domingo, janeiro 07, 2007

As 50 mais mais

Para vocês verem o que é falta do que fazer dominical, minhas viagens internéticas me levaram a mares nunca dantes navegados. De repente, encontrei essa lista num post para lá de antigo de um blog cuja dona eu desconheço. Fui naquelas de linkar do link de outro link, de outro link, de outro link do blog de um amigo (ou amiga, porque na verdade eu nem mesmo sei por onde eu comecei essa viagem). Bloguezinho massa (http://www.cafepreto.blogger.com.br).

Bem, segundo o blog, essa é lista da BBC sobre as 50 coisas a comer antes de morrer. Resolvi fazer minha análise. Quem vai gostar é Isis, que ama essas listinhas.

1. Peixe fresco - gosto muito.
2. Lagosta - comi uma vez gratinada. Única vez na vida. Pelo jeito, não é para o meu biquinho nem para o meu bolsinho.
3. Steak - bife? já comi.
4. Tailandesa - Dizem que é cachorro, gato... nunca comi, mas sou curiosa. Um dia eu como.
5. Chinesa - Se pudesse, todo dia. Rolinho de primavera do Macau.
6. Sorvete - Easy Ice. Sorvete de avelã com nutela por cima... uia!!!
7. Pizza - A melhor do mundo. De mussarela, do Palucci. Pizza da Mooca!
8. Caranguejo - Morei no Pará, né? Caranguejo toc-toc na praia do Atalaia, em Salinas. Na verdade, não gosto muito. Para fazer, matam o bichinho na água fervente. Morro de dó!
9. Curry - Meu tempero. Hoje em dia, toda comida que faço leva curry.
10. Prawn - what???
11. Mariscos de Moreton Bay - Nunca fui a Moreton Bay. E não gosto de mariscos. Ou será que os de lá são tão melhores assim?
12. Sopa de molusco - Nem o nome soa bem. Não, não e não.
13. Churrasco - Não sou tarada por carne, mas gosto de um churrasquinho.
14. Panquecas - Minha mãe faz uma muito boa. Mas D. Maria, avó do Otto, faz as melhores do mundo.
15. Pasta - minha especialidade. Andei aumentando meu repertório de receitas de macarrão com a Denise.
16. Mexilhão - Já provei e detestei.
17. Cheesecake - Comi uma vez numa loja chamada Cheesecake. Só comi o de lá porque se a loja tem esse nome, a obrigação é que o cheesecake seja perfeito, né? Não me lembro se gostei, mas não foi muito marcante. Não voltei lá para comer outro....
18. Carneiro - Do Baltazar, com molho de hortelã.
19. Chá com leite - só se for o Mate Suíço do Rei do Mate, perto da Praça da Sé. O leite usado é o condensado, mas computará na lista das iguarias já provadas por mim.
20. Crocodilo - serve jacaré? Já morei perto do Mato Grosso (sou uma mulher viajada, pensam o que?). E provei sem saber que era jacaré. Crocodilo nunca comi.
21. Ostras - Uma vez e não me peçam para comer de novo.
22. Canguru - Que tipo de lista é esta?
23. Chocolate - Toblerone, Ferrero Roché, Nutela... preciso dizer mais?
24. Sanduíches - O melhor, pelo que eu me lembre, é o Tex Mex do Eddie Burger. Mas custa os olhos da cara.
25. Comida grega - não comi. O mais próximo que cheguei de comida grega foi aquele espetão do centro de São Paulo. E daquele eu não provarei jamais.
26. Hambúrguer - O melhor também é do Eddie Burger. Não tão caro quanto o Tex Mex, mas também muito caro para alguém que não é tão fã assim de carne.
27. Mexicana - A que meu marido faz. Tacos fantásticos.
28. Lula - Espetinho do Galináceo. Com os molhinhos preparados pelo Luigi.
29. Café da manhã americano - Bacon de manhã? Com ovo? Não dou conta.
30. Salmão - Cru. É o único jeito que gosto.
31. Rena - O bichinho do Papai Noel?
32. Porco da Guinea - Nunca fui à Guinea, como vocês devem ter intuido. Quando for, eu provo.
33. Tubarão - Comi cação. Dizem que é igual.
34. Sushi - Gosto muito.
35. Paella - Novamente, a melhor é do meu marido... Como eu posso emagrecer tendo um marido que cozinha tão bem?
36. Barramundi (peixe australiano) - Quando eu for pra Austrália.
37. Reindeer (um tipo de rena) - O que esse povo vê em comer rena?
38. Kebab ( espetos de frango ou carneiro) - Nunca comi. Mas tenho vontade desde que assisti Simplesmente Amor.
39. Escalope - De carne com molho madeira.
40. Torta de carne australiana - Pelo jeito, para completar minha lista, vou ter que ir à Austrália.
41. Manga - Não gosto muito. Muito fiapo.
42. Durian fruit - Nem sei o que é.
43. Polvo - Gosto muito. Principalmente no meio da paella.
44. Costela - com mandioca cozida e manteiga de garrafa. A do Boteco de Santa Tereza é bom.
45. Rosbife - Tinha um sanduiche de rosbife em São Paulo no Arby's. Senti muito quando o Arby's fechou.
46. Tapas - Nunca comi. Tenho vontade.
47. Porco ou frango jerk (tostado com pimenta) - O que é jerk?Deve ser bom.
48. Haggis (miúdos de carneiro) - Nessa boquinha jamais entrarão miúdos de nenhuma espécie. Podem esquecer.
49. Caviar - Provei. Estava em uma festa e ofereceram um canapé com caviar. Provei para poder dizer um dia: já comi!!!!
50. Cornish pasty (espécie de empanada) - coisa de americano. Não deve ser bom.

Não constaram na lista o meu amado pastel de angu e (pecado dos pecados!!!) camarões!!! Listinha bem meia boca. Ainda assim, das cinquenta iguarias, já comi 31. Como eu sou comilona!!!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Maravilhas da tecnologia

Hoje essa maravilha que se chama internet me propiciou duas coisas novas: youtube e compras. Ou melhor, compra, no singular.

Primeiro o you tube. Eu tinha um certo preconceito contra esse site porque toda vez que eu ouvia falar nisso, o assunto era a Cicarelli transando na praia, ou algum famoso beijando outro alguém famoso, a Paris Hilton manguaçadaça, essas coisas meio Big Brother de ser. Bem, não me interessam. Mas aí, um cliente ficou de ir no escritório, eu fiquei esperando, nada para fazer... you tube na cabeça! Vamos ver o que rola nisso aí. Trailler de filme... Ah!!!! Bacana! Rocky IV? E ele soca carne no açougue de novo..., Os Sonhadores, Amelie Poulain .... Depois, fui sofisticando...Uns vídeos da Elis, do Adoniran Barbosa... Mas logo encontrei meu lugar no youtube: TERÇA INSANA!!!! Tudo o que eu queria! Duas horas vendo as esquetes da Terça Insana. O tempo passou tão rápido que eu nem me importei de o cliente me dar o bolo depois dessa espera toda. E olha que eu não sou uma pessoa tolerante com esperas... Nem precisei de um quartinho de lexotan.

A segunda novidade internética da minha vida foi a minha primeira compra: o livro Não cai do céu, Daniel!, do meu blogger friend Randall Netto. Fiz tudo que a editora determinou. Depositei R$ 15,00 (um a mais do que a editora pediu por falta de notas de um real. O preço era R$ 14,00), mandei meus dados por e-mail e agora fico aqui esperando, esperando, esperando... essa é a pior parte. Mas se o livro for tão bom quanto o blog, tenho certeza que a espera será recompensada.

Fico aqui esperando meu livrinho... vendo Terça Insana no youtube!

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Movimentos migratórios

O Frê, meu cunhado, chamou a minha atenção para um fenômeno surreal: o movimento migratório dos paulistanos ávidos de litoral pela Rodovia Imigrantes. Nas vésperas do ano novo mais da metade de São Paulo desceu para o litoral. Bem, não sei de números, mas parecia que metade da cidade tinha se mudado para o litoral.

O que é aquilo, pelamordedeus? Paulistano até para descansar se cansa. Eles põem uma tralheira sem fim dentro do carro, quase a casa toda. Tinha um pirado levando uma máquina de lavar velha amarrada no capô de um Uno velho.

Até agora me pergunto: o que leva uma pessoa em sã consciência a se meter em um engarrafamento monstro de 7 horas (em um trecho que poderia ser vencido em menos de duas), para se meter em cidades cheias, cuja superpopulação instantânea acarreta em falta absoluta de infraestrutura? Até comprar pão é um trauma nas cidades do litoral paulista. E banho, então? O medão que dá no fim do dia de a água acabar? E a barulheira? E os corintianos vizinhos que ficavam cantando "vou dar porrada eu vou"? A coisa toda é uma calamidade sem fim.

E como eu sei disso tudo? Eu era uma das aves que migrou para Itanhaém na véspera de 2007. Tirando o lado afetivo (foi muito bacana estar com a família toda reunida e tal), o que deu na minha cabeça em ir para lá? Logo eu que não gosto de praia, areia, mar e sol? Logo eu que sou da montanha? Dividindo uma casa com outras 17 pessoas e pervertendo todas as leis da física? Não sei explicar. Acho que foi uma privação momentânea de sentidos. Ou o caso clássico da pessoa desavisada que entra em uma roubada e depois não sabe sair dela. Porque até sair de Itanhaém é difícil. No meu caso, fui voto vencido e me sujeitei. Mas não sem resmungar muitíssimo (pobre Otto!!!)

Mas tirei algumas lições valiosas dessa experiência no quarto círculo do inferno:

- Uma casa pode ficar muito lotada quando quatro das pessoas que nela habitam são crianças. Mesmo quando duas dessas crianças são suas;

- Quem não gosta de praia que fique na montanha;

- Se você achar um pedacinho de areia minimamente aceitável, limpo e desocupado, sempre há uma turma barulhenta para jogar frescobol bem perto de você e tornar seu cantinho um lugar insuportável. A lei de Murphy funciona que é uma beleza nessas situações;

- Praia pode ser muito pior com vento e chuva, acredite!

E se não conseguir fugir do programa de índio classificação cinco cocares (meu caso, por exemplo), tome determinados cuidados:

Jogos infantis, muitos, inúmeros... e alguns dvds. Foi o que salvou os dias chuvosos!

Leve pão de forma, bisnaguinha, pão de cachorro-quente, bolacha de cream cracker, bolo pullman... qualquer coisa se sua intenção for tomar café da manhã antes das 15 horas;

Repelente de inseto e filtro solar são imprescindíveis;

Comece a torcer pelo Corinthians ou seus dias ficarão muito, muito longos.

E tome banho bem cedo!

segunda-feira, dezembro 25, 2006

O Rei Morreu!

Morreu James Brown, o Rei do Soul. O Rei do Funk (ou você pensava que funk era Atoladinha? Por favor!!!). Certamente, Deus enfrentará alguns problemas de hierarquia... porque Mr. Brown não vai aceitar ser apenas o segundo no comando, acreditem. Ele é a estrela, a atração principal.Certamente, vai ter porrada e alguém vai chamar o camburão. Tão importante, tão importante, que não poderia ter morrido em um dia qualquer...Alguém que sempre primou por suas entradas triunfais, fez sua derradeira saída no Natal. Mais triunfal impossível!!!

Só esse mês é o terceiro. Ontem, Braguinha pediu para os anjos abrirem alas e foi-se pela estrada a fora. Semana passada, Sivuca foi tocar Feira de Mangaio para Clara Nunes cantar. Há alguns meses, o maestro Rogério Duprat foi tropicalizar o céu.

...E minha estante de CDs, a cada dia que passa, mais parece um cemitério. Estou pensando em escrever epitáfios nas capa dos meus discos.

Desculpem não haver tom natalino nisso, mas estou triste!

sábado, dezembro 23, 2006

A Revelação

Almoço de uma uma família classe média comum. Pai, mãe, o filho mais velho, o filho do meio e o bebê.

A conversa gira sobre o trivial simples, assuntos leves, bem apropriados para a hora do almoço: conflito no Oriente Médio, o aumento nos salários dos deputados, a crise na aviação, o cara que morreu atropelado na Cristiano Machado...

De repente, o filho mais velho, que normalmente almoça em silêncio, dá um murro na mesa e faz a revelação:

- Eu sou pagodeiro!

Por um interminável minuto ninguém fala nada, só olham para a criatura como se tivesse brotado antenas em sua cabeça.

Passado o primeiro momento, a mãe começa a chorar convulsivamente, gritando "Meu coração... Meu coração..." e o irmão do meio a soltar risinhos abafados. O bebê continua com o estava, se lambuzando com a comida. O pai se levanta de sopetão, joga o prato na parede e começa a gritar:

- Eu não aceito isso!!! Eu não aceito isso!!!

O pagodeiro tenta acalmar os ânimos:

- Pai, calma, por favor! Isso não é o fim do mundo e...

- Não é o fim do mundo? Não é o fim do mundo???? O que poderia ser pior? Ser pagodeiro E sertanejo? E funkeiro? Isso é o fim do mundo sim! Isso é o fim do mundo pra caralho!!! Onde foi que eu errei? Eu fiz tudo certinho, dei discos de rock, gastei horas ensinando as letras do Deep Purple para esse degenerado, levei no show dos Rolling Stones.... paguei intercâmbio para Liverpool!!! Era para esse bosta gostar de Beatles!

- Pai, eu sempre quis te contar. Eu não gosto de Beatles. Eu gosto do Netinho!!! Eu gosto é de ir a bar de pagode! Eu sou um pagodeiro excelente. Sei fazer umas quatro coreôs diferentes. Sou eu que invento as dancinhas do nosso grupo, o Tchacatchacanabutchaca!

- Tchacatch... seu merdinha da porra ! - o pai dá um pescotapa no pagodeiro - E a coleção de CDs do Queen? Os vinis raros do The Who que eu te dei no seu aniversário de 18 anos?

- Pai, eu ia te contar...Eu leiloei no e-bay para poder gravar nosso primeiro CD. Ficou muito bom, pai! Você não pode julgar antes de ouvir. Tenho certeza que quando você ouvir você vai gostar.

O irmão do meio, que já tinha se revelado rapper no ano anterior e era, até então, considerado a ovelha negra da família, começa a rir mais alto.

- Eu não tenho mais filho!! Você não é mais meu filho!! Você vai embora dessa casa ainda hoje!

- Mas, pai...

- E não me chama de pai!

O bebê passa a papinha no cabelo, distraidamente.

A mãe, que até então só chorava, resolve se manifestar. Dirige-se, furiosa, ao pai:

- A culpa é sua! Eu falei para você conversar com ele quando ele ficou batucando naquela caixinha de fósforo! Eu falei!

- Agora a culpa é minha? É você que fica em casa! Você viu quando ele pintou os cabelos de loiro e não falou nada! Disse para mim que roqueiro também fazia dessas coisas!!

O pagodeiro, tentando se defender, diz:

- A culpa é de vocês dois. Vocês têm CDs de samba aqui em casa.

A mãe e o pai gritam juntos:

- É CARTOLA, SEU BOSTA!!!

Nesse ponto da conversa, Dona Ceição, que trabalha com a família há muitos anos e emprestou os primeiros CDs do Raça Negra para o menino, teve que ligar para a polícia, porque aconteceu um acidente com a faca de carne que estava na mão do pai. Por sorte, o socorro chegou a tempo e o pagodeiro passa bem.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Ho, ho, ho!!!

UM NATAL MARAVILHOSO PARA TODOS OS VISITANTES DESSE BLOGUINHO AZUL!!! QUE O SACO DO PAPAI NOEL DE VOCÊS SEJA ENORME!!! QUE A RABANADA ESTEJA QUENTINHA, O VINHO GELADINHO E O PERU SABOROSO E BEM RECHEADO!!! QUE NO DIA 25 HAJA SONRISAL SUFICIENTE EM CASA (PORQUE AS FARMÁCIAS ESTARÃO FECHADAS). E QUE O PRESENTE DO AMIGO OCULTO NÃO SEJA O ÚLTIMO CD DA IVETE SANGALO.

Respirando...

Frase da minha amiga querida, irmã em Jah e filósofa pessoal Isis Louca Braga: encher os pulmões de família.

Achei a frase perfeita porque descreve tão bem o sentimento de família que eu tenho...

Família a gente respira - às vezes até se entoxicar, é certo. Mas é tão necessária que sem eles, meus familiares, me sinto asmática.

Minhas bombinhas de O2 puro, amo e preciso vocês!!! Quando estou perto, encho minhas narinas e meus pulmões de cada pedacinho de vocês, meus amores!!!

Agora chega de escrever, porque está ficando piegas.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Isso é tudo verdade...

Eu queria ter nascido americana. Uma hora dessas, já tinha processado alguém por algum absurdo qualquer, ganharia uma bolada e há esta hora estaria de papo pro ar, sem precisar trabalhar o resto da minha vida.

Duvidam? Então leiam:

"Sentenças judiciais verdadeiras, mas absurdas...Conhecem Stella Liebeck, a senhora de 81 anos que se queimou com café quente, enquanto tentava beber e dirigir ao mesmo tempo? Dona Stella ganhou indenização do McDonald’s. Em sua homenagem, foi criado nos EUA o Prêmio Stella, para sentenças judiciais verdadeiras, mas absurdas.Alguns favoritos do ano:

1 - Carl Truman, 19 anos, de Los Angeles, ganhou o reembolso de despesas médicas, e US$ 74 mil de indenização do motorista de um carro que passou em cima de sua mão. O motorista deu partida e andou, sem perceber que Truman estava roubando suas calotas.

2 - Terence Dickson, de Bristol, roubou uma casa e quis sair pela garagem. Portão enguiçado. Tentou voltar para a casa, mas a porta tinha batido e se trancara. Passou oito dias na garagem, com algumas latas de Pepsi e um saco de ração de cachorro. Só saiu quando os donos voltaram de viagem. Ganhou US$ 500 mil de indenização por "angústia mental indevida".

3 -Merv Grazinski, de Oklahoma, levou o motor-home para a estrada, regulou a velocidade em 120 km/h e saiu do volante para fazer um cafezinho. O motor-home saiu da pista e capotou. Grazinski processou a fábrica,porque o manual não dizia que o motorista precisa ficar na direção com o veículo em movimento.Ganhou um motor-home novo, mais US$ 1,75 milhão de indenização."


Quero processar alguém agora!!!!!!!!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Auto-retrato

Eu não combino com o Direito. Esteticamente falando. Por isso, me monto diariamente para atender às minhas necessidades profissionais...

Quando não estou travestida de advogada: calça jeans, all star vermelho e qualquer blusa. Tantos colares quanto uma mãe-de-santo pode usar. Cara lavada;

Quando não estou conversando com um colega, ou com promotor ou juiz: vocabulário de estivador;

Quando não estou com meus cabelos amordaçados em razão do exercício profissional: cabelos ao vento e nada de pente;

Quando não estou com a minha postura contida especial para ser usada em repartições públicas: risadas altas.

Assustadora, hein?

Mas isso é só porque ainda não inventaram um óculos de ver a alma da pessoa. Porque meu espírito não é nem de advogada, nem de louca escrachada: dentro de mim mora uma Audrey Hepburn, de vestido esvoaçante e sapatinho de cristal - apesar de meus modos estarem mais para Catifunda.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Cabeça vazia

Como é que tem gente que mantém dois, três blogs atualizados e sem repetir textos? Tá difícil ter inspiração para postar mal e porcamente em um...

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Retratação Pública

Para não perder um precioso leitor do meu blog e para evitar brigas conjugais com desdobramentos desastrosos, devo fazer uma retratação pública com o meu marido Otto.

Quando eu e Silvia conversamos e eu coloquei no blog a teoria dela (que eu iria ganhar um CD de música sertaneja, comentário que foi apenas um xiste dela), deveria logo abaixo ter defendido como se deve o meu cônjuge: o Otto é realmente um garimpeiro de bons discos e mesmo que ele olhe em uma banca de CDs perebas, vai sempre enxergar apenas o que for ouro escondido entre a merda. Jamais compraria sertanejos, axés, funks, pagodes e afins.

Me desculpe, nego? Dá para tirar a calça jeans essa noite?

Subindo Bahia



Estava eu aqui recolhida ao meu mau humor sazonal, sem vontade nenhuma de falar com ninguém (milagre?) ou escrever. Até porque qualquer coisa que eu escreva durante a TPM (Tira as Patas, Moleque!) sai muito, muito azeda. Mas hoje, tudo miraculosamente deu certo, apesar da TPM (Tocou, pegou, morreu!): via crucis dos tribunais foi vencida com sucesso, comprei as passagens para SP (ueba!!!), dei conta de todos os pequenos afazeres da minha atribulada vida de mulher-trabalhadeira-pé-de-boi/mãe/dona otta... e tudo isso sem soltar um berro sequer. E como diz meu Velho Saravá, "é melhor ser alegre que ser triste". Resolvi, então, falar de alguma coisa que eu gosto e fazer um post bem azulzinho.

Muito bem... eu gosto da Rua da Bahia.

Aliás, essa é a vista da minha franciscana sala de trabalho, meu único luxo além da foto dos meus filhos. Essa rua é o espírito da minha cidade.Bem, vou mostrá-los onde estou e vocês verão o que eu vejo todos os dias: vindo da Praça da Estação, vá subindo a Rua da Bahia... pode vir... atravessa a Avenida Afonso Pena... mais um quarteirão e... aqui estou eu! Esquina de Bahia com Goitacazes. Da minha janela dá para ver o Drummond eternamente conversando com o Pedro Nava. Da minha janela eu vejo cadeiras de engraxate onde o dia todo engravatados e desengravatados sentam para dar um grau no pisante e trocar dois dedos de prosa com um engraxate também centenário. Se desço e atravesso a rua, tomo um cafezinho no Café Metrópole, tão velhinho quanto a minha rua amada.Ah! e onde mais se compra jornal e recebe, além do jornal, uma frase inspirada do Deepak Chopra, Gandhi, Chaplin, Che, Machado de Assis, Buda, senão na banca do Ricardo Teixeira (não é quem vocês estão pensando) também ali na minha esquina?E olhando Bahia acima, lá na esquina da Augusto de Lima a gente vê o Centro Cultural, aquela construção com cara de igreja bem em frente ao Edifício Maleta, que eu desconfio que seja o o portal de um universo paralelo. Aliás, é no Maleta que ficam os 20 sebos mais bacanas da cidade, além da Cantina do Lucas e seu filé a parmegiana absolutamente maravilhoso (imaginem se eu não ia falar de comida?). Bem, essa é a esquina de Ipiranga com São João mineira. Sempre que passo por lá, alguma coisa acontece no meu coração.A Bahia vem lá da Tereza Cristina. Andando a passos lentos - por que o passeio vale a pena e porque, afinal, a rua da Bahia é uma subidona sem fim e cansa muito uma caminhada mais rápida - a gente vê a Praça da Estação, hoje linda e bem cuidada. Sobe um pouquinho e chegamos ao Viaduto de Santa Tereza, o caminho da Floresta. Mas não pegaremos hoje esse caminho. Passamos ao lado do Parque Municipal e do Mercado das Flores e continuamos a subir até minha esquininha. A Bahia continua até a Avenida do Contorno passando por muitos lugares cheios de história: Igreja de Lourdes, Biblioteca Municipal, Minas Tênis Clube... Mas eu fico aqui, sentadinha, na Bahia com Goitacazes, vendo a cidade respirar. Porque só de andar até aqui eu já perdi o fôlego.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Dia 6 chegou e passou...


... e com eles, meus 33. Foi um dia que começou tumultuado, com uma enrolação no trabalho, uma correria, manda e-mail com a defesa que eu fiquei fazendo até quase 1 da manhã pra lá, o e-mail não chegou... então, manda de novo... o e-mail não abre, então, imprime e pede para o boy buscar...tenta mandar de novo... agora chegou!!! Uma correria por conta de um relatório de uns processos de mil noventos e bolinha... coisas atípicas, enfim! Já estava achando ter 33 um saco.

Mas aí vieram os telefonemas da família com um monte de eu te amos, aquela coisa gostosa, falar com a Silvia no msn... Depois, a surpresa do dia: a voz da Denise, vinda lá de Goiânia e todo seu carinho. Adorei!

Depois, outra surpresa deliciosa: meu irmão Alysson, o cabra mais trabalhador do Brasil, voltou de Ipatinga e passou meu aniversário lá no Bar Dududu junto comigo. Além dele, meus pais, meu marido, meu filho e aqueles amigos classe A. Faltou minha hermana Cris que ficou cuidando do mais novo integrante da família Andrade Bruno.

E depois a parte material do aniversário, igualmente deliciosa: presentes!!! Não vou mentir dizendo que eu não ligo para presentes. Adoro recebê-los e adoro dá-los. Sou daquelas que rasga o papel com a maior pressa para saber o que tem dentro. Imaginem vocês que eu até ganhei presente vindo lá de Goiânia! Novamente a Denise e todo seu carinho.

Ah! E só por maldade vou contar: ganhei o TIM MAIA RACIONAL do meu marido garimpeiro! Ele achou o cd em uma daquelas bancas perebas do Extra, no meio de um monte de CDs perebas. Segundo a Silvia, ele estava procurando um CD de sertanejo para me dar, mas a providência divina colocou o Tim Maia Racional no caminho para me salvar. E daí? Eu TENHO o Tim Maia Racional! You don't know what I know!

Acordei hoje, e a constatação terrível: ainda estou com 33. Tudo bem, o reloginho só vai pra frente mesmo... Mas ainda estou de bom humor, já que carinho de família e amigos é combustível de dias felizes.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Esse é do Randall para o meu pai

Ok, ok, na verdade o Randall não escreveu este post para o meu pai, mas não pude deixar de pensar nele na hora que o li. Achei o texto belíssimo e resolvi dividi-lo com meus amigos que eu sei que curtirão porque o cara manda bem. E meu pai rubro-negro vai adorar.
Domingo, Dezembro 03, 2006
Na madrugada de sexta pra sábado, enquanto eu esperava a semi-final do esporte de bicha gente fina (teoria a respeito, posts atrás), enfim descobri pra que serve o You Tube. É, porque até então as pessoas me mandavam vídeos duma menina mandando o Silvio Santos enfiar o bambu no cu e coisas assim, e eu não vejo muita graça. Quer dizer, é engraçado, mas não justifica tanta febre em cima de um site por causa disso. Mas aí eu vi no blog do Mário um vídeo sobre "Hotel Lancaster", aproveitei pra ver a entrevista dele no Saca Rolha, e procurei vídeos do Gilles Villeneuve, quando me dei conta, estava assistindo os vídeos do Flamengo do Zico. Nem todo mundo sabe, mas eu era Flamengo. Em Goiânia, durante um certo tempo, eu até achei que todo mundo era Flamengo. Ao menos entre os meus amigos, não havia divisão. Eram todos Flamengo! E era bom ser Flamengo, era fácil ser Flamengo! Porque com o Goiás, era passar metade do ano naquelas de ganhar do Vila e a outra metade torcendo pra "fazer bonito" no Brasileiro, sempre com fórmulas bizarras e muitos times. Já com o Flamengo era diferente, pois aquele time parecia ganhar tudo, e de todo mundo! A minha primeira memória futebolística é a final do brasileiro de 80, aquele épico 3 x 2 em cima do Atlético Mineiro! Revi no you tube, especialmente o drible do Nunes no negrão antes de matar o João Leite. Dois anos depois, o Bi em cima do Grêmio, com uma entrevista do Zico um dia antes, prevendo 1 x 0, gol do Nunes. E é do Nunes também uma imagem inesquecível, na final do Mundial, quando ele faz o terceiro gol e sai com os braços abertos, berrando, antes de parar sobre a linha lateral! O Flamengo apareceu com uma camisa esquisita naquele dia, que o Brasil inteiro fez questão de comprar depois. Na Libertadores... o gol do Zico de falta no Centenário, jogo desempate, o Flamengo jogou com uma camisa que tinha uns números enormes, não sei porque. Zico no Maraca, Zico no Centenário, podia-se contar com o Zico! Era gostoso escalar aquele time, só pra poder falar, como se fosse uma única palavra, ANDRADE-ADÍLIO-E-ZICO! O ataque variava, mas era bom rimar com Tita, Nunes e Lico! Mas de todos, todos, todos os Flamengos, o que eu mais gosto de lembrar é o de 87, meu primeiro e único título como rubro-negro adolescente, estranhamente único flamenguista no time da classe, repleto de Tricolores e dois Vascaínos insuportáveis com o título no carioca daquele ano. O Mengão de 87 tinha o Zico como um daqueles velhos pistoleiros que voltam pra um último serviço, Clint Eastwood em Os Imperdoáveis, com o Andrade coadjuvando bem de Morgan Freeman. No gol, um horroroso Zé Carlos, que pegou até pensamento contra o Atlético Mineiro no primeiro jogo do Maraca. Nas laterais, a dupla que traria o caneco em 94 pela Seleção Brasileira, Jorginho e Leonardo. Edinho e o clássico Leandro davam a segurança na zaga. Aílton e Zinho eram os chamados operários, Bebeto enfim deixou de ser promessa, marcando um gol por jogo das semi-finais em diante, e Ele, Renato Gaúcho, o dínamo da equipe. É dele a cena inesquecível, arrancando do meio-campo, deixando Luizinho (por aqui, Paolo Rossi, por favor) pra trás, fintando o João Leite e completando para as redes, antes de se atirar de joelho no gramado. Na volta ao meio-campo, beijinhos jogados para o técnico do Galo, ninguém menos que o perde-copa Telê Santana, que cortara Renato do Mundial um ano antes. Tem gente que se ressente do seu pião, do tempo em que empinava pipa, do forte apache, ou de qualquer coisa que o lembre da infância, e às vezes acha esse brinquedo guardado numa caixa na casa da mãe e lembra de seus tempos de menino. A minha vida era futebol. De botão, de rua, na TV ou na quadra da escola, com técnico, jogo de camisa e tudo. E o Flamengo foi meu brinquedo mais querido, que eu achei numa caixa aqui em casa na sexta-feira...
postado por: Randall Ferreira Neto 11:20 PM

E Randall: acho que ficou meio comprovado que "uma vez Flamengo, sempre Flamengo". Ainda que você torça para o Goiás. E para o Parmera.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Serviço de utilidade pública

Antigamente o orkut servia:

Para encontrar amigo das antigas;
Para entrar em um monte de comunidade e mostrar ao mundo que gosta do Paulo Coelho e do Zezé de Camargo, que come jiló na janta, que é pé-de-cana, que odeia a cor azul e que estoura plástico-bolha;
Para fuçar na página de seu (sua) amado(a) e passar raiva porque ele(a) recebeu um recadinho de um ex caso que não vê há três séculos e meio;
Para entrar na página do ex caso do seu amor e ver se ele respondeu ao recadinho do coração;
Para escrever um recadinho besta e atormentar seus 877 amigos (quem tem tanto amigo assim?), mandando eles clicarem no peixinho/gatinho/coraçãozinho e afins;
Para lembrar dos aniversários daquelas pessoas que você não vê há um século e não lembraria nem mesmo se convivesse com elas;
Para colocar fotos de duzentos anos atrás falando que foi tirada semana passada e fazer com que as pessoas que não te vêem mais pensem que você não mudou nada;
Para ixkrever axim.

Agora, o orkut, além dessas mil e uma utilidades, tem ainda um serviço público fantástico prestado com excelência pelos Links Patrocinados do Orkut: a sacanagem virtual!

L I N K S - P A T R O C I N A D O S: http://www.blablabla.net Fotos todos os dias, As ultimas da net, ninfetas de 18 anos Nuinhas, num site se frecuras clicou viu a foto, e todo dia com novidades acesse gratuitamente agora mesmo http://www.blablabla.net

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Não, eu não cheguei a clicar em nenhum dos links www.voufodercomoseupc.com . Eu gosto até gosto de sacanagem... Mas prezo muito meu pc e não clico em qualquer meleca que me mandem pelo orkut, principalmente se vem de quem eu não conheço. Aliás, não aconselho que ninguém o faça. Mas acho que se a gente clicar rola um surubão. Surubão de vírus detonando seu HD.

(minha mãe vai detestar esse post!)

sábado, dezembro 02, 2006

Meus três amores

Eu sou fiel aos meus amores. A todos eles. E amo com constância. Amo para sempre.

Dentre os meus amores platônicos destacam-se três: Ariano Suassuna, Henfil e Chico Buarque.

Já declarei publicamente todo o meu amor ao Ariano quando ele esteve aqui dando uma palestra. Cheguei a pedir autógrafo. É o escritor que mais se repete na minha estante. É meu guru, meu santinho padroeiro, um homem iluminado e cheio de sabedoria, inteligência, humor e talento literário. Quando eu tiver um altar aqui em casa, terá as imagens de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Ganesha e Ariano Suassuna. E eu vou acender sempre velas para ele. É um amor mais recente, confesso. Tem menos de uma década que eu me apaixonei. Mas é daqueles para a vida toda.

Minha paixão pelo Henfil é um pouco mais antiga: vem da adolescência. Comecei a amá-lo não através de suas historinhas, o que seria o caminho mais óbvio, mas através de seu Diário de um Cucaracha que tinha lá em casa, esquecido no meio de outros livros da minha mãe. O engraçado é que eu sempre fugi desse livro por causa da foto da barata nojenta na capa. Depois disso, calhou de cair em minhas mãos umas vinte revistas do Fradim. Li todas vorazmente e quase morri de amor. Bem.. tem ainda a parte física. O Henfil era meu tipo de homem: gordinho, barbudo, dentes belíssimos, sorrisão, inteligente até não poder mais... lembra alguém? Fiquei viúva dele logo depois de me apaixonar perdidamente, veja que tragédia...

Mas meu amor mais antigo é o Chico. Comecei a amá-lo com uns cinco ou seis anos, no dia em que arrebentei meu dedo na calçada de frente à minha casa, em Santo Anastácio. Enquanto minha mãe fazia curativo no meu dedo, tocava na vitrola Geni e o Zepelim. Não sei se entendia direito a letra da música (certamente que não!), mas achava muito bacana alguém dizer bosta. Nem sei se havia mesmo a palavra bosta na versão que tocava na vitrola, mas meu pai sempre falava bosta no lugar certo da letra. Meu amor não diminuiu nem mesmo quando ele fez a heresia de gravar Minha História com os filhos de francisco. Meu amor é tão grande que perdoa até esse deslize.

Bem...do dia 07 ao dia 11 de dezembro, meu amor platônico mais antigo estará na mesma cidade que eu. E eu não tenho um ingresso para vê-lo. Só me resta olhar seus olhinhos caídos no cartaz cada vez que eu passo em frente ao Palácio das Artes e imaginar a maravilha que será o show que alguns privilegiados que tiveram, além dos cem reais do ingresso, disposição e disponibilidade para ficar na fila, com o sol rachando a cuca . E amá-lo até o fim dos meus dias.

(não pensem vocês que o Otto sentirá ciúmes dessas declaração de amor. Além de admirar todos os meus amores, ele também ama platonicamente: Elis, Cássia Eller e Clementina. Ah! E a Luma de Oliveira)

quinta-feira, novembro 30, 2006

Daqui a uma semana melhora

Segundo a Isis, o mês que antecede ao nosso aniversário coincide com o nosso inferno astral. Assim, não deveríamos nem sair da cama nesses dias.

Eu, que não acredito nessas coisas astrais, sempre passei incólume por esse período dito maldito.

Pois bem. O tal inferno e seus capetinhas me encontraram hoje, uma semana exata antes da data fatídica em que completarei trinta e três anos.

Não sei se é essa chuva que não pára, não sei se é mesmo o tal período, não sei se são as pequenas cacas profissionais que aconteceram hoje, não sei se foi o fato de minhas lentes de contato terem acabado e eu estar de óculos... só sei que eu, normalmente otimista (sagitariana, claro!, se bem que eu não acredito nisso, lembrem-se...), hoje estou mais fatalista do que aquela hiena oh, dia! oh, azar!.

Então, para me animar um pouquinho, acendi um incenso para Ganesha - o que é duplamente útil, já que ajuda a superar obstáculos e, ao mesmo tempo, disfarça esse cheiro de coisas úmidas que a chuva não deixa ir embora -, fiz um bolo de banana e resolvi fazer minha lista de presentes. Se alguém se habilitar...

- Uma carona de ida e volta para o Cipó ou Lavras Novas ou Macacos;

- Uma indicação de um bom mecânico para que eu possa consertar o carro decentemente e não precise da carona;

- Um regime que funcione de verdade;

- Um dia ensolarado;
- Um guarda-chuva enorme, daqueles que dá para morar em baixo (teria sido muito útil hoje na hora que eu estava pegando ônibus para vir para casa);
- Galochas;
- Um ingresso para o show do Chico (obviamente esgotado após meio dia de venda);
- Um pastel de angu de umbigo de banana e uma Stela Artois lá no Galináceo. E um espetinho de lula.
Ainda bem que em uma semana exata, isso passa.

sábado, novembro 25, 2006

Apresento-lhes o Dedé

A culpa é do Otto que, além de colecionar e devorar as revistas do Calvin, aplicou Calvin na minha veia e fez com que eu tivesse um desejo inconsciente de ter um filho com as mesmas características do menininho do tigre.

Aí, veio o Dedé e sua imaginação calvinesca.

Dia desses, quando eu fui acordá-lo para ir à aula. Antes mesmo de abrir o olho, disse, fazendo voz de robô:

- Eu sou um brinquedo!

- Então, levanta da cama, brinquedo!

- Não posso... Eu sou um brinquedo quebrado.

E levou essa história de brinquedo tão a sério que só fazia determinadas coisas - tomar banho, escovar dentes, ir para a cama - se puxássemos a cordinha em suas costas. Sim, porque se o Calvin fosse um brinquedo, ele certamente seria de corda e não de pilha.

No início desta semana, o Dedé teve uma gastroenterite meio braba que nos fez baixar no Felício Rocho para que ele tomasse soro e plasil na veia. Antes de sermos liberados, a médica recomendou que ele fizesse uma dieta branda, comendo pequenas em porções, até que se reestabelecesse por completo.

Já completamente curado, o moleque (que não é muito fã de almoços e jantares, just like Calvin), me sai com uma dessas:

- Eu não posso comer essa comida. A médica mandou que eu não comesse tudo!



Se alguém aparecer aqui em casa com um tigre de pelúcia, eu ataco a vassouradas. E não estranharei nada se a comida começar pular do prato para atacá-lo.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Vira o disco

Não sei porque essas coisas acontecem, menos ainda porque acontecem COMIGO, mas por três vezes, essa semana, quando eu me apresentei alguém cantou:

"A Juliana não quer sambar, samba, Juliana, samba, Juliana".

Se você não conhece essa pérola do cancioneiro (e por esse motivo, eu te admiro muitíssimo), isso é um híbrido de axé com pagode (iééééca!), cantada (?) por meia dúzia de retardados que se auto-intitulam conjunto musical e que alguma aberração bunduda fica chacoalhando quando toca.

Sempre respondo com um sorriso amarelo e tento ignorar o mal estar que associar meu nome com essa música me dá.

Minha irritação maior é porque essa bosta de música me atormentou alguns anos atrás. Tinha uma rádio que falava para as julianas ligarem e concorrerem a prêmios. Sempre tinha alguém que ouvia essa porcaria de rádio e falava para eu ligar. Os prêmios eram, muito provavelmente, tão infames quanto essa porcaria de música.

Da última vez que cantaram isso para mim, fechei a cara e falei, com todas as letras, que eu não gostava daquela música.

Mas minha vontade era dizer: "Se é para ser uma Juliana de música, que eu seja, então, a Juliana vagabunda e deliciosa que estava na roda com João com uma rosa e um sorvete na mão. E fez o José perder a cabeça de tanto ciúme e assassinar o João com uma facada." Dramático. Meio nelsonrodriguiano. Definitivamente, muito mais charmoso.

Muito melhor que ser um arremedo de Carla Peres com uma bunda gigante e ficar "samba, Juliana, samba, Juliana" para ver se o cérebro pega no tranco.

Tudo bem. Posso ser também a Juliana da música do Wander Wildner que a Silvia mandou para mim...

quinta-feira, novembro 09, 2006

Fala, Mangueira!

Vou começar falando do que eu não gosto. É para destilar mau humor mesmo.

Não gosto de Carnaval. É um inferno: não dá nem para aproveitar o feriado, viajar para um lugarzinho tranquilo... Lugar tranquilo não há! Todo lugar está cheio. Se é praia, tem aqueles irritantes trios elétricos, abadás, axé, gente suada. Acho o cúmulo alguém se meter no meio daquela doideira só para ficar meio surdo de música ruim, totalmente bêbado de cerveja quente, perder as unhas dos pés de tanto pisão que toma e mijar nas calças por falta de banheiro. E eu não gosto de Chiclete, Ivete, Daniela, sotaque soteropolitano, ACM e quetais... Outro dia, ouvindo conversa alheia na fila do banco, a garota falou que ia passar carnaval do ano que vem em uma praia do Espírito Santo e já tinha pago muitas centenas de reais para ver o Jamil. "Você não está entendendo: Jamil vai estar lá! Estou gastando uma grana com isso, mas vale a pena" Quem é Jamil? Isso lá é nome de bahiano? Não sei quem é e de preferência, quero morrer sem saber. Deve ser um bahiano feio, que usa lenço na cabeça, pula em cima de um trio elétrico, cantando uma letra genial do tipo: "Fazê fazê fazê, amô amô amô. Amô amô amô, fazê fazê fazê".Não pago nem um real para ir para o Espírito Santo. Com o Jamil lá, então, aí é que não vou mesmo.

Carnaval no mato, então, é impossível! Quem não conseguiu ir para praia resolve invadir meus redutos de tranquilidade: Cipó, Lavras Novas, Cocais, Caraça... E sabe o que eles levam? Churrasqueira, um lixo tremendo e um aparelho de som idiota que só toca... AXÉ!

Então, no Carnaval, só me resta ficar em casa, dormir mais que a cama e alugar um milhão de DVDs. E me empanturrar de pipoca e coca light. Porque nem a padaria abre em BH no carnaval. Aqui tudo morre no reinado de Momo. Acompanho também as notícias sobre os desfiles das escolas de samba do Rio. Não assisto aos desfiles porque eu não consigo ficar acordada. Mas torço fervorosamente pela Estação Primeira de Mangueira desde pequena. Não gosto de carnaval, mas gosto da verde e rosa.

Então, chegamos ao motivo de eu estar falando de Carnaval em época pré natalina: já estava desanimada porque o Ivo Meirelles estraga há alguns anos a bateria que já foi considerada Nota 10. Depois, fiquei triste com a notícia de que o Jamelão não vai gravar o samba-enredo esse ano em razão de sua saúde frágil. E o Jamelão é um dos motivos do meu amor pela Manga Rosa.

Agora, fico sabendo que a rainha da bateria da Mangueira do ano que vem é, ninguem mais, ninguém menos que... PRETA GIL! A traveca doida filha do ministro!

Desse jeito, não vou mais nem querer saber das escolas de samba do Rio. Vou virar Gaviões! É nóis na fita, mano!

(Não reclamem. Eu disse lá em cima que meu humor não estava dos melhores.)

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Ah! Não vou mais para São Paulo. Descobriram o motivo do post azedo?

quarta-feira, novembro 08, 2006

descanso...

Os últimos dias têm sido de muita correria: muito trabalho no escritório, um little help profissa que eu estou prestando ao Nelson, expediente de mãe abarrotado como sempre, Otto cheio de plantões de fim de semana... Então, tá! Cansei! Parei! Parei, não. Pararei. Para ser mais exata, pararei por cinco dias na semana que vem. Micro folga meio roubada. Vou emendar o feriado do dia 15. Forçando um pouco a barra, já que o feriado é na quarta.

Meu destino? Se tudo sair como se deve, passagens, dinheiro, escola do Rafa (se ele não tiver prova nessa data, né?): Mooca!

São Paulo, aí vou eu.

Dizem que está rolando a Bienal lá.

Randall, vou conhecer o Sebo do Bac!

Silvia, nosso chopp está combinado.

E Mari... ah! Mari, se você me der o bolo de novo, vou baixar em Santos para te dar o puxão de orelha pessoalmente.

terça-feira, outubro 31, 2006

Eu na telinha

Como o inusitado sempre me encontra, eis que ontem eu e o Otto participamos de um programa da Rede Minas, afiliada da TV Cultura, para falar sobre o Amor. O nosso Amor. Segundo o captador de entrevistados (nem sei se é esse o cargo do rapaz), a nossa história era o que o programa procurava, pelo simples fato de, por um tempo, a gente ter namorado à distância, ele em São Paulo, eu aqui.

Na sexta, o cara me ligou lá em casa, por indicação de um amigo nosso, que também é jornalista. Minha primeira reação foi aceitar o convite. Sou muito jeca e achei o máximo aparecer na TV. Ia ficar que nem o Bugu, falando: "Alô, Mamãe!".

Depois eu me lembrei que minha desenvoltura diante das câmeras é absolutamente nenhuma! E pensei em deixar o tal captador na mão. Eu travei até para gravar um depoimento na formatura do Rafa, paguei mico até no vídeo do meu casamento... imagina em um programa que passa para toda Minas Gerais (e alguns outros Estados do Brasil) E minha mãe ainda me recomendou, poucos minutos antes do tal programa começar: "tome cuidado com o que você fala, minha filha!". Bem, ela estava certa, eu normalmente falo muito mesmo...

Luzes acesas, falta um minuto para o programa. Câmera apontada para mim o tempo todo. Pronto! Foi o que bastou para eu travar geral. A mulher perguntava as coisas para mim e eu ficava lá, com aquela cada de "o quê?". Tá bom, não foi bem assim. Eu até dei umas respostas. E teve o Otto para me salvar algumas vezes.
Antes e depois da entrevista (que deve ter durado uns dois minutos) rolaram uns comentários de dois psicanalistas que lá estavam para falar de Amor. E esses dois falaram. Só detonaram o Amor. E eu me distraia, ficava lembrando das esquetes da Terça Insana e tinha vontade de rir. O Otto queria espirrar. Ah! E os botões da minha blusa abriram no ar por causa daquele maldito microfoninho que eles dão para a gente pendurar na roupa. Fiquei não sei quanto tempo com o meu sutiã aparecendo. Não era dos novinhos... A sorte é que, na hora, quem falava era um dos psicanalistas e nós só eramos filmados de longe. Acho que não foi dessa vez que BH conheceu meus peitos. Graças a Deus.

E para melhorar minha situação, tinha outro casal lá para ser entrevistado. A mulher, uma cabeleireira, tinha descoberto uma traição do marido e, com amor, eles conseguiram superar tudo. E a mulher deu show, foi de uma eloquência que eu fiquei até constrangida com o meu travamento. O marido ficou lá, com aquela cara de cachorro que peidou na igreja enquanto ela contava a tsunami que havia devastado sua vida e que, com que paciência e abdicação, ela conseguiu recolher dos destroços valores pelos quais lutar. Minha historinha ficou chué perto da dela, toda cheia de emoção, traições, reconciliações.

Bom... pelo menos, a chifruda não era eu!

segunda-feira, outubro 30, 2006

A quem interessar possa


Como todo dia tem alguém me perguntando se o Pedro nasceu, aí vai o boletim oficial:

Pedro chegou!

Nasceu no último dia 28, dia de São Judas Tadeu, Pedro Andrade Bruno Fernandes, filho de Cris, minha hermana, e Nicolas, o pai mais babão que eu conheço. O bebê nasceu com 3,545 kg e 50 cm, sob o signo de escorpião. Tem furinho no queixo e covinha no rosto. A cesariana foi realizada às 4:30 horas na Maternidade Santa Fé. Mãe e filho passam bem.

Se todas as previsões estiverem corretas, Pedro será atleticano (por influência maléfica dos pais), médico neurologista muito conceituado no Brasil e no exterior e poliglota. Morará um período na Alemanha, onde fará sua pós-graduação e conhecerá sua futura esposa, uma médica pediatra, com quem terá um casal de filhos. Salvará muitas vidas. Terá uma predileção por sua tia Ju, que será madrinha do seu primeiro filho. Será imensamente feliz.

Se todas as previsões acima estiverem erradas, e ele resolver torcer para o Flamengo (ueba!), ser jornalista, casar com uma dona-de-casa e ter cinco filhos, de uma eu tenho certeza: será imensamente feliz.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Sou Dinda!

Sempre achei muito brega uma criança chamar a madrinha de dinda. Até então, não havia nenhuma criança que me chamasse assim. Acho que, por isso - despeito! - "dinda" me soasse tão cafona.

Eis que, então, um casal de amigos nossos, Nelson e Lalá, nos convidaram (Otto também será Dindo) para batizar seu segundo filho, o Luiz. Para explicar a importância desses dois para mim, basta dizer que o Nelson é meu irmão nascido de pai e mãe diferente e a Lalá, além de minha "cunhada", me apresentou a ioga. É a minha anjinha.

E como eu sou uma dinda metida a besta, a história é mais bacana: a cerimônia não é católica, é indígena! Chama-se cerimônia das luzes. Não vai ser ministrada por um sacerdote, mas sim, por uma mestra de ioga! Eu sou uma madrinha-vagalume! Mais chique, impossível!

Eu sei que isso não é uma leitura interessante, mas registrei porque estou feliz!

Outras coisinhas que não interessam a ninguém e me fazem feliz:

Meu pai chegou ontem de seu tour Copenhagen-Edimburgo-Rochedale-Londres-Paris, do qual curou o fuso horário em Porto de Galinhas (se eu estou metida porque fui convidada para ser madrinha, imagine ele, que agora sabe que Champs-Elysées se lê chanselisê e passou seu aniversário de 59 anos no primeiro bistrô da França). Ainda não matamos a saudade como se deve, mas essa semana daremos conta do recado.

Meu sobrinho Pedro chegará brevemente. Talvez hoje, talvez amanhã, talvez dia 25...

O Rafa já está na 2ª série. E ainda nem fez as provas finais. Sou uma madrinha-vagalume e uma mãe-coruja.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Vou declarar

(Para quem não gosta de falar de política, até que eu ando bem tagarela no assunto, hein?)

Eu sei que meu voto no Lula contraria muitas pessoas, inclusive pessoas cuja opinião eu respeito e, às vezes, até acato.

Pois bem. Eu voto no Lula. Voto e sempre votei. Não digo que sempre votarei, pois quase mudei de opinião recentemente. Mas se a opção é PSDB e PFL se intitulando "por um Brasil decente"...

Vejam, ainda que eu não vote com a convicção de antigamente, meu voto ainda é firme. Voto e acredito. E não peço desculpas por isso.

Para explicar minhas razões, chupei um texto do blog do Frê, que por sua vez o chupou do blog da Luciana Worms, a quem cita por gosto. Não sabemos de quem é o texto. E a exemplo do Frê, cito que achei esse texto no blog dele apenas pelo prazer de dizer que ele é meu amigo. E cunhado. E o blog dele é excelente (www.fredfavacho.blog.uol.com.br). Mas vamos ao texto:

"Fred explica voto no Lula

Reproduzo a seguir texto que recebi da minha amiga Luciana Worms (o texto não é dela, mas como não sei a quem creditá-lo, cito-a porque sempre tenho gosto em dizê-la minha amiga).
"Ontem descobri porque voto no Lula. Voto nele como protesto. Protesto contra essa classe média e burguesia burra que fazem uma faculdadezinha de direito, de medicina, de engenharia ou de qualquer outra porcaria e querem ser chamados de doutores. Acreditam ser melhores que os outros por ganhar alguns salários mínimos a mais que a maioria, que morre à míngua. Acham que sabem falar um português castiço e, na realidade, não sabem praticamente nada a respeito de nosso idioma (não sabem pontuar uma frase e se consideram melhores que o presidente; não sabem escrever um texto concatenado e se consideram melhores que o presidente; se borram para falar em público e se consideram melhores que o presidente; não sabem nem para que e quando se usam esses pontos-e-vírgulas e hífens que estão nesse comentário, mas, ainda assim, se consideram melhores que o presidente).Pouco me importa quem é o infeliz autor do texto "Pérolas do Debate", gostaria que esse meu e-mail fizesse o caminho inverso ao que fez originalmente e também chegasse para esse pobre coitado. Pobre de espírito e coitado porque é muito triste não conseguir assumir que alguém que já foi operário, que tem um dedo a menos, que fala como o povo, que não é "doutor", pode ser melhor que a grande maioria dos mais abastados.Não consigo admitir que o preconceito seja o motivo para algumas pessoas não votarem no Lula. Admitiria, sim, alguém que, demonstrando algum sinal de inteligência, tentasse me convencer que a economia do país piorou, que a inflação não caiu, que as taxas de juros estão maiores que os 26% da era FHC, que as exportações não duplicaram, que temos hoje mais miseráveis. Mas sabem porque não me tentam convencer desses fatos? Porque, para a desgraça das aves de agouro burguesas, nenhum desses fatos ocorreu! A verdade, que está exposta para cortar a carne dos que se acham poderosos, é que em 4 anos o Lula fez mais do que o PSDB faria se ficasse mais 400 anos no governo.Fico indignado com as pessoas que dizem que bolsa-família, bolsa-escola, cotas nas universidades e outras ações sociais não deveriam existir. E o pior é que usam sempre a mesma frase idiota para justificar isso: "é preciso ensinar a pescar, em vez de dar o peixe de mão beijada". A propósito, será que aqueles que se consideram melhores que o presidente sabem por que escrevi "em vez de" e não "ao invés de"? O estranho é que sempre vemos os erros ou o desconhecimento dos outros em alguma questão, mas dificilmente enxergamos qualquer deficiência nossa. Mas voltando ao que a elite burra acredita desnecessário, o Brasil tem uma dívida imensa com os pobres e negros que ergueram a base da economia desse país. E não pensem que se eles não receberem algum tipo de auxílio terão condições de melhorarem de vida. Como sair da pobreza, da marginalidade, da indigência sem ter o que comer? Fácil falar para quem se farta à mesa com o que existe de melhor!Há ainda aqueles que dizem que com o bolsa-família os pobres ficam preguiçosos e se acomodam. É capaz que isso ocorra com alguns, pois nem todos encaram as oportunidades da mesma forma. Mas cortar esses benefícios por acreditar que isso ocorra é falar do assunto sem conhecimento de causa. Quantas oportunidades você recebeu na vida e não aproveitou? Esse mesmo tipo de gente que diz que os pobres se acomodam passou a vida inteira se acomodando com a riqueza dos pais, com a cola dos amigos na faculdade, com os favores de políticos, com subterfúgios para ser dispensado do serviço militar, etc.Desculpem-me, mas, se quiserem mandar e-mails para mim, que sejam menos discriminatórios. Caso contrário, receberão respostas como essa. Já estou enfastiado de engolir esse discurso prepotente de néscios e apedeutas. Prefiro os e-mails inteligentes, porque justicam alguma perda de tempo, aos preconceituosos, que me enojam (não é de Santo Agostinho, mas não tem problema, porque a maioria também não sabe quem ele foi)".

terça-feira, outubro 10, 2006

Eu não falo de política!

Não gosto muito de falar de política. Sempre tem alguém com opinião divergente da minha e aí... olha o pau! E de pelejas, bastam aquelas forenses que eu sou obrigada a encarar profissionalmente. Mas o cenário político atual merece registro:

Primeiro, o Estado de São Paulo deveria indenizar o resto do Brasil por ter eleito, além da canalha mensaleira toda, o Celso Russomano, o Justiceiro, o Maluf, o Injustiçado e a alegoria-mor: Clodovil. Esse não sabe nem o que faz um deputado. Por enquanto, meus amigos, por enquanto... Essas pessoas tão "probas, honestas, preparadas e merecedoras" dos votos de milhões de paulistas irão LEGISLAR! Criar leis que afetam a minha vida e que tive o cuidado de não votar em ladrão. Porra, quer fazer bobagem, votem neles para deputado estadual, para síndico do seu prédio, para prefeito da sua cidade. Mas não para deputado federal.

E o surrealismo da semana: tive que viver quase 33 anos para ver um petista chamar um tucano de "delegado de porta de cadeia" e o tucano se auto-denominar "instrumento do povo".

domingo, outubro 08, 2006

Terça insana na última sexta-feira

A gente fica acostumado àquele humor carioca, padrão Globo de porcaria... Uma mulher gostosa contando pra outra que a traiu com o marido e a outra fala que também pegou o marido da primeira e essa merda é piada. Ou então ficam com aqueles bordões ridículos e a acham que a gente vai rir. Nunca gostei, nunca ri e se ligar a TV em casa nesses horários é capaz do meu marido me abandonar. Morte ao Zorra Total.

Já o humor mineiro eu gosto. Nossos humoristas são aqueles contadores de "causos", que contam aquelas historinhas de matuto com sotaque do Jequitinhonha acompanhado de uma pinguinha no caneco esmaltado.

Mas me desculpem os fãs da Filó e do Nerso da Capitinga: humor é com os paulistanos.

A Terça Insana é excelente. Ri de me acabar. Fiquei com dor no rosto. Quero o DVD, quero a camiseta e quero morar em São Paulo. De preferência próximo ao Avenida Club.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Tirando satisfações

Amigos de São Paulo, por favor, expliquem-se:

PAULO MALUF? Deputado mais votado?

quarta-feira, setembro 27, 2006

Hattori Hanzo x Sabre de Luz


Achei minha comunidade no orkut:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2294218

Descrição:

"Pra vc que, após assistir Kill Bill e Star Wars, ficou com esta importante dúvida na cabeça! Vamos nos unir e debater sobre a questão!!!Sabre de Luz?Hattori Hanzo?Façam suas apostas!!!! "

Para falar a verdade, tem dias que eu gostaria de ter qualquer uma das duas e fazer rolar algumas cabeças. Acho que fico com o sabre. Apesar da Hattori ter mais estilo, ela faz uma sujeira danada. E eu gosto daquele sabre vermelho do Darth Vader. Combina com minhas roupas.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Eu vou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Essa é para matar a Denise de inveja:

Sempre tive vontade de ir aos espetáculos da "Terça Insana". Humor paulistano, cheio de ironia, inteligente e... com sotaque paulistano!! Mas o problema é que as apresentações eram em São Paulo.

Pois então...

Outubro 2006

"Embratel apresenta Terça Insana - Ventilador de Alegria
6, 7 e 8 de outubro
Horário:
sexta e sábado às 21h

domingo às 19h
Preço:
Sexta- Inteira R$50,00 Meia R$25,00Sábado e Domingo - Inteira R$60,00 Meia R$30,00Meia entrada válida para menores de 21 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteira estudantil.Formas de pagamento: Cartões de Crédito, Cartões de Débito e DinheiroPontos de Vendas:Bilheterias do Chevrolet Hall (de segunda à sábado de 12h às 20h, domingo e feriado de 14h às 20h)Ticketmaster: teleingressos -0300 789 6846 e pelo site
www.ticketmaster.com.br
Piso:
3º - Teatro Dom Silvério O Terça Insana volta à estrada com os melhores momentos do consagrado Projeto de Humor que há 5 anos lota as apresentações em São Paulo.O Terça Insana recebe diariamente muitas mensagens, só no site são 17 mil visitas, pedindo apresentações do espetáculo nos mais diversos lugares do Brasil. São pessoas que amam o projeto, acompanham tudo pela imprensa ou pelo nosso site, mas não podem vir até São Paulo, onde toda as terças-feiras eles se apresentam no Avenida Club.Atendendo a estes pedidos a produção do espetáculo, sua idealizadora e diretora Grace Gianoukas e Roberto Camargo, ator fundador do projeto, decidiram que está na hora de voltar para a estrada, antes mesmo de gravar o segundo DVD, que será o registro dessa nova turnê do Terça Insana.“TERÇA INSANA - VENTILADOR DE ALEGRIA” é o espetáculo desta nova turnê nacional. Serão apresentados uma coletânea das melhores criações exibidas no nosso palco de São Paulo, desde o final de 2004 até o inicio de 2006. Nele estarão reunidos novas cenas e personagens criados por atores que participam do elenco fixo desde a sua criação, Grace Gianoukas e Roberto Camargo, além de três novos talentos revelados no palco do Terça Insana: Marco Luque, Agnes Zuliani e Guilherme Uzeda.Tudo a com a mesma qualidade que sempre consagrou o projeto: humor inteligente, surpreendente e contemporâneo, sem deixar de ser popular.Classificação: 12 anosInformações: 3209-8989"


Aproveitando minha carteirinha de estudante, lá vou eu... poltronas G5 e G7 na apresentação da sexta-feira. Sexta insana.

quarta-feira, setembro 13, 2006

ARRRRREEEEE!!!!!

Ontem tive meu celular furtado ou perdido. Não sei quando ou como aconteceu. Sei apenas que foi entre o caminho da lanchonete onde eu fiquei fazendo hora com o Dedé para buscar o Rafa no taekondo e a chegada em casa, quando eu dei falta do bichinho. Voltei o caminho todo, paguei o mico de perguntar em cada lugar que fui se tinham achado um celular assim-assado... Nada. Perdido mesmo.

Tá, não era nenhum celular bala, era apenas o trivial simples: tocar, atender, número dos amigos, alguns até muito utilizados (e não decorados), rapid roll... Mas era novinho e era meu!!!

Mas eu dei bobeira. Não estava prestando a menor atenção. Junto com o celular, foram-se também cinco reais que estava no mesmo bolso. No caso, meus últimos cinco reais. Fizeram falta. O aparelho e o dinheiro.

Mas o que é mais irritante disso tudo é o atendimento da idiota do SAC da Telemig Celular:

(Voz fanhosa) - Telemig Celular Rosicreide. Boa noite. Em que posso ajudar?

- Boa noite, Rosicreide. Tive meu celular furtado e gostaria de saber qual o procedimento que devo adotar para bloquear o número.

- Com quem estou falando?

- Juliana A.B.F.

- Número com DDD, por favor.

- trololó, lo ló, lo ló

- Número do CPF do titular.

- Trololó.

- Por favor, aguarde um momento....

......

- Só mais um momentinho....

.....

....

- Mais um instante, por favor.

.....

......

.....

- Senhora Juliana, infelizmente nós não estamos podendo fazer nada. A senhora contratou um plano de 18 meses o mês passado. A telemig não está podendo lhe fornecer outro celular.

- Rosicreide, eu não perguntei isso. Eu perguntei o que deveria fazer, qual a atitude tomar nessas situações. Deve haver algo que eu possa fazer para continuar com o mesmo número.

- Senhora, eu já disse que nós não estamos podendo lhe fornecer outro aparelho...

(um pouco exasperada) - Querida, eu não perguntei nada sobre outro aparelho.

- Então, pois é, não nós não estamos...

(já um tanto irritada e interrompendo o gerundismo da idiota) - Amor, eu não solicitei um aparelho novo. Deixa eu te explicar.

- Me desculpe, senhora, realmente não há nada que eu possa estar fazendo.

(bem irritada) - Ô, minha filha, vê se fica quieta um instante e me escuta. Eu contratei um plano de 18 meses, o que quer dizer que eu não tenho como desistir do número, certo?

- Certo.

- Então, o que eu quero é saber qual o procedimento que eu adoto PARA MANTER O MESMO NÚMERO, em outro aparelho.

- Mas nós não estamos podendo lhe dar outro aparelho.

(p da vida) - Criatura, vê se escuta! Eu não lhe pedi outro aparelho. Eu vou comprar outro aparelho. Com o meu dinheiro. Se bem que você me aporrinhou tanto que deveria sair do seu salário. Se não tiver como manter esse número acho que vou ter que fazer reclamação no procon, na Justiça, na casa da sua mãe, no Vaticano... Então, por favor, me dê a informação que eu preciso. Por favor.

- O que a senhora está querendo, então?

(respira fundo. voz calma) - Eu quero saber o que fazer para não perder o número do celular, já que eu tenho que pagar por ele por 18 meses. Não vou ficar pagando dezoito meses por um celular que eu não estou utilizando, não é justo?

- Ah! Isso. Por que não disse logo. (nesse ponto dava para ouvir meus rosnados do outro lado da linha) É só bloquear, eu te dou uma senha e quando a senhora comprar outro aparelho e outro chip é só recadastrar o número. Ele fica à sua disposição. Eu vou estar fazendo isso para a senhora agora mesmo. Aguarde um momentinho.

.....

- Só mais um momentinho...

....

....

- Mais um pouquinho...

....

....

...

- Pronto. Seu aparelho está bloqueado pelo número de série. Ninguém pode habilitá-lo. Seu número agora está indisponível. Só a senhora pode utilizá-lo. Algo mais?

- Não, obrigada. Ou melhor, sim. Eu quero que você vá à merda por atender tão mal um usuário dessa bosta de operadora. Aliás, vá você, a bosta da Operadora e o filho da puta que ficou com o meu aparelho e que não conseguirá habilitá-lo.

É claro que esse finalzinho foi apenas imaginado. Meu mal é sofrer de Síndrome Silenciosa da Gentileza Respeitosa (S.S.G.R), donça já catalogada e descrita pela Jornalista e Médica Psiquiatra Sílvia Remaso (www.cambalhotas.blogspot.com). Mas escrever isso me desopilou o fígado... Arre! Estou precisando urgentemente de voltar a fazer ioga ou 1/4 de lexotan ou sair para tomar um chopp. Um não, três! Agora! Antes das dez da manhã!!!!

terça-feira, setembro 12, 2006

Sem título, só saudade

Ai, ai, ai,... meu bloguinho querido. Tão bonitinho, tão azulzinho e tão abandonadinho! Eu estava notando que minha vida internética anda mesmo em stand by. Tenho recebido vários recados dos amigos perguntando por que eu sumi... Como isso é triste não ter tempo pra fazer tudo o que a gente gosta...

Eu, que era meio avessa a computador, comecei a utilizá-lo não só para o trabalho, mas também para reencontrar amigos que eu não via há muitos anos. Foi pela internet que eu perdi a vergonha de escrever e entrei no mundo blogueiro, o que me possibilitou conhecer gente muito interessante.. E ultimamente, ando com essa parte da minha vida meio largada. Mal tenho tempo para ler e responder e-mails.

Ainda que não haja muita desculpa para a minha ausência, tenho estudado (menos do que gostaria, confesso) nesse tempo que tenho faltado aos meus compromissos virtuais. Quem sabe eu passe em um concurso gordo, comece a ter mais tempo para as atividades e pessoas que eu gosto.

Bem... declaro aqui minha saudade...

aos meus "dois dedins de prosa" diários com a Denise, Sandro e Silvia a quem considero tão amigos e presentes quanto aqueles que eu vejo diariamente

aos meus encontros virtuais sabatinos com Mari e Isis, onde sempre rola muita risada, saudade, algumas confissões de pecadinhos deliciosos e muita amizade

às minhas inspiradoras leituras dos blogs do Randall (esse escreve tão bem que me fez ficar muito crítica com tudo que ponho na tela), Isis, Rapha, Silvia (olhei hoje: você também não atualiza)

O que posso dizer mais? Tentarei ser mais assídua daqui por diante.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Interrompemos nossa transmissão...

Descobri uma nova diversão: assistir ao horário eleitoral gratuito. Se bem que não é qualquer horário eleitoral gratuito. Não tem a menor graça assistir à campanha presidencial, ou a de governador, de senador e deputados federais. Essas são muito produzidas, cheias de fru-frus, o Dominguinhos cantando, feitas por publicitários que cobram seu peso em ouro...

Eu gosto é da campanha para deputado estadual. De qualquer partido. Aquelas feitas no fundo do quintal do sujeito.

Deixando de lado a parte triste da coisa - muita gente despreparada concorrendo para um cargo de tamanha importância - o que se vê é uma sucessão de piadas. Parece coisa do Casseta & Planeta. Aliás, para quê Casseta & Planeta se os aspirantes a deputado, sobretudo aqueles de primeira viagem, são tão engraçados?

Começa pelos nomes. Eu não sei como é nos outros Estados, mas eu acho que os candidatos daqui pensam que Minas Gerais é uma roça de dez alqueires. Então, os candidatos se identificam simplesmente com os apelidos, sem mais informações. Carlin, por exemplo. Esse não diz nada, apenas que é o Carlin. Até onde eu saiba, Carlin é o marido da minha vizinha e ele, eventualmente, só é candidato a síndico do prédio. E não se parece em nada com o Carlin da TV.

E tem aqueles que dão mais informações: "Eu sou o Pinduca das "ambulanças". Quem vota em alguém que assim se identifica em tempos de sanguessugas e Planan?

Tem também a Gleida filha do Renatão. Essa é a única credencial que apresenta. Ser filha do Renatão. E roga por meu voto, por esse único motivo. O Renatão. Quem é Renatão? Sei não...

Mas tem um melhor, no quesito de apresentação curricular Não me lembro o nome do sujeito e isso pouco importa, já que ele não diz nada sobre a carreira, a vida, intenções como deputado, se eleito. Sua única plataforma política é sua mulher ser médica da Santa Casa. Isso mesmo. O moço vai lá, põe a cara na TV e diz: "eu sou o fulano de tal, minha mulher é médica da Santa Casa. Votem em mim".

Também acho muito sincero da parte de um outro candidato que informa:"eu e outros tantos jovens mineiros, queremos emprego. Por isso vote em mim". Eu também quero um emprego... de deputada estadual. Será que depois de eleito ( e empregado) ele vai arrumar uma boca na Assembléia para os "outros tanto jovens mineiros"?

Se eu fosse candidata qualquer coisa, eu não prometeria nada. Minha propaganda seria assim: Eu, com meu olhar mais grave para a câmera, dizendo: "Aposentados que enfrentam filas enormes para receber uma miséria de benefício, recém-formados desempregados, estudantes que querem uma universidade melhor, sem-terras, sem-tetos, sem-roupas, sem-nadas. Você, dona-de-casa. Você, pai de família. Vocês, blogueiros e leitores desse blog. É para vocês que eu falo. Conto com o seu voto." Viu? Falei pra uma pá de gente, não prometi nada e todo mundo já está querendo votar em mim.

Mas voltando a campanha eleitoral, o que vale ouro mesmo são os slogans de campanha.

Vai desde aquelas que aparecem em todas as campanhas, tais como "quem promete não cumpre", "Fulano de tal, quem conhece confia" (a cara do tal fulano de tal não é nada confiável, diga-se de passagem), até aqueles novos e inspirados slogans. Querem um exemplo?

O velhinho, bem caidinho mesmo, que aparece na TV, não diz seu nome, só o número e, na maior animação: "Deputado estadual 01010: Esse é o caraaaaaaaa!" Tem também o rapaz que informa unicamente que "tô aí, tô novo e tô animado!". Isso tanto vale para se eleger deputado, como para tentar arrumar uma "mina" hoje para noite. Tem também o que diz: "Sou incendiário e esbravejador" (que meda!)

Mas a melhor, a que ganha no quesito cara-de-pau é: "Tenha pena, vote na Lena!"

segunda-feira, agosto 14, 2006

Dia dos pais com um certo atraso

(Ficou meio pequeno. Creditem isso à minha ignorância internética. Mas dá pra ler. Se preferir, leia a tirinha no endereço http://www.calvinbr.hpg.ig.com.br/frame.htm)

E FELIZ DIA DOS PAIS!

Visitem

Até que eu consiga encontrar a Silvia pelos msn da vida (aliás, cadê você?) para que ela possa me dar uma mão nos links desse blog, resolvi fazer uma merecida propaganda aqui:

O blog se chama Fred Explica e o endereço é www.fredfavacho.blog.uol.com.br. Eu sei, eu sei, o Fred em questão é mesmo o meu cunhado. Pode parecer nepotismo mas não é. O blog dele é mesmo muito bom e vale uma visita e alguns comentários.

E assim que eu achar alguém mais esperto que eu nessas coisas de computador, o link estará ali do lado.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Sotaque

Li esse texto aí embaixo e descobri que, apesar de ter sido criada no Oeste Paulista e ter morado no Pará seis anos, eu sou definitivamente mineira. Ô sotaquinho que gruda, sô! Eu nunca consigo alguma coisa, eu "dou conta de". Eu sempre acho que quando a fila não anda ela "está agarrada". E no momento minha ocupação é "mexer" com o meu blog. O bom é saber que há pessoas que nos apreciam, como o Felipe Peixoto Braga Netto. Amei o texto e divido com meus amigos e amigas, principalmente, amigas mineiras. Aviso: é grande! Mas vale a pena.


Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?
Felipe Peixoto Braga Netto

Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos - oh sina - para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil.

Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral das sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que as montanhas, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras? É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso.

Um simples" mas" é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um "mas" nordestino, por exemplo. O sotaque das mineiras deveria ser >ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora?

Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.

Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é...

Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode >parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou?, dizem: "ôndôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.

Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido...

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sôo (leia-se: sai dessa, é fria, etc).

O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:

- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.

Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.

Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.

Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - Eu preciso de ir.

Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:

- Ah, mãe, eu preciso de ir?

No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!

Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: - Ai, gente, que dó.

É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras.Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado.

Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".

Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

Ouço a leitora chiar: - Capaz...Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu agora?

Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica:

- Ah, nem...>>O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...

Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto: - Você quer que eu "dou" um exemplo...

Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos mineiros de conjugação. as que são uma gracinha, ah isso lá são.

Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.

Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...

Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.

Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: - Ah, fui lá comprar umas coisas... - Que' s coisa? - ela retrucará.

Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.

Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará:

- Ele pôs a culpa "ni mim".

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos. já acostumados às ingênuas conjugações mineiras. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética. e diz tudo.

Até o tchau. em Minas. é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?

Deve haver, por certo, outras expressões... A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam... Exigência: ser mineira. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha... Tudo. Naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos mineiros, correr o risco de ser inexato, entendem?

sábado, agosto 05, 2006

Mau humor

Eu preciso de música boa quando dirijo para poder aguentar os motoristas mau humorados e mal educados de Belo Horizonte. E para isso, no carro têm vários CDs para não ter que arriscar a ouvir rádio e ter uma surpresa ruim, tal como ouvir Marina. Então, vocês podem imaginar a minha tristeza quando eu descobri que o Rafael enfiou no CD Player do carro um CD do Ira! em cima do CD do Queen e agora os dois estão lá entalados A tristeza maior é pelo CD do Queen. O Otto gravou, só músicas bacanas, de uns discos mais antigões... cada vez que eu penso que o CD está lá entalado, dá vontade de chorar). Tentei fazer uma operação arriscada e sacrificar o CD do Ira!, mas só consegui entalar mais os dois. O jeito, então, foi vir para a casa da minha mãe ouvindo rádio. Inconfidência FM, a brasileiríssima!

Eu gosto dessa rádio, toca música bacana, tem o programa do Tuti Maravilha que é bacaninha, tem a música do Milton Nascimento, Profissão de Fé, todos os dias às 18 horas, em substituição à manjada Ave Maria... mas hoje tocava Paulinho Pedra Azul, aquela musiquinha insuportável do bem-te-vi, bem-te-vi, andar por um jardim em flor... E para ficar melhor, Flávio Venturini tocando...Espanhola! E para minha alegria ser completa... 14 Bis. Nem sei porque eu deixei tanto tempo o rádio ligado. É a prova de que esperança é mesmo a última que morre. Quem sabe o Chico desse as caras...

Resultado: fiquei mau humorada e mal educada. E descobri a solução do trânsito de BH: abolir das rádios qualquer sombra de música mineira.

quinta-feira, julho 27, 2006

De Porto Alegre

Eu em Porto Alegre, Otto em Belo Horizonte, Rafael em Belém e André na Bahia... Nesse exato momento, a minha é a família mais esparramada pelo Brasil.

Hoje foi o dia da audiência. Pois bem... a testemunha não mora mais em Porto Alegre, mas sim, em São Caetano. Parece que esse processo ainda renderá um passeiozinho a São Paulo. Ueba!

Daqui há quatro dias, é o centenário do Mário Quintana. A cidade está tomada de coisas sobre ele. Prato cheio pra mim. Fui até o Centro Cultural que funciona no antigo Hotel Majestic, onde ele morava. Tem uma exposição funcionando ali, as paredes cobertas de poesias dele. Fiquei lá por horas, lendo tudo. Minha intenção era ter trazido o meu livrinho do Analista de Bagé para Porto Alegre, sentar em uma praça e ler o livro curtindo o sotaque. Já pensou, ler "oigalê, índio velho!", "índio bem loco" um segundo depois de ouvir de conversar com um gaúcho? Mas está chovendo um bocado e sentar em uma praça está fora de cogitação. Então, essa exposição foi uma alternativa bem bacana.

Comi o famoso cachorro-quente do Rosário (absolutamente absurdo de tão enorme) e já estou chamando padaria de panefício, menina de prenda. Hoje vou conhecer o famoso Galpão Crioulo e comer um verdadeiro churrasco gaúcho. Ai, eu morro de inveja de mim mesma!

terça-feira, julho 25, 2006

Vou pra Porto e, bah! Tri legal!

Adoro andar de avião. Eu vejo um avião decolar e fico aguada de vontade de estar dentro. Sinto uma emoção tão grande quando eu vejo a aeromoça fazer aquela mímica engraçadinha dos procedimentos de segurança que meus olhos se enchem de lágrimas. Gosto dos lanchinhos de avião. E gosto principalmente da rapidez do avião. Acho que essa minha fissura atávica por avião é coisa de quem só voou a primeira vez aos 11 anos e depois passou muitos anos viajando do Pará até Minas de carro lotado, com pai e mãe na frente e três crianças briguentas atrás se engalfinhando, 200 malas, lanchinhos para a viagem toda, um bule de café renovado em cada parada para o pai, único motorista, não dormir, pacotes e mais pacotes de biscoito de maisena, uns vinte litros de água, hotéis de beira de estrada, diarréia, comida ruim...

Não é que esse mês eu estou matando toda a minha vontade de voar? Fui a São Paulo no início do mês e amanhã...dois dias em PORTO ALEGRE!

Tudo bem que é a trabalho, mas eu não consigo imaginar uma cidade mais chique nesse Brasil inteiro. Já separei bota, casaco, cachecol... mas disseram que lá está quente agora. É bem capaz mesmo. Comigo é assim: quando eu vou para Porto Alegre, lá está quente. Mas acho que é mais chique passar calor em Porto Alegre do que em Belo Horizonte. Já tenho planos: vou voltar falando tri bom, chamando os meninos de guris, comendo o "s" nos fins das frases... Ah! E se tudo der certo, mando buscar o Otto e os guris e fico por lá mesmo. Deu pra ti?

sexta-feira, julho 21, 2006

Sem filhos

Meu filho mais velho está em Belém, o meu mais novo está na Bahia... E como serei só eu e meu nego por uma semana e meia, preciso de sugestões: quais são os lugares em BH em que NÃO É PERMITIDA A ENTRADA DE CRIANÇAS? Nem em foto!!! É lá que eu vou.

terça-feira, julho 18, 2006

...mas os meus cabelos...

Desde já, advirto aos leitores homens que esse post será considerado por vocês fútil! É só uma mais uma das historinhas que povoam o universo feminino: a nossa preocupação desmedida com os cabelos. Se quiserem, podem parar a leitura agora e eu não ficarei ofendida. Se quiserem continuar, obrigada! E sejam pacientes!

Tudo começou com uma inocente escova de cabelos. Não a escova de escovar cabelos, mas o penteado. Feito pela minha mãe para quebrar meu galho que não tive tempo de ir ao salão. O cabelo andava muito alvoroçado (um eufemismo para algo com o aspecto de ninho de pardal). Lá estava eu sendo bem tratada por minha mãe, aproveitando o ventinho quente do secador no cabelo, o cafuné da escova, quase dormindo, quando, sem qualquer preparação psicológica, sou informada da existência de dois fios brancos. Não, não eram fios pequenos e nem estavam escondidos no meio da cabeleira. Eram enormes e estavam ali, bem por cima de tudo, na parte de trás do cabelo, onde eu não consigo enxergar e tomar uma atitude mais efetiva antes que as pessoas vejam. Meus dois primeiros fios brancos.

Ao contrário do que eu sempre imaginei, minha reação foi de muita tristeza. Sinceramente, me estragou o dia. Eu sempre me achei desencanada dessas coisas de vaidade, fiquei mesmo arrasada com a notícia. Essas coisas fazem a gente pensar na vida. O tempo passa, a gente envelhece, o cabelo fica branco, o peito cai... vamos parar por aqui senão eu começo a chorar. É claro que os malsinados fios foram devidamente estirpados, com toda a raiva possível.

Nem me venham com aquele papo para consolar a velhinha aqui de que você tem cabelos brancos desde os dezoito anos. Ter fios brancos desde a adolescência não é sinal de envelhecimento, é apenas uma característica genética. O sofrido é encontrar fios brancos no cabelo quando o colágeno do seu rosto começa a te deixar na mão e você está, seriamente, pensando em gastar uma pequena fortuna de três dígitos em um creme que vem em um pote minúsculo para passar no rosto e retardar o envelhecimento. Ô expressão que eu odeio: "retardar o envelhecimento". Quer dizer, correr enquanto tem pernas. Daqui a pouco elas falham e ele te encontra.

Me senti a Madame Min. Cabelos completamente caóticos (até então o caos do meu cabelo nunca tinha me incomodado) e... BRANCOS? Never! Jamais! Nunca! Era hora de tomar uma atitude de mulher. Pintar os cabelos? Não. Só dois fios não justifica tinta. Enquanto der, vamos arrancando um a um os que aparecerem. Então, o que fazer para não se transformar definitivamente na Madame Min. Ou pior: na Maria Bethânia?

Tomei uma atitude de mulherzinha (ando fazendo muito isso ultimamente!). Fui ao salão e fiz uma tal de escova de chocolate. Segundo a cabeleireira, é um tipo de escova progressiva que não deixa os cabelos muito lisos (gosto de um certo caos nos meus cachos), agride menos os fios, blá blá blá. E como toda frescura nova, cara pra burro.

Saí do salão com os cabelos escorridos, tipo chapinha, parecendo a Maga Patalógica e morrendo de medo de ficar assim pra sempre. Se bem que até que a evolução foi positiva. A Maga Patalógica sempre foi mais bonitinha que a Madame Min... menos desgrenhada. A cabeleireira ainda me fez a recomendação de não lavar os cabelos no período de três dias. O QUÊ? TRÊS DIAS? Mas meus cabelos são oleosos... Três dias sem lavar o cabelo e eu serei o Cláudio Venturini. Tudo bem ser bruxa, mas bruxa de cabelo ensebado é fim de jogo no Canindé.

Bem... o fim da história não é trágico. Os três dias se passaram, eu realmente fiquei parecendo o Cláudio Venturini e morri de medo de ficar assim para sempre. Mas lavei meus cabelos e eles ficaram lindos e soltos como os da Samantha, a feiticeira. Agora só falta treinar mais a minha mexida de nariz.

quinta-feira, julho 13, 2006

Para viver um grande amor

Eu ia escrever sobre as miudezas da vida, mas essas ficam para amanhã. Hoje é dia de comemorar. São 10 anos de amor. Amor pré-adolescente... O amor da minha vida. A minha melhor história. E se eu voltasse no tempo 10 mil vezes eu optaria por viver de novo esses 10 anos. 10 mil vezes.

Desculpem a pieguice, mas esse post é romântico e tem endereço certo. E como eu não consigo ser romântica sem ser piegas, tomo, de novo, emprestadas as palavras do Vinícius. Só para você, meu nego!

Soneto do amor total
Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

quinta-feira, junho 22, 2006

O rebanho invade BH


Essa é a frase que estava em vários placas e relógios espalhados pela cidade. É a Cow Parade chegando a BH, as tais vaquinhas customizadas (assim denominadas pela Silvia). A publicidade em torno desse evento é impressionante.

Dizem que essa história de vaquinhas nasceu na Suiça, em 1998. Mas eu vos digo: a tal da cow parade nasceu aqui mesmo em BH, com a vaquinha que está na Rua Leopoldina desde que eu me entendo por gente. Até a idéia de pintar as vacas veio dali. Quem não se lembra dela pintada de zebra, azul, rosa com bolinhas amarelas, ...?

Pois bem. As vaquinhas do evento oficial ficarão expostas pela cidade por mais de um mês e, no final, haverá um grande leilão das vacas, com a renda revertida para o Servas. O impressinante mesmo é que já tem gente querendo levar um desses trambolhos pra casa. E, muito provavelmente, pagarão uma nota por isso.

Eu fico imaginando:

- Mulher, arrematei uma vaca!
- Ué, desde quando você negocia gado? Você não entende dessas coisas e tirou o dinheiro da poupança para comprar uma vaca?
- Não, amor, não é vaca de verdade. Você tem cada uma... É uma daquelas vaquinhas pintadas que estão pela cidade. Você lembra que você tinha achado elas bonitinhas?
- Achei bonitinha lá na praça. Porra, mas o que a gente vai fazer com isso? Isso não cabe dentro do apartamento.
- Cabe na sala, amor. As crianças podem subir na vaca para brincar... Ela pode ficar aqui, ó,... esse espaço aqui entre o sofá e o corredor cabe certinho.
- E como a gente passa para o outro lado?
- Por baixo das pernas, meu bem. Olha, dá certinho. E é coisa de caridade. Foi super barato. A grana que tinha na poupança deu certinho. Não fiquei devendo nada. E tem o galo, né? Você sabe que eu coleciono tudo sobre o galo. GALO DOIDO! GALO DOIDO!
- Você tirou dinheiro da poupança pra comprar uma vaca SÓ porque ela tem o símbolo do galo pintado? Ai... a minha viagem para Guarapari... Todo mundo de BH vai pra lá em dezembro, a praia lotada, e eu aqui... com essa vaca!
- Meu amor, foi pela caridade, pela caridade. Mas agora desce comigo lá na portaria que eles acabaram de entregar a vaca e aquele idiota cruzeirense do síndico disse que não quer aquele elefante branco atrapalhando a passagem na portaria do prédio. Que imbecil!. Não é nem elefante, nem branco. É uma vaca alvinegra. GALO DOIDO! GALO DOIDO!
- A GENTE VAI TER QUE CARREGAR ESSA MERDA AQUI PRA CIMA? MAS A GENTE MORA NO QUARTO ANDAR DE UM PRÉDIO SEM ELEVADOR!!!!!!

quarta-feira, junho 14, 2006

1 x 0... contra quem?

Eu tinha comentado com a Isis que ainda não tinha caído minha ficha de que nós estamos disputando uma Copa do Mundo. Dias normais, trabalho normal... até cogitei em ficar no escritório e adiantar meus prazos no horário do jogo.

Mas como eu sou doida, não jogo pedra em santo e adoro uma farrinha regada a cerveja, uma hora antes da partida eu já estava no Bar Dududu, com minha recém-comprada camiseta do Brasil, adquirida bem de última hora.

Ontem, depois daquele mirrado 1 x 0 contra a Croácia, eu que não estava muito ligando pra Copa, virei torcedora das mais fanáticas. Recitei mantras para todas as deidades védicas que eu conheço, rezei para Santo Antônio, o santo do dia, comecei uma novena perpétua de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e, como eu não sei fazer despacho em encruzilhadas, cantei todas as músicas macumbeiras do Vinícius e da Clementina de Jesus, à guiza de mandinga. E isso tudo só para conseguir um placar menos apertado nos próximos jogos... Austrália e Japão!

Imagina quando começarmos a disputar com seleções de verdade? Vou começar a frequentar um terreiro com urgência!

Epa rei, meu guia!

quinta-feira, junho 01, 2006

Salada de frutas


Minha vizinha preferida está desempregada há 4 anos. Depois de passar um sufoco e o marido quase perder o emprego também, começou a vender cosméticos de revista. Fez aquela propaganda "janela-a-janela" e eu fiquei de dar uma olhada em alguma coisa. É sempre uma boa opção de presente: um óleo de amêndoa para a mãe, um creminho para a irmã grávida, um shampoo para o filho pequeno da amiga... Praticidade: uma loja na porta ao lado.

Para mim, nada. Afinal, eu sou básica. Cosméticos, para mim, são shampu, condicionador, sabonete, desodorante e pasta de dentes. Todos colocados no carrinho do supermercado. Sem fru-frus. Tudo bem, tudo bem, um batonzinho de vez em quando para não ficar muito pálida.

Mas, apesar de toda minha praticidade, eu ainda sou mulherzinha (a Isis vai gostar dessa) e sucumbo a certas tentações femininas: curiosidade e prazo para pagar.

Assim sendo, fui dar uma espiadinha no que havia de novidade no mundo das futilidades e sai com uma caixa de sabonetes com aroma de limão. Tive a minha primeira grande surpresa com a indústria dos cosméticos: meu marido A-DO-ROU o cheiro, ficou todo animadinho e o tal sabonete rendeu vários momentos agradáveis. Nunca imaginei que algo tão singelo como o cheirinho da mousse que minha mãe faz de sobremesa pudesse ter um efeito tããão legal. Nem preciso dizer que o tal sabonete de limão entrou definitivamente para a lista básica de cosméticos aqui de casa.

Por causa disso e do tal pré-datado, ousei. Comprei um hidratante com o mesmo cheiro de limão. Se o sabonete fez sucesso, o hidratante então... entrou pra lista também.

Aí, papo de janela, minha vizinha falou para eu experimentar um creme esfoliante fantástico para os pés de castanha. Estava de bom preço, eu estava mesmo precisando de alguma coisa assim... comprei. E usei. Mais um campeão de bilheteria.

Já tinha comprado o sabonete, o hidratante e o esfoliante para os pés, resolvi folhear a tal revista dos cosméticos para saber o que as mulheres andam usando por aí. Foi quando me deparei com a linha de maracujá. Dei um pré datadão e pirei: comprei tudo. Sabonete em creme, óleo trifásico e um outro creminho que eu nem sei qual a finalidade. Fiquei cheirando igual a uma salada de frutas. Mas a pele está macia, brilhante. E meu nego agradou. E com essa dieta frugal, já emagreceu alguns quilos.

Agora estou para cometer a maior frescura da minha vida de mulherzinha: perfume de pitanga! Mas tenho uma certa preocupação. Será que dá para voltar a trás depois depois que eu acrescentar pitanga ao cardápio?