segunda-feira, março 12, 2007

Uma imagem vale mais que mil palavras



Eu sei que não se cutuca onça com vara curta. Mas resistir como?


Isis,

Essa é para encerrar a discussão e provar meu ponto de vista: não há nada de incoerente em gostar do Messias de Jah e capetão do Mick Jagger. Eles convivem em harmonia, seja no meu walkman, seja na minha estante de cds, seja nessa foto postada especialmente para você. Diariamente, eu ouço Positive Vibration seguida por Sympathy for the devil. É quase uma prece.

Deus e o Diabo, de vez em quando, filosofam (e dão um peguinha também... é só olhar para a cara de feliz do trio aí em cima para saber o que eles estavam fazendo antes da foto).

Ainda que isso não encerre nossas discussões futuras sobre o assunto (e nem é isso que eu quero), que fique registrado que em toda e qualquer pendenga Marley-Stones eu, desde já, me declaro vencedora. Uhuuuuu!!!

domingo, março 04, 2007

Medo, pero no mucho

Quero explicar que o último post foi escrito em um momento em que eu estava extremamente sensível e que, normalmente, aquela lá que escreveu não sou eu. Escrevi uma coisinha que estava na minha cabeça. Depois de escrever, fiquei levinha. Foi bom! Mas gerou um comentário preocupado da Isis e um telefonema ainda mais preocupado da minha mãe (pelo menos, a Camila, minha cunhada, gostou do que eu escrevi. Me deu até parabéns por eu estar triste!).

Pois bem. Aquela não sou eu! Na verdade, sou eu, mas não em meu estado normal de temperatura e pressão. Foi só um sentimentozinho extremo, um exagerozinho, uma auto-piedade momentânea, algo muito sagitariano da minha parte. Já estou eu. O medo de noite ainda existe, mas fora ter muito sono de manhã, está perfeitamente sob controle. Já voltei para a ioga e, brevemente, vou escrever que isso também acabou.

Esse post que resvalou o piegas quase foi devidamente deletado. Pensei seriamente nisso. Quem leu, leu. Quem não leu, não vai ter mais a oportunidade de me ver insegura. Uma amiga minha, Simone, ontem falou: - Deleta mesmo! Tá muito deprê!

Bom, Simone, decidi não deletar. Ele fica. Mas com o registro de que aquele "passamento" já foi superado.

A parte boa é que, se a gente não é bem humorada e alegrinha 24 horas por dia, 7 dias por semana, ninguém nunca - nunca mesmo! - vai nos confundir com a Ivete Sangalo. Nem com um Teletubie.

quinta-feira, março 01, 2007

Medo, medo, medo

Nunca pensei em vir falar aqui dessa coisa doida que vem acontecendo comigo em algumas noites, mas é meu assunto recorrente ultimamente... então, vira post também. Relutei em falar sobre medo. Não é um assunto confortável. Medo é uma coisa que deixa a gente vulnerável, aberta a ataques. Mas lendo um post da Isadora (http://www.a-prateleira.blogspot.com), me pus a pensar sobre "o" medo, o que vem bem a calhar, já que eu ando tendo crises de medo horríveis durante a noite, dessas de acordar de repente sem conseguir respirar.

Esse medo noturno começou há cerca de um mês, acontece durante a madrugada, dura uns minutos ou horas a fio e eu não sei o motivo, o que deu o start na minha mente louquinha. O que eu sei é que ando me sentindo a doidinha do hospício. Porque não é um medo específico. Não é algo que eu possa definir, do tipo "tem alguma coisa babando embaixo da minha cama", ou medo de barata ou do Charles Bronson ou de assombração ou de morrer de bala perdida. Aliás, durante a crise é impossível até falar. É uma coisa realmente estranhíssima: é medo de tudo, do dia seguinte, da noite em curso, de não conseguir mais respirar... algo realmente apavorante.

Bom... mas não se preocupem que eu estou procurando uma solução pra coisa toda.

Como o que o que eu tenho feito o tempo todo é refletir sobre o tema, vou falar do meu maior medo: passar em branco pela vida. Viver uma vidinha burocrática, não marcar a vida de ninguém, não ter ninguém que um dia diga “você me faz falta”, “quero você aqui agora”, “lembrei de você quando vi isso”. Ou, depois que o Otto ficar viúvo (porque seria de extremo mau gosto ele morrer antes de mim e eu ficar viúva!) ter alguém para citar uma frase minha, contar uma história que eu vivi... Eu quero que meus tataranetos ouçam de meus bisnetos (porque eu terei bisnetos, ok?) “Essa história foi a Bisa Ju que contou”. Quero ser uma das referências que meus filhos terão na vida deles. Ser alguém para dividir a vida.

Ambiciosa, não? Mas nem tanto... Não sou de “fazer amigos e influenciar pessoas”. Meu círculo de relacionamentos é do tamanho de uma bolinha de gude. Mas a bolinha é de ouro. Nunca sonhei alcançar grandes públicos. Nunca sonhei nem mesmo com platéias intimistas. Aliás, não quero nem público. Quero é participar. Quero é viver, olhar, sentir, tocar, respirar, chorar, rir. Mas rir as minhas risadas e rir com gente que se lembrará delas. Chorar as minhas dores com as pessoas que se importem com elas. Porque o pior da vida é ver a vida passar e a gente não estava nela para saber como foi.

A calhar os versos do poetinha:

Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cairPra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Música nos meus ouvidos

O Otto comprou um MP3 player para ele. Mas sou tão abusada que até coloquei umas musiquinhas que eu gosto lá. E mais abusada ainda, sou eu que uso o aparelhinho durante a semana, já que ele só tem tempo para curtir essas coisas depois que chega em casa. E ele anda de carro, tem o rádio... Então, eu pego meu busão em boa companhia todos os dias. E nos meus ouvidos cantam, dentre outros ilustres, Aretha Franklin, Wilson Pickett, David Bowie (em homenagem à Silvia.... Ch-ch-ch-ch-changes!), The Clash (contribuição do meu marido roqueiro, dono e proprietário do aparelho), meu amor eterno Elton John, Janis Joplin (é claro!!!), The Cure (não poderia faltar) e Mr. Nesta Marley, porque eu não vivo um dia sequer sem louvar Jah. Como dá para perceber, o Otto tem a propriedade, mas eu tenho a posse!

E isso de ouvir musiquinha o dia todo o dia todo vicia, viu! E me deixa bem humorada o dia todo.

Mas tem seus contras também...

Primeiro contra: nada de air guitar no meio da rua. No meu caso nada de air drums (ou quando a música é do Elton John, nada de air piano). Às vezes que eu batuquei no ar as pessoas olharam tão esquisito...

Segundo: fazer backing vocal nas músicas da Aretha Franklin e do Bob Marley. Não posso mais ser uma das I-Trees. Simplesmente lamentável!

Terceiro e o pior de tudo: não se pode dançar Don't go break my heart igual ao peixinho do filme do Galinho Chicken Little. Isso, para mim, era quase uma religião, apesar de meu filho mais velho sempre fechar as cortinas de casa quando isso se se sucede.

Na verdade, eu até poderia fazer essas coisas... mas cantar sozinha e desafinadamente só fica bem quando a cantora é a Julia Roberts. E mesmo ela precisa estar dentro de uma banheira de espumas. Dentro de um ônibus cheio em pleno meio-dia, até Julia Roberts perderia o glamour. Dançar na rua, então, sem chance! Dizem que a minha dança atenta contra o senso estético do mundo. Meu pai diria que eu danço muito bem e o mundo é que não me entende, mas a opinião dele não conta. Ele é meu pai. E ele dança igual a mim.

E toda vez que eu danço na presença de pessoas de fora da família o Otto me ameaça com o divórcio. Imagina se isso acontecer na rua. Ele pode não querer mais me emprestar o mp3.

sábado, fevereiro 10, 2007

O molequinho da novela

É... fui teimosa.. Tentei enfrentar meus preconceitos. Além de reforçá-los, confirmei minha teoria: novela não presta mesmo! Nem como última opção de divertimento. Não tem nada para fazer? Vá dormir! Está sem sono? Vai tomar leite quente, contar carneirinho, passar trote em alguém, tirar meleca do nariz. Qualquer coisa! Mas não assista novela. Principalmente novela das 8 do Manoel Carlos. Passei uma hora de raiva com aqueles diálogos filosóficos metidos a vida real (por favor, quem conversa daquele jeito?), aquele monte de gente boazinha junta, a Regina Duarte com aquela cara de bunda que Deus lhe deu (meu pai diz que ela tem a mesma expressão "inteligente" do King Kong) e no final do capítulo, descobri que tomei um chifre há uns 11 anos, bem na época do meu noivado.

Sabe o molequinho que toca viola cantando "Neeesses véééérrrsos tão singééééélos, minha bela meu, amôôôôôrrrrr", aquele mesmo que fez o "2 filhos de francisco"? Ele é filho do Otto. Tenho certeza disso! Tenho certeza absoluta. Nem o Otto pôde explicar a semelhança. Ele nega, é claro, mas acha o garoto parecido. (Isis e Mari, vocês conhecem o Otto. O moleque é ou não é a cara dele?)

Então, reafirmando meus desgostos nessa vida (e não vou mais lutar contra eles). Pode me chamar de preconceituosa, Gigi! Não ligo: eu não gosto de música sertaneja, nem de funk, nem de axé, nem de pagode, nem de Paulo Coelho! E não assisto novela!

E agora é que eu não assisto "2 filhos de francisco" mesmo. Podem falar que esse filme é fantástico, lição de vida, o escambau.. Não quero mais ver aquele molequinho. Não sei se gosto de ver uma versão sertaneja do Otto. Dá gastura!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Clouseau é meu!!!!







Eu amo as Lojas Americanas. Principalmente aquela parte onde ficam os CDs e DVDs. Lá eu comprei todos os discos antigos do Chico, os da Legião, o meu Tropicália, vários da Elis... tudo a R$ 9,99. Época boa. Andei dando uma bela adubada na minha estante de CDs. Aí, passou um tempo sem nada que valesse a pena. Até que...

Toda a coleção da Pantera Cor-de-Rosa a R$ 19,99.

Ou seja, com menos de R$ 100,00 eu tenho em casa "Um tiro no Escuro", "A Pantera Cor-de-Rosa", "A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa", "A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa" e "A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa". Agora posso ver o Peter Sellers todos os dias. O Clouseau é meu! Bem... na verdade, o Clouseau é da família Bruno Favacho, mas não importa. Não preciso mais tentar convencer o Ronaldo, dono da minha locadora favorita, comprar esses filmes. Ou ir até a locadora do Gutierrez para poder locar um filme dele. Agora, o Clouseau vive na minha estante, tendo como vizinhos Harry Potter, João Grilo e Chicó e o Johnny Favorite e o Diabão de Niro, de Coração Satânico.

Se a minha estante de DVDs ainda não chega nem aos pés do que eu gostaria (falta Star Wars e The Commitments, por exemplo), hoje ela está muito mais alegrinha com esses novos e ilustres moradores: Clouseau, Kato e Dreyfus. Todos os outros habitantes dela (Shrek e Fiona, Freddy Mercury e Brian May, Frankenstein e Elizabeth, Didi e Dedé - para citar só os casais) já elegeram o Dreyfus como síndico. Mas é só até Lord Vader se mudar para cá.

E o melhor foi o Rafa perguntar: "mãe, vamos assistir ao Bala Perdida?" ( referindo-se a "Um tiro no escuro"). Definitivamente, passou da hora de aplicar Clouseau nos meus meninos.

sábado, fevereiro 03, 2007

Mamãe e Papai

O Otto adora. Mas eu simplesmente não entendo essa moda disseminada nas ante-salas dos consultórios de pediatra e das escolas infantis: chamar os pais dos pacientes/alunos de papai e mamãe e ignorar peremptoriamente que as pessoas possuem um nome.

A Denise, que tem filhos, deve saber do que eu estou falando. A gente vai no consultório do pediatra e a secretária pergunta: qual é a idade do Rafael, mamãe? Na porta da escolinha, a loirinha bonitinha de 19 anos que fica lá recebendo as crianças, assim que a gente chega diz: bom dia, Mamãe! Bom dia, Papai!

Entenderam por que o Otto adora? Imagina um loirinha bonitinha chamando o cara de papai. Acho que remete àqueles filmes pornôs em que a moça, vestida de colegial, fica gemendo "Daddy, oh, daddy! Yes, yes, yeeeeees!!!".

Eu já acho essa mania uma falta de educação e uma preguiça sem fim. Até porque se um moço loirinho gostosinho me chamar de mamãe, eu certamente ficarei deprimida a ponto de cortar meus pulsos.

E para agravar, já era hora do pessoal da escola saber meu nome. Meus filhos estudam lá há 2 anos, eu levo o Rafa às aulas de tae-kwon-do toda semana, vou a todas as festinhas e reuniões que eles promovem... E devem até saber mesmo, mas insistem em ficar nessa de me chamar de mamãe. Grrrrrrrr!!!!! E o caso é mais sério. Não apenas é a loirinha gostosinha me chama de mamãe (e ao Otto de papai, oh! papai! fuck me!), mas também a diretora, a dona da escola, que deve ter uns 60 anos (não é tão atraente assim, né?), a cantineira e as professoras.

Agora, para me matar de catapora de uma vez por todas, a garota que trabalhava na locadora do meu bairro e me conhece por nome, sobrenome, filiação e número de sócio (eu sou a melhor cliente da locadora, lembram-se?) foi trabalhar lá na secretaria da escola. E quando fui buscar os meninos outro dia, mandou um:

- Até amanhã, mãe Juliana!

Aí é meio demais! Ficou parecendo que eu sou a Mãe Juliana de Oxumaré! Tive que manifestar a minha indignação antes que a moda pegasse e começassem a chamar o Otto de Pai Otto! Que tipo de nome é esse? Pai-de-santo alemão?

sábado, janeiro 27, 2007

O irmão do pré pré

O bacana de ter filhos é o tanto de humor da mais alta qualidade que a nossa vida recebe. Acho que eu passei a rir três vezes mais depois de ter os meninos do que eu ria antes.

Ontem foi o Dedé a minha fonte de risadas.

Antes de contar o casinho de mãe coruja propriamente dito, tenho que explicar que aqui em casa, as tarefas chatas foram divididas irmamente entre eu e o Otto. Então, conferir se os dentes estão limpos é atribuição do pai, até por força de sua profissão. Cortar unhas também é com ele. Comigo ficou limpar cocô e lavar os pintos na hora do banho. Hoje em dia eu só exerço essas atribuições com o Dedé, que ainda não consegue tomar banho sozinho.

Se conseguir colocar a criança no banho já é uma dificuldade, lavar o pinto, então, é simplesmente uma tortura. Para mim e para ele. Todo dia, na hora que se fala em banho, ele já começa a negociar a lavagem desse pinto. E a hora de lavar, propriamente dita, é um drama. "De novo, não!!!!", "Socorro!!!", "Eu vou morrer!" são algumas das frases mais usadas nessa hora tão sofrida da existência da criança. Eu perguntei já até perguntei se dói, se machuca e a resposta foi, simplesmente: NÃO!

Ontem, não foi diferente. Depois de xingar, espernear, brigar, tentar correr, consegui lavar o pinto da criança. Passado o momento de crise, já estava enxugando o Dedé quando ele perguntou:

Dedé: Mamãe, quem me montou?

Mãe do Dedé: Oi, Dedé?

Dedé: Quem me montou? Quem colocou em mim meus braços e pernas e cabeça e cabelo?

Mãe do Dedé, espantada pelo inusitado da pergunta: Fomos eu e seu pai.

Dedé: Então, por que vocês colocaram pinto em mim? Se não tivessem colocado, não ia ter que lavar todo dia!

Mãe do Dedé, completamente zonza pelo rumo que a conversa tomou e segurando o riso: Para você fazer xixi, ora!!!

Juro que eu jamais imaginei ter um diálogo desses com um filho. Sempre me preparei para a hora de falar sobre sexo, sobre drogas, sobre as notas vermelhas do boletim... mas não sobre quem o montou! Por sorte, a criança só tem três anos e eu não tive que discorrer sobre as várias funções que esse pedacinho dele vai exercer no futuro, além do xixi, é claro!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

O pré pré

Rafael, com oito anos de idade, informou à família ser pré-pré-adolescente. Ah, vocês não sabem o que é pré-pré-adolescente? E pré-adolescente sabem? Pois é, pré-pré-adolescência é a fase que antecede a fase que antecede a adolescência. E isso tudo só serve para justificar porque as crianças estão ficando chatas e críticas mais cedo do que o necessário. O quê? Pré-pré-adolescência não existe? Garanto a vocês que existe. E como existe!

Ontem, estávamos conversando e meu celular tocou. Assunto de trabalho. O pré-pré sapeando a conversa.

Mãe do pré-pré: Entendi. Eu passo por lá. Falô.

Pré-pré: "Falô", mãe?

Mãe do pré-pré: Falei o que, meu filho?

Pré-pré: Você falou "falô". Parece uma adolescente!

Mãe do pré-pré: E por que eu não posso falar "falô"?

Pré-pré: Porque você é uma mãe. Já está velha. Falar "falô" é mico.

E com essa ele acabou de criar a "pré-terceira idade" que deve ser a fase em que eu me encontro nesse momento. E provavelmente eu também não posso usar a palavra "mico". É o maior mico.

terça-feira, janeiro 23, 2007

4 8 15 16 23 42






Hoje eu vi esses números na traseira de um carro e senti uma identidade com o motorista. Ficou parecendo que eu e ele fazíamos parte de uma sociedade ultra-secreta do tipo "nós sabemos de algo que o resto da humanidade não sabe"..

Não, não foi por causa do Rodrigo Santoro que eu comecei a assistir Lost. Aliás, eu nem cheguei ainda a ver um episódio com ele. Foi por causa de um daqueles papos filosóficos de mesa de boteco. Só que em vez de boteco, estávamos na mesa de jantar da casa do meu cunhado, uns tomando cerveja, outros tomando um vinho, todos um pouco acima do resto da humanidade (menos o Gubas, é claro!), e aí começou esse papo sobre Lost.

Eu nunca tinha assistido a nenhum episódio. Aliás, depois do fim do Arquivo X, de Friends e da morte do Dr. Greene do E.R., eu não assistia mais a nenhuma série. Depois eu fiquei sem TV a cabo e agora, minha recém-adquirida assinatura da Net só me permite acesso ao mega-ultra-super-básico. Ou seja, TV em casa serve para assistir a noticiários e ao Discovery Kids. Aliás, mais Discovery Kids que tudo.

O argumento que me despertou uma enorme curiosidade pela série: o Stephen King não perde um episódio. Você pode até não gostar do Stephen King. Eu mesma não sou a maior fã dele (o fã aqui em casa é o Otto), mas, admitam o cara saca do riscado. E foi ele o roterista, junto com o Chris Carter, do melhor episódio do Arquivo X, aquele da boneca almaldiçoada. E ele desenvolveu uma teoria para Lost, aliás, a melhor teoria que eu já ouvi na vida: tudo não passa de um delírio do Dr. Jack.

Mas como satisfazer a minha curiosidade se eu não tenho o canal mágico que passa a série e a Globo só vai exibir a segunda temporada? Companhia do Vídeo, é claro. A R$ 4,00 2 dias de locação do DVD com 4 episódios! Então, a mais nova moda da casa Bruno Favacho, obviamente depois que as crianças já estão dormindo é, assistir a dois episódios, breve intervalo para namoro (melhor parte da série, tenho que admitir) e, só então, assistir aos outros dois episódios. Não sei quanto a vocês mas eu achei o arranjo bem interessante e não tenho importado nem um pouco de dormir duas da manhã todos os dias.

E já assisti a tantos episódios que tenho até ficado mais bronzeada. Só falta um para eu terminar a primeira temporada. Isso tudo em uma semana.

Agora uma babada calhorda breve: o que é aquele Saywer? E o Sayid? O Jack eu acho meio parecido com o Adam Sandler e não agradei muito não. Mas se o Rodrigo Santoro vai chegar lá... ai, ai, ai,... Essa ilha deve ser mesmo o paraíso. Mesmo com monstros que arrancam árvore, ursos polares em uma ilha tropical, uma francesa maluca, os Outros e a chata da Kate.

Agora, só para terminar, me contem o que eu faço desses números, por favor! Eu sei que apostá-los em jogo de azar não pode de jeito nenhum que dá uma zica danada. Então... Alguma sugestão?

terça-feira, janeiro 16, 2007

Fui assistir Casino Royale


Eu não sei, mas acho que já contei que para eu assistir a um filme no cinema, tem que conjuminar uma quantidade tal de fatores, que a coisa toda é quase impossível. Por exemplo: tem passar um filme interessante (isso não é difícil, se levarmos em consideração que minha frequência no cinema é quase nenhuma, todos os filmes são interessantes),eu preciso ter dinheiro para o ingresso (importante!), alguém tem que ficar com meus filhos (muuuuito importante) e tem que ser folga do Otto (isso sim é quase impossível). E todos esses fatores devem ocorrer quando Saturno transitar pela quinta casa de Touro.

Pois é... aproveitei a conjunção dos fatores todos e o favor gigante que minha mãe me prestou ficando com o Dedé por algumas horinhas e... lá vou eu ao cinema para ver um filme... "macho man". Aliás, o últimos filmes que eu vi no cinema ou foram infantis ou "de homem". Claro. Porque minha companhia é o Otto e ele tem uma teoria sobre ir ao cinema (já que nossas oportunidades são escassas - vide introdução desse post). Se a gente só pode assistir a um filme não-infantil por semestre (e olhe lá), ele tem que ter efeito especial, porque esses só valem a pena assistir no cinema. Os outros são bons também no DVD. E eu sou a melhor sócia das videolocadoras do meu bairro.

Não sei se concordo com essa teoria mas como eu gosto do James, James Bond, não entro em conflito por coisa pouca. Mas que eu queria ver O Amor não Sai de Férias, isso eu queria. Afinal, eu sou mulherzinha...

Eu gosto do James Bond. Ele é estiloso, atrevido, gostosão, bem vestido... ui, ui, ui... O meu preferido é o Pierce Brosnan, top de linha em todos esses atributos. Apesar de todo mundo gostar mais do Sean Connery. Aliás, para mim, o Sean Connery está em terceiro lugar. O Roger Moore é muito mais James Bond que o Sean Connery. Mas isso não vem ao caso, no momento.

Voltando ao Cassino Royale, agradei do atual Bond e o Sean Connery pode ser rebaixado ao quarto lugar na minha preferência. O Daniel Craig talvez fique com o terceiro lugar, ainda não pensei a respeito...

Mas acho que o rapaz deve ter desagradado os fãs mais puristas. É loiro... E tem cara de pé-rapado. Mas tem uma veia irônica fantástica. Talvez até mais afiada que a do Brosnan. Bom... eu gostei. Não adorei, mas gostei bem. E a bondgirl é a Eva Green, essa sim, minha preferida. O Otto acha que ela perde longe para a Kim Bassinger, a Halle Berry, a Famke Jansen, a Úrsula Andress...(homens..., sempre pensando nas gostosonas!) Falou que ela é muito magrinha para ser um bondgirl. Mas a Eva Green é a Vênus de Milo d'Os Sonhadores. Quer mais sensual que isso? E ela tem classe. E é boa atriz. E minha mãe lê esse blog e eu não vou continuar babando na moça porque senão isso pode gerar comentários lá em casa. Mas que ver a Eva Green vale o filme, ah, isso vale.

Como eu disse, gostei, mas não amei... Com tanto filme bacana no cinema, senti um pouco que desperdicei babá de filho com um James Bond que nem é assim tããão James Bond. E talvez meu próximo cinema seja só em julho, com o Rafa de companhia: Harry Potter! Mas aí tem o Lord Valdemort, Ralph Fiennes... ai, ai, ai,....

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Eu recomendo!


Posso atestar! Foi uma excelente aquisição. Recebi dois dias depois de ter feito o pedido, o preço foi honesto e é muito, muito bom. Não vou fazer comentários a respeito da história para não acabar com a surpresa. Mas garanto que é boa. Principalmente se você, como eu, tiver passado um tiquinho dos 30 anos...

Quem se interessar é só entrar no site da Muro (http://www.edmuro.kit.net) e fazer o pedido.

Se eu gostei? Deixei de lado um livro do Saramago. Mas não se preocupem, já retomei o Saramago. Li o Não Cai do Céu, Daniel! ontem mesmo. Devorei! A história é bem bacana e muito bem escrita. E o meu livro veio com dedicatória!!! Muito chique.

Eis o feed back, Randall!! Eu consigo o Clichê de Verão do mesmo jeito?

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Outra de sentença judicial

A Cicarelli provou seu ponto de vista: ser uma celebridade (D-E-T-E-S-T-O essa palavrinha) por "méritos próprios" - casamento cinematográfico com Ronaldo Fenômeno, barracaço no dia do casamento, separação estrondosa logo depois de um chifre e, por óbvio, uma trepada na praia (que nem foi tudo isso) - fez dela uma mulher poderosa.

O mais engraçado é que por querer evitar a divulgação dessa mesma trepada, ela se tornou a mulher mais poderosa do Brasil e conseguiu tirar o YouTube do ar. Hoje só consegue acessá-lo quem assina Net. Mas a Embratel pode cumprir a ordem judicial a qualquer momento e daí ninguém mais no Brasil poderá acessar o site... Puxa... logo agora que eu descobri o YouTube.

Mais engraçado ainda é que não há no mundo quem não tenha visto a tal trepada.

E o absurdo de tudo isso é que quem não quer ser visto trepando, NÃO TREPA NA PRAIA. Principamente uma na Espanha, num lugar sabidamente coalhado de paparazzi.

Minha teoria é que ela fez tudo de caso pensado - inclusive a transa - e conseguiu alguma longevidade na mídia.

Só posso lamentar. Porque essa decisão, além de tudo, é inócua. Quem ainda não viu e quiser ver a Daniela Cicarelli transando na água salgada é só entrar em outro site que não seja o You Tube. Ou pedir para um amigo mandar um e-mail com o vídeo. Só não diga para ninguém o nome do amigo que corre o risco de a Cicarelli querer processá-lo.

Lamento porque isso beira à censura. Lembram-se dos certificados exibidos antes de cada programa da televisão? Outras decisões dessas e, daqui a pouco, eu não posso mais ter um blog (ainda bem que eu não sou exagerada).

Faço minhas as palavras do sábio Desembargador que proferiu voto divergente no recurso por ela interposto contra a não concessão da antecipação de tutela contra o You Tube. Não achei o nome dele em lugar nenhum do acórdão para poder fazer minha mais efusiva manifestação de apreço. Se quiserem ver a íntegra da decisão e do voto, acessem http://www.ibdi.org.br/index.php?secao=&id_noticia=738&acao=lendo.

"(...)Ouso, com a devida vênia, discordar do entendimento deduzido pelo digno desembargador relator.Faço-o, lembrando, de início, que os meus fundamentos terão o cuidado de não ingressar prematuramente na análise do mérito da ação indenizatória, cujo julgamento somente se deverá dar na r. sentença, ocasião em que terá o digno Magistrado prolator da r. decisão agravada maiores e melhores condições de avaliar os relevantes motivos jurídicos que envolvem o problema.De todo modo, em se tratando de antecipação de tutela final, é inevitável que se avance um pouco sobre o mérito, mas apenas o indispensável a que se possa concluir pela prova ou não da verossimilhança das alegações ligadas à antecipação pretendida.Pois bem.Não encontro a prova da verossimilhança das alegações que se destinam a obrigar as agravadas a retirar das suas páginas eletrônicas o filme em que estão retratados alguns minutos de gravação contendo os autores em apaixonada troca de carícias, beijos e abraços que terminaram num sensual banho de mar.Cabe lembrar que os temas de direito não podem ser discutidos sob ótica que não seja absolutamente contemporânea aos tempos vividos, em que a velocidade da internet se somou aos demais meios de comunicação social, e, inegavelmente, pela velocidade, com grande supremacia em termos de veiculação de fatos de interesse geral da coletividade. A rede mundial que compõe a internet traz à lume toda a modernidade dos novos tempos, mostrando instantaneamente os fatos e os acontecimentos públicos havidos em qualquer parte do planeta, na mais perfeita demonstração de que o homem, no que se refere à informação avançou de modo inexorável para o Século XXI.A análise de qualquer direito fundamental que não considere este novo veículo de comunicação será inadequada como forma de traduzir o também novo sentimento jurídico acerca de qualquer tipo de censura ligado às empresas nacionais que mantêm páginas na internet, esta maravilhosa rede de computadores que encurtou todas as distâncias, que fez o tempo passar tão velozmente a ponto de o furo de reportagem da manhã estar envelhecida no começo da tarde, e em que o mundo, com os seus fatos importantes e de interesse geral da sociedade, aparece a um clique na tela do computador pessoal de cada cidadão.Ignorar esta realidade poderá conduzir, não raro, a uma decisão judicial absolutamente inócua, quase surreal, porque enquanto o mundo todo já viu as imagens e leu as notícias (inclusive guardando-as em seu computador pessoal os que as colecionam), e que continuam espalhadas em incontáveis outros sites pelo mundo a fora, acessíveis a qualquer brasileiro, censura-se um provedor brasileiro de manter na sua página eletrônica o que todo mundo já viu e que o mundo inteiro continua mostrando.Nesse contexto novo, não se pode cogitar de direito à privacidade ou à intimidade quando os autores, apesar de conscientes de serem figuras públicas, em especial a modelo Daniela Cicarelli (e quem a acompanha evidentemente não ignora o fato), se dispõem a protagonizar cenas de sensualidade explícita em local público e badalado como é a praia em que estavam, uma das que compõem o que se poderia chamar de riviera espanhola, situada na Costa da Andaluzia, no município de Cádiz.Pessoas públicas, cuja popularidade atrai normalmente turistas e profissionais da imprensa em geral, particularmente os conhecidíssimos "paparazzi" da Europa, não podem se dar ao desfrute de aparecer em lugares públicos expondo abertamente suas sensualidades sem ter a consciência plena de que estão sendo olhados, gravados e fotografados, até porque ninguém ignora, como não ignoravam os autores, que hoje qualquer celular grava um filme de vários minutos com razoável qualidade."


O pior de tudo é que eu posso ainda ficar sem minha Terça Insana. Que ódio eu tenho da Cicarelli!!!!

domingo, janeiro 07, 2007

As 50 mais mais

Para vocês verem o que é falta do que fazer dominical, minhas viagens internéticas me levaram a mares nunca dantes navegados. De repente, encontrei essa lista num post para lá de antigo de um blog cuja dona eu desconheço. Fui naquelas de linkar do link de outro link, de outro link, de outro link do blog de um amigo (ou amiga, porque na verdade eu nem mesmo sei por onde eu comecei essa viagem). Bloguezinho massa (http://www.cafepreto.blogger.com.br).

Bem, segundo o blog, essa é lista da BBC sobre as 50 coisas a comer antes de morrer. Resolvi fazer minha análise. Quem vai gostar é Isis, que ama essas listinhas.

1. Peixe fresco - gosto muito.
2. Lagosta - comi uma vez gratinada. Única vez na vida. Pelo jeito, não é para o meu biquinho nem para o meu bolsinho.
3. Steak - bife? já comi.
4. Tailandesa - Dizem que é cachorro, gato... nunca comi, mas sou curiosa. Um dia eu como.
5. Chinesa - Se pudesse, todo dia. Rolinho de primavera do Macau.
6. Sorvete - Easy Ice. Sorvete de avelã com nutela por cima... uia!!!
7. Pizza - A melhor do mundo. De mussarela, do Palucci. Pizza da Mooca!
8. Caranguejo - Morei no Pará, né? Caranguejo toc-toc na praia do Atalaia, em Salinas. Na verdade, não gosto muito. Para fazer, matam o bichinho na água fervente. Morro de dó!
9. Curry - Meu tempero. Hoje em dia, toda comida que faço leva curry.
10. Prawn - what???
11. Mariscos de Moreton Bay - Nunca fui a Moreton Bay. E não gosto de mariscos. Ou será que os de lá são tão melhores assim?
12. Sopa de molusco - Nem o nome soa bem. Não, não e não.
13. Churrasco - Não sou tarada por carne, mas gosto de um churrasquinho.
14. Panquecas - Minha mãe faz uma muito boa. Mas D. Maria, avó do Otto, faz as melhores do mundo.
15. Pasta - minha especialidade. Andei aumentando meu repertório de receitas de macarrão com a Denise.
16. Mexilhão - Já provei e detestei.
17. Cheesecake - Comi uma vez numa loja chamada Cheesecake. Só comi o de lá porque se a loja tem esse nome, a obrigação é que o cheesecake seja perfeito, né? Não me lembro se gostei, mas não foi muito marcante. Não voltei lá para comer outro....
18. Carneiro - Do Baltazar, com molho de hortelã.
19. Chá com leite - só se for o Mate Suíço do Rei do Mate, perto da Praça da Sé. O leite usado é o condensado, mas computará na lista das iguarias já provadas por mim.
20. Crocodilo - serve jacaré? Já morei perto do Mato Grosso (sou uma mulher viajada, pensam o que?). E provei sem saber que era jacaré. Crocodilo nunca comi.
21. Ostras - Uma vez e não me peçam para comer de novo.
22. Canguru - Que tipo de lista é esta?
23. Chocolate - Toblerone, Ferrero Roché, Nutela... preciso dizer mais?
24. Sanduíches - O melhor, pelo que eu me lembre, é o Tex Mex do Eddie Burger. Mas custa os olhos da cara.
25. Comida grega - não comi. O mais próximo que cheguei de comida grega foi aquele espetão do centro de São Paulo. E daquele eu não provarei jamais.
26. Hambúrguer - O melhor também é do Eddie Burger. Não tão caro quanto o Tex Mex, mas também muito caro para alguém que não é tão fã assim de carne.
27. Mexicana - A que meu marido faz. Tacos fantásticos.
28. Lula - Espetinho do Galináceo. Com os molhinhos preparados pelo Luigi.
29. Café da manhã americano - Bacon de manhã? Com ovo? Não dou conta.
30. Salmão - Cru. É o único jeito que gosto.
31. Rena - O bichinho do Papai Noel?
32. Porco da Guinea - Nunca fui à Guinea, como vocês devem ter intuido. Quando for, eu provo.
33. Tubarão - Comi cação. Dizem que é igual.
34. Sushi - Gosto muito.
35. Paella - Novamente, a melhor é do meu marido... Como eu posso emagrecer tendo um marido que cozinha tão bem?
36. Barramundi (peixe australiano) - Quando eu for pra Austrália.
37. Reindeer (um tipo de rena) - O que esse povo vê em comer rena?
38. Kebab ( espetos de frango ou carneiro) - Nunca comi. Mas tenho vontade desde que assisti Simplesmente Amor.
39. Escalope - De carne com molho madeira.
40. Torta de carne australiana - Pelo jeito, para completar minha lista, vou ter que ir à Austrália.
41. Manga - Não gosto muito. Muito fiapo.
42. Durian fruit - Nem sei o que é.
43. Polvo - Gosto muito. Principalmente no meio da paella.
44. Costela - com mandioca cozida e manteiga de garrafa. A do Boteco de Santa Tereza é bom.
45. Rosbife - Tinha um sanduiche de rosbife em São Paulo no Arby's. Senti muito quando o Arby's fechou.
46. Tapas - Nunca comi. Tenho vontade.
47. Porco ou frango jerk (tostado com pimenta) - O que é jerk?Deve ser bom.
48. Haggis (miúdos de carneiro) - Nessa boquinha jamais entrarão miúdos de nenhuma espécie. Podem esquecer.
49. Caviar - Provei. Estava em uma festa e ofereceram um canapé com caviar. Provei para poder dizer um dia: já comi!!!!
50. Cornish pasty (espécie de empanada) - coisa de americano. Não deve ser bom.

Não constaram na lista o meu amado pastel de angu e (pecado dos pecados!!!) camarões!!! Listinha bem meia boca. Ainda assim, das cinquenta iguarias, já comi 31. Como eu sou comilona!!!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Maravilhas da tecnologia

Hoje essa maravilha que se chama internet me propiciou duas coisas novas: youtube e compras. Ou melhor, compra, no singular.

Primeiro o you tube. Eu tinha um certo preconceito contra esse site porque toda vez que eu ouvia falar nisso, o assunto era a Cicarelli transando na praia, ou algum famoso beijando outro alguém famoso, a Paris Hilton manguaçadaça, essas coisas meio Big Brother de ser. Bem, não me interessam. Mas aí, um cliente ficou de ir no escritório, eu fiquei esperando, nada para fazer... you tube na cabeça! Vamos ver o que rola nisso aí. Trailler de filme... Ah!!!! Bacana! Rocky IV? E ele soca carne no açougue de novo..., Os Sonhadores, Amelie Poulain .... Depois, fui sofisticando...Uns vídeos da Elis, do Adoniran Barbosa... Mas logo encontrei meu lugar no youtube: TERÇA INSANA!!!! Tudo o que eu queria! Duas horas vendo as esquetes da Terça Insana. O tempo passou tão rápido que eu nem me importei de o cliente me dar o bolo depois dessa espera toda. E olha que eu não sou uma pessoa tolerante com esperas... Nem precisei de um quartinho de lexotan.

A segunda novidade internética da minha vida foi a minha primeira compra: o livro Não cai do céu, Daniel!, do meu blogger friend Randall Netto. Fiz tudo que a editora determinou. Depositei R$ 15,00 (um a mais do que a editora pediu por falta de notas de um real. O preço era R$ 14,00), mandei meus dados por e-mail e agora fico aqui esperando, esperando, esperando... essa é a pior parte. Mas se o livro for tão bom quanto o blog, tenho certeza que a espera será recompensada.

Fico aqui esperando meu livrinho... vendo Terça Insana no youtube!

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Movimentos migratórios

O Frê, meu cunhado, chamou a minha atenção para um fenômeno surreal: o movimento migratório dos paulistanos ávidos de litoral pela Rodovia Imigrantes. Nas vésperas do ano novo mais da metade de São Paulo desceu para o litoral. Bem, não sei de números, mas parecia que metade da cidade tinha se mudado para o litoral.

O que é aquilo, pelamordedeus? Paulistano até para descansar se cansa. Eles põem uma tralheira sem fim dentro do carro, quase a casa toda. Tinha um pirado levando uma máquina de lavar velha amarrada no capô de um Uno velho.

Até agora me pergunto: o que leva uma pessoa em sã consciência a se meter em um engarrafamento monstro de 7 horas (em um trecho que poderia ser vencido em menos de duas), para se meter em cidades cheias, cuja superpopulação instantânea acarreta em falta absoluta de infraestrutura? Até comprar pão é um trauma nas cidades do litoral paulista. E banho, então? O medão que dá no fim do dia de a água acabar? E a barulheira? E os corintianos vizinhos que ficavam cantando "vou dar porrada eu vou"? A coisa toda é uma calamidade sem fim.

E como eu sei disso tudo? Eu era uma das aves que migrou para Itanhaém na véspera de 2007. Tirando o lado afetivo (foi muito bacana estar com a família toda reunida e tal), o que deu na minha cabeça em ir para lá? Logo eu que não gosto de praia, areia, mar e sol? Logo eu que sou da montanha? Dividindo uma casa com outras 17 pessoas e pervertendo todas as leis da física? Não sei explicar. Acho que foi uma privação momentânea de sentidos. Ou o caso clássico da pessoa desavisada que entra em uma roubada e depois não sabe sair dela. Porque até sair de Itanhaém é difícil. No meu caso, fui voto vencido e me sujeitei. Mas não sem resmungar muitíssimo (pobre Otto!!!)

Mas tirei algumas lições valiosas dessa experiência no quarto círculo do inferno:

- Uma casa pode ficar muito lotada quando quatro das pessoas que nela habitam são crianças. Mesmo quando duas dessas crianças são suas;

- Quem não gosta de praia que fique na montanha;

- Se você achar um pedacinho de areia minimamente aceitável, limpo e desocupado, sempre há uma turma barulhenta para jogar frescobol bem perto de você e tornar seu cantinho um lugar insuportável. A lei de Murphy funciona que é uma beleza nessas situações;

- Praia pode ser muito pior com vento e chuva, acredite!

E se não conseguir fugir do programa de índio classificação cinco cocares (meu caso, por exemplo), tome determinados cuidados:

Jogos infantis, muitos, inúmeros... e alguns dvds. Foi o que salvou os dias chuvosos!

Leve pão de forma, bisnaguinha, pão de cachorro-quente, bolacha de cream cracker, bolo pullman... qualquer coisa se sua intenção for tomar café da manhã antes das 15 horas;

Repelente de inseto e filtro solar são imprescindíveis;

Comece a torcer pelo Corinthians ou seus dias ficarão muito, muito longos.

E tome banho bem cedo!

segunda-feira, dezembro 25, 2006

O Rei Morreu!

Morreu James Brown, o Rei do Soul. O Rei do Funk (ou você pensava que funk era Atoladinha? Por favor!!!). Certamente, Deus enfrentará alguns problemas de hierarquia... porque Mr. Brown não vai aceitar ser apenas o segundo no comando, acreditem. Ele é a estrela, a atração principal.Certamente, vai ter porrada e alguém vai chamar o camburão. Tão importante, tão importante, que não poderia ter morrido em um dia qualquer...Alguém que sempre primou por suas entradas triunfais, fez sua derradeira saída no Natal. Mais triunfal impossível!!!

Só esse mês é o terceiro. Ontem, Braguinha pediu para os anjos abrirem alas e foi-se pela estrada a fora. Semana passada, Sivuca foi tocar Feira de Mangaio para Clara Nunes cantar. Há alguns meses, o maestro Rogério Duprat foi tropicalizar o céu.

...E minha estante de CDs, a cada dia que passa, mais parece um cemitério. Estou pensando em escrever epitáfios nas capa dos meus discos.

Desculpem não haver tom natalino nisso, mas estou triste!

sábado, dezembro 23, 2006

A Revelação

Almoço de uma uma família classe média comum. Pai, mãe, o filho mais velho, o filho do meio e o bebê.

A conversa gira sobre o trivial simples, assuntos leves, bem apropriados para a hora do almoço: conflito no Oriente Médio, o aumento nos salários dos deputados, a crise na aviação, o cara que morreu atropelado na Cristiano Machado...

De repente, o filho mais velho, que normalmente almoça em silêncio, dá um murro na mesa e faz a revelação:

- Eu sou pagodeiro!

Por um interminável minuto ninguém fala nada, só olham para a criatura como se tivesse brotado antenas em sua cabeça.

Passado o primeiro momento, a mãe começa a chorar convulsivamente, gritando "Meu coração... Meu coração..." e o irmão do meio a soltar risinhos abafados. O bebê continua com o estava, se lambuzando com a comida. O pai se levanta de sopetão, joga o prato na parede e começa a gritar:

- Eu não aceito isso!!! Eu não aceito isso!!!

O pagodeiro tenta acalmar os ânimos:

- Pai, calma, por favor! Isso não é o fim do mundo e...

- Não é o fim do mundo? Não é o fim do mundo???? O que poderia ser pior? Ser pagodeiro E sertanejo? E funkeiro? Isso é o fim do mundo sim! Isso é o fim do mundo pra caralho!!! Onde foi que eu errei? Eu fiz tudo certinho, dei discos de rock, gastei horas ensinando as letras do Deep Purple para esse degenerado, levei no show dos Rolling Stones.... paguei intercâmbio para Liverpool!!! Era para esse bosta gostar de Beatles!

- Pai, eu sempre quis te contar. Eu não gosto de Beatles. Eu gosto do Netinho!!! Eu gosto é de ir a bar de pagode! Eu sou um pagodeiro excelente. Sei fazer umas quatro coreôs diferentes. Sou eu que invento as dancinhas do nosso grupo, o Tchacatchacanabutchaca!

- Tchacatch... seu merdinha da porra ! - o pai dá um pescotapa no pagodeiro - E a coleção de CDs do Queen? Os vinis raros do The Who que eu te dei no seu aniversário de 18 anos?

- Pai, eu ia te contar...Eu leiloei no e-bay para poder gravar nosso primeiro CD. Ficou muito bom, pai! Você não pode julgar antes de ouvir. Tenho certeza que quando você ouvir você vai gostar.

O irmão do meio, que já tinha se revelado rapper no ano anterior e era, até então, considerado a ovelha negra da família, começa a rir mais alto.

- Eu não tenho mais filho!! Você não é mais meu filho!! Você vai embora dessa casa ainda hoje!

- Mas, pai...

- E não me chama de pai!

O bebê passa a papinha no cabelo, distraidamente.

A mãe, que até então só chorava, resolve se manifestar. Dirige-se, furiosa, ao pai:

- A culpa é sua! Eu falei para você conversar com ele quando ele ficou batucando naquela caixinha de fósforo! Eu falei!

- Agora a culpa é minha? É você que fica em casa! Você viu quando ele pintou os cabelos de loiro e não falou nada! Disse para mim que roqueiro também fazia dessas coisas!!

O pagodeiro, tentando se defender, diz:

- A culpa é de vocês dois. Vocês têm CDs de samba aqui em casa.

A mãe e o pai gritam juntos:

- É CARTOLA, SEU BOSTA!!!

Nesse ponto da conversa, Dona Ceição, que trabalha com a família há muitos anos e emprestou os primeiros CDs do Raça Negra para o menino, teve que ligar para a polícia, porque aconteceu um acidente com a faca de carne que estava na mão do pai. Por sorte, o socorro chegou a tempo e o pagodeiro passa bem.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Ho, ho, ho!!!

UM NATAL MARAVILHOSO PARA TODOS OS VISITANTES DESSE BLOGUINHO AZUL!!! QUE O SACO DO PAPAI NOEL DE VOCÊS SEJA ENORME!!! QUE A RABANADA ESTEJA QUENTINHA, O VINHO GELADINHO E O PERU SABOROSO E BEM RECHEADO!!! QUE NO DIA 25 HAJA SONRISAL SUFICIENTE EM CASA (PORQUE AS FARMÁCIAS ESTARÃO FECHADAS). E QUE O PRESENTE DO AMIGO OCULTO NÃO SEJA O ÚLTIMO CD DA IVETE SANGALO.

Respirando...

Frase da minha amiga querida, irmã em Jah e filósofa pessoal Isis Louca Braga: encher os pulmões de família.

Achei a frase perfeita porque descreve tão bem o sentimento de família que eu tenho...

Família a gente respira - às vezes até se entoxicar, é certo. Mas é tão necessária que sem eles, meus familiares, me sinto asmática.

Minhas bombinhas de O2 puro, amo e preciso vocês!!! Quando estou perto, encho minhas narinas e meus pulmões de cada pedacinho de vocês, meus amores!!!

Agora chega de escrever, porque está ficando piegas.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Isso é tudo verdade...

Eu queria ter nascido americana. Uma hora dessas, já tinha processado alguém por algum absurdo qualquer, ganharia uma bolada e há esta hora estaria de papo pro ar, sem precisar trabalhar o resto da minha vida.

Duvidam? Então leiam:

"Sentenças judiciais verdadeiras, mas absurdas...Conhecem Stella Liebeck, a senhora de 81 anos que se queimou com café quente, enquanto tentava beber e dirigir ao mesmo tempo? Dona Stella ganhou indenização do McDonald’s. Em sua homenagem, foi criado nos EUA o Prêmio Stella, para sentenças judiciais verdadeiras, mas absurdas.Alguns favoritos do ano:

1 - Carl Truman, 19 anos, de Los Angeles, ganhou o reembolso de despesas médicas, e US$ 74 mil de indenização do motorista de um carro que passou em cima de sua mão. O motorista deu partida e andou, sem perceber que Truman estava roubando suas calotas.

2 - Terence Dickson, de Bristol, roubou uma casa e quis sair pela garagem. Portão enguiçado. Tentou voltar para a casa, mas a porta tinha batido e se trancara. Passou oito dias na garagem, com algumas latas de Pepsi e um saco de ração de cachorro. Só saiu quando os donos voltaram de viagem. Ganhou US$ 500 mil de indenização por "angústia mental indevida".

3 -Merv Grazinski, de Oklahoma, levou o motor-home para a estrada, regulou a velocidade em 120 km/h e saiu do volante para fazer um cafezinho. O motor-home saiu da pista e capotou. Grazinski processou a fábrica,porque o manual não dizia que o motorista precisa ficar na direção com o veículo em movimento.Ganhou um motor-home novo, mais US$ 1,75 milhão de indenização."


Quero processar alguém agora!!!!!!!!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Auto-retrato

Eu não combino com o Direito. Esteticamente falando. Por isso, me monto diariamente para atender às minhas necessidades profissionais...

Quando não estou travestida de advogada: calça jeans, all star vermelho e qualquer blusa. Tantos colares quanto uma mãe-de-santo pode usar. Cara lavada;

Quando não estou conversando com um colega, ou com promotor ou juiz: vocabulário de estivador;

Quando não estou com meus cabelos amordaçados em razão do exercício profissional: cabelos ao vento e nada de pente;

Quando não estou com a minha postura contida especial para ser usada em repartições públicas: risadas altas.

Assustadora, hein?

Mas isso é só porque ainda não inventaram um óculos de ver a alma da pessoa. Porque meu espírito não é nem de advogada, nem de louca escrachada: dentro de mim mora uma Audrey Hepburn, de vestido esvoaçante e sapatinho de cristal - apesar de meus modos estarem mais para Catifunda.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Cabeça vazia

Como é que tem gente que mantém dois, três blogs atualizados e sem repetir textos? Tá difícil ter inspiração para postar mal e porcamente em um...

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Retratação Pública

Para não perder um precioso leitor do meu blog e para evitar brigas conjugais com desdobramentos desastrosos, devo fazer uma retratação pública com o meu marido Otto.

Quando eu e Silvia conversamos e eu coloquei no blog a teoria dela (que eu iria ganhar um CD de música sertaneja, comentário que foi apenas um xiste dela), deveria logo abaixo ter defendido como se deve o meu cônjuge: o Otto é realmente um garimpeiro de bons discos e mesmo que ele olhe em uma banca de CDs perebas, vai sempre enxergar apenas o que for ouro escondido entre a merda. Jamais compraria sertanejos, axés, funks, pagodes e afins.

Me desculpe, nego? Dá para tirar a calça jeans essa noite?

Subindo Bahia



Estava eu aqui recolhida ao meu mau humor sazonal, sem vontade nenhuma de falar com ninguém (milagre?) ou escrever. Até porque qualquer coisa que eu escreva durante a TPM (Tira as Patas, Moleque!) sai muito, muito azeda. Mas hoje, tudo miraculosamente deu certo, apesar da TPM (Tocou, pegou, morreu!): via crucis dos tribunais foi vencida com sucesso, comprei as passagens para SP (ueba!!!), dei conta de todos os pequenos afazeres da minha atribulada vida de mulher-trabalhadeira-pé-de-boi/mãe/dona otta... e tudo isso sem soltar um berro sequer. E como diz meu Velho Saravá, "é melhor ser alegre que ser triste". Resolvi, então, falar de alguma coisa que eu gosto e fazer um post bem azulzinho.

Muito bem... eu gosto da Rua da Bahia.

Aliás, essa é a vista da minha franciscana sala de trabalho, meu único luxo além da foto dos meus filhos. Essa rua é o espírito da minha cidade.Bem, vou mostrá-los onde estou e vocês verão o que eu vejo todos os dias: vindo da Praça da Estação, vá subindo a Rua da Bahia... pode vir... atravessa a Avenida Afonso Pena... mais um quarteirão e... aqui estou eu! Esquina de Bahia com Goitacazes. Da minha janela dá para ver o Drummond eternamente conversando com o Pedro Nava. Da minha janela eu vejo cadeiras de engraxate onde o dia todo engravatados e desengravatados sentam para dar um grau no pisante e trocar dois dedos de prosa com um engraxate também centenário. Se desço e atravesso a rua, tomo um cafezinho no Café Metrópole, tão velhinho quanto a minha rua amada.Ah! e onde mais se compra jornal e recebe, além do jornal, uma frase inspirada do Deepak Chopra, Gandhi, Chaplin, Che, Machado de Assis, Buda, senão na banca do Ricardo Teixeira (não é quem vocês estão pensando) também ali na minha esquina?E olhando Bahia acima, lá na esquina da Augusto de Lima a gente vê o Centro Cultural, aquela construção com cara de igreja bem em frente ao Edifício Maleta, que eu desconfio que seja o o portal de um universo paralelo. Aliás, é no Maleta que ficam os 20 sebos mais bacanas da cidade, além da Cantina do Lucas e seu filé a parmegiana absolutamente maravilhoso (imaginem se eu não ia falar de comida?). Bem, essa é a esquina de Ipiranga com São João mineira. Sempre que passo por lá, alguma coisa acontece no meu coração.A Bahia vem lá da Tereza Cristina. Andando a passos lentos - por que o passeio vale a pena e porque, afinal, a rua da Bahia é uma subidona sem fim e cansa muito uma caminhada mais rápida - a gente vê a Praça da Estação, hoje linda e bem cuidada. Sobe um pouquinho e chegamos ao Viaduto de Santa Tereza, o caminho da Floresta. Mas não pegaremos hoje esse caminho. Passamos ao lado do Parque Municipal e do Mercado das Flores e continuamos a subir até minha esquininha. A Bahia continua até a Avenida do Contorno passando por muitos lugares cheios de história: Igreja de Lourdes, Biblioteca Municipal, Minas Tênis Clube... Mas eu fico aqui, sentadinha, na Bahia com Goitacazes, vendo a cidade respirar. Porque só de andar até aqui eu já perdi o fôlego.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Dia 6 chegou e passou...


... e com eles, meus 33. Foi um dia que começou tumultuado, com uma enrolação no trabalho, uma correria, manda e-mail com a defesa que eu fiquei fazendo até quase 1 da manhã pra lá, o e-mail não chegou... então, manda de novo... o e-mail não abre, então, imprime e pede para o boy buscar...tenta mandar de novo... agora chegou!!! Uma correria por conta de um relatório de uns processos de mil noventos e bolinha... coisas atípicas, enfim! Já estava achando ter 33 um saco.

Mas aí vieram os telefonemas da família com um monte de eu te amos, aquela coisa gostosa, falar com a Silvia no msn... Depois, a surpresa do dia: a voz da Denise, vinda lá de Goiânia e todo seu carinho. Adorei!

Depois, outra surpresa deliciosa: meu irmão Alysson, o cabra mais trabalhador do Brasil, voltou de Ipatinga e passou meu aniversário lá no Bar Dududu junto comigo. Além dele, meus pais, meu marido, meu filho e aqueles amigos classe A. Faltou minha hermana Cris que ficou cuidando do mais novo integrante da família Andrade Bruno.

E depois a parte material do aniversário, igualmente deliciosa: presentes!!! Não vou mentir dizendo que eu não ligo para presentes. Adoro recebê-los e adoro dá-los. Sou daquelas que rasga o papel com a maior pressa para saber o que tem dentro. Imaginem vocês que eu até ganhei presente vindo lá de Goiânia! Novamente a Denise e todo seu carinho.

Ah! E só por maldade vou contar: ganhei o TIM MAIA RACIONAL do meu marido garimpeiro! Ele achou o cd em uma daquelas bancas perebas do Extra, no meio de um monte de CDs perebas. Segundo a Silvia, ele estava procurando um CD de sertanejo para me dar, mas a providência divina colocou o Tim Maia Racional no caminho para me salvar. E daí? Eu TENHO o Tim Maia Racional! You don't know what I know!

Acordei hoje, e a constatação terrível: ainda estou com 33. Tudo bem, o reloginho só vai pra frente mesmo... Mas ainda estou de bom humor, já que carinho de família e amigos é combustível de dias felizes.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Esse é do Randall para o meu pai

Ok, ok, na verdade o Randall não escreveu este post para o meu pai, mas não pude deixar de pensar nele na hora que o li. Achei o texto belíssimo e resolvi dividi-lo com meus amigos que eu sei que curtirão porque o cara manda bem. E meu pai rubro-negro vai adorar.
Domingo, Dezembro 03, 2006
Na madrugada de sexta pra sábado, enquanto eu esperava a semi-final do esporte de bicha gente fina (teoria a respeito, posts atrás), enfim descobri pra que serve o You Tube. É, porque até então as pessoas me mandavam vídeos duma menina mandando o Silvio Santos enfiar o bambu no cu e coisas assim, e eu não vejo muita graça. Quer dizer, é engraçado, mas não justifica tanta febre em cima de um site por causa disso. Mas aí eu vi no blog do Mário um vídeo sobre "Hotel Lancaster", aproveitei pra ver a entrevista dele no Saca Rolha, e procurei vídeos do Gilles Villeneuve, quando me dei conta, estava assistindo os vídeos do Flamengo do Zico. Nem todo mundo sabe, mas eu era Flamengo. Em Goiânia, durante um certo tempo, eu até achei que todo mundo era Flamengo. Ao menos entre os meus amigos, não havia divisão. Eram todos Flamengo! E era bom ser Flamengo, era fácil ser Flamengo! Porque com o Goiás, era passar metade do ano naquelas de ganhar do Vila e a outra metade torcendo pra "fazer bonito" no Brasileiro, sempre com fórmulas bizarras e muitos times. Já com o Flamengo era diferente, pois aquele time parecia ganhar tudo, e de todo mundo! A minha primeira memória futebolística é a final do brasileiro de 80, aquele épico 3 x 2 em cima do Atlético Mineiro! Revi no you tube, especialmente o drible do Nunes no negrão antes de matar o João Leite. Dois anos depois, o Bi em cima do Grêmio, com uma entrevista do Zico um dia antes, prevendo 1 x 0, gol do Nunes. E é do Nunes também uma imagem inesquecível, na final do Mundial, quando ele faz o terceiro gol e sai com os braços abertos, berrando, antes de parar sobre a linha lateral! O Flamengo apareceu com uma camisa esquisita naquele dia, que o Brasil inteiro fez questão de comprar depois. Na Libertadores... o gol do Zico de falta no Centenário, jogo desempate, o Flamengo jogou com uma camisa que tinha uns números enormes, não sei porque. Zico no Maraca, Zico no Centenário, podia-se contar com o Zico! Era gostoso escalar aquele time, só pra poder falar, como se fosse uma única palavra, ANDRADE-ADÍLIO-E-ZICO! O ataque variava, mas era bom rimar com Tita, Nunes e Lico! Mas de todos, todos, todos os Flamengos, o que eu mais gosto de lembrar é o de 87, meu primeiro e único título como rubro-negro adolescente, estranhamente único flamenguista no time da classe, repleto de Tricolores e dois Vascaínos insuportáveis com o título no carioca daquele ano. O Mengão de 87 tinha o Zico como um daqueles velhos pistoleiros que voltam pra um último serviço, Clint Eastwood em Os Imperdoáveis, com o Andrade coadjuvando bem de Morgan Freeman. No gol, um horroroso Zé Carlos, que pegou até pensamento contra o Atlético Mineiro no primeiro jogo do Maraca. Nas laterais, a dupla que traria o caneco em 94 pela Seleção Brasileira, Jorginho e Leonardo. Edinho e o clássico Leandro davam a segurança na zaga. Aílton e Zinho eram os chamados operários, Bebeto enfim deixou de ser promessa, marcando um gol por jogo das semi-finais em diante, e Ele, Renato Gaúcho, o dínamo da equipe. É dele a cena inesquecível, arrancando do meio-campo, deixando Luizinho (por aqui, Paolo Rossi, por favor) pra trás, fintando o João Leite e completando para as redes, antes de se atirar de joelho no gramado. Na volta ao meio-campo, beijinhos jogados para o técnico do Galo, ninguém menos que o perde-copa Telê Santana, que cortara Renato do Mundial um ano antes. Tem gente que se ressente do seu pião, do tempo em que empinava pipa, do forte apache, ou de qualquer coisa que o lembre da infância, e às vezes acha esse brinquedo guardado numa caixa na casa da mãe e lembra de seus tempos de menino. A minha vida era futebol. De botão, de rua, na TV ou na quadra da escola, com técnico, jogo de camisa e tudo. E o Flamengo foi meu brinquedo mais querido, que eu achei numa caixa aqui em casa na sexta-feira...
postado por: Randall Ferreira Neto 11:20 PM

E Randall: acho que ficou meio comprovado que "uma vez Flamengo, sempre Flamengo". Ainda que você torça para o Goiás. E para o Parmera.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Serviço de utilidade pública

Antigamente o orkut servia:

Para encontrar amigo das antigas;
Para entrar em um monte de comunidade e mostrar ao mundo que gosta do Paulo Coelho e do Zezé de Camargo, que come jiló na janta, que é pé-de-cana, que odeia a cor azul e que estoura plástico-bolha;
Para fuçar na página de seu (sua) amado(a) e passar raiva porque ele(a) recebeu um recadinho de um ex caso que não vê há três séculos e meio;
Para entrar na página do ex caso do seu amor e ver se ele respondeu ao recadinho do coração;
Para escrever um recadinho besta e atormentar seus 877 amigos (quem tem tanto amigo assim?), mandando eles clicarem no peixinho/gatinho/coraçãozinho e afins;
Para lembrar dos aniversários daquelas pessoas que você não vê há um século e não lembraria nem mesmo se convivesse com elas;
Para colocar fotos de duzentos anos atrás falando que foi tirada semana passada e fazer com que as pessoas que não te vêem mais pensem que você não mudou nada;
Para ixkrever axim.

Agora, o orkut, além dessas mil e uma utilidades, tem ainda um serviço público fantástico prestado com excelência pelos Links Patrocinados do Orkut: a sacanagem virtual!

L I N K S - P A T R O C I N A D O S: http://www.blablabla.net Fotos todos os dias, As ultimas da net, ninfetas de 18 anos Nuinhas, num site se frecuras clicou viu a foto, e todo dia com novidades acesse gratuitamente agora mesmo http://www.blablabla.net

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Não, eu não cheguei a clicar em nenhum dos links www.voufodercomoseupc.com . Eu gosto até gosto de sacanagem... Mas prezo muito meu pc e não clico em qualquer meleca que me mandem pelo orkut, principalmente se vem de quem eu não conheço. Aliás, não aconselho que ninguém o faça. Mas acho que se a gente clicar rola um surubão. Surubão de vírus detonando seu HD.

(minha mãe vai detestar esse post!)

sábado, dezembro 02, 2006

Meus três amores

Eu sou fiel aos meus amores. A todos eles. E amo com constância. Amo para sempre.

Dentre os meus amores platônicos destacam-se três: Ariano Suassuna, Henfil e Chico Buarque.

Já declarei publicamente todo o meu amor ao Ariano quando ele esteve aqui dando uma palestra. Cheguei a pedir autógrafo. É o escritor que mais se repete na minha estante. É meu guru, meu santinho padroeiro, um homem iluminado e cheio de sabedoria, inteligência, humor e talento literário. Quando eu tiver um altar aqui em casa, terá as imagens de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Ganesha e Ariano Suassuna. E eu vou acender sempre velas para ele. É um amor mais recente, confesso. Tem menos de uma década que eu me apaixonei. Mas é daqueles para a vida toda.

Minha paixão pelo Henfil é um pouco mais antiga: vem da adolescência. Comecei a amá-lo não através de suas historinhas, o que seria o caminho mais óbvio, mas através de seu Diário de um Cucaracha que tinha lá em casa, esquecido no meio de outros livros da minha mãe. O engraçado é que eu sempre fugi desse livro por causa da foto da barata nojenta na capa. Depois disso, calhou de cair em minhas mãos umas vinte revistas do Fradim. Li todas vorazmente e quase morri de amor. Bem.. tem ainda a parte física. O Henfil era meu tipo de homem: gordinho, barbudo, dentes belíssimos, sorrisão, inteligente até não poder mais... lembra alguém? Fiquei viúva dele logo depois de me apaixonar perdidamente, veja que tragédia...

Mas meu amor mais antigo é o Chico. Comecei a amá-lo com uns cinco ou seis anos, no dia em que arrebentei meu dedo na calçada de frente à minha casa, em Santo Anastácio. Enquanto minha mãe fazia curativo no meu dedo, tocava na vitrola Geni e o Zepelim. Não sei se entendia direito a letra da música (certamente que não!), mas achava muito bacana alguém dizer bosta. Nem sei se havia mesmo a palavra bosta na versão que tocava na vitrola, mas meu pai sempre falava bosta no lugar certo da letra. Meu amor não diminuiu nem mesmo quando ele fez a heresia de gravar Minha História com os filhos de francisco. Meu amor é tão grande que perdoa até esse deslize.

Bem...do dia 07 ao dia 11 de dezembro, meu amor platônico mais antigo estará na mesma cidade que eu. E eu não tenho um ingresso para vê-lo. Só me resta olhar seus olhinhos caídos no cartaz cada vez que eu passo em frente ao Palácio das Artes e imaginar a maravilha que será o show que alguns privilegiados que tiveram, além dos cem reais do ingresso, disposição e disponibilidade para ficar na fila, com o sol rachando a cuca . E amá-lo até o fim dos meus dias.

(não pensem vocês que o Otto sentirá ciúmes dessas declaração de amor. Além de admirar todos os meus amores, ele também ama platonicamente: Elis, Cássia Eller e Clementina. Ah! E a Luma de Oliveira)

quinta-feira, novembro 30, 2006

Daqui a uma semana melhora

Segundo a Isis, o mês que antecede ao nosso aniversário coincide com o nosso inferno astral. Assim, não deveríamos nem sair da cama nesses dias.

Eu, que não acredito nessas coisas astrais, sempre passei incólume por esse período dito maldito.

Pois bem. O tal inferno e seus capetinhas me encontraram hoje, uma semana exata antes da data fatídica em que completarei trinta e três anos.

Não sei se é essa chuva que não pára, não sei se é mesmo o tal período, não sei se são as pequenas cacas profissionais que aconteceram hoje, não sei se foi o fato de minhas lentes de contato terem acabado e eu estar de óculos... só sei que eu, normalmente otimista (sagitariana, claro!, se bem que eu não acredito nisso, lembrem-se...), hoje estou mais fatalista do que aquela hiena oh, dia! oh, azar!.

Então, para me animar um pouquinho, acendi um incenso para Ganesha - o que é duplamente útil, já que ajuda a superar obstáculos e, ao mesmo tempo, disfarça esse cheiro de coisas úmidas que a chuva não deixa ir embora -, fiz um bolo de banana e resolvi fazer minha lista de presentes. Se alguém se habilitar...

- Uma carona de ida e volta para o Cipó ou Lavras Novas ou Macacos;

- Uma indicação de um bom mecânico para que eu possa consertar o carro decentemente e não precise da carona;

- Um regime que funcione de verdade;

- Um dia ensolarado;
- Um guarda-chuva enorme, daqueles que dá para morar em baixo (teria sido muito útil hoje na hora que eu estava pegando ônibus para vir para casa);
- Galochas;
- Um ingresso para o show do Chico (obviamente esgotado após meio dia de venda);
- Um pastel de angu de umbigo de banana e uma Stela Artois lá no Galináceo. E um espetinho de lula.
Ainda bem que em uma semana exata, isso passa.

sábado, novembro 25, 2006

Apresento-lhes o Dedé

A culpa é do Otto que, além de colecionar e devorar as revistas do Calvin, aplicou Calvin na minha veia e fez com que eu tivesse um desejo inconsciente de ter um filho com as mesmas características do menininho do tigre.

Aí, veio o Dedé e sua imaginação calvinesca.

Dia desses, quando eu fui acordá-lo para ir à aula. Antes mesmo de abrir o olho, disse, fazendo voz de robô:

- Eu sou um brinquedo!

- Então, levanta da cama, brinquedo!

- Não posso... Eu sou um brinquedo quebrado.

E levou essa história de brinquedo tão a sério que só fazia determinadas coisas - tomar banho, escovar dentes, ir para a cama - se puxássemos a cordinha em suas costas. Sim, porque se o Calvin fosse um brinquedo, ele certamente seria de corda e não de pilha.

No início desta semana, o Dedé teve uma gastroenterite meio braba que nos fez baixar no Felício Rocho para que ele tomasse soro e plasil na veia. Antes de sermos liberados, a médica recomendou que ele fizesse uma dieta branda, comendo pequenas em porções, até que se reestabelecesse por completo.

Já completamente curado, o moleque (que não é muito fã de almoços e jantares, just like Calvin), me sai com uma dessas:

- Eu não posso comer essa comida. A médica mandou que eu não comesse tudo!



Se alguém aparecer aqui em casa com um tigre de pelúcia, eu ataco a vassouradas. E não estranharei nada se a comida começar pular do prato para atacá-lo.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Vira o disco

Não sei porque essas coisas acontecem, menos ainda porque acontecem COMIGO, mas por três vezes, essa semana, quando eu me apresentei alguém cantou:

"A Juliana não quer sambar, samba, Juliana, samba, Juliana".

Se você não conhece essa pérola do cancioneiro (e por esse motivo, eu te admiro muitíssimo), isso é um híbrido de axé com pagode (iééééca!), cantada (?) por meia dúzia de retardados que se auto-intitulam conjunto musical e que alguma aberração bunduda fica chacoalhando quando toca.

Sempre respondo com um sorriso amarelo e tento ignorar o mal estar que associar meu nome com essa música me dá.

Minha irritação maior é porque essa bosta de música me atormentou alguns anos atrás. Tinha uma rádio que falava para as julianas ligarem e concorrerem a prêmios. Sempre tinha alguém que ouvia essa porcaria de rádio e falava para eu ligar. Os prêmios eram, muito provavelmente, tão infames quanto essa porcaria de música.

Da última vez que cantaram isso para mim, fechei a cara e falei, com todas as letras, que eu não gostava daquela música.

Mas minha vontade era dizer: "Se é para ser uma Juliana de música, que eu seja, então, a Juliana vagabunda e deliciosa que estava na roda com João com uma rosa e um sorvete na mão. E fez o José perder a cabeça de tanto ciúme e assassinar o João com uma facada." Dramático. Meio nelsonrodriguiano. Definitivamente, muito mais charmoso.

Muito melhor que ser um arremedo de Carla Peres com uma bunda gigante e ficar "samba, Juliana, samba, Juliana" para ver se o cérebro pega no tranco.

Tudo bem. Posso ser também a Juliana da música do Wander Wildner que a Silvia mandou para mim...

quinta-feira, novembro 09, 2006

Fala, Mangueira!

Vou começar falando do que eu não gosto. É para destilar mau humor mesmo.

Não gosto de Carnaval. É um inferno: não dá nem para aproveitar o feriado, viajar para um lugarzinho tranquilo... Lugar tranquilo não há! Todo lugar está cheio. Se é praia, tem aqueles irritantes trios elétricos, abadás, axé, gente suada. Acho o cúmulo alguém se meter no meio daquela doideira só para ficar meio surdo de música ruim, totalmente bêbado de cerveja quente, perder as unhas dos pés de tanto pisão que toma e mijar nas calças por falta de banheiro. E eu não gosto de Chiclete, Ivete, Daniela, sotaque soteropolitano, ACM e quetais... Outro dia, ouvindo conversa alheia na fila do banco, a garota falou que ia passar carnaval do ano que vem em uma praia do Espírito Santo e já tinha pago muitas centenas de reais para ver o Jamil. "Você não está entendendo: Jamil vai estar lá! Estou gastando uma grana com isso, mas vale a pena" Quem é Jamil? Isso lá é nome de bahiano? Não sei quem é e de preferência, quero morrer sem saber. Deve ser um bahiano feio, que usa lenço na cabeça, pula em cima de um trio elétrico, cantando uma letra genial do tipo: "Fazê fazê fazê, amô amô amô. Amô amô amô, fazê fazê fazê".Não pago nem um real para ir para o Espírito Santo. Com o Jamil lá, então, aí é que não vou mesmo.

Carnaval no mato, então, é impossível! Quem não conseguiu ir para praia resolve invadir meus redutos de tranquilidade: Cipó, Lavras Novas, Cocais, Caraça... E sabe o que eles levam? Churrasqueira, um lixo tremendo e um aparelho de som idiota que só toca... AXÉ!

Então, no Carnaval, só me resta ficar em casa, dormir mais que a cama e alugar um milhão de DVDs. E me empanturrar de pipoca e coca light. Porque nem a padaria abre em BH no carnaval. Aqui tudo morre no reinado de Momo. Acompanho também as notícias sobre os desfiles das escolas de samba do Rio. Não assisto aos desfiles porque eu não consigo ficar acordada. Mas torço fervorosamente pela Estação Primeira de Mangueira desde pequena. Não gosto de carnaval, mas gosto da verde e rosa.

Então, chegamos ao motivo de eu estar falando de Carnaval em época pré natalina: já estava desanimada porque o Ivo Meirelles estraga há alguns anos a bateria que já foi considerada Nota 10. Depois, fiquei triste com a notícia de que o Jamelão não vai gravar o samba-enredo esse ano em razão de sua saúde frágil. E o Jamelão é um dos motivos do meu amor pela Manga Rosa.

Agora, fico sabendo que a rainha da bateria da Mangueira do ano que vem é, ninguem mais, ninguém menos que... PRETA GIL! A traveca doida filha do ministro!

Desse jeito, não vou mais nem querer saber das escolas de samba do Rio. Vou virar Gaviões! É nóis na fita, mano!

(Não reclamem. Eu disse lá em cima que meu humor não estava dos melhores.)

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Ah! Não vou mais para São Paulo. Descobriram o motivo do post azedo?

quarta-feira, novembro 08, 2006

descanso...

Os últimos dias têm sido de muita correria: muito trabalho no escritório, um little help profissa que eu estou prestando ao Nelson, expediente de mãe abarrotado como sempre, Otto cheio de plantões de fim de semana... Então, tá! Cansei! Parei! Parei, não. Pararei. Para ser mais exata, pararei por cinco dias na semana que vem. Micro folga meio roubada. Vou emendar o feriado do dia 15. Forçando um pouco a barra, já que o feriado é na quarta.

Meu destino? Se tudo sair como se deve, passagens, dinheiro, escola do Rafa (se ele não tiver prova nessa data, né?): Mooca!

São Paulo, aí vou eu.

Dizem que está rolando a Bienal lá.

Randall, vou conhecer o Sebo do Bac!

Silvia, nosso chopp está combinado.

E Mari... ah! Mari, se você me der o bolo de novo, vou baixar em Santos para te dar o puxão de orelha pessoalmente.

terça-feira, outubro 31, 2006

Eu na telinha

Como o inusitado sempre me encontra, eis que ontem eu e o Otto participamos de um programa da Rede Minas, afiliada da TV Cultura, para falar sobre o Amor. O nosso Amor. Segundo o captador de entrevistados (nem sei se é esse o cargo do rapaz), a nossa história era o que o programa procurava, pelo simples fato de, por um tempo, a gente ter namorado à distância, ele em São Paulo, eu aqui.

Na sexta, o cara me ligou lá em casa, por indicação de um amigo nosso, que também é jornalista. Minha primeira reação foi aceitar o convite. Sou muito jeca e achei o máximo aparecer na TV. Ia ficar que nem o Bugu, falando: "Alô, Mamãe!".

Depois eu me lembrei que minha desenvoltura diante das câmeras é absolutamente nenhuma! E pensei em deixar o tal captador na mão. Eu travei até para gravar um depoimento na formatura do Rafa, paguei mico até no vídeo do meu casamento... imagina em um programa que passa para toda Minas Gerais (e alguns outros Estados do Brasil) E minha mãe ainda me recomendou, poucos minutos antes do tal programa começar: "tome cuidado com o que você fala, minha filha!". Bem, ela estava certa, eu normalmente falo muito mesmo...

Luzes acesas, falta um minuto para o programa. Câmera apontada para mim o tempo todo. Pronto! Foi o que bastou para eu travar geral. A mulher perguntava as coisas para mim e eu ficava lá, com aquela cada de "o quê?". Tá bom, não foi bem assim. Eu até dei umas respostas. E teve o Otto para me salvar algumas vezes.
Antes e depois da entrevista (que deve ter durado uns dois minutos) rolaram uns comentários de dois psicanalistas que lá estavam para falar de Amor. E esses dois falaram. Só detonaram o Amor. E eu me distraia, ficava lembrando das esquetes da Terça Insana e tinha vontade de rir. O Otto queria espirrar. Ah! E os botões da minha blusa abriram no ar por causa daquele maldito microfoninho que eles dão para a gente pendurar na roupa. Fiquei não sei quanto tempo com o meu sutiã aparecendo. Não era dos novinhos... A sorte é que, na hora, quem falava era um dos psicanalistas e nós só eramos filmados de longe. Acho que não foi dessa vez que BH conheceu meus peitos. Graças a Deus.

E para melhorar minha situação, tinha outro casal lá para ser entrevistado. A mulher, uma cabeleireira, tinha descoberto uma traição do marido e, com amor, eles conseguiram superar tudo. E a mulher deu show, foi de uma eloquência que eu fiquei até constrangida com o meu travamento. O marido ficou lá, com aquela cara de cachorro que peidou na igreja enquanto ela contava a tsunami que havia devastado sua vida e que, com que paciência e abdicação, ela conseguiu recolher dos destroços valores pelos quais lutar. Minha historinha ficou chué perto da dela, toda cheia de emoção, traições, reconciliações.

Bom... pelo menos, a chifruda não era eu!

segunda-feira, outubro 30, 2006

A quem interessar possa


Como todo dia tem alguém me perguntando se o Pedro nasceu, aí vai o boletim oficial:

Pedro chegou!

Nasceu no último dia 28, dia de São Judas Tadeu, Pedro Andrade Bruno Fernandes, filho de Cris, minha hermana, e Nicolas, o pai mais babão que eu conheço. O bebê nasceu com 3,545 kg e 50 cm, sob o signo de escorpião. Tem furinho no queixo e covinha no rosto. A cesariana foi realizada às 4:30 horas na Maternidade Santa Fé. Mãe e filho passam bem.

Se todas as previsões estiverem corretas, Pedro será atleticano (por influência maléfica dos pais), médico neurologista muito conceituado no Brasil e no exterior e poliglota. Morará um período na Alemanha, onde fará sua pós-graduação e conhecerá sua futura esposa, uma médica pediatra, com quem terá um casal de filhos. Salvará muitas vidas. Terá uma predileção por sua tia Ju, que será madrinha do seu primeiro filho. Será imensamente feliz.

Se todas as previsões acima estiverem erradas, e ele resolver torcer para o Flamengo (ueba!), ser jornalista, casar com uma dona-de-casa e ter cinco filhos, de uma eu tenho certeza: será imensamente feliz.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Sou Dinda!

Sempre achei muito brega uma criança chamar a madrinha de dinda. Até então, não havia nenhuma criança que me chamasse assim. Acho que, por isso - despeito! - "dinda" me soasse tão cafona.

Eis que, então, um casal de amigos nossos, Nelson e Lalá, nos convidaram (Otto também será Dindo) para batizar seu segundo filho, o Luiz. Para explicar a importância desses dois para mim, basta dizer que o Nelson é meu irmão nascido de pai e mãe diferente e a Lalá, além de minha "cunhada", me apresentou a ioga. É a minha anjinha.

E como eu sou uma dinda metida a besta, a história é mais bacana: a cerimônia não é católica, é indígena! Chama-se cerimônia das luzes. Não vai ser ministrada por um sacerdote, mas sim, por uma mestra de ioga! Eu sou uma madrinha-vagalume! Mais chique, impossível!

Eu sei que isso não é uma leitura interessante, mas registrei porque estou feliz!

Outras coisinhas que não interessam a ninguém e me fazem feliz:

Meu pai chegou ontem de seu tour Copenhagen-Edimburgo-Rochedale-Londres-Paris, do qual curou o fuso horário em Porto de Galinhas (se eu estou metida porque fui convidada para ser madrinha, imagine ele, que agora sabe que Champs-Elysées se lê chanselisê e passou seu aniversário de 59 anos no primeiro bistrô da França). Ainda não matamos a saudade como se deve, mas essa semana daremos conta do recado.

Meu sobrinho Pedro chegará brevemente. Talvez hoje, talvez amanhã, talvez dia 25...

O Rafa já está na 2ª série. E ainda nem fez as provas finais. Sou uma madrinha-vagalume e uma mãe-coruja.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Vou declarar

(Para quem não gosta de falar de política, até que eu ando bem tagarela no assunto, hein?)

Eu sei que meu voto no Lula contraria muitas pessoas, inclusive pessoas cuja opinião eu respeito e, às vezes, até acato.

Pois bem. Eu voto no Lula. Voto e sempre votei. Não digo que sempre votarei, pois quase mudei de opinião recentemente. Mas se a opção é PSDB e PFL se intitulando "por um Brasil decente"...

Vejam, ainda que eu não vote com a convicção de antigamente, meu voto ainda é firme. Voto e acredito. E não peço desculpas por isso.

Para explicar minhas razões, chupei um texto do blog do Frê, que por sua vez o chupou do blog da Luciana Worms, a quem cita por gosto. Não sabemos de quem é o texto. E a exemplo do Frê, cito que achei esse texto no blog dele apenas pelo prazer de dizer que ele é meu amigo. E cunhado. E o blog dele é excelente (www.fredfavacho.blog.uol.com.br). Mas vamos ao texto:

"Fred explica voto no Lula

Reproduzo a seguir texto que recebi da minha amiga Luciana Worms (o texto não é dela, mas como não sei a quem creditá-lo, cito-a porque sempre tenho gosto em dizê-la minha amiga).
"Ontem descobri porque voto no Lula. Voto nele como protesto. Protesto contra essa classe média e burguesia burra que fazem uma faculdadezinha de direito, de medicina, de engenharia ou de qualquer outra porcaria e querem ser chamados de doutores. Acreditam ser melhores que os outros por ganhar alguns salários mínimos a mais que a maioria, que morre à míngua. Acham que sabem falar um português castiço e, na realidade, não sabem praticamente nada a respeito de nosso idioma (não sabem pontuar uma frase e se consideram melhores que o presidente; não sabem escrever um texto concatenado e se consideram melhores que o presidente; se borram para falar em público e se consideram melhores que o presidente; não sabem nem para que e quando se usam esses pontos-e-vírgulas e hífens que estão nesse comentário, mas, ainda assim, se consideram melhores que o presidente).Pouco me importa quem é o infeliz autor do texto "Pérolas do Debate", gostaria que esse meu e-mail fizesse o caminho inverso ao que fez originalmente e também chegasse para esse pobre coitado. Pobre de espírito e coitado porque é muito triste não conseguir assumir que alguém que já foi operário, que tem um dedo a menos, que fala como o povo, que não é "doutor", pode ser melhor que a grande maioria dos mais abastados.Não consigo admitir que o preconceito seja o motivo para algumas pessoas não votarem no Lula. Admitiria, sim, alguém que, demonstrando algum sinal de inteligência, tentasse me convencer que a economia do país piorou, que a inflação não caiu, que as taxas de juros estão maiores que os 26% da era FHC, que as exportações não duplicaram, que temos hoje mais miseráveis. Mas sabem porque não me tentam convencer desses fatos? Porque, para a desgraça das aves de agouro burguesas, nenhum desses fatos ocorreu! A verdade, que está exposta para cortar a carne dos que se acham poderosos, é que em 4 anos o Lula fez mais do que o PSDB faria se ficasse mais 400 anos no governo.Fico indignado com as pessoas que dizem que bolsa-família, bolsa-escola, cotas nas universidades e outras ações sociais não deveriam existir. E o pior é que usam sempre a mesma frase idiota para justificar isso: "é preciso ensinar a pescar, em vez de dar o peixe de mão beijada". A propósito, será que aqueles que se consideram melhores que o presidente sabem por que escrevi "em vez de" e não "ao invés de"? O estranho é que sempre vemos os erros ou o desconhecimento dos outros em alguma questão, mas dificilmente enxergamos qualquer deficiência nossa. Mas voltando ao que a elite burra acredita desnecessário, o Brasil tem uma dívida imensa com os pobres e negros que ergueram a base da economia desse país. E não pensem que se eles não receberem algum tipo de auxílio terão condições de melhorarem de vida. Como sair da pobreza, da marginalidade, da indigência sem ter o que comer? Fácil falar para quem se farta à mesa com o que existe de melhor!Há ainda aqueles que dizem que com o bolsa-família os pobres ficam preguiçosos e se acomodam. É capaz que isso ocorra com alguns, pois nem todos encaram as oportunidades da mesma forma. Mas cortar esses benefícios por acreditar que isso ocorra é falar do assunto sem conhecimento de causa. Quantas oportunidades você recebeu na vida e não aproveitou? Esse mesmo tipo de gente que diz que os pobres se acomodam passou a vida inteira se acomodando com a riqueza dos pais, com a cola dos amigos na faculdade, com os favores de políticos, com subterfúgios para ser dispensado do serviço militar, etc.Desculpem-me, mas, se quiserem mandar e-mails para mim, que sejam menos discriminatórios. Caso contrário, receberão respostas como essa. Já estou enfastiado de engolir esse discurso prepotente de néscios e apedeutas. Prefiro os e-mails inteligentes, porque justicam alguma perda de tempo, aos preconceituosos, que me enojam (não é de Santo Agostinho, mas não tem problema, porque a maioria também não sabe quem ele foi)".

terça-feira, outubro 10, 2006

Eu não falo de política!

Não gosto muito de falar de política. Sempre tem alguém com opinião divergente da minha e aí... olha o pau! E de pelejas, bastam aquelas forenses que eu sou obrigada a encarar profissionalmente. Mas o cenário político atual merece registro:

Primeiro, o Estado de São Paulo deveria indenizar o resto do Brasil por ter eleito, além da canalha mensaleira toda, o Celso Russomano, o Justiceiro, o Maluf, o Injustiçado e a alegoria-mor: Clodovil. Esse não sabe nem o que faz um deputado. Por enquanto, meus amigos, por enquanto... Essas pessoas tão "probas, honestas, preparadas e merecedoras" dos votos de milhões de paulistas irão LEGISLAR! Criar leis que afetam a minha vida e que tive o cuidado de não votar em ladrão. Porra, quer fazer bobagem, votem neles para deputado estadual, para síndico do seu prédio, para prefeito da sua cidade. Mas não para deputado federal.

E o surrealismo da semana: tive que viver quase 33 anos para ver um petista chamar um tucano de "delegado de porta de cadeia" e o tucano se auto-denominar "instrumento do povo".

domingo, outubro 08, 2006

Terça insana na última sexta-feira

A gente fica acostumado àquele humor carioca, padrão Globo de porcaria... Uma mulher gostosa contando pra outra que a traiu com o marido e a outra fala que também pegou o marido da primeira e essa merda é piada. Ou então ficam com aqueles bordões ridículos e a acham que a gente vai rir. Nunca gostei, nunca ri e se ligar a TV em casa nesses horários é capaz do meu marido me abandonar. Morte ao Zorra Total.

Já o humor mineiro eu gosto. Nossos humoristas são aqueles contadores de "causos", que contam aquelas historinhas de matuto com sotaque do Jequitinhonha acompanhado de uma pinguinha no caneco esmaltado.

Mas me desculpem os fãs da Filó e do Nerso da Capitinga: humor é com os paulistanos.

A Terça Insana é excelente. Ri de me acabar. Fiquei com dor no rosto. Quero o DVD, quero a camiseta e quero morar em São Paulo. De preferência próximo ao Avenida Club.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Tirando satisfações

Amigos de São Paulo, por favor, expliquem-se:

PAULO MALUF? Deputado mais votado?

quarta-feira, setembro 27, 2006

Hattori Hanzo x Sabre de Luz


Achei minha comunidade no orkut:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2294218

Descrição:

"Pra vc que, após assistir Kill Bill e Star Wars, ficou com esta importante dúvida na cabeça! Vamos nos unir e debater sobre a questão!!!Sabre de Luz?Hattori Hanzo?Façam suas apostas!!!! "

Para falar a verdade, tem dias que eu gostaria de ter qualquer uma das duas e fazer rolar algumas cabeças. Acho que fico com o sabre. Apesar da Hattori ter mais estilo, ela faz uma sujeira danada. E eu gosto daquele sabre vermelho do Darth Vader. Combina com minhas roupas.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Eu vou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Essa é para matar a Denise de inveja:

Sempre tive vontade de ir aos espetáculos da "Terça Insana". Humor paulistano, cheio de ironia, inteligente e... com sotaque paulistano!! Mas o problema é que as apresentações eram em São Paulo.

Pois então...

Outubro 2006

"Embratel apresenta Terça Insana - Ventilador de Alegria
6, 7 e 8 de outubro
Horário:
sexta e sábado às 21h

domingo às 19h
Preço:
Sexta- Inteira R$50,00 Meia R$25,00Sábado e Domingo - Inteira R$60,00 Meia R$30,00Meia entrada válida para menores de 21 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteira estudantil.Formas de pagamento: Cartões de Crédito, Cartões de Débito e DinheiroPontos de Vendas:Bilheterias do Chevrolet Hall (de segunda à sábado de 12h às 20h, domingo e feriado de 14h às 20h)Ticketmaster: teleingressos -0300 789 6846 e pelo site
www.ticketmaster.com.br
Piso:
3º - Teatro Dom Silvério O Terça Insana volta à estrada com os melhores momentos do consagrado Projeto de Humor que há 5 anos lota as apresentações em São Paulo.O Terça Insana recebe diariamente muitas mensagens, só no site são 17 mil visitas, pedindo apresentações do espetáculo nos mais diversos lugares do Brasil. São pessoas que amam o projeto, acompanham tudo pela imprensa ou pelo nosso site, mas não podem vir até São Paulo, onde toda as terças-feiras eles se apresentam no Avenida Club.Atendendo a estes pedidos a produção do espetáculo, sua idealizadora e diretora Grace Gianoukas e Roberto Camargo, ator fundador do projeto, decidiram que está na hora de voltar para a estrada, antes mesmo de gravar o segundo DVD, que será o registro dessa nova turnê do Terça Insana.“TERÇA INSANA - VENTILADOR DE ALEGRIA” é o espetáculo desta nova turnê nacional. Serão apresentados uma coletânea das melhores criações exibidas no nosso palco de São Paulo, desde o final de 2004 até o inicio de 2006. Nele estarão reunidos novas cenas e personagens criados por atores que participam do elenco fixo desde a sua criação, Grace Gianoukas e Roberto Camargo, além de três novos talentos revelados no palco do Terça Insana: Marco Luque, Agnes Zuliani e Guilherme Uzeda.Tudo a com a mesma qualidade que sempre consagrou o projeto: humor inteligente, surpreendente e contemporâneo, sem deixar de ser popular.Classificação: 12 anosInformações: 3209-8989"


Aproveitando minha carteirinha de estudante, lá vou eu... poltronas G5 e G7 na apresentação da sexta-feira. Sexta insana.

quarta-feira, setembro 13, 2006

ARRRRREEEEE!!!!!

Ontem tive meu celular furtado ou perdido. Não sei quando ou como aconteceu. Sei apenas que foi entre o caminho da lanchonete onde eu fiquei fazendo hora com o Dedé para buscar o Rafa no taekondo e a chegada em casa, quando eu dei falta do bichinho. Voltei o caminho todo, paguei o mico de perguntar em cada lugar que fui se tinham achado um celular assim-assado... Nada. Perdido mesmo.

Tá, não era nenhum celular bala, era apenas o trivial simples: tocar, atender, número dos amigos, alguns até muito utilizados (e não decorados), rapid roll... Mas era novinho e era meu!!!

Mas eu dei bobeira. Não estava prestando a menor atenção. Junto com o celular, foram-se também cinco reais que estava no mesmo bolso. No caso, meus últimos cinco reais. Fizeram falta. O aparelho e o dinheiro.

Mas o que é mais irritante disso tudo é o atendimento da idiota do SAC da Telemig Celular:

(Voz fanhosa) - Telemig Celular Rosicreide. Boa noite. Em que posso ajudar?

- Boa noite, Rosicreide. Tive meu celular furtado e gostaria de saber qual o procedimento que devo adotar para bloquear o número.

- Com quem estou falando?

- Juliana A.B.F.

- Número com DDD, por favor.

- trololó, lo ló, lo ló

- Número do CPF do titular.

- Trololó.

- Por favor, aguarde um momento....

......

- Só mais um momentinho....

.....

....

- Mais um instante, por favor.

.....

......

.....

- Senhora Juliana, infelizmente nós não estamos podendo fazer nada. A senhora contratou um plano de 18 meses o mês passado. A telemig não está podendo lhe fornecer outro celular.

- Rosicreide, eu não perguntei isso. Eu perguntei o que deveria fazer, qual a atitude tomar nessas situações. Deve haver algo que eu possa fazer para continuar com o mesmo número.

- Senhora, eu já disse que nós não estamos podendo lhe fornecer outro aparelho...

(um pouco exasperada) - Querida, eu não perguntei nada sobre outro aparelho.

- Então, pois é, não nós não estamos...

(já um tanto irritada e interrompendo o gerundismo da idiota) - Amor, eu não solicitei um aparelho novo. Deixa eu te explicar.

- Me desculpe, senhora, realmente não há nada que eu possa estar fazendo.

(bem irritada) - Ô, minha filha, vê se fica quieta um instante e me escuta. Eu contratei um plano de 18 meses, o que quer dizer que eu não tenho como desistir do número, certo?

- Certo.

- Então, o que eu quero é saber qual o procedimento que eu adoto PARA MANTER O MESMO NÚMERO, em outro aparelho.

- Mas nós não estamos podendo lhe dar outro aparelho.

(p da vida) - Criatura, vê se escuta! Eu não lhe pedi outro aparelho. Eu vou comprar outro aparelho. Com o meu dinheiro. Se bem que você me aporrinhou tanto que deveria sair do seu salário. Se não tiver como manter esse número acho que vou ter que fazer reclamação no procon, na Justiça, na casa da sua mãe, no Vaticano... Então, por favor, me dê a informação que eu preciso. Por favor.

- O que a senhora está querendo, então?

(respira fundo. voz calma) - Eu quero saber o que fazer para não perder o número do celular, já que eu tenho que pagar por ele por 18 meses. Não vou ficar pagando dezoito meses por um celular que eu não estou utilizando, não é justo?

- Ah! Isso. Por que não disse logo. (nesse ponto dava para ouvir meus rosnados do outro lado da linha) É só bloquear, eu te dou uma senha e quando a senhora comprar outro aparelho e outro chip é só recadastrar o número. Ele fica à sua disposição. Eu vou estar fazendo isso para a senhora agora mesmo. Aguarde um momentinho.

.....

- Só mais um momentinho...

....

....

- Mais um pouquinho...

....

....

...

- Pronto. Seu aparelho está bloqueado pelo número de série. Ninguém pode habilitá-lo. Seu número agora está indisponível. Só a senhora pode utilizá-lo. Algo mais?

- Não, obrigada. Ou melhor, sim. Eu quero que você vá à merda por atender tão mal um usuário dessa bosta de operadora. Aliás, vá você, a bosta da Operadora e o filho da puta que ficou com o meu aparelho e que não conseguirá habilitá-lo.

É claro que esse finalzinho foi apenas imaginado. Meu mal é sofrer de Síndrome Silenciosa da Gentileza Respeitosa (S.S.G.R), donça já catalogada e descrita pela Jornalista e Médica Psiquiatra Sílvia Remaso (www.cambalhotas.blogspot.com). Mas escrever isso me desopilou o fígado... Arre! Estou precisando urgentemente de voltar a fazer ioga ou 1/4 de lexotan ou sair para tomar um chopp. Um não, três! Agora! Antes das dez da manhã!!!!

terça-feira, setembro 12, 2006

Sem título, só saudade

Ai, ai, ai,... meu bloguinho querido. Tão bonitinho, tão azulzinho e tão abandonadinho! Eu estava notando que minha vida internética anda mesmo em stand by. Tenho recebido vários recados dos amigos perguntando por que eu sumi... Como isso é triste não ter tempo pra fazer tudo o que a gente gosta...

Eu, que era meio avessa a computador, comecei a utilizá-lo não só para o trabalho, mas também para reencontrar amigos que eu não via há muitos anos. Foi pela internet que eu perdi a vergonha de escrever e entrei no mundo blogueiro, o que me possibilitou conhecer gente muito interessante.. E ultimamente, ando com essa parte da minha vida meio largada. Mal tenho tempo para ler e responder e-mails.

Ainda que não haja muita desculpa para a minha ausência, tenho estudado (menos do que gostaria, confesso) nesse tempo que tenho faltado aos meus compromissos virtuais. Quem sabe eu passe em um concurso gordo, comece a ter mais tempo para as atividades e pessoas que eu gosto.

Bem... declaro aqui minha saudade...

aos meus "dois dedins de prosa" diários com a Denise, Sandro e Silvia a quem considero tão amigos e presentes quanto aqueles que eu vejo diariamente

aos meus encontros virtuais sabatinos com Mari e Isis, onde sempre rola muita risada, saudade, algumas confissões de pecadinhos deliciosos e muita amizade

às minhas inspiradoras leituras dos blogs do Randall (esse escreve tão bem que me fez ficar muito crítica com tudo que ponho na tela), Isis, Rapha, Silvia (olhei hoje: você também não atualiza)

O que posso dizer mais? Tentarei ser mais assídua daqui por diante.