expressão "inteligente" do King Kong) e no final do capítulo, descobri que tomei um chifre há uns 11 anos, bem na época do meu noivado.
Sabe o molequinho que toca viola cantando "Neeesses véééérrrsos tão singééééélos, minha bela meu, amôôôôôrrrrr", aquele mesmo que fez o "2 filhos de francisco"? Ele é filho do Otto. Tenho certeza disso! Tenho certeza absoluta. Nem o Otto pôde explicar a semelhança. Ele nega, é claro, mas acha o garoto parecido. (Isis e Mari, vocês conhecem o Otto. O moleque é ou não é a cara dele?)
Então, reafirmando meus desgostos nessa vida (e não vou mais lutar contra eles). Pode me chamar de preconceituosa, Gigi! Não ligo: eu não gosto de música sertaneja, nem de funk, nem de axé, nem de pagode, nem de Paulo Coelho! E não assisto novela!
E agora é que eu não assisto "2 filhos de francisco" mesmo. Podem falar que esse filme é fantástico, lição de vida, o escambau.. Não quero mais ver aquele molequinho. Não sei se gosto de ver uma versão sertaneja do Otto. Dá gastura!
Sabe o molequinho que toca viola cantando "Neeesses véééérrrsos tão singééééélos, minha bela meu, amôôôôôrrrrr", aquele mesmo que fez o "2 filhos de francisco"? Ele é filho do Otto. Tenho certeza disso! Tenho certeza absoluta. Nem o Otto pôde explicar a semelhança. Ele nega, é claro, mas acha o garoto parecido. (Isis e Mari, vocês conhecem o Otto. O moleque é ou não é a cara dele?)
Então, reafirmando meus desgostos nessa vida (e não vou mais lutar contra eles). Pode me chamar de preconceituosa, Gigi! Não ligo: eu não gosto de música sertaneja, nem de funk, nem de axé, nem de pagode, nem de Paulo Coelho! E não assisto novela!
E agora é que eu não assisto "2 filhos de francisco" mesmo. Podem falar que esse filme é fantástico, lição de vida, o escambau.. Não quero mais ver aquele molequinho. Não sei se gosto de ver uma versão sertaneja do Otto. Dá gastura!
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Clouseau é meu!!!!

Eu amo as Lojas Americanas. Principalmente aquela parte onde ficam os CDs e DVDs. Lá eu comprei todos os discos antigos do Chico, os da Legião, o meu Tropicália, vários da Elis... tudo a R$ 9,99. Época boa. Andei dando uma bela adubada na minha estante de CDs. Aí, passou um tempo sem nada que valesse a pena. Até que...
Toda a coleção da Pantera Cor-de-Rosa a R$ 19,99.
Ou seja, com menos de R$ 100,00 eu tenho em casa "Um tiro no Escuro", "A Pantera Cor-de-Rosa", "A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa", "A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa" e "A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa". Agora posso ver o Peter Sellers todos os dias. O Clouseau é meu! Bem... na verdade, o Clouseau é da família Bruno Favacho, mas não importa. Não preciso mais tentar convencer o Ronaldo, dono da minha locadora favorita, comprar esses filmes. Ou ir até a locadora do Gutierrez para poder locar um filme dele. Agora, o Clouseau vive na minha estante, tendo como vizinhos Harry Potter, João Grilo e Chicó e o Johnny Favorite e o Diabão de Niro, de Coração Satânico.
Se a minha estante de DVDs ainda não chega nem aos pés do que eu gostaria (falta Star Wars e The Commitments, por exemplo), hoje ela está muito mais alegrinha com esses novos e ilustres moradores: Clouseau, Kato e Dreyfus. Todos os outros habitantes dela (Shrek e Fiona, Freddy Mercury e Brian May, Frankenstein e Elizabeth, Didi e Dedé - para citar só os casais) já elegeram o Dreyfus como síndico. Mas é só até Lord Vader se mudar para cá.
E o melhor foi o Rafa perguntar: "mãe, vamos assistir ao Bala Perdida?" ( referindo-se a "Um tiro no escuro"). Definitivamente, passou da hora de aplicar Clouseau nos meus meninos.
sábado, fevereiro 03, 2007
Mamãe e Papai
O Otto adora. Mas eu simplesmente não entendo essa moda disseminada nas ante-salas dos consultórios de pediatra e das escolas infantis: chamar os pais dos pacientes/alunos de papai e mamãe e ignorar peremptoriamente que as pessoas possuem um nome.
A Denise, que tem filhos, deve saber do que eu estou falando. A gente vai no consultório do pediatra e a secretária pergunta: qual é a idade do Rafael, mamãe? Na porta da escolinha, a loirinha bonitinha de 19 anos que fica lá recebendo as crianças, assim que a gente chega diz: bom dia, Mamãe! Bom dia, Papai!
Entenderam por que o Otto adora? Imagina um loirinha bonitinha chamando o cara de papai. Acho que remete àqueles filmes pornôs em que a moça, vestida de colegial, fica gemendo "Daddy, oh, daddy! Yes, yes, yeeeeees!!!".
Eu já acho essa mania uma falta de educação e uma preguiça sem fim. Até porque se um moço loirinho gostosinho me chamar de mamãe, eu certamente ficarei deprimida a ponto de cortar meus pulsos.
E para agravar, já era hora do pessoal da escola saber meu nome. Meus filhos estudam lá há 2 anos, eu levo o Rafa às aulas de tae-kwon-do toda semana, vou a todas as festinhas e reuniões que eles promovem... E devem até saber mesmo, mas insistem em ficar nessa de me chamar de mamãe. Grrrrrrrr!!!!! E o caso é mais sério. Não apenas é a loirinha gostosinha me chama de mamãe (e ao Otto de papai, oh! papai! fuck me!), mas também a diretora, a dona da escola, que deve ter uns 60 anos (não é tão atraente assim, né?), a cantineira e as professoras.
Agora, para me matar de catapora de uma vez por todas, a garota que trabalhava na locadora do meu bairro e me conhece por nome, sobrenome, filiação e número de sócio (eu sou a melhor cliente da locadora, lembram-se?) foi trabalhar lá na secretaria da escola. E quando fui buscar os meninos outro dia, mandou um:
- Até amanhã, mãe Juliana!
Aí é meio demais! Ficou parecendo que eu sou a Mãe Juliana de Oxumaré! Tive que manifestar a minha indignação antes que a moda pegasse e começassem a chamar o Otto de Pai Otto! Que tipo de nome é esse? Pai-de-santo alemão?
A Denise, que tem filhos, deve saber do que eu estou falando. A gente vai no consultório do pediatra e a secretária pergunta: qual é a idade do Rafael, mamãe? Na porta da escolinha, a loirinha bonitinha de 19 anos que fica lá recebendo as crianças, assim que a gente chega diz: bom dia, Mamãe! Bom dia, Papai!
Entenderam por que o Otto adora? Imagina um loirinha bonitinha chamando o cara de papai. Acho que remete àqueles filmes pornôs em que a moça, vestida de colegial, fica gemendo "Daddy, oh, daddy! Yes, yes, yeeeeees!!!".
Eu já acho essa mania uma falta de educação e uma preguiça sem fim. Até porque se um moço loirinho gostosinho me chamar de mamãe, eu certamente ficarei deprimida a ponto de cortar meus pulsos.
E para agravar, já era hora do pessoal da escola saber meu nome. Meus filhos estudam lá há 2 anos, eu levo o Rafa às aulas de tae-kwon-do toda semana, vou a todas as festinhas e reuniões que eles promovem... E devem até saber mesmo, mas insistem em ficar nessa de me chamar de mamãe. Grrrrrrrr!!!!! E o caso é mais sério. Não apenas é a loirinha gostosinha me chama de mamãe (e ao Otto de papai, oh! papai! fuck me!), mas também a diretora, a dona da escola, que deve ter uns 60 anos (não é tão atraente assim, né?), a cantineira e as professoras.
Agora, para me matar de catapora de uma vez por todas, a garota que trabalhava na locadora do meu bairro e me conhece por nome, sobrenome, filiação e número de sócio (eu sou a melhor cliente da locadora, lembram-se?) foi trabalhar lá na secretaria da escola. E quando fui buscar os meninos outro dia, mandou um:
- Até amanhã, mãe Juliana!
Aí é meio demais! Ficou parecendo que eu sou a Mãe Juliana de Oxumaré! Tive que manifestar a minha indignação antes que a moda pegasse e começassem a chamar o Otto de Pai Otto! Que tipo de nome é esse? Pai-de-santo alemão?
sábado, janeiro 27, 2007
O irmão do pré pré
O bacana de ter filhos é o tanto de humor da mais alta qualidade que a nossa vida recebe. Acho que eu passei a rir três vezes mais depois de ter os meninos do que eu ria antes.
Ontem foi o Dedé a minha fonte de risadas.
Antes de contar o casinho de mãe coruja propriamente dito, tenho que explicar que aqui em casa, as tarefas chatas foram divididas irmamente entre eu e o Otto. Então, conferir se os dentes estão limpos é atribuição do pai, até por força de sua profissão. Cortar unhas também é com ele. Comigo ficou limpar cocô e lavar os pintos na hora do banho. Hoje em dia eu só exerço essas atribuições com o Dedé, que ainda não consegue tomar banho sozinho.
Se conseguir colocar a criança no banho já é uma dificuldade, lavar o pinto, então, é simplesmente uma tortura. Para mim e para ele. Todo dia, na hora que se fala em banho, ele já começa a negociar a lavagem desse pinto. E a hora de lavar, propriamente dita, é um drama. "De novo, não!!!!", "Socorro!!!", "Eu vou morrer!" são algumas das frases mais usadas nessa hora tão sofrida da existência da criança. Eu perguntei já até perguntei se dói, se machuca e a resposta foi, simplesmente: NÃO!
Ontem, não foi diferente. Depois de xingar, espernear, brigar, tentar correr, consegui lavar o pinto da criança. Passado o momento de crise, já estava enxugando o Dedé quando ele perguntou:
Dedé: Mamãe, quem me montou?
Mãe do Dedé: Oi, Dedé?
Dedé: Quem me montou? Quem colocou em mim meus braços e pernas e cabeça e cabelo?
Mãe do Dedé, espantada pelo inusitado da pergunta: Fomos eu e seu pai.
Dedé: Então, por que vocês colocaram pinto em mim? Se não tivessem colocado, não ia ter que lavar todo dia!
Mãe do Dedé, completamente zonza pelo rumo que a conversa tomou e segurando o riso: Para você fazer xixi, ora!!!
Juro que eu jamais imaginei ter um diálogo desses com um filho. Sempre me preparei para a hora de falar sobre sexo, sobre drogas, sobre as notas vermelhas do boletim... mas não sobre quem o montou! Por sorte, a criança só tem três anos e eu não tive que discorrer sobre as várias funções que esse pedacinho dele vai exercer no futuro, além do xixi, é claro!
Ontem foi o Dedé a minha fonte de risadas.
Antes de contar o casinho de mãe coruja propriamente dito, tenho que explicar que aqui em casa, as tarefas chatas foram divididas irmamente entre eu e o Otto. Então, conferir se os dentes estão limpos é atribuição do pai, até por força de sua profissão. Cortar unhas também é com ele. Comigo ficou limpar cocô e lavar os pintos na hora do banho. Hoje em dia eu só exerço essas atribuições com o Dedé, que ainda não consegue tomar banho sozinho.
Se conseguir colocar a criança no banho já é uma dificuldade, lavar o pinto, então, é simplesmente uma tortura. Para mim e para ele. Todo dia, na hora que se fala em banho, ele já começa a negociar a lavagem desse pinto. E a hora de lavar, propriamente dita, é um drama. "De novo, não!!!!", "Socorro!!!", "Eu vou morrer!" são algumas das frases mais usadas nessa hora tão sofrida da existência da criança. Eu perguntei já até perguntei se dói, se machuca e a resposta foi, simplesmente: NÃO!
Ontem, não foi diferente. Depois de xingar, espernear, brigar, tentar correr, consegui lavar o pinto da criança. Passado o momento de crise, já estava enxugando o Dedé quando ele perguntou:
Dedé: Mamãe, quem me montou?
Mãe do Dedé: Oi, Dedé?
Dedé: Quem me montou? Quem colocou em mim meus braços e pernas e cabeça e cabelo?
Mãe do Dedé, espantada pelo inusitado da pergunta: Fomos eu e seu pai.
Dedé: Então, por que vocês colocaram pinto em mim? Se não tivessem colocado, não ia ter que lavar todo dia!
Mãe do Dedé, completamente zonza pelo rumo que a conversa tomou e segurando o riso: Para você fazer xixi, ora!!!
Juro que eu jamais imaginei ter um diálogo desses com um filho. Sempre me preparei para a hora de falar sobre sexo, sobre drogas, sobre as notas vermelhas do boletim... mas não sobre quem o montou! Por sorte, a criança só tem três anos e eu não tive que discorrer sobre as várias funções que esse pedacinho dele vai exercer no futuro, além do xixi, é claro!
quarta-feira, janeiro 24, 2007
O pré pré
Rafael, com oito anos de idade, informou à família ser pré-pré-adolescente. Ah, vocês não sabem o que é pré-pré-adolescente? E pré-adolescente sabem? Pois é, pré-pré-adolescência é a fase que antecede a fase que antecede a adolescência. E isso tudo só serve para justificar porque as crianças estão ficando chatas e críticas mais cedo do que o necessário. O quê? Pré-pré-adolescência não existe? Garanto a vocês que existe. E como existe!
Ontem, estávamos conversando e meu celular tocou. Assunto de trabalho. O pré-pré sapeando a conversa.
Mãe do pré-pré: Entendi. Eu passo por lá. Falô.
Pré-pré: "Falô", mãe?
Mãe do pré-pré: Falei o que, meu filho?
Pré-pré: Você falou "falô". Parece uma adolescente!
Mãe do pré-pré: E por que eu não posso falar "falô"?
Pré-pré: Porque você é uma mãe. Já está velha. Falar "falô" é mico.
E com essa ele acabou de criar a "pré-terceira idade" que deve ser a fase em que eu me encontro nesse momento. E provavelmente eu também não posso usar a palavra "mico". É o maior mico.
Ontem, estávamos conversando e meu celular tocou. Assunto de trabalho. O pré-pré sapeando a conversa.
Mãe do pré-pré: Entendi. Eu passo por lá. Falô.
Pré-pré: "Falô", mãe?
Mãe do pré-pré: Falei o que, meu filho?
Pré-pré: Você falou "falô". Parece uma adolescente!
Mãe do pré-pré: E por que eu não posso falar "falô"?
Pré-pré: Porque você é uma mãe. Já está velha. Falar "falô" é mico.
E com essa ele acabou de criar a "pré-terceira idade" que deve ser a fase em que eu me encontro nesse momento. E provavelmente eu também não posso usar a palavra "mico". É o maior mico.
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