segunda-feira, outubro 30, 2006

A quem interessar possa


Como todo dia tem alguém me perguntando se o Pedro nasceu, aí vai o boletim oficial:

Pedro chegou!

Nasceu no último dia 28, dia de São Judas Tadeu, Pedro Andrade Bruno Fernandes, filho de Cris, minha hermana, e Nicolas, o pai mais babão que eu conheço. O bebê nasceu com 3,545 kg e 50 cm, sob o signo de escorpião. Tem furinho no queixo e covinha no rosto. A cesariana foi realizada às 4:30 horas na Maternidade Santa Fé. Mãe e filho passam bem.

Se todas as previsões estiverem corretas, Pedro será atleticano (por influência maléfica dos pais), médico neurologista muito conceituado no Brasil e no exterior e poliglota. Morará um período na Alemanha, onde fará sua pós-graduação e conhecerá sua futura esposa, uma médica pediatra, com quem terá um casal de filhos. Salvará muitas vidas. Terá uma predileção por sua tia Ju, que será madrinha do seu primeiro filho. Será imensamente feliz.

Se todas as previsões acima estiverem erradas, e ele resolver torcer para o Flamengo (ueba!), ser jornalista, casar com uma dona-de-casa e ter cinco filhos, de uma eu tenho certeza: será imensamente feliz.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Sou Dinda!

Sempre achei muito brega uma criança chamar a madrinha de dinda. Até então, não havia nenhuma criança que me chamasse assim. Acho que, por isso - despeito! - "dinda" me soasse tão cafona.

Eis que, então, um casal de amigos nossos, Nelson e Lalá, nos convidaram (Otto também será Dindo) para batizar seu segundo filho, o Luiz. Para explicar a importância desses dois para mim, basta dizer que o Nelson é meu irmão nascido de pai e mãe diferente e a Lalá, além de minha "cunhada", me apresentou a ioga. É a minha anjinha.

E como eu sou uma dinda metida a besta, a história é mais bacana: a cerimônia não é católica, é indígena! Chama-se cerimônia das luzes. Não vai ser ministrada por um sacerdote, mas sim, por uma mestra de ioga! Eu sou uma madrinha-vagalume! Mais chique, impossível!

Eu sei que isso não é uma leitura interessante, mas registrei porque estou feliz!

Outras coisinhas que não interessam a ninguém e me fazem feliz:

Meu pai chegou ontem de seu tour Copenhagen-Edimburgo-Rochedale-Londres-Paris, do qual curou o fuso horário em Porto de Galinhas (se eu estou metida porque fui convidada para ser madrinha, imagine ele, que agora sabe que Champs-Elysées se lê chanselisê e passou seu aniversário de 59 anos no primeiro bistrô da França). Ainda não matamos a saudade como se deve, mas essa semana daremos conta do recado.

Meu sobrinho Pedro chegará brevemente. Talvez hoje, talvez amanhã, talvez dia 25...

O Rafa já está na 2ª série. E ainda nem fez as provas finais. Sou uma madrinha-vagalume e uma mãe-coruja.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Vou declarar

(Para quem não gosta de falar de política, até que eu ando bem tagarela no assunto, hein?)

Eu sei que meu voto no Lula contraria muitas pessoas, inclusive pessoas cuja opinião eu respeito e, às vezes, até acato.

Pois bem. Eu voto no Lula. Voto e sempre votei. Não digo que sempre votarei, pois quase mudei de opinião recentemente. Mas se a opção é PSDB e PFL se intitulando "por um Brasil decente"...

Vejam, ainda que eu não vote com a convicção de antigamente, meu voto ainda é firme. Voto e acredito. E não peço desculpas por isso.

Para explicar minhas razões, chupei um texto do blog do Frê, que por sua vez o chupou do blog da Luciana Worms, a quem cita por gosto. Não sabemos de quem é o texto. E a exemplo do Frê, cito que achei esse texto no blog dele apenas pelo prazer de dizer que ele é meu amigo. E cunhado. E o blog dele é excelente (www.fredfavacho.blog.uol.com.br). Mas vamos ao texto:

"Fred explica voto no Lula

Reproduzo a seguir texto que recebi da minha amiga Luciana Worms (o texto não é dela, mas como não sei a quem creditá-lo, cito-a porque sempre tenho gosto em dizê-la minha amiga).
"Ontem descobri porque voto no Lula. Voto nele como protesto. Protesto contra essa classe média e burguesia burra que fazem uma faculdadezinha de direito, de medicina, de engenharia ou de qualquer outra porcaria e querem ser chamados de doutores. Acreditam ser melhores que os outros por ganhar alguns salários mínimos a mais que a maioria, que morre à míngua. Acham que sabem falar um português castiço e, na realidade, não sabem praticamente nada a respeito de nosso idioma (não sabem pontuar uma frase e se consideram melhores que o presidente; não sabem escrever um texto concatenado e se consideram melhores que o presidente; se borram para falar em público e se consideram melhores que o presidente; não sabem nem para que e quando se usam esses pontos-e-vírgulas e hífens que estão nesse comentário, mas, ainda assim, se consideram melhores que o presidente).Pouco me importa quem é o infeliz autor do texto "Pérolas do Debate", gostaria que esse meu e-mail fizesse o caminho inverso ao que fez originalmente e também chegasse para esse pobre coitado. Pobre de espírito e coitado porque é muito triste não conseguir assumir que alguém que já foi operário, que tem um dedo a menos, que fala como o povo, que não é "doutor", pode ser melhor que a grande maioria dos mais abastados.Não consigo admitir que o preconceito seja o motivo para algumas pessoas não votarem no Lula. Admitiria, sim, alguém que, demonstrando algum sinal de inteligência, tentasse me convencer que a economia do país piorou, que a inflação não caiu, que as taxas de juros estão maiores que os 26% da era FHC, que as exportações não duplicaram, que temos hoje mais miseráveis. Mas sabem porque não me tentam convencer desses fatos? Porque, para a desgraça das aves de agouro burguesas, nenhum desses fatos ocorreu! A verdade, que está exposta para cortar a carne dos que se acham poderosos, é que em 4 anos o Lula fez mais do que o PSDB faria se ficasse mais 400 anos no governo.Fico indignado com as pessoas que dizem que bolsa-família, bolsa-escola, cotas nas universidades e outras ações sociais não deveriam existir. E o pior é que usam sempre a mesma frase idiota para justificar isso: "é preciso ensinar a pescar, em vez de dar o peixe de mão beijada". A propósito, será que aqueles que se consideram melhores que o presidente sabem por que escrevi "em vez de" e não "ao invés de"? O estranho é que sempre vemos os erros ou o desconhecimento dos outros em alguma questão, mas dificilmente enxergamos qualquer deficiência nossa. Mas voltando ao que a elite burra acredita desnecessário, o Brasil tem uma dívida imensa com os pobres e negros que ergueram a base da economia desse país. E não pensem que se eles não receberem algum tipo de auxílio terão condições de melhorarem de vida. Como sair da pobreza, da marginalidade, da indigência sem ter o que comer? Fácil falar para quem se farta à mesa com o que existe de melhor!Há ainda aqueles que dizem que com o bolsa-família os pobres ficam preguiçosos e se acomodam. É capaz que isso ocorra com alguns, pois nem todos encaram as oportunidades da mesma forma. Mas cortar esses benefícios por acreditar que isso ocorra é falar do assunto sem conhecimento de causa. Quantas oportunidades você recebeu na vida e não aproveitou? Esse mesmo tipo de gente que diz que os pobres se acomodam passou a vida inteira se acomodando com a riqueza dos pais, com a cola dos amigos na faculdade, com os favores de políticos, com subterfúgios para ser dispensado do serviço militar, etc.Desculpem-me, mas, se quiserem mandar e-mails para mim, que sejam menos discriminatórios. Caso contrário, receberão respostas como essa. Já estou enfastiado de engolir esse discurso prepotente de néscios e apedeutas. Prefiro os e-mails inteligentes, porque justicam alguma perda de tempo, aos preconceituosos, que me enojam (não é de Santo Agostinho, mas não tem problema, porque a maioria também não sabe quem ele foi)".

terça-feira, outubro 10, 2006

Eu não falo de política!

Não gosto muito de falar de política. Sempre tem alguém com opinião divergente da minha e aí... olha o pau! E de pelejas, bastam aquelas forenses que eu sou obrigada a encarar profissionalmente. Mas o cenário político atual merece registro:

Primeiro, o Estado de São Paulo deveria indenizar o resto do Brasil por ter eleito, além da canalha mensaleira toda, o Celso Russomano, o Justiceiro, o Maluf, o Injustiçado e a alegoria-mor: Clodovil. Esse não sabe nem o que faz um deputado. Por enquanto, meus amigos, por enquanto... Essas pessoas tão "probas, honestas, preparadas e merecedoras" dos votos de milhões de paulistas irão LEGISLAR! Criar leis que afetam a minha vida e que tive o cuidado de não votar em ladrão. Porra, quer fazer bobagem, votem neles para deputado estadual, para síndico do seu prédio, para prefeito da sua cidade. Mas não para deputado federal.

E o surrealismo da semana: tive que viver quase 33 anos para ver um petista chamar um tucano de "delegado de porta de cadeia" e o tucano se auto-denominar "instrumento do povo".

domingo, outubro 08, 2006

Terça insana na última sexta-feira

A gente fica acostumado àquele humor carioca, padrão Globo de porcaria... Uma mulher gostosa contando pra outra que a traiu com o marido e a outra fala que também pegou o marido da primeira e essa merda é piada. Ou então ficam com aqueles bordões ridículos e a acham que a gente vai rir. Nunca gostei, nunca ri e se ligar a TV em casa nesses horários é capaz do meu marido me abandonar. Morte ao Zorra Total.

Já o humor mineiro eu gosto. Nossos humoristas são aqueles contadores de "causos", que contam aquelas historinhas de matuto com sotaque do Jequitinhonha acompanhado de uma pinguinha no caneco esmaltado.

Mas me desculpem os fãs da Filó e do Nerso da Capitinga: humor é com os paulistanos.

A Terça Insana é excelente. Ri de me acabar. Fiquei com dor no rosto. Quero o DVD, quero a camiseta e quero morar em São Paulo. De preferência próximo ao Avenida Club.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Tirando satisfações

Amigos de São Paulo, por favor, expliquem-se:

PAULO MALUF? Deputado mais votado?

quarta-feira, setembro 27, 2006

Hattori Hanzo x Sabre de Luz


Achei minha comunidade no orkut:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2294218

Descrição:

"Pra vc que, após assistir Kill Bill e Star Wars, ficou com esta importante dúvida na cabeça! Vamos nos unir e debater sobre a questão!!!Sabre de Luz?Hattori Hanzo?Façam suas apostas!!!! "

Para falar a verdade, tem dias que eu gostaria de ter qualquer uma das duas e fazer rolar algumas cabeças. Acho que fico com o sabre. Apesar da Hattori ter mais estilo, ela faz uma sujeira danada. E eu gosto daquele sabre vermelho do Darth Vader. Combina com minhas roupas.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Eu vou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Essa é para matar a Denise de inveja:

Sempre tive vontade de ir aos espetáculos da "Terça Insana". Humor paulistano, cheio de ironia, inteligente e... com sotaque paulistano!! Mas o problema é que as apresentações eram em São Paulo.

Pois então...

Outubro 2006

"Embratel apresenta Terça Insana - Ventilador de Alegria
6, 7 e 8 de outubro
Horário:
sexta e sábado às 21h

domingo às 19h
Preço:
Sexta- Inteira R$50,00 Meia R$25,00Sábado e Domingo - Inteira R$60,00 Meia R$30,00Meia entrada válida para menores de 21 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteira estudantil.Formas de pagamento: Cartões de Crédito, Cartões de Débito e DinheiroPontos de Vendas:Bilheterias do Chevrolet Hall (de segunda à sábado de 12h às 20h, domingo e feriado de 14h às 20h)Ticketmaster: teleingressos -0300 789 6846 e pelo site
www.ticketmaster.com.br
Piso:
3º - Teatro Dom Silvério O Terça Insana volta à estrada com os melhores momentos do consagrado Projeto de Humor que há 5 anos lota as apresentações em São Paulo.O Terça Insana recebe diariamente muitas mensagens, só no site são 17 mil visitas, pedindo apresentações do espetáculo nos mais diversos lugares do Brasil. São pessoas que amam o projeto, acompanham tudo pela imprensa ou pelo nosso site, mas não podem vir até São Paulo, onde toda as terças-feiras eles se apresentam no Avenida Club.Atendendo a estes pedidos a produção do espetáculo, sua idealizadora e diretora Grace Gianoukas e Roberto Camargo, ator fundador do projeto, decidiram que está na hora de voltar para a estrada, antes mesmo de gravar o segundo DVD, que será o registro dessa nova turnê do Terça Insana.“TERÇA INSANA - VENTILADOR DE ALEGRIA” é o espetáculo desta nova turnê nacional. Serão apresentados uma coletânea das melhores criações exibidas no nosso palco de São Paulo, desde o final de 2004 até o inicio de 2006. Nele estarão reunidos novas cenas e personagens criados por atores que participam do elenco fixo desde a sua criação, Grace Gianoukas e Roberto Camargo, além de três novos talentos revelados no palco do Terça Insana: Marco Luque, Agnes Zuliani e Guilherme Uzeda.Tudo a com a mesma qualidade que sempre consagrou o projeto: humor inteligente, surpreendente e contemporâneo, sem deixar de ser popular.Classificação: 12 anosInformações: 3209-8989"


Aproveitando minha carteirinha de estudante, lá vou eu... poltronas G5 e G7 na apresentação da sexta-feira. Sexta insana.

quarta-feira, setembro 13, 2006

ARRRRREEEEE!!!!!

Ontem tive meu celular furtado ou perdido. Não sei quando ou como aconteceu. Sei apenas que foi entre o caminho da lanchonete onde eu fiquei fazendo hora com o Dedé para buscar o Rafa no taekondo e a chegada em casa, quando eu dei falta do bichinho. Voltei o caminho todo, paguei o mico de perguntar em cada lugar que fui se tinham achado um celular assim-assado... Nada. Perdido mesmo.

Tá, não era nenhum celular bala, era apenas o trivial simples: tocar, atender, número dos amigos, alguns até muito utilizados (e não decorados), rapid roll... Mas era novinho e era meu!!!

Mas eu dei bobeira. Não estava prestando a menor atenção. Junto com o celular, foram-se também cinco reais que estava no mesmo bolso. No caso, meus últimos cinco reais. Fizeram falta. O aparelho e o dinheiro.

Mas o que é mais irritante disso tudo é o atendimento da idiota do SAC da Telemig Celular:

(Voz fanhosa) - Telemig Celular Rosicreide. Boa noite. Em que posso ajudar?

- Boa noite, Rosicreide. Tive meu celular furtado e gostaria de saber qual o procedimento que devo adotar para bloquear o número.

- Com quem estou falando?

- Juliana A.B.F.

- Número com DDD, por favor.

- trololó, lo ló, lo ló

- Número do CPF do titular.

- Trololó.

- Por favor, aguarde um momento....

......

- Só mais um momentinho....

.....

....

- Mais um instante, por favor.

.....

......

.....

- Senhora Juliana, infelizmente nós não estamos podendo fazer nada. A senhora contratou um plano de 18 meses o mês passado. A telemig não está podendo lhe fornecer outro celular.

- Rosicreide, eu não perguntei isso. Eu perguntei o que deveria fazer, qual a atitude tomar nessas situações. Deve haver algo que eu possa fazer para continuar com o mesmo número.

- Senhora, eu já disse que nós não estamos podendo lhe fornecer outro aparelho...

(um pouco exasperada) - Querida, eu não perguntei nada sobre outro aparelho.

- Então, pois é, não nós não estamos...

(já um tanto irritada e interrompendo o gerundismo da idiota) - Amor, eu não solicitei um aparelho novo. Deixa eu te explicar.

- Me desculpe, senhora, realmente não há nada que eu possa estar fazendo.

(bem irritada) - Ô, minha filha, vê se fica quieta um instante e me escuta. Eu contratei um plano de 18 meses, o que quer dizer que eu não tenho como desistir do número, certo?

- Certo.

- Então, o que eu quero é saber qual o procedimento que eu adoto PARA MANTER O MESMO NÚMERO, em outro aparelho.

- Mas nós não estamos podendo lhe dar outro aparelho.

(p da vida) - Criatura, vê se escuta! Eu não lhe pedi outro aparelho. Eu vou comprar outro aparelho. Com o meu dinheiro. Se bem que você me aporrinhou tanto que deveria sair do seu salário. Se não tiver como manter esse número acho que vou ter que fazer reclamação no procon, na Justiça, na casa da sua mãe, no Vaticano... Então, por favor, me dê a informação que eu preciso. Por favor.

- O que a senhora está querendo, então?

(respira fundo. voz calma) - Eu quero saber o que fazer para não perder o número do celular, já que eu tenho que pagar por ele por 18 meses. Não vou ficar pagando dezoito meses por um celular que eu não estou utilizando, não é justo?

- Ah! Isso. Por que não disse logo. (nesse ponto dava para ouvir meus rosnados do outro lado da linha) É só bloquear, eu te dou uma senha e quando a senhora comprar outro aparelho e outro chip é só recadastrar o número. Ele fica à sua disposição. Eu vou estar fazendo isso para a senhora agora mesmo. Aguarde um momentinho.

.....

- Só mais um momentinho...

....

....

- Mais um pouquinho...

....

....

...

- Pronto. Seu aparelho está bloqueado pelo número de série. Ninguém pode habilitá-lo. Seu número agora está indisponível. Só a senhora pode utilizá-lo. Algo mais?

- Não, obrigada. Ou melhor, sim. Eu quero que você vá à merda por atender tão mal um usuário dessa bosta de operadora. Aliás, vá você, a bosta da Operadora e o filho da puta que ficou com o meu aparelho e que não conseguirá habilitá-lo.

É claro que esse finalzinho foi apenas imaginado. Meu mal é sofrer de Síndrome Silenciosa da Gentileza Respeitosa (S.S.G.R), donça já catalogada e descrita pela Jornalista e Médica Psiquiatra Sílvia Remaso (www.cambalhotas.blogspot.com). Mas escrever isso me desopilou o fígado... Arre! Estou precisando urgentemente de voltar a fazer ioga ou 1/4 de lexotan ou sair para tomar um chopp. Um não, três! Agora! Antes das dez da manhã!!!!

terça-feira, setembro 12, 2006

Sem título, só saudade

Ai, ai, ai,... meu bloguinho querido. Tão bonitinho, tão azulzinho e tão abandonadinho! Eu estava notando que minha vida internética anda mesmo em stand by. Tenho recebido vários recados dos amigos perguntando por que eu sumi... Como isso é triste não ter tempo pra fazer tudo o que a gente gosta...

Eu, que era meio avessa a computador, comecei a utilizá-lo não só para o trabalho, mas também para reencontrar amigos que eu não via há muitos anos. Foi pela internet que eu perdi a vergonha de escrever e entrei no mundo blogueiro, o que me possibilitou conhecer gente muito interessante.. E ultimamente, ando com essa parte da minha vida meio largada. Mal tenho tempo para ler e responder e-mails.

Ainda que não haja muita desculpa para a minha ausência, tenho estudado (menos do que gostaria, confesso) nesse tempo que tenho faltado aos meus compromissos virtuais. Quem sabe eu passe em um concurso gordo, comece a ter mais tempo para as atividades e pessoas que eu gosto.

Bem... declaro aqui minha saudade...

aos meus "dois dedins de prosa" diários com a Denise, Sandro e Silvia a quem considero tão amigos e presentes quanto aqueles que eu vejo diariamente

aos meus encontros virtuais sabatinos com Mari e Isis, onde sempre rola muita risada, saudade, algumas confissões de pecadinhos deliciosos e muita amizade

às minhas inspiradoras leituras dos blogs do Randall (esse escreve tão bem que me fez ficar muito crítica com tudo que ponho na tela), Isis, Rapha, Silvia (olhei hoje: você também não atualiza)

O que posso dizer mais? Tentarei ser mais assídua daqui por diante.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Interrompemos nossa transmissão...

Descobri uma nova diversão: assistir ao horário eleitoral gratuito. Se bem que não é qualquer horário eleitoral gratuito. Não tem a menor graça assistir à campanha presidencial, ou a de governador, de senador e deputados federais. Essas são muito produzidas, cheias de fru-frus, o Dominguinhos cantando, feitas por publicitários que cobram seu peso em ouro...

Eu gosto é da campanha para deputado estadual. De qualquer partido. Aquelas feitas no fundo do quintal do sujeito.

Deixando de lado a parte triste da coisa - muita gente despreparada concorrendo para um cargo de tamanha importância - o que se vê é uma sucessão de piadas. Parece coisa do Casseta & Planeta. Aliás, para quê Casseta & Planeta se os aspirantes a deputado, sobretudo aqueles de primeira viagem, são tão engraçados?

Começa pelos nomes. Eu não sei como é nos outros Estados, mas eu acho que os candidatos daqui pensam que Minas Gerais é uma roça de dez alqueires. Então, os candidatos se identificam simplesmente com os apelidos, sem mais informações. Carlin, por exemplo. Esse não diz nada, apenas que é o Carlin. Até onde eu saiba, Carlin é o marido da minha vizinha e ele, eventualmente, só é candidato a síndico do prédio. E não se parece em nada com o Carlin da TV.

E tem aqueles que dão mais informações: "Eu sou o Pinduca das "ambulanças". Quem vota em alguém que assim se identifica em tempos de sanguessugas e Planan?

Tem também a Gleida filha do Renatão. Essa é a única credencial que apresenta. Ser filha do Renatão. E roga por meu voto, por esse único motivo. O Renatão. Quem é Renatão? Sei não...

Mas tem um melhor, no quesito de apresentação curricular Não me lembro o nome do sujeito e isso pouco importa, já que ele não diz nada sobre a carreira, a vida, intenções como deputado, se eleito. Sua única plataforma política é sua mulher ser médica da Santa Casa. Isso mesmo. O moço vai lá, põe a cara na TV e diz: "eu sou o fulano de tal, minha mulher é médica da Santa Casa. Votem em mim".

Também acho muito sincero da parte de um outro candidato que informa:"eu e outros tantos jovens mineiros, queremos emprego. Por isso vote em mim". Eu também quero um emprego... de deputada estadual. Será que depois de eleito ( e empregado) ele vai arrumar uma boca na Assembléia para os "outros tanto jovens mineiros"?

Se eu fosse candidata qualquer coisa, eu não prometeria nada. Minha propaganda seria assim: Eu, com meu olhar mais grave para a câmera, dizendo: "Aposentados que enfrentam filas enormes para receber uma miséria de benefício, recém-formados desempregados, estudantes que querem uma universidade melhor, sem-terras, sem-tetos, sem-roupas, sem-nadas. Você, dona-de-casa. Você, pai de família. Vocês, blogueiros e leitores desse blog. É para vocês que eu falo. Conto com o seu voto." Viu? Falei pra uma pá de gente, não prometi nada e todo mundo já está querendo votar em mim.

Mas voltando a campanha eleitoral, o que vale ouro mesmo são os slogans de campanha.

Vai desde aquelas que aparecem em todas as campanhas, tais como "quem promete não cumpre", "Fulano de tal, quem conhece confia" (a cara do tal fulano de tal não é nada confiável, diga-se de passagem), até aqueles novos e inspirados slogans. Querem um exemplo?

O velhinho, bem caidinho mesmo, que aparece na TV, não diz seu nome, só o número e, na maior animação: "Deputado estadual 01010: Esse é o caraaaaaaaa!" Tem também o rapaz que informa unicamente que "tô aí, tô novo e tô animado!". Isso tanto vale para se eleger deputado, como para tentar arrumar uma "mina" hoje para noite. Tem também o que diz: "Sou incendiário e esbravejador" (que meda!)

Mas a melhor, a que ganha no quesito cara-de-pau é: "Tenha pena, vote na Lena!"

segunda-feira, agosto 14, 2006

Dia dos pais com um certo atraso

(Ficou meio pequeno. Creditem isso à minha ignorância internética. Mas dá pra ler. Se preferir, leia a tirinha no endereço http://www.calvinbr.hpg.ig.com.br/frame.htm)

E FELIZ DIA DOS PAIS!

Visitem

Até que eu consiga encontrar a Silvia pelos msn da vida (aliás, cadê você?) para que ela possa me dar uma mão nos links desse blog, resolvi fazer uma merecida propaganda aqui:

O blog se chama Fred Explica e o endereço é www.fredfavacho.blog.uol.com.br. Eu sei, eu sei, o Fred em questão é mesmo o meu cunhado. Pode parecer nepotismo mas não é. O blog dele é mesmo muito bom e vale uma visita e alguns comentários.

E assim que eu achar alguém mais esperto que eu nessas coisas de computador, o link estará ali do lado.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Sotaque

Li esse texto aí embaixo e descobri que, apesar de ter sido criada no Oeste Paulista e ter morado no Pará seis anos, eu sou definitivamente mineira. Ô sotaquinho que gruda, sô! Eu nunca consigo alguma coisa, eu "dou conta de". Eu sempre acho que quando a fila não anda ela "está agarrada". E no momento minha ocupação é "mexer" com o meu blog. O bom é saber que há pessoas que nos apreciam, como o Felipe Peixoto Braga Netto. Amei o texto e divido com meus amigos e amigas, principalmente, amigas mineiras. Aviso: é grande! Mas vale a pena.


Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?
Felipe Peixoto Braga Netto

Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos - oh sina - para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil.

Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral das sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que as montanhas, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras? É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso.

Um simples" mas" é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um "mas" nordestino, por exemplo. O sotaque das mineiras deveria ser >ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora?

Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.

Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é...

Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode >parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou?, dizem: "ôndôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.

Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido...

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sôo (leia-se: sai dessa, é fria, etc).

O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:

- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.

Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.

Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.

Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - Eu preciso de ir.

Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:

- Ah, mãe, eu preciso de ir?

No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!

Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: - Ai, gente, que dó.

É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras.Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado.

Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".

Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

Ouço a leitora chiar: - Capaz...Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu agora?

Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica:

- Ah, nem...>>O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...

Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto: - Você quer que eu "dou" um exemplo...

Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos mineiros de conjugação. as que são uma gracinha, ah isso lá são.

Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.

Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...

Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.

Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: - Ah, fui lá comprar umas coisas... - Que' s coisa? - ela retrucará.

Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.

Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará:

- Ele pôs a culpa "ni mim".

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos. já acostumados às ingênuas conjugações mineiras. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética. e diz tudo.

Até o tchau. em Minas. é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?

Deve haver, por certo, outras expressões... A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam... Exigência: ser mineira. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha... Tudo. Naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos mineiros, correr o risco de ser inexato, entendem?

sábado, agosto 05, 2006

Mau humor

Eu preciso de música boa quando dirijo para poder aguentar os motoristas mau humorados e mal educados de Belo Horizonte. E para isso, no carro têm vários CDs para não ter que arriscar a ouvir rádio e ter uma surpresa ruim, tal como ouvir Marina. Então, vocês podem imaginar a minha tristeza quando eu descobri que o Rafael enfiou no CD Player do carro um CD do Ira! em cima do CD do Queen e agora os dois estão lá entalados A tristeza maior é pelo CD do Queen. O Otto gravou, só músicas bacanas, de uns discos mais antigões... cada vez que eu penso que o CD está lá entalado, dá vontade de chorar). Tentei fazer uma operação arriscada e sacrificar o CD do Ira!, mas só consegui entalar mais os dois. O jeito, então, foi vir para a casa da minha mãe ouvindo rádio. Inconfidência FM, a brasileiríssima!

Eu gosto dessa rádio, toca música bacana, tem o programa do Tuti Maravilha que é bacaninha, tem a música do Milton Nascimento, Profissão de Fé, todos os dias às 18 horas, em substituição à manjada Ave Maria... mas hoje tocava Paulinho Pedra Azul, aquela musiquinha insuportável do bem-te-vi, bem-te-vi, andar por um jardim em flor... E para ficar melhor, Flávio Venturini tocando...Espanhola! E para minha alegria ser completa... 14 Bis. Nem sei porque eu deixei tanto tempo o rádio ligado. É a prova de que esperança é mesmo a última que morre. Quem sabe o Chico desse as caras...

Resultado: fiquei mau humorada e mal educada. E descobri a solução do trânsito de BH: abolir das rádios qualquer sombra de música mineira.

quinta-feira, julho 27, 2006

De Porto Alegre

Eu em Porto Alegre, Otto em Belo Horizonte, Rafael em Belém e André na Bahia... Nesse exato momento, a minha é a família mais esparramada pelo Brasil.

Hoje foi o dia da audiência. Pois bem... a testemunha não mora mais em Porto Alegre, mas sim, em São Caetano. Parece que esse processo ainda renderá um passeiozinho a São Paulo. Ueba!

Daqui há quatro dias, é o centenário do Mário Quintana. A cidade está tomada de coisas sobre ele. Prato cheio pra mim. Fui até o Centro Cultural que funciona no antigo Hotel Majestic, onde ele morava. Tem uma exposição funcionando ali, as paredes cobertas de poesias dele. Fiquei lá por horas, lendo tudo. Minha intenção era ter trazido o meu livrinho do Analista de Bagé para Porto Alegre, sentar em uma praça e ler o livro curtindo o sotaque. Já pensou, ler "oigalê, índio velho!", "índio bem loco" um segundo depois de ouvir de conversar com um gaúcho? Mas está chovendo um bocado e sentar em uma praça está fora de cogitação. Então, essa exposição foi uma alternativa bem bacana.

Comi o famoso cachorro-quente do Rosário (absolutamente absurdo de tão enorme) e já estou chamando padaria de panefício, menina de prenda. Hoje vou conhecer o famoso Galpão Crioulo e comer um verdadeiro churrasco gaúcho. Ai, eu morro de inveja de mim mesma!

terça-feira, julho 25, 2006

Vou pra Porto e, bah! Tri legal!

Adoro andar de avião. Eu vejo um avião decolar e fico aguada de vontade de estar dentro. Sinto uma emoção tão grande quando eu vejo a aeromoça fazer aquela mímica engraçadinha dos procedimentos de segurança que meus olhos se enchem de lágrimas. Gosto dos lanchinhos de avião. E gosto principalmente da rapidez do avião. Acho que essa minha fissura atávica por avião é coisa de quem só voou a primeira vez aos 11 anos e depois passou muitos anos viajando do Pará até Minas de carro lotado, com pai e mãe na frente e três crianças briguentas atrás se engalfinhando, 200 malas, lanchinhos para a viagem toda, um bule de café renovado em cada parada para o pai, único motorista, não dormir, pacotes e mais pacotes de biscoito de maisena, uns vinte litros de água, hotéis de beira de estrada, diarréia, comida ruim...

Não é que esse mês eu estou matando toda a minha vontade de voar? Fui a São Paulo no início do mês e amanhã...dois dias em PORTO ALEGRE!

Tudo bem que é a trabalho, mas eu não consigo imaginar uma cidade mais chique nesse Brasil inteiro. Já separei bota, casaco, cachecol... mas disseram que lá está quente agora. É bem capaz mesmo. Comigo é assim: quando eu vou para Porto Alegre, lá está quente. Mas acho que é mais chique passar calor em Porto Alegre do que em Belo Horizonte. Já tenho planos: vou voltar falando tri bom, chamando os meninos de guris, comendo o "s" nos fins das frases... Ah! E se tudo der certo, mando buscar o Otto e os guris e fico por lá mesmo. Deu pra ti?

sexta-feira, julho 21, 2006

Sem filhos

Meu filho mais velho está em Belém, o meu mais novo está na Bahia... E como serei só eu e meu nego por uma semana e meia, preciso de sugestões: quais são os lugares em BH em que NÃO É PERMITIDA A ENTRADA DE CRIANÇAS? Nem em foto!!! É lá que eu vou.

terça-feira, julho 18, 2006

...mas os meus cabelos...

Desde já, advirto aos leitores homens que esse post será considerado por vocês fútil! É só uma mais uma das historinhas que povoam o universo feminino: a nossa preocupação desmedida com os cabelos. Se quiserem, podem parar a leitura agora e eu não ficarei ofendida. Se quiserem continuar, obrigada! E sejam pacientes!

Tudo começou com uma inocente escova de cabelos. Não a escova de escovar cabelos, mas o penteado. Feito pela minha mãe para quebrar meu galho que não tive tempo de ir ao salão. O cabelo andava muito alvoroçado (um eufemismo para algo com o aspecto de ninho de pardal). Lá estava eu sendo bem tratada por minha mãe, aproveitando o ventinho quente do secador no cabelo, o cafuné da escova, quase dormindo, quando, sem qualquer preparação psicológica, sou informada da existência de dois fios brancos. Não, não eram fios pequenos e nem estavam escondidos no meio da cabeleira. Eram enormes e estavam ali, bem por cima de tudo, na parte de trás do cabelo, onde eu não consigo enxergar e tomar uma atitude mais efetiva antes que as pessoas vejam. Meus dois primeiros fios brancos.

Ao contrário do que eu sempre imaginei, minha reação foi de muita tristeza. Sinceramente, me estragou o dia. Eu sempre me achei desencanada dessas coisas de vaidade, fiquei mesmo arrasada com a notícia. Essas coisas fazem a gente pensar na vida. O tempo passa, a gente envelhece, o cabelo fica branco, o peito cai... vamos parar por aqui senão eu começo a chorar. É claro que os malsinados fios foram devidamente estirpados, com toda a raiva possível.

Nem me venham com aquele papo para consolar a velhinha aqui de que você tem cabelos brancos desde os dezoito anos. Ter fios brancos desde a adolescência não é sinal de envelhecimento, é apenas uma característica genética. O sofrido é encontrar fios brancos no cabelo quando o colágeno do seu rosto começa a te deixar na mão e você está, seriamente, pensando em gastar uma pequena fortuna de três dígitos em um creme que vem em um pote minúsculo para passar no rosto e retardar o envelhecimento. Ô expressão que eu odeio: "retardar o envelhecimento". Quer dizer, correr enquanto tem pernas. Daqui a pouco elas falham e ele te encontra.

Me senti a Madame Min. Cabelos completamente caóticos (até então o caos do meu cabelo nunca tinha me incomodado) e... BRANCOS? Never! Jamais! Nunca! Era hora de tomar uma atitude de mulher. Pintar os cabelos? Não. Só dois fios não justifica tinta. Enquanto der, vamos arrancando um a um os que aparecerem. Então, o que fazer para não se transformar definitivamente na Madame Min. Ou pior: na Maria Bethânia?

Tomei uma atitude de mulherzinha (ando fazendo muito isso ultimamente!). Fui ao salão e fiz uma tal de escova de chocolate. Segundo a cabeleireira, é um tipo de escova progressiva que não deixa os cabelos muito lisos (gosto de um certo caos nos meus cachos), agride menos os fios, blá blá blá. E como toda frescura nova, cara pra burro.

Saí do salão com os cabelos escorridos, tipo chapinha, parecendo a Maga Patalógica e morrendo de medo de ficar assim pra sempre. Se bem que até que a evolução foi positiva. A Maga Patalógica sempre foi mais bonitinha que a Madame Min... menos desgrenhada. A cabeleireira ainda me fez a recomendação de não lavar os cabelos no período de três dias. O QUÊ? TRÊS DIAS? Mas meus cabelos são oleosos... Três dias sem lavar o cabelo e eu serei o Cláudio Venturini. Tudo bem ser bruxa, mas bruxa de cabelo ensebado é fim de jogo no Canindé.

Bem... o fim da história não é trágico. Os três dias se passaram, eu realmente fiquei parecendo o Cláudio Venturini e morri de medo de ficar assim para sempre. Mas lavei meus cabelos e eles ficaram lindos e soltos como os da Samantha, a feiticeira. Agora só falta treinar mais a minha mexida de nariz.

quinta-feira, julho 13, 2006

Para viver um grande amor

Eu ia escrever sobre as miudezas da vida, mas essas ficam para amanhã. Hoje é dia de comemorar. São 10 anos de amor. Amor pré-adolescente... O amor da minha vida. A minha melhor história. E se eu voltasse no tempo 10 mil vezes eu optaria por viver de novo esses 10 anos. 10 mil vezes.

Desculpem a pieguice, mas esse post é romântico e tem endereço certo. E como eu não consigo ser romântica sem ser piegas, tomo, de novo, emprestadas as palavras do Vinícius. Só para você, meu nego!

Soneto do amor total
Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.