quinta-feira, junho 22, 2006

O rebanho invade BH


Essa é a frase que estava em vários placas e relógios espalhados pela cidade. É a Cow Parade chegando a BH, as tais vaquinhas customizadas (assim denominadas pela Silvia). A publicidade em torno desse evento é impressionante.

Dizem que essa história de vaquinhas nasceu na Suiça, em 1998. Mas eu vos digo: a tal da cow parade nasceu aqui mesmo em BH, com a vaquinha que está na Rua Leopoldina desde que eu me entendo por gente. Até a idéia de pintar as vacas veio dali. Quem não se lembra dela pintada de zebra, azul, rosa com bolinhas amarelas, ...?

Pois bem. As vaquinhas do evento oficial ficarão expostas pela cidade por mais de um mês e, no final, haverá um grande leilão das vacas, com a renda revertida para o Servas. O impressinante mesmo é que já tem gente querendo levar um desses trambolhos pra casa. E, muito provavelmente, pagarão uma nota por isso.

Eu fico imaginando:

- Mulher, arrematei uma vaca!
- Ué, desde quando você negocia gado? Você não entende dessas coisas e tirou o dinheiro da poupança para comprar uma vaca?
- Não, amor, não é vaca de verdade. Você tem cada uma... É uma daquelas vaquinhas pintadas que estão pela cidade. Você lembra que você tinha achado elas bonitinhas?
- Achei bonitinha lá na praça. Porra, mas o que a gente vai fazer com isso? Isso não cabe dentro do apartamento.
- Cabe na sala, amor. As crianças podem subir na vaca para brincar... Ela pode ficar aqui, ó,... esse espaço aqui entre o sofá e o corredor cabe certinho.
- E como a gente passa para o outro lado?
- Por baixo das pernas, meu bem. Olha, dá certinho. E é coisa de caridade. Foi super barato. A grana que tinha na poupança deu certinho. Não fiquei devendo nada. E tem o galo, né? Você sabe que eu coleciono tudo sobre o galo. GALO DOIDO! GALO DOIDO!
- Você tirou dinheiro da poupança pra comprar uma vaca SÓ porque ela tem o símbolo do galo pintado? Ai... a minha viagem para Guarapari... Todo mundo de BH vai pra lá em dezembro, a praia lotada, e eu aqui... com essa vaca!
- Meu amor, foi pela caridade, pela caridade. Mas agora desce comigo lá na portaria que eles acabaram de entregar a vaca e aquele idiota cruzeirense do síndico disse que não quer aquele elefante branco atrapalhando a passagem na portaria do prédio. Que imbecil!. Não é nem elefante, nem branco. É uma vaca alvinegra. GALO DOIDO! GALO DOIDO!
- A GENTE VAI TER QUE CARREGAR ESSA MERDA AQUI PRA CIMA? MAS A GENTE MORA NO QUARTO ANDAR DE UM PRÉDIO SEM ELEVADOR!!!!!!

quarta-feira, junho 14, 2006

1 x 0... contra quem?

Eu tinha comentado com a Isis que ainda não tinha caído minha ficha de que nós estamos disputando uma Copa do Mundo. Dias normais, trabalho normal... até cogitei em ficar no escritório e adiantar meus prazos no horário do jogo.

Mas como eu sou doida, não jogo pedra em santo e adoro uma farrinha regada a cerveja, uma hora antes da partida eu já estava no Bar Dududu, com minha recém-comprada camiseta do Brasil, adquirida bem de última hora.

Ontem, depois daquele mirrado 1 x 0 contra a Croácia, eu que não estava muito ligando pra Copa, virei torcedora das mais fanáticas. Recitei mantras para todas as deidades védicas que eu conheço, rezei para Santo Antônio, o santo do dia, comecei uma novena perpétua de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e, como eu não sei fazer despacho em encruzilhadas, cantei todas as músicas macumbeiras do Vinícius e da Clementina de Jesus, à guiza de mandinga. E isso tudo só para conseguir um placar menos apertado nos próximos jogos... Austrália e Japão!

Imagina quando começarmos a disputar com seleções de verdade? Vou começar a frequentar um terreiro com urgência!

Epa rei, meu guia!

quinta-feira, junho 01, 2006

Salada de frutas


Minha vizinha preferida está desempregada há 4 anos. Depois de passar um sufoco e o marido quase perder o emprego também, começou a vender cosméticos de revista. Fez aquela propaganda "janela-a-janela" e eu fiquei de dar uma olhada em alguma coisa. É sempre uma boa opção de presente: um óleo de amêndoa para a mãe, um creminho para a irmã grávida, um shampoo para o filho pequeno da amiga... Praticidade: uma loja na porta ao lado.

Para mim, nada. Afinal, eu sou básica. Cosméticos, para mim, são shampu, condicionador, sabonete, desodorante e pasta de dentes. Todos colocados no carrinho do supermercado. Sem fru-frus. Tudo bem, tudo bem, um batonzinho de vez em quando para não ficar muito pálida.

Mas, apesar de toda minha praticidade, eu ainda sou mulherzinha (a Isis vai gostar dessa) e sucumbo a certas tentações femininas: curiosidade e prazo para pagar.

Assim sendo, fui dar uma espiadinha no que havia de novidade no mundo das futilidades e sai com uma caixa de sabonetes com aroma de limão. Tive a minha primeira grande surpresa com a indústria dos cosméticos: meu marido A-DO-ROU o cheiro, ficou todo animadinho e o tal sabonete rendeu vários momentos agradáveis. Nunca imaginei que algo tão singelo como o cheirinho da mousse que minha mãe faz de sobremesa pudesse ter um efeito tããão legal. Nem preciso dizer que o tal sabonete de limão entrou definitivamente para a lista básica de cosméticos aqui de casa.

Por causa disso e do tal pré-datado, ousei. Comprei um hidratante com o mesmo cheiro de limão. Se o sabonete fez sucesso, o hidratante então... entrou pra lista também.

Aí, papo de janela, minha vizinha falou para eu experimentar um creme esfoliante fantástico para os pés de castanha. Estava de bom preço, eu estava mesmo precisando de alguma coisa assim... comprei. E usei. Mais um campeão de bilheteria.

Já tinha comprado o sabonete, o hidratante e o esfoliante para os pés, resolvi folhear a tal revista dos cosméticos para saber o que as mulheres andam usando por aí. Foi quando me deparei com a linha de maracujá. Dei um pré datadão e pirei: comprei tudo. Sabonete em creme, óleo trifásico e um outro creminho que eu nem sei qual a finalidade. Fiquei cheirando igual a uma salada de frutas. Mas a pele está macia, brilhante. E meu nego agradou. E com essa dieta frugal, já emagreceu alguns quilos.

Agora estou para cometer a maior frescura da minha vida de mulherzinha: perfume de pitanga! Mas tenho uma certa preocupação. Será que dá para voltar a trás depois depois que eu acrescentar pitanga ao cardápio?

segunda-feira, maio 29, 2006

Receitinha massa

Estou num gripão que dá até desânimo... minha narina esquerda já não existe mais e até a madrugada de hoje, acho que perderei a direita também. E o pacote está completo: garganta arranha, cabeça dói, corpo ruim. Aí, me deram essa receitinha genuinamente mineira contra a gripe:

Cachaça, mel e limão.

Acompanhada de um prato de linguiça, mandioca na manteiga e um caldinho de feijão com torresmo e cebolinha por cima. Servidos em uma mesa de boteco, é claro.

E uns naldecons de vez em quando.

Não sei se cura mesmo, mas, por via das dúvidas, não deixo faltar nenhum item.

quarta-feira, maio 17, 2006

Mais uma dos pequenos

Sempre conto casos do Rafa aqui. Agora chegou a hora de dar atenção ao meu outro filhote.

Apresento-lhes DEDÉ, o meu cangaceirinho, e sua sabedoria desenvolvida nos seus dois anos e nove meses de vida:


Dedé: Vó, o que é isso?

Avó do Dedé: é óculos.

Dedé: E "pa" que é?

Avó do Dedé: É para eu poder enxergar.

Dedé: Eu só uso o olho.

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Cantoria hoje pela manhã:

"Caminhando e cantando e seguindo a canção

Nas escolas, nas ruas,

campeões dos campeões"



Estou criando um comunista. E corinthiano...

...Ai, meu Deus!

terça-feira, maio 09, 2006

Se fosse verdade...

Só pode ser mentira.

Essas notícias foram todas veiculadas em um telejornal de ontem:

1. Um prédio desaba no Pará. Mas só o primeiro andar é que cai. Apareceu até a imagem. O prédio já estava vazio e ninguém se feriu.

2. Ex-governador do Rio de Janeiro já perdeu quase seis quilos com sua greve de fome. Diz que só acabará com a greve quando tiver direito de resposta das acusações que lhe foram imputadas por vários veículos de comunicação. A birra, ops, a greve que já dura oito dias (nove com hoje) não tem prazo para acabar. Segundo o ex-governador chiliquento, o episódio fez com que ele se fortalecesse politicamente.

3. O senhor de meia-idade e guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards se submeteu a uma cirurgia para diminuir a pressão do cérebro causada por um coágulo. Isto tudo porque o idoso senhor caiu de uma árvore na Nova Zelândia. Pra começar, o que fazia ele em cima da árvore?

Onde estão as notícias de verdade?

segunda-feira, maio 08, 2006

Programinha massa... sem filhos!


Ontem fui ao cinema SEM CRIANÇAS! Fui assistir Missão Impossível 3. Não amo o Tom Cruise, nunca amei nem mesmo quando era adolescente. Mas o vilão é o Philip Seymour Hoffman... Valeu o filme. Ele é mau. Ele é blasé, ele é inteligente, ele é irônico, ele é gordinho (meus preferidos), ele é elegante... mas, sobretudo, ele é MUITO mau!

E eu que ainda não tinha carteirinha de estudante, não assiti Capote no cinema. Agora vou ter que esperar chegar na locadora do Ronaldo.

segunda-feira, abril 24, 2006

Quero ser magrela



Ando pensando em uma mudança de vida. E tudo começou quando resolvi responder àquele perfil pessoal do orkut. Tem um campo lá para a gente colocar se é magra, atlética, gorda... Eu resolvi assumir: acima do peso. O que para uma mulher equivale a assumir uma aparência de hipopótama com as glândulas inchadas. Bem, talvez esse não seja ainda meu caso, mas se eu não tomar cuidado, o caminho até lá é bem curto.

Uma vez que eu nunca fui obesa, sempre tratei meu sobrepeso com eufemismos: "Não sou gorda, tenho estrutura forte". Ou: "meu corpo está ótimo. É melhor do que ser magrela e sem bunda." "Homens não gostam das magrelas." "Meu marido gosta assim". Ah! Tá! Até aparecer uma magrinha dando mole...

Uso ainda os eufemismos alheios para tratar do meu próprio recalque. Uma vez, a Vera Fischer, para justificar o trubufu que é a filha dela, falou: "Nós nunca seremos magrinhas como a Gisele Bünchen. Nossa estrutura física é mais para camponesa".

O Manny, o mamute da Era do Gelo diz: "eu não sou gordo, é todo esse pêlo que me faz parecer fofinho!"

Mas o melhor eufemismo que eu conheço é o da amiga da Bridget Jones, para falar das pernas grossas dela (em comparação com as maravilhosas pernas compridas de sua rival): "você tem boas pernas. Pernas de alpinista!

Pois bem. Cansei de ter estrutura física de camponesa e pernas de alpinista.

Agora como mato, aumentarei as aulas de yoga a partir da semana (era para ter começado essa semana, mas a professora, que está grávida, passou mal) e, em condições normais de temperatura e pressão, farei caminhadas. Minha meta é ser magrela em um mês. Será que dá?

domingo, abril 16, 2006

Ovos, coelhos e avós...



Quando meus filhos nem tinham nascido e eu ainda era a filha, ganhar ovo de páscoa era um acontecimento. A gente ganhava um só, comprado pelo pai e pela mãe (já que era um produto muito caro), comia um bombom no primeiro dia, um bombom no segundo e, se desse sorte do ovo ser um dos grandões, um no terceiro dia. A partir daí, começávamos a destrinchar as cascas do ovos que, dependendo do tamanho, levava mais uns três dias. Tudo devorado bem pãoduramente já que outro ovo só no ano seguinte. Bem... isso lá em casa, já que eu sou filho de dentistas e doces, só com parcimônia.

Essa semana, fomos comprar os ovos dos nossos coelhinhos e me enfiei no quarto círculo do Inferno (também chamado pelo Randall de Túnel do Terror) do Extra e das Lojas Americanas, onde ainda existiam ovos supostamente decentes e com preços aceitáveis. Mas também por esses motivos, a densidade demográfica daqueles lugares é simplesmente insuportável. As filas, então... Ficamos no Extra que as filas são mais rápidas.

O engraçado é que, hoje em dia, o chocolate é o que menos importa para os meninos. Ovo que presta (para eles, é claro) deve vir recheado de alguma quinquaria inútil e boba que será esquecida antes da Páscoa terminar. E existe um leque tão enorme de escolha, que as fábricas de chocolate contratam pessoas só para ficarem nos estabelecimentos mostrando esses bagulhinhos do mesmo jeito que a aeromoça faz a demonstração das saídas de emergência e utilização das máscaras de oxigênio nos aviões.

Escolhemos para o Rafa a um ovo que vem recheado com um chaveiro, tipo mosquetão e com uma luzinha, dos Quatro Fantásticos. O chaveiro era tão bacana que ficou para o Otto. E o André ficou com um KinderMaxOvo com uma bobagenzinha (que não durou 15 minutos) e chocolate fantástico. No fim, boas escolhas.

Nem preciso dizer que os ovos acabaram-se no café da manhã. E nem eram os primeiros comidos nesse feriado de Páscoa. A professora de cada um já tinha distribuído ovos para a turma, a professora de educação física, um casal de amigos... Ovo de páscoa hoje é produto ordinário.

E hoje eles ainda ganharão mais um... dos grandes... quinquilharia boa!!! Da avó e do... avô dentista!

E pensar que meu ovo durava uma semana...

terça-feira, abril 04, 2006

Ah! Os prazeres de uma sala escura...

Depois de um longo e tenebroso inverno esperando os filmes chegarem à locadora Silva Lobo para poder assisti-los, eis que eu fui ao cinema. O programa era levar os filhos para ver "A era do gelo 2". o que, de fato, fizemos.

Para poder me fazer entender melhor, eu tenho que contar que num passado algo distante, eu ia ao cinema quatro vezes por semana. Chegava a um ponto de não haver mais filmes em cartaz e eu ter crise de abstinência. Antes do Otto morar em BH, eu ia sozinha. Sempre achei cinema um programa para se fazer só. Não gosto de sair da sala e comentar o filme, principalmente se eu gostei muito, se me tocou. Não gosto de ir com alguém que comenta cada passagem do filme. Se o filme for triste, eu gosto de chorar e não quero ter que me explicar para a pessoa que me acompanhou o porque do nariz escorrendo e da cara inchada.

Assistir filme em casa não é a mesma coisa. Sempre tem um telefone tocando, um vizinho gritando, uma criança passando no corredor... Ou isso, ou assistir filme depois das 10 da noite. Aí, vem o sono e me derruba.

No entanto, depois de nascidos os filhos, cinema só se conjuminar um bocado de fatores: alguém para cuidar dos pequenos, dinheiro para as entradas, que não são baratas (já que para ter alguém cuidando dos meninos, cinema só no fim de semana), o Otto sem plantão, estar em cartaz um filme que valha a pena o dinheiro gasto e o esforço dispendido e, por fim, Júpiter na oitava casa de Escorpião. Ou, então, levar os meninos para ver filmes infantis. Então, ultimamente tenho me contentado com Harry Potter, filmes da Pixar e congêneres, o que também não é ruim. Hoje em dia, os filmes de criança são muito bacanas.

O problema de assistir filmes infantis em cinema é ter que assistir em uma sala lotada de... crianças! E que não são as minhas! As minhas, modestamente, são bem educadas e sabem se comportar no cinema. Ensinei para os dois que menino que fala durante o filme, faz barulho ou tenta se levantar, o bicho-papão põe dentro do saco e leva embora.

Mas os outros que não foram educados à maneira clássica... que coisa triste! Eles entram com quilos e quilos de pipoca, fazem barulho, batem o pé na sua cadeira, falam o filme todo, os pais ficam respondendo alto como se tivessem assistindo o filme no DVD de casa e, no fim, deixam toda aquela sujeira para alguém limpar. Porque os pais estão educando seus filhos para serem servidos! Ninguém tem obrigação com nada. Ah! E tem a namorada do tio das crianças querendo agradar a sogra, levando todos os sobrinhos chatinhos do cara, de uma só vez, para assistir o mesmo filme que eu... ai, que tristeza!

Tirando isso, o filme foi bom. É bacana ver a cara dos meus pequenos empolgados com a história, esperando para ver o que vai acontecer depois e sair do cinema com aquelas expressões deslumbradas que eu entendo tão bem.

Mas isso me dá uma saudade de quando eu era assídua frequentadora de todas as salas de cinema de BH, quando assistia a filmes não-infantis... Tudo bem, acho que mês que vem Júpiter estará na oitava casa de Escorpião... se eu conseguir juntar todos os outros fatores... quem sabe?

terça-feira, março 28, 2006

Coisa de saci


Desde que eu morei no Pará, ouço dizer que saci é criatura zombeteira, que adora aprontar pequenas sacanagens. Então, quando o leite azeda, quando as lâmpadas queimam, os aparelhos estragam, os objetos somem... coisa de saci.

Eu posso falar dessa criatura com um know how surpreendente pois faço parte da Associação Nacional dos Criadores de Saci, órgão reconhecido pelo Ministério da Agricultura. Crio, em minhas fazendas imaginárias (pois é o tipo adequado de fazenda para se criar sacis), a raça Saci Cumulae, vulgarmente conhecido como Saciaçu dos olhos verdes, muito comum em terras mineiras.

Comecei minha criação depois de uma viagem a Lavras Novas. Eu e o Otto viajamos sem as crianças, ficamos em um chalé muito simpático, localizado no meio do mato, com uma vista maravilhosa, coisa bem romântica. Mas eu deveria ter desconfiado da existência de sacis nas redondezas quando vi uma peneira de cruzeta pendurada na parede da entrada do chalé...

Logo no primeiro dia, meu único par de brincos sumiu. Uma das minhas únicas vaidades é sair com brinco. Não saio sem. É o mesmo que estar nua. Então, vocês hão de entender porque eu fiz o Otto revirar o quarto todo atrás dos meus brincos, sem qualquer sucesso. Olhamos em todos os cantos, até dentro do frigobar. Afastamos todos os móveis... nada. Os brincos apareceram, sem qualquer explicação, no último dia de minha estadia em Lavras Novas, ao lado do criado mudo... Lembrando que esse móvel também foi afastado, escarafunchado, devassado... coisa de saci. Sem contar que nessa mesma viagem a luz acabou e ficamos no escuro toda a última noite, aquela que tínhamos reservado para sair para um forró que acontece todos os sábados na cidade. O saci conseguiu boicotar nosso último programa. De qualquer forma, a viagem foi muito boa e despertou meu interesse pela espécie.

Pois bem. Chegamos a esse mês. Ao que parece, uma rês (é assim que chamamos) desgarrada foi parar em meu apartamento. É claro que ninguém viu o saci ainda. É muito difícil de vê-los. Mas os pequenos desastres domésticos vão se sucedendo... Primeiro, a televisão queimou, todas as lâmpadas da casa queimaram e todos os aparelhos que dependiam de pilha pararam de funcionar... coisa de saci, óbvio! Depois, para a tristeza do Otto, pifou o som do carro. Fora a sacanagem de ficar detonando o portão da garagem, que uma noite dessas passou abrindo e fechando sem ninguém acionar o controle.

Hoje, ele fez pifar os dois chuveiros lá de casa, logo pela manhã nos obrigando a tomar banho frio.

Acho que estou precisando vender essas minhas fazendas de criação de sacis. Alguém se interessa?

sexta-feira, março 24, 2006

O que deu nessa gente?


Já tinha ouvido falar mas ontem eu vi o cartaz: o Steve Martin teve a pachorra de achar-se no direito de representar o Inspetor Clouseau em um famigerado remake da Pantera Cor-de-Rosa (O cartaz aí do lado é dos DVDs dos filmes antigos. Me recuso a colocar o do Steve Martin).

Meu coração doeu! O que dá nesse povo de Hollywood para achar que remake da Pantera Cor-de -Rosa é bacana? E para achar que o Steve Martin é bacana? Quem será o Sr. Kato, então? O Jackie Chan? Nem mesmo o Kevin Kline fazendo o papel de Dreyfuss me dá ânimo para assistir esse absurdo.

E já que estamos falando de absurdos, há alguns, bem improváveis, que eu gostaria que acontecessem:

1. Que o George Lucas tivesse outra epifania e resolvesse fazer mais uma trilogia Star Wars. Talvez até com os mesmos atores da primeira. Só que a Lea, agora, não iria ficar tão bem de biquini quanto naquela época. Mas, paciência!

2. Que a Meg Ryan deixasse de achar que tem capacidade para ser atriz dramática e voltasse aos papéis de par romântico do Tom Hanks.

3. Que a Helen Fielding escrevesse mais uns Diários de Bridget Jones e a Renée Zellweger (só o Google mesmo para me ajudar com o nome dessa aí!) topasse engordar novamente os 10 quilos em troca de alguns milhões em sua conta bancária.

4. Que um estúdio comprasse os direitos das Crônicas Arturianas do Bernard Cornwell e fizesse uma trilogia (sempre esse número) só com atores ingleses. Poderia ser o Judy Law como Rei Arthur, o Ralph Fiennes como o Lancelot (que no livro é malvadão), a feiona Helena Bonhan Carter como Morgana e o Keith Richards como Merlim.

5. Que voltasse a passar nos cinemas as comédias românticas da Audrey Hepburn.

6. Por fim:

Que alguém tivesse a disposição e o bom senso de recolher todas as cópias espalhadas pelo mundo dessa insensatez do Steve Martin, antes que toda uma geração ache que ele, e não o Peter Sellers, é o Clouseau!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém!

terça-feira, março 14, 2006

Às vezes, as coisas acontecem em BH

Notícia do site do Chevrolet Hall:


"Março 2006

Orquestra Manguefônica - Nação Zumbi e Mundo Livre S/A juntos no palco
25 de março
Horário:
sábado às 23h
Preço:
R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)Meia entrada válida para menores de 21 anos, maiores de 60 anos e estudantes credenciados. Os benefícios não são cumulativos.Formas de pagamento: Cartões de Crédito, Cartões de Débito e DinheiroPontos de Vendas:Bilheterias do Chevrolet Hall (de segunda à sábado de 12h às 20h, domingo e feriado de 14h às 20h)Ticketmaster: teleingressos -0300 789 6846 e pelo site
www.ticketmaster.com.br
Piso:
3º - Arena
Projeto Tempo Bom apresenta Orquestra ManguefônicaAs bandas Nação Zumbi e Mundo Livre S/A juntas no palco da Temporada de Verão Chevrolet HallJuntar os músicos da Nação Zumbi e do Mundo Livre em uma única banda sempre foi um desejo antigo de Chico Science e seus companheiros do Mangue Beat, um dos movimentos culturais mais importantes do país. Esse sonho dos mangueboys se transformou em realidade na poderosa apresentação da Orquestra Manguefônica, em São Paulo, dentro do projeto “Disco de Ouro”, do Sesc Pompéia, que apresenta o resultado de uma pesquisa feita entre 12 críticos musicais sobre “quais seriam os dez grandes álbuns da música brasileira”. Os seis discos mais votados são apresentados, em arranjos de grandes nomes da atualidade. Quem abriu o projeto foi “Da Lama ao Caos”, primeiro disco de Chico Science & Nação Zumbi.O álbum, de 1994, foi completamente recriado no palco pela Orquestra Manguefônica, uma parceria da própria Nação Zumbi, atualmente liderada por Jorge Du Peixe, depois da morte de Chico Science, com os companheiros do Mundo Livre S/A, liderada por Fred 04. Este encontro rendeu um super show. Aquela tinha sido a primeira vez que as duas bandas se uniram para uma apresentação única no palco.O repertório do show segue a ordem do CD: “Monólogo ao Pé do Ouvido”, “Banditismo por uma questão de classe”, “Rios, Pontes e Overdoses”, “A Cidade / Boa Noite do Velho Faceta”, “A Praieira”, “Samba Mokossa”, “Da Lama ao Caos”, “Maracatu de Tiro Certeiro”, “Salustiano Song”, “Antene-se”, “Risoflora”, “Lixo de Mangue ”, “Computadores Fazem Arte” e “Côco Dub (Afrociberdelia)”.Agora a Manguefônica apresenta esse trabalho aos mineiros, em única apresentação no Chevrolet Hall.Classificação: 16 anosInformações: 3209-8989."



Muito provavelmente eu não vou. Além de ser plantão do Otto, é aniversário da minha mãe. Mas não podia de deixar de convidar meus amigos Sandro, Silvia e Denise para virem a BH. Olha a motivação aí!

Vou ser tia!!!

Minha irmã está esperando um bebê. Estou tão feliz que o mundo tem que saber. Não podia deixar passar essa notícia sem registrá-la aqui. Podem me parabenizar!

sexta-feira, março 10, 2006

A culpa é do Detran

Eu bem que tento: leio bons livros, aboli de vez às novelas e ao Biguibroder, não como mais no McDonalds, tento ser gentil com as pessoas, faço yoga, canto mantra, rezo de vez em quando, respeito os mandamentos, tudo isso para poder evoluir espiritualmente, cumprir meu carma e na próxima vida vir como tataraneta do Bill Gates. Mas é impossível! Dirigir em BH não vai deixar que eu alcance o Nirvana.

Não coloco culpa em nosso obreiro prefeito Pimentel, o melhor prefeito da América Latina(!) , nem em suas inúmeras obras espalhadas pela cidade, mas nas pessoas horríveis a quem o Detran, por um equívoco imenso, concede Carteira de Habilitação.

Não sei como é o trânsito nas outras cidades. Só dirijo aqui. Já me contaram que em São Paulo é pior. O trânsito pode até ser, mas as pessoas são mais civilizadas, creio eu. Aqui a gente se depara em cada esquina com gente mal educada, machistas babacas e o pior tipo de motorista (se é que assim se pode chamar): os motoristas púberes. E eu, que normalmente sou uma pessoa razoavelmente educada, me torno uma bruxa desbocada que envergonharia até a Derci Gonçalves.

Não é que no sábado passado, indo para a casa da minha mãe, entrei naquele engarrafamento eterno da Rua Jacuí, agora agravado pelas obras da linha verde. Dei bobeira e fui cortar a Jacuí por uma daquelas travessas que dão acesso à Nova Floresta. Engarrafamento quilométrico. O trânsito andava, passavam uns dez carros e parava. Essas coisas não me tiram do sério, como já disse. Fui para lá sabendo que haveria engarrafamento. Fui preparada para esperar. E, para minha surpresa, tinha até alguns gentis motoristas que deixavam espaço livre para nós, que pegamos a travessa da Jacuí, entrar para o bairro.

Na hora que eu cheguei na esquininha, depois de uns 20 minutos de espera, eis que vem um desses meninos de colégio que durante a semana só andam de ônibus escolar e pegam o carro da mãe no fim de semana e fecha o cruzamento.

Pedi, por favor (sempre pensando em limpar meu carma nessa existência), para ele dar uma rezinha. Ele tinha espaço para essa manobra, não custava nada e o trânsito na rua dele ia demorar a fluir novamente. E eu pedi com muita educação, juro! Isso só para ouvir um irônico: "só porque você quer, tia!"

Aí, é que meu carma foi arruinado. Falei todos os palavrões que eu conheço na frente dos meus dois filhos. Por que será que depois dos trinta a gente vira tia de qualquer pivete cuja a mãe habita a Guaicurus? Pulei por uns dois minutos no banco do carro, para deleite do pivete. Quando eu vi que o moleque estava era se divertindo às minhas custas, comecei a pensar em me acalmar. Liguei o CD do Elton John - Daniel para me inspirar a fazer maldades, claro! -, fui esfriando a cabeça... e esperei mais 30 minutos até o trânsito abrir e o fiodaputinha seguir seu caminho até a pqp. E todo esse tempo, olhando para a cara da criatura, imaginando 257 formas de matá-la, todas precedidas por uma torturazinha básica.. Até pensei em dar uma esbarradinha na porta do garoto... Depois é que eu me toquei: o moleque fez de mim uma megera rancorosa!

Não fiz nada contra o motorista-criança, é claro. Mas a intenção foi tão forte e meu ódio por ele foi tão intenso que eu acho que na próxima encarnação virei como um chiclete pisado.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Ai que ressaca!!!


Há um tempo atrás eu li um texto do Luís Fernando Veríssimo sobre a ressaca. Era engraçadíssimo, ainda que, até então, eu nunca tivesse curtido uma ressaca. O mais engraçado era sobre a ressaca de licor de ovo, segundo ele, única hipótese em que a lei brasileira permite a eutanásia. Eu sempre ri dessa crônica como uma expectadora de fora, alguém que (repito: até então) nunca teve que suportar a tortura do dia seguinte.

Então, chegamos a esse sábado. Assistimos ao show dos Stones na casa da minha mãe, porque minha TV queimou com os raios do dia do chuvão. Como o show terminou tarde, as crianças já estavam dormindo, eu e o Otto decidimos passar no Bar Dududu tomar uma única cervejinha, coisa rápida, pois sem crianças por perto a casa era toda nossa...

Primeiro erro: passar em um bar. Por que não fomos logo para casa? Mas o bar é gostoso, a Lu e o Dudu são gente boníssima... vamos!

Segundo erro: em vez de sentar em uma mesinha, sentar no balcão e ficar de prosa com a Lu e com o Dudu. A prosa ficou muito boa e as cervejas foram chegando muito rápido. Várias delas. Geladíssimas. E estava um calorão...

Terceiro erro: ficar no bar depois que a Lu foi pra casa assistindo o Dudu botar cerveja do dia seguinte para gelar. Papo vai, papo vem, conta já paga e eis que surgem mais umas três saideiras (que estavam além da conta do meu organismo) patrocinadas por Dudu.

Aí... eu já estava tonta mesmo, fiquei ouvindo a conversa de bêbado entre o Otto e o Dudu. Discutiram Santo Agostinho, Madre Teresa de Calcutá, Jesus, família, de onde viemos, para onde vamos e qual é nossa missão ... é, porque tonto fala sério! Algo assim: "É, tipo, Santo Agostinho é o cara! Porque ele, assim, o cara mais foda do mundo! Tipo muito foda mesmo!"

Pois bem... fomos para casa. O Otto, que já teve ressaca, fez todas as macumbas pós-bebedeiras que ele conhece e acordou novo. Ainda teve a consideração de me fazer beber um copo d'água para reidratar. Acho que por isso não morri. Eu caí na cama com força. E aí... a cama girou para um lado, para o outro, até eu acostumar com o balanço das ondas e dormir.

Dia seguinte... nenhuma Dona Neusa Aldina, nenhuma dona Lisa Dor por perto! Acordei com uma dor de cabeça, estômago péssimo e pressão lá no dedão do pé. Fiquei assim o domingo todo e até a tarde de segunda. Acho que minha cerveja estava batizada. Bem que eu senti um leve gosto de licor de ovo....

Pelo menos, agora, eu posso entender perfeitamente o que quis dizer o Veríssimo. Mas a crônica perdeu um pouco da graça... pelo menos, por enquanto.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Outra de escola

Aproveitando o tema aí em cima e já que os personagens já foram devidamente apresentados, vou contar mais uma história dos meus "Anos Incríveis".

Na segunda série, ainda apaixonada pelo Ivandro-loirinho-clonezinho-do-Roberto-Leal (paixão essa que perdurou até a quinta série), nossa sala de aulas foi avisada da eleição para representantes de sala. Cada um votaria em um menino e uma menina e a professora apuraria os votos em voz alta na frente de toda a sala. Os mais votados representariam a turma o ano todo.

O Ivandro, que tinha altas aspirações políticas e aproveitando-se de meu amor profundo, me perguntou se eu não votaria nele e, em troca, ele votaria em mim.

Eu, que tinha altas aspirações românticas e aproveitando-me da ambição dele, topei na hora.

Na hora da apuração, a professora ia abrindo os papeizinhos e cantando os votos:

Ana Helena e Ivandro... Karin e Ivandro... Flávia e Ivandro... Solange e Ivandro... Juliana e Ivandro (esse era o meu)... Renato e Karin... Eduardo e Karin... Luciano e Karin... Ivandro e Juliana (esse era o dele).

A turma, que não era nada boba, somou dois mais dois e... se eu votei nele e ele votou em mim, logo, estávamos namorando! Ninguém imaginou um conchavo político, pensaram só em romance.

Foi meu momento de glória no primário. Por quase um mês, todas as meninas morreram de inveja de mim, imaginando que o garoto mais lindo da turma gostava de mim.

Ah! Na apuração, deu Ivandro e... Karin, lógico!

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Esse msn...

Ontem a internet do escritório deu pau. Aí, tive que fazer umas pesquisas de jurisprudência para um recurso que ia ser protocolado hoje e fui na lan do lado do escritório. Não resisti, abri o msn e... 20 minutos e três reais depois, o estrago! Esqueci aberto quando fui embora. Entrou um cara e conversou com todas as minhas amigas que estavam on line. Resultado: uma descobriu e me contou (obrigado, Denise!), outras três não querem mais falar comigo porque acham que eu sou uma tarada. Mas tem uma que quer marcar um encontro ainda para esse fim de semana, sem o Otto... E ainda pediu para eu ir de mini saia. Ui...

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

O primeiro dia do resto da minha vida

O meu Rafa entrou para a 1ª série do ensino fundamental. Eu sei que para ele a 1ª série é importante, mas, na verdade, não tem aquele gostinho de novidade. Ele continua na mesma escola e com os mesmos colegas. E o principal evento da primeira série de antigamente, aprender ler, ele não terá, pois já veio alfabetizado da educação infantil (pré-escola de antigamente)

Mas não pude deixar de ficar empolgada. Porque eu ainda me recordo bem do meu primeiro dia de aula na 1ª série A da Escola Estadual de Primeiro Grau Enrico Bertoni, em 1980. Eu tinha a exata noção, mesmo aos seis anos de idade, que dali por diante minha vida não mais seria a mesma.

Para mim, tudo foi novidade. Eu vinha de outra escola. Aquela era escola de "gente grande", e não um lugar para "criancinhas", como era o caso da Escolinha Castelinho, onde eu tinha estudado até o ano anterior.

Nós, os novatos, ficávamos no pátio - que era enorme - esperando nossos nomes serem anunciados no auto-falante, informando a sala que iríamos estudar. Aí, fingindo a maior naturalidade do mundo, nos dirigíamos pela primeira vez a nossa "primeira-sala-de-aula-de-escola-de-verdade", como se fizéssemos isso todos os dias.

Eu, particularmente, já estava nervosa desde o dia anterior. Não tinha nem dormido. Meu coração quase saia pela boca e, quando chamaram meu nome, tive medo de não conseguir andar até a sala.

Mais de uma coisa aconteceu aquele dia: além do meu primeiro dia de aula, amei pela primeira vez e tive também minha primeira desilusão amorosa.

Estava eu lá no pátio esperando a chamada, quando ouvi o Ivandro Maciel Jr., um garoto loirinho, cabelinho estilo pajem, clone do Roberto Leal, enfim, o menino mais lindo do mundo, dizer para o Renato Righetti: "olha, aquela é a menina mais bonita da escola. Será minha namorada". Olhei para trás e eles olhavam em minha direção. E continuaram falando de mim (achei eu), a garota mais bonita da escola. Me apaixonei pelo garoto naquele instante.

Chegando na sala de aula, o menino já estava lá. Mas nem olhou na minha direção. Logo depois de mim, chegou a Karin Samorano. O menino foi até a mesa dela e disse que ia ser o namorado dela daí por diante. Isso bem ao meu lado. Ela, sim, era a garota mais linda da escola. Loirinha, olhos azuis, roupinha de laço rosa. Um pesadelo!

Até tentei esquecer a sensação maravilhosa daqueles cinco minutos em que eu fui a garota mais bonita da escola em minhas ilusões infantis. Mas aí era tarde... já estava apaixonada! E de coração partido.

domingo, fevereiro 05, 2006

Sumiu...

Eu tinha escrito ontem um texto de aniversário para minha irmã e esse texto sumiu no limbo da internet. Antes de ela ler... Acho que é a lei de Murphy dando as suas caras. A Cris sempre disse que eu nunca escrevi sobre ela em mais de um ano de blog. Quando escrevo... o texto some!!!

Não tem problema, escrevo novamente.

Eu tinha dito que a Cris acaba de entrar para nosso seleto clube: "O Clube Das Que Já Sabem De Tudo e Não Esqueceram De Nada". Com uma vantagem: sem barriga! E com cara de 20.

Falei ainda e repito que ela é "A Amiga", daquela que compra a briga, bate em quem me ofende, toma raiva de quem briga com meus filhos. Minha hermana, minha amiga, minha comadre...

Se o texto voltar, ela vai saber que eu não menti. Se não voltar... Parabéns, Cris! Amo-te