Semana passada, lendo a coluna do Frei Betto, n'O Estado de Minas, fiquei sabendo que o filme Batismo de Sangue já estava para estrear. Eu me lembro do bafafá que rolou na época das filmagens, já que o filme foi rodado quase todo em BH mas tinha esquecido que era para agora.
Essa história do envolvimento dos Dominicanos na luta contra a repressão sempre me interessou muito. O período da ditadura foi um dos períodos negros da história brasileira, mas a situação fez surgir heroísmo de onde menos se esperava e esse, talvez seja o caso dos pacatos dominicanos. Já havia lido relatos dos frades, visto documentários, mas nunca consegui ler o livro do Frei Betto que deu origem ao filme. Tinha vontade, mas sempre havia algo para ler antes. Fui deixando.
Então, quando soube que a estréia estava próxima, sai atrás de comprar o livro para tentar lê-lo antes de ver o filme. Aquilo de deixar a mente livre para imaginar os personagens ou associá-los aos reais. Só assim, os personagens da história na minha cabeça não seriam o Caio Blat, o Angelo Antônio, o Daniel de Oliveira... Seriam Ivo, Osvaldo, Betto, Fernando, os reais, aqueles dos documentários e o Tito das fotos. Bom... o livro custa 45 pilas e na mesma livraria eu achei o Grande Sertão: Veredas por 25... preço justo que eu dei com prazer. A fradaiada ficou para outra ocasião.
Mas como meu interesse pela história não diminuiu, não resisti e fui assistir ao filme.
Meu herói sempre foi o Tito. A idéia que eu tenho dele é aquela meio idealizada, das histórias contadas pelos outros frades que, certamente, também o idealizaram. Mas, de todo jeito, um lutador, alguém que não sucumbiu às torturas físicas e psicológicas sofridas nas mãos de Fleury e corja, alguém que amava o país e tentou fazer diferença. E que amava a vida acima de todas as coisas e, talvez por isso mesmo, preferiu se matar a perdê-la. Essa era sua frase, repetida até o limite da pieguice no filme: melhor morrer do que perder a vida. Era um forte. Não entregou os companheiros, mesmo após 3 dias de torturas ininterruptas. Mas longe delas, no exílio entregou-se à saudade e à paranóia. Perdeu sua paz de espírito e sua sanidade à lembrança das torturas e de seu torturador, o Delegado Fleury.
No filme, duas coisas mexeram comigo profundamente: o Caio Blat fazendo o papel do Tito e as cenas de tortura.
O Caio Blat nunca foi um dos meus atores favoritos. Sempre o achei meio pretensioso, meio intelectualóide, meio "sou ser pensante, sou angustiado, sou complicado" (tenho uma preguiiiiiiça disso!)... Mas me rendo, ele é bom ator. E ver o Tito sair da minha imaginação e ser encarnado por alguém que entendeu a magnitude do personagem histórico que interpretava me tocou muitíssimo.
As torturas são pavorosas. E a gente ouve sempre falar que eram mesmo. Sempre alguém que viveu aqueles dias conta de um vizinho, um amigo, um parente que foi torturado, que sumiu... Mas uma coisa é saber que aconteceu e outra é ver aquilo representado com tanto realismo. Chorei de horror.Não dá para ficar impassível principalmente sabendo que não há qualquer exagero naquilo.
E por fim, a curiosidade: boa parte da história se passa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas a maioria das locações são em BH. Reconheci várias: o Colégio Santana faz as vezes de convento dos dominicanos em São Paulo, o Túnel Tancredo Neves é o Túnel Rebouças e o Frei Betto vai salvar um amigo que mora em São Paulo em um prédio onde mora uma amiga minha. São Paulo é logo ali na Cidade Jardim. Essas malandragenzinhas do Helvécio Ratton, que devem ter barateado muito o filme, não comprometem.
Saí da sala de cinema admirando ainda mais todos aqueles que lutaram pelo fim da ditatura, que não aceitaram as coisas como elas eram, que não se deixaram anestesiar, que lutaram, pagaram com a integridade física, mental ou com a vida. E se eu não encontrar o livro em um sebo, estou seriamente tentada a dar 45 reais lá na Livraria da Travessa.
sábado, abril 21, 2007
sexta-feira, março 30, 2007
Midiática
(um postezinho de última hora só para tirar a minha cabeça da greve dos controladores de vôo e da grande possibilidade da minha viagem melar)
Em tempos de biguibroder o bacana mesmo é ser anônimo... e normalmente eu sou bacanérrima porque o mais perto que normalmente chego da fama e notoriedade é a minha página no Orkut, vez por outra visitada por um desconhecido ou outro.
Mas confesso que já tive meus momentos de fama também... E como sou exibida, vou contá-los par vocês.
1. Quando criança, em todas as férias, eu participava do Programa do Tio Mário, em Uberaba. O programa era como um "Domingo no Parque Triangulino", com um Silvio Santos meio jeca (e se me lembro bem, magrelo e careca). E os prêmios não eram Tênis Montreal, bicicleta, brinquedo da Estrela. Eram pasta de papelão, canetinhas, lápis de cor, régua. E o primeiro lugar ganhava uma camisetinha. Nem preciso dizer que eu nunca ganhei a camisetinha. Mas o legal é que o tio Mário premiava todos os participantes, não só os vencedores. Então eu tinha uma coleção de pasta de papelão e massinha de modelar.
2. Conta audição de piano tocando a "Marcha dos Soldadinhos de Chumbo", ou "Musette" ou "Uma, duas angolinhas?". Acho que vale... Bom, eu participei de umas três ou quatro. E meu pai até chorou de orgulho (foi orgulho sim!).
3. Falando em pai... fiz um dueto com ele em um videokê de um posto de gasolina em Ubatuba. Uma coisa, assim, meio Duets, saca? O que faz de mim a Gwyneth Paltrow. Mas não cantei Betty Davis Eyes, nem Cruisin'... Cantamos uma música do Roberto Carlos (para nós, cantores de videokê, Bob), porque se é para pagar mico, vamos pagar direito! Mas é ciúme, ciúme de você, ciúme de você, ciúme de você... Poesia pura!
4. Se contam as audições de piano e apresentações em videokê em posto de gasolina... também contam as apresentações de Jazz promovidas pela professora Chris Potiguara, no CRT de Tucuruí. Ah... rolou uma no CRA. Eu dancei a música da Marina, aquela das "bundinhas de fora". Não... minha bundinha não apareceu nessa história.
5. Já que eu resolvi contar todas as passagens de glória da minha vida... os desfiles do "curso de manequim da Marilim". Em minha defesa, alego que todas as minhas amigas faziam o tal do curso. Era meio para fazer parte da turma. E rolou até uma provinha de conclusão de curso. Nessa prova, a gente tinha que desfilar para umas juradas, trajando roupa de festa, roupa casual, biquini... Fiquei em penúltimo lugar, graças à minha elegância de pata. Não fiquei em último lugar, infelizmente, porque a Lizandra estava menstruada no dia da prova e não desfilou de biquini.
6. Cantei no show do Luiz Melodia... Éééééé! Por essa vocês não esperavam, né? É, véio, ele desceu do palco, veio até meu assento e colocou me colocou o microfone perto da minha boca para eu cantar a música que estava rolando. Um pedacinho de Estácio, eu e você. Cantei aquela parte "hoje o tempo está mais firme, abre mais meu apetite". Abalei as estruturas do Teatro Alterosa naqueles trinta segundos em que o microfone esteve perto da minha boca... não sei se é coincidência mas, desde então, o cara não apareceu mais em BH.
7. A Angela Ro Ro mandou o Otto me dar um amasso no show dela. Também no Teatro Alterosa. Ah... esse Teatro Alterosa... Não sei porque eles não me deixam mais comprar entrada para nenhum evento que rola lá.
8. E meu momento mais brilhante, o auge da minha vida profissional: eu fui advogada do Tiririca em uma audiência aqui em BH! Ainda conto essa passagem gloriosa da minha vida para vocês.
Em tempos de biguibroder o bacana mesmo é ser anônimo... e normalmente eu sou bacanérrima porque o mais perto que normalmente chego da fama e notoriedade é a minha página no Orkut, vez por outra visitada por um desconhecido ou outro.
Mas confesso que já tive meus momentos de fama também... E como sou exibida, vou contá-los par vocês.
1. Quando criança, em todas as férias, eu participava do Programa do Tio Mário, em Uberaba. O programa era como um "Domingo no Parque Triangulino", com um Silvio Santos meio jeca (e se me lembro bem, magrelo e careca). E os prêmios não eram Tênis Montreal, bicicleta, brinquedo da Estrela. Eram pasta de papelão, canetinhas, lápis de cor, régua. E o primeiro lugar ganhava uma camisetinha. Nem preciso dizer que eu nunca ganhei a camisetinha. Mas o legal é que o tio Mário premiava todos os participantes, não só os vencedores. Então eu tinha uma coleção de pasta de papelão e massinha de modelar.
2. Conta audição de piano tocando a "Marcha dos Soldadinhos de Chumbo", ou "Musette" ou "Uma, duas angolinhas?". Acho que vale... Bom, eu participei de umas três ou quatro. E meu pai até chorou de orgulho (foi orgulho sim!).
3. Falando em pai... fiz um dueto com ele em um videokê de um posto de gasolina em Ubatuba. Uma coisa, assim, meio Duets, saca? O que faz de mim a Gwyneth Paltrow. Mas não cantei Betty Davis Eyes, nem Cruisin'... Cantamos uma música do Roberto Carlos (para nós, cantores de videokê, Bob), porque se é para pagar mico, vamos pagar direito! Mas é ciúme, ciúme de você, ciúme de você, ciúme de você... Poesia pura!
4. Se contam as audições de piano e apresentações em videokê em posto de gasolina... também contam as apresentações de Jazz promovidas pela professora Chris Potiguara, no CRT de Tucuruí. Ah... rolou uma no CRA. Eu dancei a música da Marina, aquela das "bundinhas de fora". Não... minha bundinha não apareceu nessa história.
5. Já que eu resolvi contar todas as passagens de glória da minha vida... os desfiles do "curso de manequim da Marilim". Em minha defesa, alego que todas as minhas amigas faziam o tal do curso. Era meio para fazer parte da turma. E rolou até uma provinha de conclusão de curso. Nessa prova, a gente tinha que desfilar para umas juradas, trajando roupa de festa, roupa casual, biquini... Fiquei em penúltimo lugar, graças à minha elegância de pata. Não fiquei em último lugar, infelizmente, porque a Lizandra estava menstruada no dia da prova e não desfilou de biquini.
6. Cantei no show do Luiz Melodia... Éééééé! Por essa vocês não esperavam, né? É, véio, ele desceu do palco, veio até meu assento e colocou me colocou o microfone perto da minha boca para eu cantar a música que estava rolando. Um pedacinho de Estácio, eu e você. Cantei aquela parte "hoje o tempo está mais firme, abre mais meu apetite". Abalei as estruturas do Teatro Alterosa naqueles trinta segundos em que o microfone esteve perto da minha boca... não sei se é coincidência mas, desde então, o cara não apareceu mais em BH.
7. A Angela Ro Ro mandou o Otto me dar um amasso no show dela. Também no Teatro Alterosa. Ah... esse Teatro Alterosa... Não sei porque eles não me deixam mais comprar entrada para nenhum evento que rola lá.
8. E meu momento mais brilhante, o auge da minha vida profissional: eu fui advogada do Tiririca em uma audiência aqui em BH! Ainda conto essa passagem gloriosa da minha vida para vocês.
quarta-feira, março 21, 2007
Vejam o filme!
Adoro chorar em filmes românticos.
E devo acrescentar que não é um chorinho contido. Não!!! É uma enxurrada! Choro até a cara ficar vermelha e inchada, o nariz começar a escorrer e eu não conseguir mais respirar de tanto soluço. Dependendo do filme, pode ser que eu deixe uma lagrimazinha no canto do olho escorrer e só. Mas meu grande prazer é chorar até quase desmaiar. Mas não choro alto. Eu sei respeitar quem está do meu lado assistindo ao filme.
E como vocês devem imaginar, meu marido passa maus bocados com essa minha excentricidade. Imagina sair com uma mulher completamente arrasada da sala de cinema? Aliás, o Otto já está escolado. Antes de começar a crise ele muda de lugar, finge que não me conhece e fica tudo certo. Me encontra meia hora depois de terminado o filme quando, então, eu já estou composta, com a cara lavada e maquiagem retocada.
Mas por que eu estou contando isso?
É porque ontem eu chorei gostoso! Elsa & Fred.

E devo acrescentar que não é um chorinho contido. Não!!! É uma enxurrada! Choro até a cara ficar vermelha e inchada, o nariz começar a escorrer e eu não conseguir mais respirar de tanto soluço. Dependendo do filme, pode ser que eu deixe uma lagrimazinha no canto do olho escorrer e só. Mas meu grande prazer é chorar até quase desmaiar. Mas não choro alto. Eu sei respeitar quem está do meu lado assistindo ao filme.
E como vocês devem imaginar, meu marido passa maus bocados com essa minha excentricidade. Imagina sair com uma mulher completamente arrasada da sala de cinema? Aliás, o Otto já está escolado. Antes de começar a crise ele muda de lugar, finge que não me conhece e fica tudo certo. Me encontra meia hora depois de terminado o filme quando, então, eu já estou composta, com a cara lavada e maquiagem retocada.
Mas por que eu estou contando isso?
É porque ontem eu chorei gostoso! Elsa & Fred.

Na verdade, não foi a enxurrada habitual, mas o filme é maravilhoso, delicado, romântico, engraçado e delicioso. Eu até já imaginava que seria tudo isso, porque tinha recebido boas indicações. Só que estava "economizando" para assisti-lo em uma ocasião especial (plantão do Otto, por exemplo, porque se rolasse choro barra pesada, ele seria poupado). Mas o filme é tão bacana que eu fiz questão de assisti-lo de novo, dessa vez com meu nego, porque esse filme é pra ver com cobertor de orelha.
E já está na minha lista de filmes românticos preferidos, logo depois de Simplesmente amor e um pouco antes de Tarde demais para esquecer.
Eu gosto de filmes românticos porque eu sempre me transporto para eles e me torno a personagem principal. Eu já fui a Audrey Hepburn várias vezes. Perdi a conta de quantas Megs Ryans eu fui. Deborah Kerr, algumas ocasiões. Há muitos anos atrás fui a Molly Ringwald (filminho romântico dos anos 80 também contam). Bridget Jones por duas vezes, Celine, Amelie Poulain (essa eu fui por vários meses)... todas tão lindas e tão românticas... mas, agora eu quero ser uma velhinha embusteira de 82 anos. Mentirosa, alegre, passional, atrevida, charmosa. Eu quero ser a Elsa. E fazer do meu meu nego o Alfredo mais feliz do mundo.segunda-feira, março 12, 2007
Uma imagem vale mais que mil palavras

Eu sei que não se cutuca onça com vara curta. Mas resistir como?
Isis,
Essa é para encerrar a discussão e provar meu ponto de vista: não há nada de incoerente em gostar do Messias de Jah e capetão do Mick Jagger. Eles convivem em harmonia, seja no meu walkman, seja na minha estante de cds, seja nessa foto postada especialmente para você. Diariamente, eu ouço Positive Vibration seguida por Sympathy for the devil. É quase uma prece.
Deus e o Diabo, de vez em quando, filosofam (e dão um peguinha também... é só olhar para a cara de feliz do trio aí em cima para saber o que eles estavam fazendo antes da foto).
Ainda que isso não encerre nossas discussões futuras sobre o assunto (e nem é isso que eu quero), que fique registrado que em toda e qualquer pendenga Marley-Stones eu, desde já, me declaro vencedora. Uhuuuuu!!!
domingo, março 04, 2007
Medo, pero no mucho
Quero explicar que o último post foi escrito em um momento em que eu estava extremamente sensível e que, normalmente, aquela lá que escreveu não sou eu. Escrevi uma coisinha que estava na minha cabeça. Depois de escrever, fiquei levinha. Foi bom! Mas gerou um comentário preocupado da Isis e um telefonema ainda mais preocupado da minha mãe (pelo menos, a Camila, minha cunhada, gostou do que eu escrevi. Me deu até parabéns por eu estar triste!).
Pois bem. Aquela não sou eu! Na verdade, sou eu, mas não em meu estado normal de temperatura e pressão. Foi só um sentimentozinho extremo, um exagerozinho, uma auto-piedade momentânea, algo muito sagitariano da minha parte. Já estou eu. O medo de noite ainda existe, mas fora ter muito sono de manhã, está perfeitamente sob controle. Já voltei para a ioga e, brevemente, vou escrever que isso também acabou.
Esse post que resvalou o piegas quase foi devidamente deletado. Pensei seriamente nisso. Quem leu, leu. Quem não leu, não vai ter mais a oportunidade de me ver insegura. Uma amiga minha, Simone, ontem falou: - Deleta mesmo! Tá muito deprê!
Bom, Simone, decidi não deletar. Ele fica. Mas com o registro de que aquele "passamento" já foi superado.
A parte boa é que, se a gente não é bem humorada e alegrinha 24 horas por dia, 7 dias por semana, ninguém nunca - nunca mesmo! - vai nos confundir com a Ivete Sangalo. Nem com um Teletubie.
Pois bem. Aquela não sou eu! Na verdade, sou eu, mas não em meu estado normal de temperatura e pressão. Foi só um sentimentozinho extremo, um exagerozinho, uma auto-piedade momentânea, algo muito sagitariano da minha parte. Já estou eu. O medo de noite ainda existe, mas fora ter muito sono de manhã, está perfeitamente sob controle. Já voltei para a ioga e, brevemente, vou escrever que isso também acabou.
Esse post que resvalou o piegas quase foi devidamente deletado. Pensei seriamente nisso. Quem leu, leu. Quem não leu, não vai ter mais a oportunidade de me ver insegura. Uma amiga minha, Simone, ontem falou: - Deleta mesmo! Tá muito deprê!
Bom, Simone, decidi não deletar. Ele fica. Mas com o registro de que aquele "passamento" já foi superado.
A parte boa é que, se a gente não é bem humorada e alegrinha 24 horas por dia, 7 dias por semana, ninguém nunca - nunca mesmo! - vai nos confundir com a Ivete Sangalo. Nem com um Teletubie.
quinta-feira, março 01, 2007
Medo, medo, medo
Nunca pensei em vir falar aqui dessa coisa doida que vem acontecendo comigo em algumas noites, mas é meu assunto recorrente ultimamente... então, vira post também. Relutei em falar sobre medo. Não é um assunto confortável. Medo é uma coisa que deixa a gente vulnerável, aberta a ataques. Mas lendo um post da Isadora (http://www.a-prateleira.blogspot.com), me pus a pensar sobre "o" medo, o que vem bem a calhar, já que eu ando tendo crises de medo horríveis durante a noite, dessas de acordar de repente sem conseguir respirar.
Esse medo noturno começou há cerca de um mês, acontece durante a madrugada, dura uns minutos ou horas a fio e eu não sei o motivo, o que deu o start na minha mente louquinha. O que eu sei é que ando me sentindo a doidinha do hospício. Porque não é um medo específico. Não é algo que eu possa definir, do tipo "tem alguma coisa babando embaixo da minha cama", ou medo de barata ou do Charles Bronson ou de assombração ou de morrer de bala perdida. Aliás, durante a crise é impossível até falar. É uma coisa realmente estranhíssima: é medo de tudo, do dia seguinte, da noite em curso, de não conseguir mais respirar... algo realmente apavorante.
Bom... mas não se preocupem que eu estou procurando uma solução pra coisa toda.
Como o que o que eu tenho feito o tempo todo é refletir sobre o tema, vou falar do meu maior medo: passar em branco pela vida. Viver uma vidinha burocrática, não marcar a vida de ninguém, não ter ninguém que um dia diga “você me faz falta”, “quero você aqui agora”, “lembrei de você quando vi isso”. Ou, depois que o Otto ficar viúvo (porque seria de extremo mau gosto ele morrer antes de mim e eu ficar viúva!) ter alguém para citar uma frase minha, contar uma história que eu vivi... Eu quero que meus tataranetos ouçam de meus bisnetos (porque eu terei bisnetos, ok?) “Essa história foi a Bisa Ju que contou”. Quero ser uma das referências que meus filhos terão na vida deles. Ser alguém para dividir a vida.
Ambiciosa, não? Mas nem tanto... Não sou de “fazer amigos e influenciar pessoas”. Meu círculo de relacionamentos é do tamanho de uma bolinha de gude. Mas a bolinha é de ouro. Nunca sonhei alcançar grandes públicos. Nunca sonhei nem mesmo com platéias intimistas. Aliás, não quero nem público. Quero é participar. Quero é viver, olhar, sentir, tocar, respirar, chorar, rir. Mas rir as minhas risadas e rir com gente que se lembrará delas. Chorar as minhas dores com as pessoas que se importem com elas. Porque o pior da vida é ver a vida passar e a gente não estava nela para saber como foi.
A calhar os versos do poetinha:
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cairPra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Esse medo noturno começou há cerca de um mês, acontece durante a madrugada, dura uns minutos ou horas a fio e eu não sei o motivo, o que deu o start na minha mente louquinha. O que eu sei é que ando me sentindo a doidinha do hospício. Porque não é um medo específico. Não é algo que eu possa definir, do tipo "tem alguma coisa babando embaixo da minha cama", ou medo de barata ou do Charles Bronson ou de assombração ou de morrer de bala perdida. Aliás, durante a crise é impossível até falar. É uma coisa realmente estranhíssima: é medo de tudo, do dia seguinte, da noite em curso, de não conseguir mais respirar... algo realmente apavorante.
Bom... mas não se preocupem que eu estou procurando uma solução pra coisa toda.
Como o que o que eu tenho feito o tempo todo é refletir sobre o tema, vou falar do meu maior medo: passar em branco pela vida. Viver uma vidinha burocrática, não marcar a vida de ninguém, não ter ninguém que um dia diga “você me faz falta”, “quero você aqui agora”, “lembrei de você quando vi isso”. Ou, depois que o Otto ficar viúvo (porque seria de extremo mau gosto ele morrer antes de mim e eu ficar viúva!) ter alguém para citar uma frase minha, contar uma história que eu vivi... Eu quero que meus tataranetos ouçam de meus bisnetos (porque eu terei bisnetos, ok?) “Essa história foi a Bisa Ju que contou”. Quero ser uma das referências que meus filhos terão na vida deles. Ser alguém para dividir a vida.
Ambiciosa, não? Mas nem tanto... Não sou de “fazer amigos e influenciar pessoas”. Meu círculo de relacionamentos é do tamanho de uma bolinha de gude. Mas a bolinha é de ouro. Nunca sonhei alcançar grandes públicos. Nunca sonhei nem mesmo com platéias intimistas. Aliás, não quero nem público. Quero é participar. Quero é viver, olhar, sentir, tocar, respirar, chorar, rir. Mas rir as minhas risadas e rir com gente que se lembrará delas. Chorar as minhas dores com as pessoas que se importem com elas. Porque o pior da vida é ver a vida passar e a gente não estava nela para saber como foi.
A calhar os versos do poetinha:
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cairPra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Música nos meus ouvidos
O Otto comprou um MP3 player para ele. Mas sou tão abusada que até coloquei umas musiquinhas que eu gosto lá. E mais abusada ainda, sou eu que uso o aparelhinho durante a semana, já que ele só tem tempo para curtir essas coisas depois que chega em casa. E ele anda de carro, tem o rádio... Então, eu pego meu busão em boa companhia todos os dias. E nos meus ouvidos cantam, dentre outros ilustres, Aretha Franklin, Wilson Pickett, David Bowie (em homenagem à Silvia.... Ch-ch-ch-ch-changes!), The Clash (contribuição do meu marido roqueiro, dono e proprietário do aparelho), meu amor eterno Elton John, Janis Joplin (é claro!!!), The Cure (não poderia faltar) e Mr. Nesta Marley, porque eu não vivo um dia sequer sem louvar Jah. Como dá para perceber, o Otto tem a propriedade, mas eu tenho a posse!
E isso de ouvir musiquinha o dia todo o dia todo vicia, viu! E me deixa bem humorada o dia todo.
Mas tem seus contras também...
Primeiro contra: nada de air guitar no meio da rua. No meu caso nada de air drums (ou quando a música é do Elton John, nada de air piano). Às vezes que eu batuquei no ar as pessoas olharam tão esquisito...
Segundo: fazer backing vocal nas músicas da Aretha Franklin e do Bob Marley. Não posso mais ser uma das I-Trees. Simplesmente lamentável!
Terceiro e o pior de tudo: não se pode dançar Don't go break my heart igual ao peixinho do filme do Galinho Chicken Little. Isso, para mim, era quase uma religião, apesar de meu filho mais velho sempre fechar as cortinas de casa quando isso se se sucede.
Na verdade, eu até poderia fazer essas coisas... mas cantar sozinha e desafinadamente só fica bem quando a cantora é a Julia Roberts. E mesmo ela precisa estar dentro de uma banheira de espumas. Dentro de um ônibus cheio em pleno meio-dia, até Julia Roberts perderia o glamour. Dançar na rua, então, sem chance! Dizem que a minha dança atenta contra o senso estético do mundo. Meu pai diria que eu danço muito bem e o mundo é que não me entende, mas a opinião dele não conta. Ele é meu pai. E ele dança igual a mim.
E toda vez que eu danço na presença de pessoas de fora da família o Otto me ameaça com o divórcio. Imagina se isso acontecer na rua. Ele pode não querer mais me emprestar o mp3.
E isso de ouvir musiquinha o dia todo o dia todo vicia, viu! E me deixa bem humorada o dia todo.
Mas tem seus contras também...
Primeiro contra: nada de air guitar no meio da rua. No meu caso nada de air drums (ou quando a música é do Elton John, nada de air piano). Às vezes que eu batuquei no ar as pessoas olharam tão esquisito...
Segundo: fazer backing vocal nas músicas da Aretha Franklin e do Bob Marley. Não posso mais ser uma das I-Trees. Simplesmente lamentável!
Terceiro e o pior de tudo: não se pode dançar Don't go break my heart igual ao peixinho do filme do Galinho Chicken Little. Isso, para mim, era quase uma religião, apesar de meu filho mais velho sempre fechar as cortinas de casa quando isso se se sucede.
Na verdade, eu até poderia fazer essas coisas... mas cantar sozinha e desafinadamente só fica bem quando a cantora é a Julia Roberts. E mesmo ela precisa estar dentro de uma banheira de espumas. Dentro de um ônibus cheio em pleno meio-dia, até Julia Roberts perderia o glamour. Dançar na rua, então, sem chance! Dizem que a minha dança atenta contra o senso estético do mundo. Meu pai diria que eu danço muito bem e o mundo é que não me entende, mas a opinião dele não conta. Ele é meu pai. E ele dança igual a mim.
E toda vez que eu danço na presença de pessoas de fora da família o Otto me ameaça com o divórcio. Imagina se isso acontecer na rua. Ele pode não querer mais me emprestar o mp3.
sábado, fevereiro 10, 2007
O molequinho da novela
É... fui teimosa.. Tentei enfrentar meus preconceitos. Além de reforçá-los, confirmei minha teoria: novela não presta mesmo! Nem como última opção de divertimento. Não tem nada para fazer? Vá dormir! Está sem sono? Vai tomar leite quente, contar carneirinho, passar trote em alguém, tirar meleca do nariz. Qualquer coisa! Mas não assista novela. Principalmente novela das 8 do Manoel Carlos. Passei uma hora de raiva com aqueles diálogos filosóficos metidos a vida real (por favor, quem conversa daquele jeito?), aquele monte de gente boazinha junta, a Regina Duarte com aquela cara de bunda que Deus lhe deu (meu pai diz que ela tem a mesma expressão "inteligente" do King Kong) e no final do capítulo, descobri que tomei um chifre há uns 11 anos, bem na época do meu noivado.
Sabe o molequinho que toca viola cantando "Neeesses véééérrrsos tão singééééélos, minha bela meu, amôôôôôrrrrr", aquele mesmo que fez o "2 filhos de francisco"? Ele é filho do Otto. Tenho certeza disso! Tenho certeza absoluta. Nem o Otto pôde explicar a semelhança. Ele nega, é claro, mas acha o garoto parecido. (Isis e Mari, vocês conhecem o Otto. O moleque é ou não é a cara dele?)
Então, reafirmando meus desgostos nessa vida (e não vou mais lutar contra eles). Pode me chamar de preconceituosa, Gigi! Não ligo: eu não gosto de música sertaneja, nem de funk, nem de axé, nem de pagode, nem de Paulo Coelho! E não assisto novela!
E agora é que eu não assisto "2 filhos de francisco" mesmo. Podem falar que esse filme é fantástico, lição de vida, o escambau.. Não quero mais ver aquele molequinho. Não sei se gosto de ver uma versão sertaneja do Otto. Dá gastura!
Sabe o molequinho que toca viola cantando "Neeesses véééérrrsos tão singééééélos, minha bela meu, amôôôôôrrrrr", aquele mesmo que fez o "2 filhos de francisco"? Ele é filho do Otto. Tenho certeza disso! Tenho certeza absoluta. Nem o Otto pôde explicar a semelhança. Ele nega, é claro, mas acha o garoto parecido. (Isis e Mari, vocês conhecem o Otto. O moleque é ou não é a cara dele?)
Então, reafirmando meus desgostos nessa vida (e não vou mais lutar contra eles). Pode me chamar de preconceituosa, Gigi! Não ligo: eu não gosto de música sertaneja, nem de funk, nem de axé, nem de pagode, nem de Paulo Coelho! E não assisto novela!
E agora é que eu não assisto "2 filhos de francisco" mesmo. Podem falar que esse filme é fantástico, lição de vida, o escambau.. Não quero mais ver aquele molequinho. Não sei se gosto de ver uma versão sertaneja do Otto. Dá gastura!
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Clouseau é meu!!!!

Eu amo as Lojas Americanas. Principalmente aquela parte onde ficam os CDs e DVDs. Lá eu comprei todos os discos antigos do Chico, os da Legião, o meu Tropicália, vários da Elis... tudo a R$ 9,99. Época boa. Andei dando uma bela adubada na minha estante de CDs. Aí, passou um tempo sem nada que valesse a pena. Até que...
Toda a coleção da Pantera Cor-de-Rosa a R$ 19,99.
Ou seja, com menos de R$ 100,00 eu tenho em casa "Um tiro no Escuro", "A Pantera Cor-de-Rosa", "A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa", "A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa" e "A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa". Agora posso ver o Peter Sellers todos os dias. O Clouseau é meu! Bem... na verdade, o Clouseau é da família Bruno Favacho, mas não importa. Não preciso mais tentar convencer o Ronaldo, dono da minha locadora favorita, comprar esses filmes. Ou ir até a locadora do Gutierrez para poder locar um filme dele. Agora, o Clouseau vive na minha estante, tendo como vizinhos Harry Potter, João Grilo e Chicó e o Johnny Favorite e o Diabão de Niro, de Coração Satânico.
Se a minha estante de DVDs ainda não chega nem aos pés do que eu gostaria (falta Star Wars e The Commitments, por exemplo), hoje ela está muito mais alegrinha com esses novos e ilustres moradores: Clouseau, Kato e Dreyfus. Todos os outros habitantes dela (Shrek e Fiona, Freddy Mercury e Brian May, Frankenstein e Elizabeth, Didi e Dedé - para citar só os casais) já elegeram o Dreyfus como síndico. Mas é só até Lord Vader se mudar para cá.
E o melhor foi o Rafa perguntar: "mãe, vamos assistir ao Bala Perdida?" ( referindo-se a "Um tiro no escuro"). Definitivamente, passou da hora de aplicar Clouseau nos meus meninos.
sábado, fevereiro 03, 2007
Mamãe e Papai
O Otto adora. Mas eu simplesmente não entendo essa moda disseminada nas ante-salas dos consultórios de pediatra e das escolas infantis: chamar os pais dos pacientes/alunos de papai e mamãe e ignorar peremptoriamente que as pessoas possuem um nome.
A Denise, que tem filhos, deve saber do que eu estou falando. A gente vai no consultório do pediatra e a secretária pergunta: qual é a idade do Rafael, mamãe? Na porta da escolinha, a loirinha bonitinha de 19 anos que fica lá recebendo as crianças, assim que a gente chega diz: bom dia, Mamãe! Bom dia, Papai!
Entenderam por que o Otto adora? Imagina um loirinha bonitinha chamando o cara de papai. Acho que remete àqueles filmes pornôs em que a moça, vestida de colegial, fica gemendo "Daddy, oh, daddy! Yes, yes, yeeeeees!!!".
Eu já acho essa mania uma falta de educação e uma preguiça sem fim. Até porque se um moço loirinho gostosinho me chamar de mamãe, eu certamente ficarei deprimida a ponto de cortar meus pulsos.
E para agravar, já era hora do pessoal da escola saber meu nome. Meus filhos estudam lá há 2 anos, eu levo o Rafa às aulas de tae-kwon-do toda semana, vou a todas as festinhas e reuniões que eles promovem... E devem até saber mesmo, mas insistem em ficar nessa de me chamar de mamãe. Grrrrrrrr!!!!! E o caso é mais sério. Não apenas é a loirinha gostosinha me chama de mamãe (e ao Otto de papai, oh! papai! fuck me!), mas também a diretora, a dona da escola, que deve ter uns 60 anos (não é tão atraente assim, né?), a cantineira e as professoras.
Agora, para me matar de catapora de uma vez por todas, a garota que trabalhava na locadora do meu bairro e me conhece por nome, sobrenome, filiação e número de sócio (eu sou a melhor cliente da locadora, lembram-se?) foi trabalhar lá na secretaria da escola. E quando fui buscar os meninos outro dia, mandou um:
- Até amanhã, mãe Juliana!
Aí é meio demais! Ficou parecendo que eu sou a Mãe Juliana de Oxumaré! Tive que manifestar a minha indignação antes que a moda pegasse e começassem a chamar o Otto de Pai Otto! Que tipo de nome é esse? Pai-de-santo alemão?
A Denise, que tem filhos, deve saber do que eu estou falando. A gente vai no consultório do pediatra e a secretária pergunta: qual é a idade do Rafael, mamãe? Na porta da escolinha, a loirinha bonitinha de 19 anos que fica lá recebendo as crianças, assim que a gente chega diz: bom dia, Mamãe! Bom dia, Papai!
Entenderam por que o Otto adora? Imagina um loirinha bonitinha chamando o cara de papai. Acho que remete àqueles filmes pornôs em que a moça, vestida de colegial, fica gemendo "Daddy, oh, daddy! Yes, yes, yeeeeees!!!".
Eu já acho essa mania uma falta de educação e uma preguiça sem fim. Até porque se um moço loirinho gostosinho me chamar de mamãe, eu certamente ficarei deprimida a ponto de cortar meus pulsos.
E para agravar, já era hora do pessoal da escola saber meu nome. Meus filhos estudam lá há 2 anos, eu levo o Rafa às aulas de tae-kwon-do toda semana, vou a todas as festinhas e reuniões que eles promovem... E devem até saber mesmo, mas insistem em ficar nessa de me chamar de mamãe. Grrrrrrrr!!!!! E o caso é mais sério. Não apenas é a loirinha gostosinha me chama de mamãe (e ao Otto de papai, oh! papai! fuck me!), mas também a diretora, a dona da escola, que deve ter uns 60 anos (não é tão atraente assim, né?), a cantineira e as professoras.
Agora, para me matar de catapora de uma vez por todas, a garota que trabalhava na locadora do meu bairro e me conhece por nome, sobrenome, filiação e número de sócio (eu sou a melhor cliente da locadora, lembram-se?) foi trabalhar lá na secretaria da escola. E quando fui buscar os meninos outro dia, mandou um:
- Até amanhã, mãe Juliana!
Aí é meio demais! Ficou parecendo que eu sou a Mãe Juliana de Oxumaré! Tive que manifestar a minha indignação antes que a moda pegasse e começassem a chamar o Otto de Pai Otto! Que tipo de nome é esse? Pai-de-santo alemão?
sábado, janeiro 27, 2007
O irmão do pré pré
O bacana de ter filhos é o tanto de humor da mais alta qualidade que a nossa vida recebe. Acho que eu passei a rir três vezes mais depois de ter os meninos do que eu ria antes.
Ontem foi o Dedé a minha fonte de risadas.
Antes de contar o casinho de mãe coruja propriamente dito, tenho que explicar que aqui em casa, as tarefas chatas foram divididas irmamente entre eu e o Otto. Então, conferir se os dentes estão limpos é atribuição do pai, até por força de sua profissão. Cortar unhas também é com ele. Comigo ficou limpar cocô e lavar os pintos na hora do banho. Hoje em dia eu só exerço essas atribuições com o Dedé, que ainda não consegue tomar banho sozinho.
Se conseguir colocar a criança no banho já é uma dificuldade, lavar o pinto, então, é simplesmente uma tortura. Para mim e para ele. Todo dia, na hora que se fala em banho, ele já começa a negociar a lavagem desse pinto. E a hora de lavar, propriamente dita, é um drama. "De novo, não!!!!", "Socorro!!!", "Eu vou morrer!" são algumas das frases mais usadas nessa hora tão sofrida da existência da criança. Eu perguntei já até perguntei se dói, se machuca e a resposta foi, simplesmente: NÃO!
Ontem, não foi diferente. Depois de xingar, espernear, brigar, tentar correr, consegui lavar o pinto da criança. Passado o momento de crise, já estava enxugando o Dedé quando ele perguntou:
Dedé: Mamãe, quem me montou?
Mãe do Dedé: Oi, Dedé?
Dedé: Quem me montou? Quem colocou em mim meus braços e pernas e cabeça e cabelo?
Mãe do Dedé, espantada pelo inusitado da pergunta: Fomos eu e seu pai.
Dedé: Então, por que vocês colocaram pinto em mim? Se não tivessem colocado, não ia ter que lavar todo dia!
Mãe do Dedé, completamente zonza pelo rumo que a conversa tomou e segurando o riso: Para você fazer xixi, ora!!!
Juro que eu jamais imaginei ter um diálogo desses com um filho. Sempre me preparei para a hora de falar sobre sexo, sobre drogas, sobre as notas vermelhas do boletim... mas não sobre quem o montou! Por sorte, a criança só tem três anos e eu não tive que discorrer sobre as várias funções que esse pedacinho dele vai exercer no futuro, além do xixi, é claro!
Ontem foi o Dedé a minha fonte de risadas.
Antes de contar o casinho de mãe coruja propriamente dito, tenho que explicar que aqui em casa, as tarefas chatas foram divididas irmamente entre eu e o Otto. Então, conferir se os dentes estão limpos é atribuição do pai, até por força de sua profissão. Cortar unhas também é com ele. Comigo ficou limpar cocô e lavar os pintos na hora do banho. Hoje em dia eu só exerço essas atribuições com o Dedé, que ainda não consegue tomar banho sozinho.
Se conseguir colocar a criança no banho já é uma dificuldade, lavar o pinto, então, é simplesmente uma tortura. Para mim e para ele. Todo dia, na hora que se fala em banho, ele já começa a negociar a lavagem desse pinto. E a hora de lavar, propriamente dita, é um drama. "De novo, não!!!!", "Socorro!!!", "Eu vou morrer!" são algumas das frases mais usadas nessa hora tão sofrida da existência da criança. Eu perguntei já até perguntei se dói, se machuca e a resposta foi, simplesmente: NÃO!
Ontem, não foi diferente. Depois de xingar, espernear, brigar, tentar correr, consegui lavar o pinto da criança. Passado o momento de crise, já estava enxugando o Dedé quando ele perguntou:
Dedé: Mamãe, quem me montou?
Mãe do Dedé: Oi, Dedé?
Dedé: Quem me montou? Quem colocou em mim meus braços e pernas e cabeça e cabelo?
Mãe do Dedé, espantada pelo inusitado da pergunta: Fomos eu e seu pai.
Dedé: Então, por que vocês colocaram pinto em mim? Se não tivessem colocado, não ia ter que lavar todo dia!
Mãe do Dedé, completamente zonza pelo rumo que a conversa tomou e segurando o riso: Para você fazer xixi, ora!!!
Juro que eu jamais imaginei ter um diálogo desses com um filho. Sempre me preparei para a hora de falar sobre sexo, sobre drogas, sobre as notas vermelhas do boletim... mas não sobre quem o montou! Por sorte, a criança só tem três anos e eu não tive que discorrer sobre as várias funções que esse pedacinho dele vai exercer no futuro, além do xixi, é claro!
quarta-feira, janeiro 24, 2007
O pré pré
Rafael, com oito anos de idade, informou à família ser pré-pré-adolescente. Ah, vocês não sabem o que é pré-pré-adolescente? E pré-adolescente sabem? Pois é, pré-pré-adolescência é a fase que antecede a fase que antecede a adolescência. E isso tudo só serve para justificar porque as crianças estão ficando chatas e críticas mais cedo do que o necessário. O quê? Pré-pré-adolescência não existe? Garanto a vocês que existe. E como existe!
Ontem, estávamos conversando e meu celular tocou. Assunto de trabalho. O pré-pré sapeando a conversa.
Mãe do pré-pré: Entendi. Eu passo por lá. Falô.
Pré-pré: "Falô", mãe?
Mãe do pré-pré: Falei o que, meu filho?
Pré-pré: Você falou "falô". Parece uma adolescente!
Mãe do pré-pré: E por que eu não posso falar "falô"?
Pré-pré: Porque você é uma mãe. Já está velha. Falar "falô" é mico.
E com essa ele acabou de criar a "pré-terceira idade" que deve ser a fase em que eu me encontro nesse momento. E provavelmente eu também não posso usar a palavra "mico". É o maior mico.
Ontem, estávamos conversando e meu celular tocou. Assunto de trabalho. O pré-pré sapeando a conversa.
Mãe do pré-pré: Entendi. Eu passo por lá. Falô.
Pré-pré: "Falô", mãe?
Mãe do pré-pré: Falei o que, meu filho?
Pré-pré: Você falou "falô". Parece uma adolescente!
Mãe do pré-pré: E por que eu não posso falar "falô"?
Pré-pré: Porque você é uma mãe. Já está velha. Falar "falô" é mico.
E com essa ele acabou de criar a "pré-terceira idade" que deve ser a fase em que eu me encontro nesse momento. E provavelmente eu também não posso usar a palavra "mico". É o maior mico.
terça-feira, janeiro 23, 2007
4 8 15 16 23 42

Hoje eu vi esses números na traseira de um carro e senti uma identidade com o motorista. Ficou parecendo que eu e ele fazíamos parte de uma sociedade ultra-secreta do tipo "nós sabemos de algo que o resto da humanidade não sabe"..
Não, não foi por causa do Rodrigo Santoro que eu comecei a assistir Lost. Aliás, eu nem cheguei ainda a ver um episódio com ele. Foi por causa de um daqueles papos filosóficos de mesa de boteco. Só que em vez de boteco, estávamos na mesa de jantar da casa do meu cunhado, uns tomando cerveja, outros tomando um vinho, todos um pouco acima do resto da humanidade (menos o Gubas, é claro!), e aí começou esse papo sobre Lost.
Eu nunca tinha assistido a nenhum episódio. Aliás, depois do fim do Arquivo X, de Friends e da morte do Dr. Greene do E.R., eu não assistia mais a nenhuma série. Depois eu fiquei sem TV a cabo e agora, minha recém-adquirida assinatura da Net só me permite acesso ao mega-ultra-super-básico. Ou seja, TV em casa serve para assistir a noticiários e ao Discovery Kids. Aliás, mais Discovery Kids que tudo.
O argumento que me despertou uma enorme curiosidade pela série: o Stephen King não perde um episódio. Você pode até não gostar do Stephen King. Eu mesma não sou a maior fã dele (o fã aqui em casa é o Otto), mas, admitam o cara saca do riscado. E foi ele o roterista, junto com o Chris Carter, do melhor episódio do Arquivo X, aquele da boneca almaldiçoada. E ele desenvolveu uma teoria para Lost, aliás, a melhor teoria que eu já ouvi na vida: tudo não passa de um delírio do Dr. Jack.
Mas como satisfazer a minha curiosidade se eu não tenho o canal mágico que passa a série e a Globo só vai exibir a segunda temporada? Companhia do Vídeo, é claro. A R$ 4,00 2 dias de locação do DVD com 4 episódios! Então, a mais nova moda da casa Bruno Favacho, obviamente depois que as crianças já estão dormindo é, assistir a dois episódios, breve intervalo para namoro (melhor parte da série, tenho que admitir) e, só então, assistir aos outros dois episódios. Não sei quanto a vocês mas eu achei o arranjo bem interessante e não tenho importado nem um pouco de dormir duas da manhã todos os dias.
E já assisti a tantos episódios que tenho até ficado mais bronzeada. Só falta um para eu terminar a primeira temporada. Isso tudo em uma semana.
Agora uma babada calhorda breve: o que é aquele Saywer? E o Sayid? O Jack eu acho meio parecido com o Adam Sandler e não agradei muito não. Mas se o Rodrigo Santoro vai chegar lá... ai, ai, ai,... Essa ilha deve ser mesmo o paraíso. Mesmo com monstros que arrancam árvore, ursos polares em uma ilha tropical, uma francesa maluca, os Outros e a chata da Kate.
Agora, só para terminar, me contem o que eu faço desses números, por favor! Eu sei que apostá-los em jogo de azar não pode de jeito nenhum que dá uma zica danada. Então... Alguma sugestão?
terça-feira, janeiro 16, 2007
Fui assistir Casino Royale

Eu não sei, mas acho que já contei que para eu assistir a um filme no cinema, tem que conjuminar uma quantidade tal de fatores, que a coisa toda é quase impossível. Por exemplo: tem passar um filme interessante (isso não é difícil, se levarmos em consideração que minha frequência no cinema é quase nenhuma, todos os filmes são interessantes),eu preciso ter dinheiro para o ingresso (importante!), alguém tem que ficar com meus filhos (muuuuito importante) e tem que ser folga do Otto (isso sim é quase impossível). E todos esses fatores devem ocorrer quando Saturno transitar pela quinta casa de Touro.
Pois é... aproveitei a conjunção dos fatores todos e o favor gigante que minha mãe me prestou ficando com o Dedé por algumas horinhas e... lá vou eu ao cinema para ver um filme... "macho man". Aliás, o últimos filmes que eu vi no cinema ou foram infantis ou "de homem". Claro. Porque minha companhia é o Otto e ele tem uma teoria sobre ir ao cinema (já que nossas oportunidades são escassas - vide introdução desse post). Se a gente só pode assistir a um filme não-infantil por semestre (e olhe lá), ele tem que ter efeito especial, porque esses só valem a pena assistir no cinema. Os outros são bons também no DVD. E eu sou a melhor sócia das videolocadoras do meu bairro.
Não sei se concordo com essa teoria mas como eu gosto do James, James Bond, não entro em conflito por coisa pouca. Mas que eu queria ver O Amor não Sai de Férias, isso eu queria. Afinal, eu sou mulherzinha...
Eu gosto do James Bond. Ele é estiloso, atrevido, gostosão, bem vestido... ui, ui, ui... O meu preferido é o Pierce Brosnan, top de linha em todos esses atributos. Apesar de todo mundo gostar mais do Sean Connery. Aliás, para mim, o Sean Connery está em terceiro lugar. O Roger Moore é muito mais James Bond que o Sean Connery. Mas isso não vem ao caso, no momento.
Voltando ao Cassino Royale, agradei do atual Bond e o Sean Connery pode ser rebaixado ao quarto lugar na minha preferência. O Daniel Craig talvez fique com o terceiro lugar, ainda não pensei a respeito...
Mas acho que o rapaz deve ter desagradado os fãs mais puristas. É loiro... E tem cara de pé-rapado. Mas tem uma veia irônica fantástica. Talvez até mais afiada que a do Brosnan. Bom... eu gostei. Não adorei, mas gostei bem. E a bondgirl é a Eva Green, essa sim, minha preferida. O Otto acha que ela perde longe para a Kim Bassinger, a Halle Berry, a Famke Jansen, a Úrsula Andress...(homens..., sempre pensando nas gostosonas!) Falou que ela é muito magrinha para ser um bondgirl. Mas a Eva Green é a Vênus de Milo d'Os Sonhadores. Quer mais sensual que isso? E ela tem classe. E é boa atriz. E minha mãe lê esse blog e eu não vou continuar babando na moça porque senão isso pode gerar comentários lá em casa. Mas que ver a Eva Green vale o filme, ah, isso vale.
Como eu disse, gostei, mas não amei... Com tanto filme bacana no cinema, senti um pouco que desperdicei babá de filho com um James Bond que nem é assim tããão James Bond. E talvez meu próximo cinema seja só em julho, com o Rafa de companhia: Harry Potter! Mas aí tem o Lord Valdemort, Ralph Fiennes... ai, ai, ai,....
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Eu recomendo!

Posso atestar! Foi uma excelente aquisição. Recebi dois dias depois de ter feito o pedido, o preço foi honesto e é muito, muito bom. Não vou fazer comentários a respeito da história para não acabar com a surpresa. Mas garanto que é boa. Principalmente se você, como eu, tiver passado um tiquinho dos 30 anos...
Quem se interessar é só entrar no site da Muro (http://www.edmuro.kit.net) e fazer o pedido.
Se eu gostei? Deixei de lado um livro do Saramago. Mas não se preocupem, já retomei o Saramago. Li o Não Cai do Céu, Daniel! ontem mesmo. Devorei! A história é bem bacana e muito bem escrita. E o meu livro veio com dedicatória!!! Muito chique.
Eis o feed back, Randall!! Eu consigo o Clichê de Verão do mesmo jeito?
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Outra de sentença judicial
A Cicarelli provou seu ponto de vista: ser uma celebridade (D-E-T-E-S-T-O essa palavrinha) por "méritos próprios" - casamento cinematográfico com Ronaldo Fenômeno, barracaço no dia do casamento, separação estrondosa logo depois de um chifre e, por óbvio, uma trepada na praia (que nem foi tudo isso) - fez dela uma mulher poderosa.
O mais engraçado é que por querer evitar a divulgação dessa mesma trepada, ela se tornou a mulher mais poderosa do Brasil e conseguiu tirar o YouTube do ar. Hoje só consegue acessá-lo quem assina Net. Mas a Embratel pode cumprir a ordem judicial a qualquer momento e daí ninguém mais no Brasil poderá acessar o site... Puxa... logo agora que eu descobri o YouTube.
Mais engraçado ainda é que não há no mundo quem não tenha visto a tal trepada.
E o absurdo de tudo isso é que quem não quer ser visto trepando, NÃO TREPA NA PRAIA. Principamente uma na Espanha, num lugar sabidamente coalhado de paparazzi.
Minha teoria é que ela fez tudo de caso pensado - inclusive a transa - e conseguiu alguma longevidade na mídia.
Só posso lamentar. Porque essa decisão, além de tudo, é inócua. Quem ainda não viu e quiser ver a Daniela Cicarelli transando na água salgada é só entrar em outro site que não seja o You Tube. Ou pedir para um amigo mandar um e-mail com o vídeo. Só não diga para ninguém o nome do amigo que corre o risco de a Cicarelli querer processá-lo.
Lamento porque isso beira à censura. Lembram-se dos certificados exibidos antes de cada programa da televisão? Outras decisões dessas e, daqui a pouco, eu não posso mais ter um blog (ainda bem que eu não sou exagerada).
Faço minhas as palavras do sábio Desembargador que proferiu voto divergente no recurso por ela interposto contra a não concessão da antecipação de tutela contra o You Tube. Não achei o nome dele em lugar nenhum do acórdão para poder fazer minha mais efusiva manifestação de apreço. Se quiserem ver a íntegra da decisão e do voto, acessem http://www.ibdi.org.br/index.php?secao=&id_noticia=738&acao=lendo.
"(...)Ouso, com a devida vênia, discordar do entendimento deduzido pelo digno desembargador relator.Faço-o, lembrando, de início, que os meus fundamentos terão o cuidado de não ingressar prematuramente na análise do mérito da ação indenizatória, cujo julgamento somente se deverá dar na r. sentença, ocasião em que terá o digno Magistrado prolator da r. decisão agravada maiores e melhores condições de avaliar os relevantes motivos jurídicos que envolvem o problema.De todo modo, em se tratando de antecipação de tutela final, é inevitável que se avance um pouco sobre o mérito, mas apenas o indispensável a que se possa concluir pela prova ou não da verossimilhança das alegações ligadas à antecipação pretendida.Pois bem.Não encontro a prova da verossimilhança das alegações que se destinam a obrigar as agravadas a retirar das suas páginas eletrônicas o filme em que estão retratados alguns minutos de gravação contendo os autores em apaixonada troca de carícias, beijos e abraços que terminaram num sensual banho de mar.Cabe lembrar que os temas de direito não podem ser discutidos sob ótica que não seja absolutamente contemporânea aos tempos vividos, em que a velocidade da internet se somou aos demais meios de comunicação social, e, inegavelmente, pela velocidade, com grande supremacia em termos de veiculação de fatos de interesse geral da coletividade. A rede mundial que compõe a internet traz à lume toda a modernidade dos novos tempos, mostrando instantaneamente os fatos e os acontecimentos públicos havidos em qualquer parte do planeta, na mais perfeita demonstração de que o homem, no que se refere à informação avançou de modo inexorável para o Século XXI.A análise de qualquer direito fundamental que não considere este novo veículo de comunicação será inadequada como forma de traduzir o também novo sentimento jurídico acerca de qualquer tipo de censura ligado às empresas nacionais que mantêm páginas na internet, esta maravilhosa rede de computadores que encurtou todas as distâncias, que fez o tempo passar tão velozmente a ponto de o furo de reportagem da manhã estar envelhecida no começo da tarde, e em que o mundo, com os seus fatos importantes e de interesse geral da sociedade, aparece a um clique na tela do computador pessoal de cada cidadão.Ignorar esta realidade poderá conduzir, não raro, a uma decisão judicial absolutamente inócua, quase surreal, porque enquanto o mundo todo já viu as imagens e leu as notícias (inclusive guardando-as em seu computador pessoal os que as colecionam), e que continuam espalhadas em incontáveis outros sites pelo mundo a fora, acessíveis a qualquer brasileiro, censura-se um provedor brasileiro de manter na sua página eletrônica o que todo mundo já viu e que o mundo inteiro continua mostrando.Nesse contexto novo, não se pode cogitar de direito à privacidade ou à intimidade quando os autores, apesar de conscientes de serem figuras públicas, em especial a modelo Daniela Cicarelli (e quem a acompanha evidentemente não ignora o fato), se dispõem a protagonizar cenas de sensualidade explícita em local público e badalado como é a praia em que estavam, uma das que compõem o que se poderia chamar de riviera espanhola, situada na Costa da Andaluzia, no município de Cádiz.Pessoas públicas, cuja popularidade atrai normalmente turistas e profissionais da imprensa em geral, particularmente os conhecidíssimos "paparazzi" da Europa, não podem se dar ao desfrute de aparecer em lugares públicos expondo abertamente suas sensualidades sem ter a consciência plena de que estão sendo olhados, gravados e fotografados, até porque ninguém ignora, como não ignoravam os autores, que hoje qualquer celular grava um filme de vários minutos com razoável qualidade."
O pior de tudo é que eu posso ainda ficar sem minha Terça Insana. Que ódio eu tenho da Cicarelli!!!!
O mais engraçado é que por querer evitar a divulgação dessa mesma trepada, ela se tornou a mulher mais poderosa do Brasil e conseguiu tirar o YouTube do ar. Hoje só consegue acessá-lo quem assina Net. Mas a Embratel pode cumprir a ordem judicial a qualquer momento e daí ninguém mais no Brasil poderá acessar o site... Puxa... logo agora que eu descobri o YouTube.
Mais engraçado ainda é que não há no mundo quem não tenha visto a tal trepada.
E o absurdo de tudo isso é que quem não quer ser visto trepando, NÃO TREPA NA PRAIA. Principamente uma na Espanha, num lugar sabidamente coalhado de paparazzi.
Minha teoria é que ela fez tudo de caso pensado - inclusive a transa - e conseguiu alguma longevidade na mídia.
Só posso lamentar. Porque essa decisão, além de tudo, é inócua. Quem ainda não viu e quiser ver a Daniela Cicarelli transando na água salgada é só entrar em outro site que não seja o You Tube. Ou pedir para um amigo mandar um e-mail com o vídeo. Só não diga para ninguém o nome do amigo que corre o risco de a Cicarelli querer processá-lo.
Lamento porque isso beira à censura. Lembram-se dos certificados exibidos antes de cada programa da televisão? Outras decisões dessas e, daqui a pouco, eu não posso mais ter um blog (ainda bem que eu não sou exagerada).
Faço minhas as palavras do sábio Desembargador que proferiu voto divergente no recurso por ela interposto contra a não concessão da antecipação de tutela contra o You Tube. Não achei o nome dele em lugar nenhum do acórdão para poder fazer minha mais efusiva manifestação de apreço. Se quiserem ver a íntegra da decisão e do voto, acessem http://www.ibdi.org.br/index.php?secao=&id_noticia=738&acao=lendo.
"(...)Ouso, com a devida vênia, discordar do entendimento deduzido pelo digno desembargador relator.Faço-o, lembrando, de início, que os meus fundamentos terão o cuidado de não ingressar prematuramente na análise do mérito da ação indenizatória, cujo julgamento somente se deverá dar na r. sentença, ocasião em que terá o digno Magistrado prolator da r. decisão agravada maiores e melhores condições de avaliar os relevantes motivos jurídicos que envolvem o problema.De todo modo, em se tratando de antecipação de tutela final, é inevitável que se avance um pouco sobre o mérito, mas apenas o indispensável a que se possa concluir pela prova ou não da verossimilhança das alegações ligadas à antecipação pretendida.Pois bem.Não encontro a prova da verossimilhança das alegações que se destinam a obrigar as agravadas a retirar das suas páginas eletrônicas o filme em que estão retratados alguns minutos de gravação contendo os autores em apaixonada troca de carícias, beijos e abraços que terminaram num sensual banho de mar.Cabe lembrar que os temas de direito não podem ser discutidos sob ótica que não seja absolutamente contemporânea aos tempos vividos, em que a velocidade da internet se somou aos demais meios de comunicação social, e, inegavelmente, pela velocidade, com grande supremacia em termos de veiculação de fatos de interesse geral da coletividade. A rede mundial que compõe a internet traz à lume toda a modernidade dos novos tempos, mostrando instantaneamente os fatos e os acontecimentos públicos havidos em qualquer parte do planeta, na mais perfeita demonstração de que o homem, no que se refere à informação avançou de modo inexorável para o Século XXI.A análise de qualquer direito fundamental que não considere este novo veículo de comunicação será inadequada como forma de traduzir o também novo sentimento jurídico acerca de qualquer tipo de censura ligado às empresas nacionais que mantêm páginas na internet, esta maravilhosa rede de computadores que encurtou todas as distâncias, que fez o tempo passar tão velozmente a ponto de o furo de reportagem da manhã estar envelhecida no começo da tarde, e em que o mundo, com os seus fatos importantes e de interesse geral da sociedade, aparece a um clique na tela do computador pessoal de cada cidadão.Ignorar esta realidade poderá conduzir, não raro, a uma decisão judicial absolutamente inócua, quase surreal, porque enquanto o mundo todo já viu as imagens e leu as notícias (inclusive guardando-as em seu computador pessoal os que as colecionam), e que continuam espalhadas em incontáveis outros sites pelo mundo a fora, acessíveis a qualquer brasileiro, censura-se um provedor brasileiro de manter na sua página eletrônica o que todo mundo já viu e que o mundo inteiro continua mostrando.Nesse contexto novo, não se pode cogitar de direito à privacidade ou à intimidade quando os autores, apesar de conscientes de serem figuras públicas, em especial a modelo Daniela Cicarelli (e quem a acompanha evidentemente não ignora o fato), se dispõem a protagonizar cenas de sensualidade explícita em local público e badalado como é a praia em que estavam, uma das que compõem o que se poderia chamar de riviera espanhola, situada na Costa da Andaluzia, no município de Cádiz.Pessoas públicas, cuja popularidade atrai normalmente turistas e profissionais da imprensa em geral, particularmente os conhecidíssimos "paparazzi" da Europa, não podem se dar ao desfrute de aparecer em lugares públicos expondo abertamente suas sensualidades sem ter a consciência plena de que estão sendo olhados, gravados e fotografados, até porque ninguém ignora, como não ignoravam os autores, que hoje qualquer celular grava um filme de vários minutos com razoável qualidade."
O pior de tudo é que eu posso ainda ficar sem minha Terça Insana. Que ódio eu tenho da Cicarelli!!!!
domingo, janeiro 07, 2007
As 50 mais mais
Para vocês verem o que é falta do que fazer dominical, minhas viagens internéticas me levaram a mares nunca dantes navegados. De repente, encontrei essa lista num post para lá de antigo de um blog cuja dona eu desconheço. Fui naquelas de linkar do link de outro link, de outro link, de outro link do blog de um amigo (ou amiga, porque na verdade eu nem mesmo sei por onde eu comecei essa viagem). Bloguezinho massa (http://www.cafepreto.blogger.com.br).
Bem, segundo o blog, essa é lista da BBC sobre as 50 coisas a comer antes de morrer. Resolvi fazer minha análise. Quem vai gostar é Isis, que ama essas listinhas.
1. Peixe fresco - gosto muito.
2. Lagosta - comi uma vez gratinada. Única vez na vida. Pelo jeito, não é para o meu biquinho nem para o meu bolsinho.
3. Steak - bife? já comi.
4. Tailandesa - Dizem que é cachorro, gato... nunca comi, mas sou curiosa. Um dia eu como.
5. Chinesa - Se pudesse, todo dia. Rolinho de primavera do Macau.
6. Sorvete - Easy Ice. Sorvete de avelã com nutela por cima... uia!!!
7. Pizza - A melhor do mundo. De mussarela, do Palucci. Pizza da Mooca!
8. Caranguejo - Morei no Pará, né? Caranguejo toc-toc na praia do Atalaia, em Salinas. Na verdade, não gosto muito. Para fazer, matam o bichinho na água fervente. Morro de dó!
9. Curry - Meu tempero. Hoje em dia, toda comida que faço leva curry.
10. Prawn - what???
11. Mariscos de Moreton Bay - Nunca fui a Moreton Bay. E não gosto de mariscos. Ou será que os de lá são tão melhores assim?
12. Sopa de molusco - Nem o nome soa bem. Não, não e não.
13. Churrasco - Não sou tarada por carne, mas gosto de um churrasquinho.
14. Panquecas - Minha mãe faz uma muito boa. Mas D. Maria, avó do Otto, faz as melhores do mundo.
15. Pasta - minha especialidade. Andei aumentando meu repertório de receitas de macarrão com a Denise.
16. Mexilhão - Já provei e detestei.
17. Cheesecake - Comi uma vez numa loja chamada Cheesecake. Só comi o de lá porque se a loja tem esse nome, a obrigação é que o cheesecake seja perfeito, né? Não me lembro se gostei, mas não foi muito marcante. Não voltei lá para comer outro....
18. Carneiro - Do Baltazar, com molho de hortelã.
19. Chá com leite - só se for o Mate Suíço do Rei do Mate, perto da Praça da Sé. O leite usado é o condensado, mas computará na lista das iguarias já provadas por mim.
20. Crocodilo - serve jacaré? Já morei perto do Mato Grosso (sou uma mulher viajada, pensam o que?). E provei sem saber que era jacaré. Crocodilo nunca comi.
21. Ostras - Uma vez e não me peçam para comer de novo.
22. Canguru - Que tipo de lista é esta?
23. Chocolate - Toblerone, Ferrero Roché, Nutela... preciso dizer mais?
24. Sanduíches - O melhor, pelo que eu me lembre, é o Tex Mex do Eddie Burger. Mas custa os olhos da cara.
25. Comida grega - não comi. O mais próximo que cheguei de comida grega foi aquele espetão do centro de São Paulo. E daquele eu não provarei jamais.
26. Hambúrguer - O melhor também é do Eddie Burger. Não tão caro quanto o Tex Mex, mas também muito caro para alguém que não é tão fã assim de carne.
27. Mexicana - A que meu marido faz. Tacos fantásticos.
28. Lula - Espetinho do Galináceo. Com os molhinhos preparados pelo Luigi.
29. Café da manhã americano - Bacon de manhã? Com ovo? Não dou conta.
30. Salmão - Cru. É o único jeito que gosto.
31. Rena - O bichinho do Papai Noel?
32. Porco da Guinea - Nunca fui à Guinea, como vocês devem ter intuido. Quando for, eu provo.
33. Tubarão - Comi cação. Dizem que é igual.
34. Sushi - Gosto muito.
35. Paella - Novamente, a melhor é do meu marido... Como eu posso emagrecer tendo um marido que cozinha tão bem?
36. Barramundi (peixe australiano) - Quando eu for pra Austrália.
37. Reindeer (um tipo de rena) - O que esse povo vê em comer rena?
38. Kebab ( espetos de frango ou carneiro) - Nunca comi. Mas tenho vontade desde que assisti Simplesmente Amor.
39. Escalope - De carne com molho madeira.
40. Torta de carne australiana - Pelo jeito, para completar minha lista, vou ter que ir à Austrália.
41. Manga - Não gosto muito. Muito fiapo.
42. Durian fruit - Nem sei o que é.
43. Polvo - Gosto muito. Principalmente no meio da paella.
44. Costela - com mandioca cozida e manteiga de garrafa. A do Boteco de Santa Tereza é bom.
45. Rosbife - Tinha um sanduiche de rosbife em São Paulo no Arby's. Senti muito quando o Arby's fechou.
46. Tapas - Nunca comi. Tenho vontade.
47. Porco ou frango jerk (tostado com pimenta) - O que é jerk?Deve ser bom.
48. Haggis (miúdos de carneiro) - Nessa boquinha jamais entrarão miúdos de nenhuma espécie. Podem esquecer.
49. Caviar - Provei. Estava em uma festa e ofereceram um canapé com caviar. Provei para poder dizer um dia: já comi!!!!
50. Cornish pasty (espécie de empanada) - coisa de americano. Não deve ser bom.
Não constaram na lista o meu amado pastel de angu e (pecado dos pecados!!!) camarões!!! Listinha bem meia boca. Ainda assim, das cinquenta iguarias, já comi 31. Como eu sou comilona!!!
Bem, segundo o blog, essa é lista da BBC sobre as 50 coisas a comer antes de morrer. Resolvi fazer minha análise. Quem vai gostar é Isis, que ama essas listinhas.
1. Peixe fresco - gosto muito.
2. Lagosta - comi uma vez gratinada. Única vez na vida. Pelo jeito, não é para o meu biquinho nem para o meu bolsinho.
3. Steak - bife? já comi.
4. Tailandesa - Dizem que é cachorro, gato... nunca comi, mas sou curiosa. Um dia eu como.
5. Chinesa - Se pudesse, todo dia. Rolinho de primavera do Macau.
6. Sorvete - Easy Ice. Sorvete de avelã com nutela por cima... uia!!!
7. Pizza - A melhor do mundo. De mussarela, do Palucci. Pizza da Mooca!
8. Caranguejo - Morei no Pará, né? Caranguejo toc-toc na praia do Atalaia, em Salinas. Na verdade, não gosto muito. Para fazer, matam o bichinho na água fervente. Morro de dó!
9. Curry - Meu tempero. Hoje em dia, toda comida que faço leva curry.
10. Prawn - what???
11. Mariscos de Moreton Bay - Nunca fui a Moreton Bay. E não gosto de mariscos. Ou será que os de lá são tão melhores assim?
12. Sopa de molusco - Nem o nome soa bem. Não, não e não.
13. Churrasco - Não sou tarada por carne, mas gosto de um churrasquinho.
14. Panquecas - Minha mãe faz uma muito boa. Mas D. Maria, avó do Otto, faz as melhores do mundo.
15. Pasta - minha especialidade. Andei aumentando meu repertório de receitas de macarrão com a Denise.
16. Mexilhão - Já provei e detestei.
17. Cheesecake - Comi uma vez numa loja chamada Cheesecake. Só comi o de lá porque se a loja tem esse nome, a obrigação é que o cheesecake seja perfeito, né? Não me lembro se gostei, mas não foi muito marcante. Não voltei lá para comer outro....
18. Carneiro - Do Baltazar, com molho de hortelã.
19. Chá com leite - só se for o Mate Suíço do Rei do Mate, perto da Praça da Sé. O leite usado é o condensado, mas computará na lista das iguarias já provadas por mim.
20. Crocodilo - serve jacaré? Já morei perto do Mato Grosso (sou uma mulher viajada, pensam o que?). E provei sem saber que era jacaré. Crocodilo nunca comi.
21. Ostras - Uma vez e não me peçam para comer de novo.
22. Canguru - Que tipo de lista é esta?
23. Chocolate - Toblerone, Ferrero Roché, Nutela... preciso dizer mais?
24. Sanduíches - O melhor, pelo que eu me lembre, é o Tex Mex do Eddie Burger. Mas custa os olhos da cara.
25. Comida grega - não comi. O mais próximo que cheguei de comida grega foi aquele espetão do centro de São Paulo. E daquele eu não provarei jamais.
26. Hambúrguer - O melhor também é do Eddie Burger. Não tão caro quanto o Tex Mex, mas também muito caro para alguém que não é tão fã assim de carne.
27. Mexicana - A que meu marido faz. Tacos fantásticos.
28. Lula - Espetinho do Galináceo. Com os molhinhos preparados pelo Luigi.
29. Café da manhã americano - Bacon de manhã? Com ovo? Não dou conta.
30. Salmão - Cru. É o único jeito que gosto.
31. Rena - O bichinho do Papai Noel?
32. Porco da Guinea - Nunca fui à Guinea, como vocês devem ter intuido. Quando for, eu provo.
33. Tubarão - Comi cação. Dizem que é igual.
34. Sushi - Gosto muito.
35. Paella - Novamente, a melhor é do meu marido... Como eu posso emagrecer tendo um marido que cozinha tão bem?
36. Barramundi (peixe australiano) - Quando eu for pra Austrália.
37. Reindeer (um tipo de rena) - O que esse povo vê em comer rena?
38. Kebab ( espetos de frango ou carneiro) - Nunca comi. Mas tenho vontade desde que assisti Simplesmente Amor.
39. Escalope - De carne com molho madeira.
40. Torta de carne australiana - Pelo jeito, para completar minha lista, vou ter que ir à Austrália.
41. Manga - Não gosto muito. Muito fiapo.
42. Durian fruit - Nem sei o que é.
43. Polvo - Gosto muito. Principalmente no meio da paella.
44. Costela - com mandioca cozida e manteiga de garrafa. A do Boteco de Santa Tereza é bom.
45. Rosbife - Tinha um sanduiche de rosbife em São Paulo no Arby's. Senti muito quando o Arby's fechou.
46. Tapas - Nunca comi. Tenho vontade.
47. Porco ou frango jerk (tostado com pimenta) - O que é jerk?Deve ser bom.
48. Haggis (miúdos de carneiro) - Nessa boquinha jamais entrarão miúdos de nenhuma espécie. Podem esquecer.
49. Caviar - Provei. Estava em uma festa e ofereceram um canapé com caviar. Provei para poder dizer um dia: já comi!!!!
50. Cornish pasty (espécie de empanada) - coisa de americano. Não deve ser bom.
Não constaram na lista o meu amado pastel de angu e (pecado dos pecados!!!) camarões!!! Listinha bem meia boca. Ainda assim, das cinquenta iguarias, já comi 31. Como eu sou comilona!!!
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Maravilhas da tecnologia
Hoje essa maravilha que se chama internet me propiciou duas coisas novas: youtube e compras. Ou melhor, compra, no singular.
Primeiro o you tube. Eu tinha um certo preconceito contra esse site porque toda vez que eu ouvia falar nisso, o assunto era a Cicarelli transando na praia, ou algum famoso beijando outro alguém famoso, a Paris Hilton manguaçadaça, essas coisas meio Big Brother de ser. Bem, não me interessam. Mas aí, um cliente ficou de ir no escritório, eu fiquei esperando, nada para fazer... you tube na cabeça! Vamos ver o que rola nisso aí. Trailler de filme... Ah!!!! Bacana! Rocky IV? E ele soca carne no açougue de novo..., Os Sonhadores, Amelie Poulain .... Depois, fui sofisticando...Uns vídeos da Elis, do Adoniran Barbosa... Mas logo encontrei meu lugar no youtube: TERÇA INSANA!!!! Tudo o que eu queria! Duas horas vendo as esquetes da Terça Insana. O tempo passou tão rápido que eu nem me importei de o cliente me dar o bolo depois dessa espera toda. E olha que eu não sou uma pessoa tolerante com esperas... Nem precisei de um quartinho de lexotan.
A segunda novidade internética da minha vida foi a minha primeira compra: o livro Não cai do céu, Daniel!, do meu blogger friend Randall Netto. Fiz tudo que a editora determinou. Depositei R$ 15,00 (um a mais do que a editora pediu por falta de notas de um real. O preço era R$ 14,00), mandei meus dados por e-mail e agora fico aqui esperando, esperando, esperando... essa é a pior parte. Mas se o livro for tão bom quanto o blog, tenho certeza que a espera será recompensada.
Fico aqui esperando meu livrinho... vendo Terça Insana no youtube!
Primeiro o you tube. Eu tinha um certo preconceito contra esse site porque toda vez que eu ouvia falar nisso, o assunto era a Cicarelli transando na praia, ou algum famoso beijando outro alguém famoso, a Paris Hilton manguaçadaça, essas coisas meio Big Brother de ser. Bem, não me interessam. Mas aí, um cliente ficou de ir no escritório, eu fiquei esperando, nada para fazer... you tube na cabeça! Vamos ver o que rola nisso aí. Trailler de filme... Ah!!!! Bacana! Rocky IV? E ele soca carne no açougue de novo..., Os Sonhadores, Amelie Poulain .... Depois, fui sofisticando...Uns vídeos da Elis, do Adoniran Barbosa... Mas logo encontrei meu lugar no youtube: TERÇA INSANA!!!! Tudo o que eu queria! Duas horas vendo as esquetes da Terça Insana. O tempo passou tão rápido que eu nem me importei de o cliente me dar o bolo depois dessa espera toda. E olha que eu não sou uma pessoa tolerante com esperas... Nem precisei de um quartinho de lexotan.
A segunda novidade internética da minha vida foi a minha primeira compra: o livro Não cai do céu, Daniel!, do meu blogger friend Randall Netto. Fiz tudo que a editora determinou. Depositei R$ 15,00 (um a mais do que a editora pediu por falta de notas de um real. O preço era R$ 14,00), mandei meus dados por e-mail e agora fico aqui esperando, esperando, esperando... essa é a pior parte. Mas se o livro for tão bom quanto o blog, tenho certeza que a espera será recompensada.
Fico aqui esperando meu livrinho... vendo Terça Insana no youtube!
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Movimentos migratórios
O Frê, meu cunhado, chamou a minha atenção para um fenômeno surreal: o movimento migratório dos paulistanos ávidos de litoral pela Rodovia Imigrantes. Nas vésperas do ano novo mais da metade de São Paulo desceu para o litoral. Bem, não sei de números, mas parecia que metade da cidade tinha se mudado para o litoral.
O que é aquilo, pelamordedeus? Paulistano até para descansar se cansa. Eles põem uma tralheira sem fim dentro do carro, quase a casa toda. Tinha um pirado levando uma máquina de lavar velha amarrada no capô de um Uno velho.
Até agora me pergunto: o que leva uma pessoa em sã consciência a se meter em um engarrafamento monstro de 7 horas (em um trecho que poderia ser vencido em menos de duas), para se meter em cidades cheias, cuja superpopulação instantânea acarreta em falta absoluta de infraestrutura? Até comprar pão é um trauma nas cidades do litoral paulista. E banho, então? O medão que dá no fim do dia de a água acabar? E a barulheira? E os corintianos vizinhos que ficavam cantando "vou dar porrada eu vou"? A coisa toda é uma calamidade sem fim.
E como eu sei disso tudo? Eu era uma das aves que migrou para Itanhaém na véspera de 2007. Tirando o lado afetivo (foi muito bacana estar com a família toda reunida e tal), o que deu na minha cabeça em ir para lá? Logo eu que não gosto de praia, areia, mar e sol? Logo eu que sou da montanha? Dividindo uma casa com outras 17 pessoas e pervertendo todas as leis da física? Não sei explicar. Acho que foi uma privação momentânea de sentidos. Ou o caso clássico da pessoa desavisada que entra em uma roubada e depois não sabe sair dela. Porque até sair de Itanhaém é difícil. No meu caso, fui voto vencido e me sujeitei. Mas não sem resmungar muitíssimo (pobre Otto!!!)
Mas tirei algumas lições valiosas dessa experiência no quarto círculo do inferno:
- Uma casa pode ficar muito lotada quando quatro das pessoas que nela habitam são crianças. Mesmo quando duas dessas crianças são suas;
- Quem não gosta de praia que fique na montanha;
- Se você achar um pedacinho de areia minimamente aceitável, limpo e desocupado, sempre há uma turma barulhenta para jogar frescobol bem perto de você e tornar seu cantinho um lugar insuportável. A lei de Murphy funciona que é uma beleza nessas situações;
- Praia pode ser muito pior com vento e chuva, acredite!
E se não conseguir fugir do programa de índio classificação cinco cocares (meu caso, por exemplo), tome determinados cuidados:
Jogos infantis, muitos, inúmeros... e alguns dvds. Foi o que salvou os dias chuvosos!
Leve pão de forma, bisnaguinha, pão de cachorro-quente, bolacha de cream cracker, bolo pullman... qualquer coisa se sua intenção for tomar café da manhã antes das 15 horas;
Repelente de inseto e filtro solar são imprescindíveis;
Comece a torcer pelo Corinthians ou seus dias ficarão muito, muito longos.
E tome banho bem cedo!
O que é aquilo, pelamordedeus? Paulistano até para descansar se cansa. Eles põem uma tralheira sem fim dentro do carro, quase a casa toda. Tinha um pirado levando uma máquina de lavar velha amarrada no capô de um Uno velho.
Até agora me pergunto: o que leva uma pessoa em sã consciência a se meter em um engarrafamento monstro de 7 horas (em um trecho que poderia ser vencido em menos de duas), para se meter em cidades cheias, cuja superpopulação instantânea acarreta em falta absoluta de infraestrutura? Até comprar pão é um trauma nas cidades do litoral paulista. E banho, então? O medão que dá no fim do dia de a água acabar? E a barulheira? E os corintianos vizinhos que ficavam cantando "vou dar porrada eu vou"? A coisa toda é uma calamidade sem fim.
E como eu sei disso tudo? Eu era uma das aves que migrou para Itanhaém na véspera de 2007. Tirando o lado afetivo (foi muito bacana estar com a família toda reunida e tal), o que deu na minha cabeça em ir para lá? Logo eu que não gosto de praia, areia, mar e sol? Logo eu que sou da montanha? Dividindo uma casa com outras 17 pessoas e pervertendo todas as leis da física? Não sei explicar. Acho que foi uma privação momentânea de sentidos. Ou o caso clássico da pessoa desavisada que entra em uma roubada e depois não sabe sair dela. Porque até sair de Itanhaém é difícil. No meu caso, fui voto vencido e me sujeitei. Mas não sem resmungar muitíssimo (pobre Otto!!!)
Mas tirei algumas lições valiosas dessa experiência no quarto círculo do inferno:
- Uma casa pode ficar muito lotada quando quatro das pessoas que nela habitam são crianças. Mesmo quando duas dessas crianças são suas;
- Quem não gosta de praia que fique na montanha;
- Se você achar um pedacinho de areia minimamente aceitável, limpo e desocupado, sempre há uma turma barulhenta para jogar frescobol bem perto de você e tornar seu cantinho um lugar insuportável. A lei de Murphy funciona que é uma beleza nessas situações;
- Praia pode ser muito pior com vento e chuva, acredite!
E se não conseguir fugir do programa de índio classificação cinco cocares (meu caso, por exemplo), tome determinados cuidados:
Jogos infantis, muitos, inúmeros... e alguns dvds. Foi o que salvou os dias chuvosos!
Leve pão de forma, bisnaguinha, pão de cachorro-quente, bolacha de cream cracker, bolo pullman... qualquer coisa se sua intenção for tomar café da manhã antes das 15 horas;
Repelente de inseto e filtro solar são imprescindíveis;
Comece a torcer pelo Corinthians ou seus dias ficarão muito, muito longos.
E tome banho bem cedo!
segunda-feira, dezembro 25, 2006
O Rei Morreu!
Morreu James Brown, o Rei do Soul. O Rei do Funk (ou você pensava que funk era Atoladinha? Por favor!!!). Certamente, Deus enfrentará alguns problemas de hierarquia... porque Mr. Brown não vai aceitar ser apenas o segundo no comando, acreditem. Ele é a estrela, a atração principal.Certamente, vai ter porrada e alguém vai chamar o camburão. Tão importante, tão importante, que não poderia ter morrido em um dia qualquer...Alguém que sempre primou por suas entradas triunfais, fez sua derradeira saída no Natal. Mais triunfal impossível!!!
Só esse mês é o terceiro. Ontem, Braguinha pediu para os anjos abrirem alas e foi-se pela estrada a fora. Semana passada, Sivuca foi tocar Feira de Mangaio para Clara Nunes cantar. Há alguns meses, o maestro Rogério Duprat foi tropicalizar o céu.
...E minha estante de CDs, a cada dia que passa, mais parece um cemitério. Estou pensando em escrever epitáfios nas capa dos meus discos.
Desculpem não haver tom natalino nisso, mas estou triste!
Só esse mês é o terceiro. Ontem, Braguinha pediu para os anjos abrirem alas e foi-se pela estrada a fora. Semana passada, Sivuca foi tocar Feira de Mangaio para Clara Nunes cantar. Há alguns meses, o maestro Rogério Duprat foi tropicalizar o céu.
...E minha estante de CDs, a cada dia que passa, mais parece um cemitério. Estou pensando em escrever epitáfios nas capa dos meus discos.
Desculpem não haver tom natalino nisso, mas estou triste!
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