sexta-feira, dezembro 08, 2006

Dia 6 chegou e passou...


... e com eles, meus 33. Foi um dia que começou tumultuado, com uma enrolação no trabalho, uma correria, manda e-mail com a defesa que eu fiquei fazendo até quase 1 da manhã pra lá, o e-mail não chegou... então, manda de novo... o e-mail não abre, então, imprime e pede para o boy buscar...tenta mandar de novo... agora chegou!!! Uma correria por conta de um relatório de uns processos de mil noventos e bolinha... coisas atípicas, enfim! Já estava achando ter 33 um saco.

Mas aí vieram os telefonemas da família com um monte de eu te amos, aquela coisa gostosa, falar com a Silvia no msn... Depois, a surpresa do dia: a voz da Denise, vinda lá de Goiânia e todo seu carinho. Adorei!

Depois, outra surpresa deliciosa: meu irmão Alysson, o cabra mais trabalhador do Brasil, voltou de Ipatinga e passou meu aniversário lá no Bar Dududu junto comigo. Além dele, meus pais, meu marido, meu filho e aqueles amigos classe A. Faltou minha hermana Cris que ficou cuidando do mais novo integrante da família Andrade Bruno.

E depois a parte material do aniversário, igualmente deliciosa: presentes!!! Não vou mentir dizendo que eu não ligo para presentes. Adoro recebê-los e adoro dá-los. Sou daquelas que rasga o papel com a maior pressa para saber o que tem dentro. Imaginem vocês que eu até ganhei presente vindo lá de Goiânia! Novamente a Denise e todo seu carinho.

Ah! E só por maldade vou contar: ganhei o TIM MAIA RACIONAL do meu marido garimpeiro! Ele achou o cd em uma daquelas bancas perebas do Extra, no meio de um monte de CDs perebas. Segundo a Silvia, ele estava procurando um CD de sertanejo para me dar, mas a providência divina colocou o Tim Maia Racional no caminho para me salvar. E daí? Eu TENHO o Tim Maia Racional! You don't know what I know!

Acordei hoje, e a constatação terrível: ainda estou com 33. Tudo bem, o reloginho só vai pra frente mesmo... Mas ainda estou de bom humor, já que carinho de família e amigos é combustível de dias felizes.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Esse é do Randall para o meu pai

Ok, ok, na verdade o Randall não escreveu este post para o meu pai, mas não pude deixar de pensar nele na hora que o li. Achei o texto belíssimo e resolvi dividi-lo com meus amigos que eu sei que curtirão porque o cara manda bem. E meu pai rubro-negro vai adorar.
Domingo, Dezembro 03, 2006
Na madrugada de sexta pra sábado, enquanto eu esperava a semi-final do esporte de bicha gente fina (teoria a respeito, posts atrás), enfim descobri pra que serve o You Tube. É, porque até então as pessoas me mandavam vídeos duma menina mandando o Silvio Santos enfiar o bambu no cu e coisas assim, e eu não vejo muita graça. Quer dizer, é engraçado, mas não justifica tanta febre em cima de um site por causa disso. Mas aí eu vi no blog do Mário um vídeo sobre "Hotel Lancaster", aproveitei pra ver a entrevista dele no Saca Rolha, e procurei vídeos do Gilles Villeneuve, quando me dei conta, estava assistindo os vídeos do Flamengo do Zico. Nem todo mundo sabe, mas eu era Flamengo. Em Goiânia, durante um certo tempo, eu até achei que todo mundo era Flamengo. Ao menos entre os meus amigos, não havia divisão. Eram todos Flamengo! E era bom ser Flamengo, era fácil ser Flamengo! Porque com o Goiás, era passar metade do ano naquelas de ganhar do Vila e a outra metade torcendo pra "fazer bonito" no Brasileiro, sempre com fórmulas bizarras e muitos times. Já com o Flamengo era diferente, pois aquele time parecia ganhar tudo, e de todo mundo! A minha primeira memória futebolística é a final do brasileiro de 80, aquele épico 3 x 2 em cima do Atlético Mineiro! Revi no you tube, especialmente o drible do Nunes no negrão antes de matar o João Leite. Dois anos depois, o Bi em cima do Grêmio, com uma entrevista do Zico um dia antes, prevendo 1 x 0, gol do Nunes. E é do Nunes também uma imagem inesquecível, na final do Mundial, quando ele faz o terceiro gol e sai com os braços abertos, berrando, antes de parar sobre a linha lateral! O Flamengo apareceu com uma camisa esquisita naquele dia, que o Brasil inteiro fez questão de comprar depois. Na Libertadores... o gol do Zico de falta no Centenário, jogo desempate, o Flamengo jogou com uma camisa que tinha uns números enormes, não sei porque. Zico no Maraca, Zico no Centenário, podia-se contar com o Zico! Era gostoso escalar aquele time, só pra poder falar, como se fosse uma única palavra, ANDRADE-ADÍLIO-E-ZICO! O ataque variava, mas era bom rimar com Tita, Nunes e Lico! Mas de todos, todos, todos os Flamengos, o que eu mais gosto de lembrar é o de 87, meu primeiro e único título como rubro-negro adolescente, estranhamente único flamenguista no time da classe, repleto de Tricolores e dois Vascaínos insuportáveis com o título no carioca daquele ano. O Mengão de 87 tinha o Zico como um daqueles velhos pistoleiros que voltam pra um último serviço, Clint Eastwood em Os Imperdoáveis, com o Andrade coadjuvando bem de Morgan Freeman. No gol, um horroroso Zé Carlos, que pegou até pensamento contra o Atlético Mineiro no primeiro jogo do Maraca. Nas laterais, a dupla que traria o caneco em 94 pela Seleção Brasileira, Jorginho e Leonardo. Edinho e o clássico Leandro davam a segurança na zaga. Aílton e Zinho eram os chamados operários, Bebeto enfim deixou de ser promessa, marcando um gol por jogo das semi-finais em diante, e Ele, Renato Gaúcho, o dínamo da equipe. É dele a cena inesquecível, arrancando do meio-campo, deixando Luizinho (por aqui, Paolo Rossi, por favor) pra trás, fintando o João Leite e completando para as redes, antes de se atirar de joelho no gramado. Na volta ao meio-campo, beijinhos jogados para o técnico do Galo, ninguém menos que o perde-copa Telê Santana, que cortara Renato do Mundial um ano antes. Tem gente que se ressente do seu pião, do tempo em que empinava pipa, do forte apache, ou de qualquer coisa que o lembre da infância, e às vezes acha esse brinquedo guardado numa caixa na casa da mãe e lembra de seus tempos de menino. A minha vida era futebol. De botão, de rua, na TV ou na quadra da escola, com técnico, jogo de camisa e tudo. E o Flamengo foi meu brinquedo mais querido, que eu achei numa caixa aqui em casa na sexta-feira...
postado por: Randall Ferreira Neto 11:20 PM

E Randall: acho que ficou meio comprovado que "uma vez Flamengo, sempre Flamengo". Ainda que você torça para o Goiás. E para o Parmera.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Serviço de utilidade pública

Antigamente o orkut servia:

Para encontrar amigo das antigas;
Para entrar em um monte de comunidade e mostrar ao mundo que gosta do Paulo Coelho e do Zezé de Camargo, que come jiló na janta, que é pé-de-cana, que odeia a cor azul e que estoura plástico-bolha;
Para fuçar na página de seu (sua) amado(a) e passar raiva porque ele(a) recebeu um recadinho de um ex caso que não vê há três séculos e meio;
Para entrar na página do ex caso do seu amor e ver se ele respondeu ao recadinho do coração;
Para escrever um recadinho besta e atormentar seus 877 amigos (quem tem tanto amigo assim?), mandando eles clicarem no peixinho/gatinho/coraçãozinho e afins;
Para lembrar dos aniversários daquelas pessoas que você não vê há um século e não lembraria nem mesmo se convivesse com elas;
Para colocar fotos de duzentos anos atrás falando que foi tirada semana passada e fazer com que as pessoas que não te vêem mais pensem que você não mudou nada;
Para ixkrever axim.

Agora, o orkut, além dessas mil e uma utilidades, tem ainda um serviço público fantástico prestado com excelência pelos Links Patrocinados do Orkut: a sacanagem virtual!

L I N K S - P A T R O C I N A D O S: http://www.blablabla.net Fotos todos os dias, As ultimas da net, ninfetas de 18 anos Nuinhas, num site se frecuras clicou viu a foto, e todo dia com novidades acesse gratuitamente agora mesmo http://www.blablabla.net

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Não, eu não cheguei a clicar em nenhum dos links www.voufodercomoseupc.com . Eu gosto até gosto de sacanagem... Mas prezo muito meu pc e não clico em qualquer meleca que me mandem pelo orkut, principalmente se vem de quem eu não conheço. Aliás, não aconselho que ninguém o faça. Mas acho que se a gente clicar rola um surubão. Surubão de vírus detonando seu HD.

(minha mãe vai detestar esse post!)

sábado, dezembro 02, 2006

Meus três amores

Eu sou fiel aos meus amores. A todos eles. E amo com constância. Amo para sempre.

Dentre os meus amores platônicos destacam-se três: Ariano Suassuna, Henfil e Chico Buarque.

Já declarei publicamente todo o meu amor ao Ariano quando ele esteve aqui dando uma palestra. Cheguei a pedir autógrafo. É o escritor que mais se repete na minha estante. É meu guru, meu santinho padroeiro, um homem iluminado e cheio de sabedoria, inteligência, humor e talento literário. Quando eu tiver um altar aqui em casa, terá as imagens de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Ganesha e Ariano Suassuna. E eu vou acender sempre velas para ele. É um amor mais recente, confesso. Tem menos de uma década que eu me apaixonei. Mas é daqueles para a vida toda.

Minha paixão pelo Henfil é um pouco mais antiga: vem da adolescência. Comecei a amá-lo não através de suas historinhas, o que seria o caminho mais óbvio, mas através de seu Diário de um Cucaracha que tinha lá em casa, esquecido no meio de outros livros da minha mãe. O engraçado é que eu sempre fugi desse livro por causa da foto da barata nojenta na capa. Depois disso, calhou de cair em minhas mãos umas vinte revistas do Fradim. Li todas vorazmente e quase morri de amor. Bem.. tem ainda a parte física. O Henfil era meu tipo de homem: gordinho, barbudo, dentes belíssimos, sorrisão, inteligente até não poder mais... lembra alguém? Fiquei viúva dele logo depois de me apaixonar perdidamente, veja que tragédia...

Mas meu amor mais antigo é o Chico. Comecei a amá-lo com uns cinco ou seis anos, no dia em que arrebentei meu dedo na calçada de frente à minha casa, em Santo Anastácio. Enquanto minha mãe fazia curativo no meu dedo, tocava na vitrola Geni e o Zepelim. Não sei se entendia direito a letra da música (certamente que não!), mas achava muito bacana alguém dizer bosta. Nem sei se havia mesmo a palavra bosta na versão que tocava na vitrola, mas meu pai sempre falava bosta no lugar certo da letra. Meu amor não diminuiu nem mesmo quando ele fez a heresia de gravar Minha História com os filhos de francisco. Meu amor é tão grande que perdoa até esse deslize.

Bem...do dia 07 ao dia 11 de dezembro, meu amor platônico mais antigo estará na mesma cidade que eu. E eu não tenho um ingresso para vê-lo. Só me resta olhar seus olhinhos caídos no cartaz cada vez que eu passo em frente ao Palácio das Artes e imaginar a maravilha que será o show que alguns privilegiados que tiveram, além dos cem reais do ingresso, disposição e disponibilidade para ficar na fila, com o sol rachando a cuca . E amá-lo até o fim dos meus dias.

(não pensem vocês que o Otto sentirá ciúmes dessas declaração de amor. Além de admirar todos os meus amores, ele também ama platonicamente: Elis, Cássia Eller e Clementina. Ah! E a Luma de Oliveira)

quinta-feira, novembro 30, 2006

Daqui a uma semana melhora

Segundo a Isis, o mês que antecede ao nosso aniversário coincide com o nosso inferno astral. Assim, não deveríamos nem sair da cama nesses dias.

Eu, que não acredito nessas coisas astrais, sempre passei incólume por esse período dito maldito.

Pois bem. O tal inferno e seus capetinhas me encontraram hoje, uma semana exata antes da data fatídica em que completarei trinta e três anos.

Não sei se é essa chuva que não pára, não sei se é mesmo o tal período, não sei se são as pequenas cacas profissionais que aconteceram hoje, não sei se foi o fato de minhas lentes de contato terem acabado e eu estar de óculos... só sei que eu, normalmente otimista (sagitariana, claro!, se bem que eu não acredito nisso, lembrem-se...), hoje estou mais fatalista do que aquela hiena oh, dia! oh, azar!.

Então, para me animar um pouquinho, acendi um incenso para Ganesha - o que é duplamente útil, já que ajuda a superar obstáculos e, ao mesmo tempo, disfarça esse cheiro de coisas úmidas que a chuva não deixa ir embora -, fiz um bolo de banana e resolvi fazer minha lista de presentes. Se alguém se habilitar...

- Uma carona de ida e volta para o Cipó ou Lavras Novas ou Macacos;

- Uma indicação de um bom mecânico para que eu possa consertar o carro decentemente e não precise da carona;

- Um regime que funcione de verdade;

- Um dia ensolarado;
- Um guarda-chuva enorme, daqueles que dá para morar em baixo (teria sido muito útil hoje na hora que eu estava pegando ônibus para vir para casa);
- Galochas;
- Um ingresso para o show do Chico (obviamente esgotado após meio dia de venda);
- Um pastel de angu de umbigo de banana e uma Stela Artois lá no Galináceo. E um espetinho de lula.
Ainda bem que em uma semana exata, isso passa.

sábado, novembro 25, 2006

Apresento-lhes o Dedé

A culpa é do Otto que, além de colecionar e devorar as revistas do Calvin, aplicou Calvin na minha veia e fez com que eu tivesse um desejo inconsciente de ter um filho com as mesmas características do menininho do tigre.

Aí, veio o Dedé e sua imaginação calvinesca.

Dia desses, quando eu fui acordá-lo para ir à aula. Antes mesmo de abrir o olho, disse, fazendo voz de robô:

- Eu sou um brinquedo!

- Então, levanta da cama, brinquedo!

- Não posso... Eu sou um brinquedo quebrado.

E levou essa história de brinquedo tão a sério que só fazia determinadas coisas - tomar banho, escovar dentes, ir para a cama - se puxássemos a cordinha em suas costas. Sim, porque se o Calvin fosse um brinquedo, ele certamente seria de corda e não de pilha.

No início desta semana, o Dedé teve uma gastroenterite meio braba que nos fez baixar no Felício Rocho para que ele tomasse soro e plasil na veia. Antes de sermos liberados, a médica recomendou que ele fizesse uma dieta branda, comendo pequenas em porções, até que se reestabelecesse por completo.

Já completamente curado, o moleque (que não é muito fã de almoços e jantares, just like Calvin), me sai com uma dessas:

- Eu não posso comer essa comida. A médica mandou que eu não comesse tudo!



Se alguém aparecer aqui em casa com um tigre de pelúcia, eu ataco a vassouradas. E não estranharei nada se a comida começar pular do prato para atacá-lo.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Vira o disco

Não sei porque essas coisas acontecem, menos ainda porque acontecem COMIGO, mas por três vezes, essa semana, quando eu me apresentei alguém cantou:

"A Juliana não quer sambar, samba, Juliana, samba, Juliana".

Se você não conhece essa pérola do cancioneiro (e por esse motivo, eu te admiro muitíssimo), isso é um híbrido de axé com pagode (iééééca!), cantada (?) por meia dúzia de retardados que se auto-intitulam conjunto musical e que alguma aberração bunduda fica chacoalhando quando toca.

Sempre respondo com um sorriso amarelo e tento ignorar o mal estar que associar meu nome com essa música me dá.

Minha irritação maior é porque essa bosta de música me atormentou alguns anos atrás. Tinha uma rádio que falava para as julianas ligarem e concorrerem a prêmios. Sempre tinha alguém que ouvia essa porcaria de rádio e falava para eu ligar. Os prêmios eram, muito provavelmente, tão infames quanto essa porcaria de música.

Da última vez que cantaram isso para mim, fechei a cara e falei, com todas as letras, que eu não gostava daquela música.

Mas minha vontade era dizer: "Se é para ser uma Juliana de música, que eu seja, então, a Juliana vagabunda e deliciosa que estava na roda com João com uma rosa e um sorvete na mão. E fez o José perder a cabeça de tanto ciúme e assassinar o João com uma facada." Dramático. Meio nelsonrodriguiano. Definitivamente, muito mais charmoso.

Muito melhor que ser um arremedo de Carla Peres com uma bunda gigante e ficar "samba, Juliana, samba, Juliana" para ver se o cérebro pega no tranco.

Tudo bem. Posso ser também a Juliana da música do Wander Wildner que a Silvia mandou para mim...

quinta-feira, novembro 09, 2006

Fala, Mangueira!

Vou começar falando do que eu não gosto. É para destilar mau humor mesmo.

Não gosto de Carnaval. É um inferno: não dá nem para aproveitar o feriado, viajar para um lugarzinho tranquilo... Lugar tranquilo não há! Todo lugar está cheio. Se é praia, tem aqueles irritantes trios elétricos, abadás, axé, gente suada. Acho o cúmulo alguém se meter no meio daquela doideira só para ficar meio surdo de música ruim, totalmente bêbado de cerveja quente, perder as unhas dos pés de tanto pisão que toma e mijar nas calças por falta de banheiro. E eu não gosto de Chiclete, Ivete, Daniela, sotaque soteropolitano, ACM e quetais... Outro dia, ouvindo conversa alheia na fila do banco, a garota falou que ia passar carnaval do ano que vem em uma praia do Espírito Santo e já tinha pago muitas centenas de reais para ver o Jamil. "Você não está entendendo: Jamil vai estar lá! Estou gastando uma grana com isso, mas vale a pena" Quem é Jamil? Isso lá é nome de bahiano? Não sei quem é e de preferência, quero morrer sem saber. Deve ser um bahiano feio, que usa lenço na cabeça, pula em cima de um trio elétrico, cantando uma letra genial do tipo: "Fazê fazê fazê, amô amô amô. Amô amô amô, fazê fazê fazê".Não pago nem um real para ir para o Espírito Santo. Com o Jamil lá, então, aí é que não vou mesmo.

Carnaval no mato, então, é impossível! Quem não conseguiu ir para praia resolve invadir meus redutos de tranquilidade: Cipó, Lavras Novas, Cocais, Caraça... E sabe o que eles levam? Churrasqueira, um lixo tremendo e um aparelho de som idiota que só toca... AXÉ!

Então, no Carnaval, só me resta ficar em casa, dormir mais que a cama e alugar um milhão de DVDs. E me empanturrar de pipoca e coca light. Porque nem a padaria abre em BH no carnaval. Aqui tudo morre no reinado de Momo. Acompanho também as notícias sobre os desfiles das escolas de samba do Rio. Não assisto aos desfiles porque eu não consigo ficar acordada. Mas torço fervorosamente pela Estação Primeira de Mangueira desde pequena. Não gosto de carnaval, mas gosto da verde e rosa.

Então, chegamos ao motivo de eu estar falando de Carnaval em época pré natalina: já estava desanimada porque o Ivo Meirelles estraga há alguns anos a bateria que já foi considerada Nota 10. Depois, fiquei triste com a notícia de que o Jamelão não vai gravar o samba-enredo esse ano em razão de sua saúde frágil. E o Jamelão é um dos motivos do meu amor pela Manga Rosa.

Agora, fico sabendo que a rainha da bateria da Mangueira do ano que vem é, ninguem mais, ninguém menos que... PRETA GIL! A traveca doida filha do ministro!

Desse jeito, não vou mais nem querer saber das escolas de samba do Rio. Vou virar Gaviões! É nóis na fita, mano!

(Não reclamem. Eu disse lá em cima que meu humor não estava dos melhores.)

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Ah! Não vou mais para São Paulo. Descobriram o motivo do post azedo?

quarta-feira, novembro 08, 2006

descanso...

Os últimos dias têm sido de muita correria: muito trabalho no escritório, um little help profissa que eu estou prestando ao Nelson, expediente de mãe abarrotado como sempre, Otto cheio de plantões de fim de semana... Então, tá! Cansei! Parei! Parei, não. Pararei. Para ser mais exata, pararei por cinco dias na semana que vem. Micro folga meio roubada. Vou emendar o feriado do dia 15. Forçando um pouco a barra, já que o feriado é na quarta.

Meu destino? Se tudo sair como se deve, passagens, dinheiro, escola do Rafa (se ele não tiver prova nessa data, né?): Mooca!

São Paulo, aí vou eu.

Dizem que está rolando a Bienal lá.

Randall, vou conhecer o Sebo do Bac!

Silvia, nosso chopp está combinado.

E Mari... ah! Mari, se você me der o bolo de novo, vou baixar em Santos para te dar o puxão de orelha pessoalmente.

terça-feira, outubro 31, 2006

Eu na telinha

Como o inusitado sempre me encontra, eis que ontem eu e o Otto participamos de um programa da Rede Minas, afiliada da TV Cultura, para falar sobre o Amor. O nosso Amor. Segundo o captador de entrevistados (nem sei se é esse o cargo do rapaz), a nossa história era o que o programa procurava, pelo simples fato de, por um tempo, a gente ter namorado à distância, ele em São Paulo, eu aqui.

Na sexta, o cara me ligou lá em casa, por indicação de um amigo nosso, que também é jornalista. Minha primeira reação foi aceitar o convite. Sou muito jeca e achei o máximo aparecer na TV. Ia ficar que nem o Bugu, falando: "Alô, Mamãe!".

Depois eu me lembrei que minha desenvoltura diante das câmeras é absolutamente nenhuma! E pensei em deixar o tal captador na mão. Eu travei até para gravar um depoimento na formatura do Rafa, paguei mico até no vídeo do meu casamento... imagina em um programa que passa para toda Minas Gerais (e alguns outros Estados do Brasil) E minha mãe ainda me recomendou, poucos minutos antes do tal programa começar: "tome cuidado com o que você fala, minha filha!". Bem, ela estava certa, eu normalmente falo muito mesmo...

Luzes acesas, falta um minuto para o programa. Câmera apontada para mim o tempo todo. Pronto! Foi o que bastou para eu travar geral. A mulher perguntava as coisas para mim e eu ficava lá, com aquela cada de "o quê?". Tá bom, não foi bem assim. Eu até dei umas respostas. E teve o Otto para me salvar algumas vezes.
Antes e depois da entrevista (que deve ter durado uns dois minutos) rolaram uns comentários de dois psicanalistas que lá estavam para falar de Amor. E esses dois falaram. Só detonaram o Amor. E eu me distraia, ficava lembrando das esquetes da Terça Insana e tinha vontade de rir. O Otto queria espirrar. Ah! E os botões da minha blusa abriram no ar por causa daquele maldito microfoninho que eles dão para a gente pendurar na roupa. Fiquei não sei quanto tempo com o meu sutiã aparecendo. Não era dos novinhos... A sorte é que, na hora, quem falava era um dos psicanalistas e nós só eramos filmados de longe. Acho que não foi dessa vez que BH conheceu meus peitos. Graças a Deus.

E para melhorar minha situação, tinha outro casal lá para ser entrevistado. A mulher, uma cabeleireira, tinha descoberto uma traição do marido e, com amor, eles conseguiram superar tudo. E a mulher deu show, foi de uma eloquência que eu fiquei até constrangida com o meu travamento. O marido ficou lá, com aquela cara de cachorro que peidou na igreja enquanto ela contava a tsunami que havia devastado sua vida e que, com que paciência e abdicação, ela conseguiu recolher dos destroços valores pelos quais lutar. Minha historinha ficou chué perto da dela, toda cheia de emoção, traições, reconciliações.

Bom... pelo menos, a chifruda não era eu!

segunda-feira, outubro 30, 2006

A quem interessar possa


Como todo dia tem alguém me perguntando se o Pedro nasceu, aí vai o boletim oficial:

Pedro chegou!

Nasceu no último dia 28, dia de São Judas Tadeu, Pedro Andrade Bruno Fernandes, filho de Cris, minha hermana, e Nicolas, o pai mais babão que eu conheço. O bebê nasceu com 3,545 kg e 50 cm, sob o signo de escorpião. Tem furinho no queixo e covinha no rosto. A cesariana foi realizada às 4:30 horas na Maternidade Santa Fé. Mãe e filho passam bem.

Se todas as previsões estiverem corretas, Pedro será atleticano (por influência maléfica dos pais), médico neurologista muito conceituado no Brasil e no exterior e poliglota. Morará um período na Alemanha, onde fará sua pós-graduação e conhecerá sua futura esposa, uma médica pediatra, com quem terá um casal de filhos. Salvará muitas vidas. Terá uma predileção por sua tia Ju, que será madrinha do seu primeiro filho. Será imensamente feliz.

Se todas as previsões acima estiverem erradas, e ele resolver torcer para o Flamengo (ueba!), ser jornalista, casar com uma dona-de-casa e ter cinco filhos, de uma eu tenho certeza: será imensamente feliz.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Sou Dinda!

Sempre achei muito brega uma criança chamar a madrinha de dinda. Até então, não havia nenhuma criança que me chamasse assim. Acho que, por isso - despeito! - "dinda" me soasse tão cafona.

Eis que, então, um casal de amigos nossos, Nelson e Lalá, nos convidaram (Otto também será Dindo) para batizar seu segundo filho, o Luiz. Para explicar a importância desses dois para mim, basta dizer que o Nelson é meu irmão nascido de pai e mãe diferente e a Lalá, além de minha "cunhada", me apresentou a ioga. É a minha anjinha.

E como eu sou uma dinda metida a besta, a história é mais bacana: a cerimônia não é católica, é indígena! Chama-se cerimônia das luzes. Não vai ser ministrada por um sacerdote, mas sim, por uma mestra de ioga! Eu sou uma madrinha-vagalume! Mais chique, impossível!

Eu sei que isso não é uma leitura interessante, mas registrei porque estou feliz!

Outras coisinhas que não interessam a ninguém e me fazem feliz:

Meu pai chegou ontem de seu tour Copenhagen-Edimburgo-Rochedale-Londres-Paris, do qual curou o fuso horário em Porto de Galinhas (se eu estou metida porque fui convidada para ser madrinha, imagine ele, que agora sabe que Champs-Elysées se lê chanselisê e passou seu aniversário de 59 anos no primeiro bistrô da França). Ainda não matamos a saudade como se deve, mas essa semana daremos conta do recado.

Meu sobrinho Pedro chegará brevemente. Talvez hoje, talvez amanhã, talvez dia 25...

O Rafa já está na 2ª série. E ainda nem fez as provas finais. Sou uma madrinha-vagalume e uma mãe-coruja.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Vou declarar

(Para quem não gosta de falar de política, até que eu ando bem tagarela no assunto, hein?)

Eu sei que meu voto no Lula contraria muitas pessoas, inclusive pessoas cuja opinião eu respeito e, às vezes, até acato.

Pois bem. Eu voto no Lula. Voto e sempre votei. Não digo que sempre votarei, pois quase mudei de opinião recentemente. Mas se a opção é PSDB e PFL se intitulando "por um Brasil decente"...

Vejam, ainda que eu não vote com a convicção de antigamente, meu voto ainda é firme. Voto e acredito. E não peço desculpas por isso.

Para explicar minhas razões, chupei um texto do blog do Frê, que por sua vez o chupou do blog da Luciana Worms, a quem cita por gosto. Não sabemos de quem é o texto. E a exemplo do Frê, cito que achei esse texto no blog dele apenas pelo prazer de dizer que ele é meu amigo. E cunhado. E o blog dele é excelente (www.fredfavacho.blog.uol.com.br). Mas vamos ao texto:

"Fred explica voto no Lula

Reproduzo a seguir texto que recebi da minha amiga Luciana Worms (o texto não é dela, mas como não sei a quem creditá-lo, cito-a porque sempre tenho gosto em dizê-la minha amiga).
"Ontem descobri porque voto no Lula. Voto nele como protesto. Protesto contra essa classe média e burguesia burra que fazem uma faculdadezinha de direito, de medicina, de engenharia ou de qualquer outra porcaria e querem ser chamados de doutores. Acreditam ser melhores que os outros por ganhar alguns salários mínimos a mais que a maioria, que morre à míngua. Acham que sabem falar um português castiço e, na realidade, não sabem praticamente nada a respeito de nosso idioma (não sabem pontuar uma frase e se consideram melhores que o presidente; não sabem escrever um texto concatenado e se consideram melhores que o presidente; se borram para falar em público e se consideram melhores que o presidente; não sabem nem para que e quando se usam esses pontos-e-vírgulas e hífens que estão nesse comentário, mas, ainda assim, se consideram melhores que o presidente).Pouco me importa quem é o infeliz autor do texto "Pérolas do Debate", gostaria que esse meu e-mail fizesse o caminho inverso ao que fez originalmente e também chegasse para esse pobre coitado. Pobre de espírito e coitado porque é muito triste não conseguir assumir que alguém que já foi operário, que tem um dedo a menos, que fala como o povo, que não é "doutor", pode ser melhor que a grande maioria dos mais abastados.Não consigo admitir que o preconceito seja o motivo para algumas pessoas não votarem no Lula. Admitiria, sim, alguém que, demonstrando algum sinal de inteligência, tentasse me convencer que a economia do país piorou, que a inflação não caiu, que as taxas de juros estão maiores que os 26% da era FHC, que as exportações não duplicaram, que temos hoje mais miseráveis. Mas sabem porque não me tentam convencer desses fatos? Porque, para a desgraça das aves de agouro burguesas, nenhum desses fatos ocorreu! A verdade, que está exposta para cortar a carne dos que se acham poderosos, é que em 4 anos o Lula fez mais do que o PSDB faria se ficasse mais 400 anos no governo.Fico indignado com as pessoas que dizem que bolsa-família, bolsa-escola, cotas nas universidades e outras ações sociais não deveriam existir. E o pior é que usam sempre a mesma frase idiota para justificar isso: "é preciso ensinar a pescar, em vez de dar o peixe de mão beijada". A propósito, será que aqueles que se consideram melhores que o presidente sabem por que escrevi "em vez de" e não "ao invés de"? O estranho é que sempre vemos os erros ou o desconhecimento dos outros em alguma questão, mas dificilmente enxergamos qualquer deficiência nossa. Mas voltando ao que a elite burra acredita desnecessário, o Brasil tem uma dívida imensa com os pobres e negros que ergueram a base da economia desse país. E não pensem que se eles não receberem algum tipo de auxílio terão condições de melhorarem de vida. Como sair da pobreza, da marginalidade, da indigência sem ter o que comer? Fácil falar para quem se farta à mesa com o que existe de melhor!Há ainda aqueles que dizem que com o bolsa-família os pobres ficam preguiçosos e se acomodam. É capaz que isso ocorra com alguns, pois nem todos encaram as oportunidades da mesma forma. Mas cortar esses benefícios por acreditar que isso ocorra é falar do assunto sem conhecimento de causa. Quantas oportunidades você recebeu na vida e não aproveitou? Esse mesmo tipo de gente que diz que os pobres se acomodam passou a vida inteira se acomodando com a riqueza dos pais, com a cola dos amigos na faculdade, com os favores de políticos, com subterfúgios para ser dispensado do serviço militar, etc.Desculpem-me, mas, se quiserem mandar e-mails para mim, que sejam menos discriminatórios. Caso contrário, receberão respostas como essa. Já estou enfastiado de engolir esse discurso prepotente de néscios e apedeutas. Prefiro os e-mails inteligentes, porque justicam alguma perda de tempo, aos preconceituosos, que me enojam (não é de Santo Agostinho, mas não tem problema, porque a maioria também não sabe quem ele foi)".

terça-feira, outubro 10, 2006

Eu não falo de política!

Não gosto muito de falar de política. Sempre tem alguém com opinião divergente da minha e aí... olha o pau! E de pelejas, bastam aquelas forenses que eu sou obrigada a encarar profissionalmente. Mas o cenário político atual merece registro:

Primeiro, o Estado de São Paulo deveria indenizar o resto do Brasil por ter eleito, além da canalha mensaleira toda, o Celso Russomano, o Justiceiro, o Maluf, o Injustiçado e a alegoria-mor: Clodovil. Esse não sabe nem o que faz um deputado. Por enquanto, meus amigos, por enquanto... Essas pessoas tão "probas, honestas, preparadas e merecedoras" dos votos de milhões de paulistas irão LEGISLAR! Criar leis que afetam a minha vida e que tive o cuidado de não votar em ladrão. Porra, quer fazer bobagem, votem neles para deputado estadual, para síndico do seu prédio, para prefeito da sua cidade. Mas não para deputado federal.

E o surrealismo da semana: tive que viver quase 33 anos para ver um petista chamar um tucano de "delegado de porta de cadeia" e o tucano se auto-denominar "instrumento do povo".

domingo, outubro 08, 2006

Terça insana na última sexta-feira

A gente fica acostumado àquele humor carioca, padrão Globo de porcaria... Uma mulher gostosa contando pra outra que a traiu com o marido e a outra fala que também pegou o marido da primeira e essa merda é piada. Ou então ficam com aqueles bordões ridículos e a acham que a gente vai rir. Nunca gostei, nunca ri e se ligar a TV em casa nesses horários é capaz do meu marido me abandonar. Morte ao Zorra Total.

Já o humor mineiro eu gosto. Nossos humoristas são aqueles contadores de "causos", que contam aquelas historinhas de matuto com sotaque do Jequitinhonha acompanhado de uma pinguinha no caneco esmaltado.

Mas me desculpem os fãs da Filó e do Nerso da Capitinga: humor é com os paulistanos.

A Terça Insana é excelente. Ri de me acabar. Fiquei com dor no rosto. Quero o DVD, quero a camiseta e quero morar em São Paulo. De preferência próximo ao Avenida Club.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Tirando satisfações

Amigos de São Paulo, por favor, expliquem-se:

PAULO MALUF? Deputado mais votado?

quarta-feira, setembro 27, 2006

Hattori Hanzo x Sabre de Luz


Achei minha comunidade no orkut:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2294218

Descrição:

"Pra vc que, após assistir Kill Bill e Star Wars, ficou com esta importante dúvida na cabeça! Vamos nos unir e debater sobre a questão!!!Sabre de Luz?Hattori Hanzo?Façam suas apostas!!!! "

Para falar a verdade, tem dias que eu gostaria de ter qualquer uma das duas e fazer rolar algumas cabeças. Acho que fico com o sabre. Apesar da Hattori ter mais estilo, ela faz uma sujeira danada. E eu gosto daquele sabre vermelho do Darth Vader. Combina com minhas roupas.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Eu vou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Essa é para matar a Denise de inveja:

Sempre tive vontade de ir aos espetáculos da "Terça Insana". Humor paulistano, cheio de ironia, inteligente e... com sotaque paulistano!! Mas o problema é que as apresentações eram em São Paulo.

Pois então...

Outubro 2006

"Embratel apresenta Terça Insana - Ventilador de Alegria
6, 7 e 8 de outubro
Horário:
sexta e sábado às 21h

domingo às 19h
Preço:
Sexta- Inteira R$50,00 Meia R$25,00Sábado e Domingo - Inteira R$60,00 Meia R$30,00Meia entrada válida para menores de 21 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteira estudantil.Formas de pagamento: Cartões de Crédito, Cartões de Débito e DinheiroPontos de Vendas:Bilheterias do Chevrolet Hall (de segunda à sábado de 12h às 20h, domingo e feriado de 14h às 20h)Ticketmaster: teleingressos -0300 789 6846 e pelo site
www.ticketmaster.com.br
Piso:
3º - Teatro Dom Silvério O Terça Insana volta à estrada com os melhores momentos do consagrado Projeto de Humor que há 5 anos lota as apresentações em São Paulo.O Terça Insana recebe diariamente muitas mensagens, só no site são 17 mil visitas, pedindo apresentações do espetáculo nos mais diversos lugares do Brasil. São pessoas que amam o projeto, acompanham tudo pela imprensa ou pelo nosso site, mas não podem vir até São Paulo, onde toda as terças-feiras eles se apresentam no Avenida Club.Atendendo a estes pedidos a produção do espetáculo, sua idealizadora e diretora Grace Gianoukas e Roberto Camargo, ator fundador do projeto, decidiram que está na hora de voltar para a estrada, antes mesmo de gravar o segundo DVD, que será o registro dessa nova turnê do Terça Insana.“TERÇA INSANA - VENTILADOR DE ALEGRIA” é o espetáculo desta nova turnê nacional. Serão apresentados uma coletânea das melhores criações exibidas no nosso palco de São Paulo, desde o final de 2004 até o inicio de 2006. Nele estarão reunidos novas cenas e personagens criados por atores que participam do elenco fixo desde a sua criação, Grace Gianoukas e Roberto Camargo, além de três novos talentos revelados no palco do Terça Insana: Marco Luque, Agnes Zuliani e Guilherme Uzeda.Tudo a com a mesma qualidade que sempre consagrou o projeto: humor inteligente, surpreendente e contemporâneo, sem deixar de ser popular.Classificação: 12 anosInformações: 3209-8989"


Aproveitando minha carteirinha de estudante, lá vou eu... poltronas G5 e G7 na apresentação da sexta-feira. Sexta insana.

quarta-feira, setembro 13, 2006

ARRRRREEEEE!!!!!

Ontem tive meu celular furtado ou perdido. Não sei quando ou como aconteceu. Sei apenas que foi entre o caminho da lanchonete onde eu fiquei fazendo hora com o Dedé para buscar o Rafa no taekondo e a chegada em casa, quando eu dei falta do bichinho. Voltei o caminho todo, paguei o mico de perguntar em cada lugar que fui se tinham achado um celular assim-assado... Nada. Perdido mesmo.

Tá, não era nenhum celular bala, era apenas o trivial simples: tocar, atender, número dos amigos, alguns até muito utilizados (e não decorados), rapid roll... Mas era novinho e era meu!!!

Mas eu dei bobeira. Não estava prestando a menor atenção. Junto com o celular, foram-se também cinco reais que estava no mesmo bolso. No caso, meus últimos cinco reais. Fizeram falta. O aparelho e o dinheiro.

Mas o que é mais irritante disso tudo é o atendimento da idiota do SAC da Telemig Celular:

(Voz fanhosa) - Telemig Celular Rosicreide. Boa noite. Em que posso ajudar?

- Boa noite, Rosicreide. Tive meu celular furtado e gostaria de saber qual o procedimento que devo adotar para bloquear o número.

- Com quem estou falando?

- Juliana A.B.F.

- Número com DDD, por favor.

- trololó, lo ló, lo ló

- Número do CPF do titular.

- Trololó.

- Por favor, aguarde um momento....

......

- Só mais um momentinho....

.....

....

- Mais um instante, por favor.

.....

......

.....

- Senhora Juliana, infelizmente nós não estamos podendo fazer nada. A senhora contratou um plano de 18 meses o mês passado. A telemig não está podendo lhe fornecer outro celular.

- Rosicreide, eu não perguntei isso. Eu perguntei o que deveria fazer, qual a atitude tomar nessas situações. Deve haver algo que eu possa fazer para continuar com o mesmo número.

- Senhora, eu já disse que nós não estamos podendo lhe fornecer outro aparelho...

(um pouco exasperada) - Querida, eu não perguntei nada sobre outro aparelho.

- Então, pois é, não nós não estamos...

(já um tanto irritada e interrompendo o gerundismo da idiota) - Amor, eu não solicitei um aparelho novo. Deixa eu te explicar.

- Me desculpe, senhora, realmente não há nada que eu possa estar fazendo.

(bem irritada) - Ô, minha filha, vê se fica quieta um instante e me escuta. Eu contratei um plano de 18 meses, o que quer dizer que eu não tenho como desistir do número, certo?

- Certo.

- Então, o que eu quero é saber qual o procedimento que eu adoto PARA MANTER O MESMO NÚMERO, em outro aparelho.

- Mas nós não estamos podendo lhe dar outro aparelho.

(p da vida) - Criatura, vê se escuta! Eu não lhe pedi outro aparelho. Eu vou comprar outro aparelho. Com o meu dinheiro. Se bem que você me aporrinhou tanto que deveria sair do seu salário. Se não tiver como manter esse número acho que vou ter que fazer reclamação no procon, na Justiça, na casa da sua mãe, no Vaticano... Então, por favor, me dê a informação que eu preciso. Por favor.

- O que a senhora está querendo, então?

(respira fundo. voz calma) - Eu quero saber o que fazer para não perder o número do celular, já que eu tenho que pagar por ele por 18 meses. Não vou ficar pagando dezoito meses por um celular que eu não estou utilizando, não é justo?

- Ah! Isso. Por que não disse logo. (nesse ponto dava para ouvir meus rosnados do outro lado da linha) É só bloquear, eu te dou uma senha e quando a senhora comprar outro aparelho e outro chip é só recadastrar o número. Ele fica à sua disposição. Eu vou estar fazendo isso para a senhora agora mesmo. Aguarde um momentinho.

.....

- Só mais um momentinho...

....

....

- Mais um pouquinho...

....

....

...

- Pronto. Seu aparelho está bloqueado pelo número de série. Ninguém pode habilitá-lo. Seu número agora está indisponível. Só a senhora pode utilizá-lo. Algo mais?

- Não, obrigada. Ou melhor, sim. Eu quero que você vá à merda por atender tão mal um usuário dessa bosta de operadora. Aliás, vá você, a bosta da Operadora e o filho da puta que ficou com o meu aparelho e que não conseguirá habilitá-lo.

É claro que esse finalzinho foi apenas imaginado. Meu mal é sofrer de Síndrome Silenciosa da Gentileza Respeitosa (S.S.G.R), donça já catalogada e descrita pela Jornalista e Médica Psiquiatra Sílvia Remaso (www.cambalhotas.blogspot.com). Mas escrever isso me desopilou o fígado... Arre! Estou precisando urgentemente de voltar a fazer ioga ou 1/4 de lexotan ou sair para tomar um chopp. Um não, três! Agora! Antes das dez da manhã!!!!

terça-feira, setembro 12, 2006

Sem título, só saudade

Ai, ai, ai,... meu bloguinho querido. Tão bonitinho, tão azulzinho e tão abandonadinho! Eu estava notando que minha vida internética anda mesmo em stand by. Tenho recebido vários recados dos amigos perguntando por que eu sumi... Como isso é triste não ter tempo pra fazer tudo o que a gente gosta...

Eu, que era meio avessa a computador, comecei a utilizá-lo não só para o trabalho, mas também para reencontrar amigos que eu não via há muitos anos. Foi pela internet que eu perdi a vergonha de escrever e entrei no mundo blogueiro, o que me possibilitou conhecer gente muito interessante.. E ultimamente, ando com essa parte da minha vida meio largada. Mal tenho tempo para ler e responder e-mails.

Ainda que não haja muita desculpa para a minha ausência, tenho estudado (menos do que gostaria, confesso) nesse tempo que tenho faltado aos meus compromissos virtuais. Quem sabe eu passe em um concurso gordo, comece a ter mais tempo para as atividades e pessoas que eu gosto.

Bem... declaro aqui minha saudade...

aos meus "dois dedins de prosa" diários com a Denise, Sandro e Silvia a quem considero tão amigos e presentes quanto aqueles que eu vejo diariamente

aos meus encontros virtuais sabatinos com Mari e Isis, onde sempre rola muita risada, saudade, algumas confissões de pecadinhos deliciosos e muita amizade

às minhas inspiradoras leituras dos blogs do Randall (esse escreve tão bem que me fez ficar muito crítica com tudo que ponho na tela), Isis, Rapha, Silvia (olhei hoje: você também não atualiza)

O que posso dizer mais? Tentarei ser mais assídua daqui por diante.