Antigamente o orkut servia:
Para encontrar amigo das antigas;
Para entrar em um monte de comunidade e mostrar ao mundo que gosta do Paulo Coelho e do Zezé de Camargo, que come jiló na janta, que é pé-de-cana, que odeia a cor azul e que estoura plástico-bolha;
Para fuçar na página de seu (sua) amado(a) e passar raiva porque ele(a) recebeu um recadinho de um ex caso que não vê há três séculos e meio;
Para entrar na página do ex caso do seu amor e ver se ele respondeu ao recadinho do coração;
Para escrever um recadinho besta e atormentar seus 877 amigos (quem tem tanto amigo assim?), mandando eles clicarem no peixinho/gatinho/coraçãozinho e afins;
Para lembrar dos aniversários daquelas pessoas que você não vê há um século e não lembraria nem mesmo se convivesse com elas;
Para colocar fotos de duzentos anos atrás falando que foi tirada semana passada e fazer com que as pessoas que não te vêem mais pensem que você não mudou nada;
Para ixkrever axim.
Agora, o orkut, além dessas mil e uma utilidades, tem ainda um serviço público fantástico prestado com excelência pelos Links Patrocinados do Orkut: a sacanagem virtual!
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Não, eu não cheguei a clicar em nenhum dos links www.voufodercomoseupc.com . Eu gosto até gosto de sacanagem... Mas prezo muito meu pc e não clico em qualquer meleca que me mandem pelo orkut, principalmente se vem de quem eu não conheço. Aliás, não aconselho que ninguém o faça. Mas acho que se a gente clicar rola um surubão. Surubão de vírus detonando seu HD.
(minha mãe vai detestar esse post!)
segunda-feira, dezembro 04, 2006
sábado, dezembro 02, 2006
Meus três amores
Eu sou fiel aos meus amores. A todos eles. E amo com constância. Amo para sempre.
Dentre os meus amores platônicos destacam-se três: Ariano Suassuna, Henfil e Chico Buarque.
Já declarei publicamente todo o meu amor ao Ariano quando ele esteve aqui dando uma palestra. Cheguei a pedir autógrafo. É o escritor que mais se repete na minha estante. É meu guru, meu santinho padroeiro, um homem iluminado e cheio de sabedoria, inteligência, humor e talento literário. Quando eu tiver um altar aqui em casa, terá as imagens de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Ganesha e Ariano Suassuna. E eu vou acender sempre velas para ele. É um amor mais recente, confesso. Tem menos de uma década que eu me apaixonei. Mas é daqueles para a vida toda.
Minha paixão pelo Henfil é um pouco mais antiga: vem da adolescência. Comecei a amá-lo não através de suas historinhas, o que seria o caminho mais óbvio, mas através de seu Diário de um Cucaracha que tinha lá em casa, esquecido no meio de outros livros da minha mãe. O engraçado é que eu sempre fugi desse livro por causa da foto da barata nojenta na capa. Depois disso, calhou de cair em minhas mãos umas vinte revistas do Fradim. Li todas vorazmente e quase morri de amor. Bem.. tem ainda a parte física. O Henfil era meu tipo de homem: gordinho, barbudo, dentes belíssimos, sorrisão, inteligente até não poder mais... lembra alguém? Fiquei viúva dele logo depois de me apaixonar perdidamente, veja que tragédia...
Mas meu amor mais antigo é o Chico. Comecei a amá-lo com uns cinco ou seis anos, no dia em que arrebentei meu dedo na calçada de frente à minha casa, em Santo Anastácio. Enquanto minha mãe fazia curativo no meu dedo, tocava na vitrola Geni e o Zepelim. Não sei se entendia direito a letra da música (certamente que não!), mas achava muito bacana alguém dizer bosta. Nem sei se havia mesmo a palavra bosta na versão que tocava na vitrola, mas meu pai sempre falava bosta no lugar certo da letra. Meu amor não diminuiu nem mesmo quando ele fez a heresia de gravar Minha História com os filhos de francisco. Meu amor é tão grande que perdoa até esse deslize.
Bem...do dia 07 ao dia 11 de dezembro, meu amor platônico mais antigo estará na mesma cidade que eu. E eu não tenho um ingresso para vê-lo. Só me resta olhar seus olhinhos caídos no cartaz cada vez que eu passo em frente ao Palácio das Artes e imaginar a maravilha que será o show que alguns privilegiados que tiveram, além dos cem reais do ingresso, disposição e disponibilidade para ficar na fila, com o sol rachando a cuca . E amá-lo até o fim dos meus dias.
(não pensem vocês que o Otto sentirá ciúmes dessas declaração de amor. Além de admirar todos os meus amores, ele também ama platonicamente: Elis, Cássia Eller e Clementina. Ah! E a Luma de Oliveira)
Dentre os meus amores platônicos destacam-se três: Ariano Suassuna, Henfil e Chico Buarque.
Já declarei publicamente todo o meu amor ao Ariano quando ele esteve aqui dando uma palestra. Cheguei a pedir autógrafo. É o escritor que mais se repete na minha estante. É meu guru, meu santinho padroeiro, um homem iluminado e cheio de sabedoria, inteligência, humor e talento literário. Quando eu tiver um altar aqui em casa, terá as imagens de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Ganesha e Ariano Suassuna. E eu vou acender sempre velas para ele. É um amor mais recente, confesso. Tem menos de uma década que eu me apaixonei. Mas é daqueles para a vida toda.
Minha paixão pelo Henfil é um pouco mais antiga: vem da adolescência. Comecei a amá-lo não através de suas historinhas, o que seria o caminho mais óbvio, mas através de seu Diário de um Cucaracha que tinha lá em casa, esquecido no meio de outros livros da minha mãe. O engraçado é que eu sempre fugi desse livro por causa da foto da barata nojenta na capa. Depois disso, calhou de cair em minhas mãos umas vinte revistas do Fradim. Li todas vorazmente e quase morri de amor. Bem.. tem ainda a parte física. O Henfil era meu tipo de homem: gordinho, barbudo, dentes belíssimos, sorrisão, inteligente até não poder mais... lembra alguém? Fiquei viúva dele logo depois de me apaixonar perdidamente, veja que tragédia...
Mas meu amor mais antigo é o Chico. Comecei a amá-lo com uns cinco ou seis anos, no dia em que arrebentei meu dedo na calçada de frente à minha casa, em Santo Anastácio. Enquanto minha mãe fazia curativo no meu dedo, tocava na vitrola Geni e o Zepelim. Não sei se entendia direito a letra da música (certamente que não!), mas achava muito bacana alguém dizer bosta. Nem sei se havia mesmo a palavra bosta na versão que tocava na vitrola, mas meu pai sempre falava bosta no lugar certo da letra. Meu amor não diminuiu nem mesmo quando ele fez a heresia de gravar Minha História com os filhos de francisco. Meu amor é tão grande que perdoa até esse deslize.
Bem...do dia 07 ao dia 11 de dezembro, meu amor platônico mais antigo estará na mesma cidade que eu. E eu não tenho um ingresso para vê-lo. Só me resta olhar seus olhinhos caídos no cartaz cada vez que eu passo em frente ao Palácio das Artes e imaginar a maravilha que será o show que alguns privilegiados que tiveram, além dos cem reais do ingresso, disposição e disponibilidade para ficar na fila, com o sol rachando a cuca . E amá-lo até o fim dos meus dias.
(não pensem vocês que o Otto sentirá ciúmes dessas declaração de amor. Além de admirar todos os meus amores, ele também ama platonicamente: Elis, Cássia Eller e Clementina. Ah! E a Luma de Oliveira)
quinta-feira, novembro 30, 2006
Daqui a uma semana melhora
Segundo a Isis, o mês que antecede ao nosso aniversário coincide com o nosso inferno astral. Assim, não deveríamos nem sair da cama nesses dias.
Eu, que não acredito nessas coisas astrais, sempre passei incólume por esse período dito maldito.
Pois bem. O tal inferno e seus capetinhas me encontraram hoje, uma semana exata antes da data fatídica em que completarei trinta e três anos.
Não sei se é essa chuva que não pára, não sei se é mesmo o tal período, não sei se são as pequenas cacas profissionais que aconteceram hoje, não sei se foi o fato de minhas lentes de contato terem acabado e eu estar de óculos... só sei que eu, normalmente otimista (sagitariana, claro!, se bem que eu não acredito nisso, lembrem-se...), hoje estou mais fatalista do que aquela hiena oh, dia! oh, azar!.
Então, para me animar um pouquinho, acendi um incenso para Ganesha - o que é duplamente útil, já que ajuda a superar obstáculos e, ao mesmo tempo, disfarça esse cheiro de coisas úmidas que a chuva não deixa ir embora -, fiz um bolo de banana e resolvi fazer minha lista de presentes. Se alguém se habilitar...
- Uma carona de ida e volta para o Cipó ou Lavras Novas ou Macacos;
- Uma indicação de um bom mecânico para que eu possa consertar o carro decentemente e não precise da carona;
- Um regime que funcione de verdade;
Eu, que não acredito nessas coisas astrais, sempre passei incólume por esse período dito maldito.
Pois bem. O tal inferno e seus capetinhas me encontraram hoje, uma semana exata antes da data fatídica em que completarei trinta e três anos.
Não sei se é essa chuva que não pára, não sei se é mesmo o tal período, não sei se são as pequenas cacas profissionais que aconteceram hoje, não sei se foi o fato de minhas lentes de contato terem acabado e eu estar de óculos... só sei que eu, normalmente otimista (sagitariana, claro!, se bem que eu não acredito nisso, lembrem-se...), hoje estou mais fatalista do que aquela hiena oh, dia! oh, azar!.
Então, para me animar um pouquinho, acendi um incenso para Ganesha - o que é duplamente útil, já que ajuda a superar obstáculos e, ao mesmo tempo, disfarça esse cheiro de coisas úmidas que a chuva não deixa ir embora -, fiz um bolo de banana e resolvi fazer minha lista de presentes. Se alguém se habilitar...
- Uma carona de ida e volta para o Cipó ou Lavras Novas ou Macacos;
- Uma indicação de um bom mecânico para que eu possa consertar o carro decentemente e não precise da carona;
- Um regime que funcione de verdade;
- Um dia ensolarado;
- Um guarda-chuva enorme, daqueles que dá para morar em baixo (teria sido muito útil hoje na hora que eu estava pegando ônibus para vir para casa);
- Galochas;
- Um ingresso para o show do Chico (obviamente esgotado após meio dia de venda);
- Um pastel de angu de umbigo de banana e uma Stela Artois lá no Galináceo. E um espetinho de lula.
Ainda bem que em uma semana exata, isso passa.
sábado, novembro 25, 2006
Apresento-lhes o Dedé
A culpa é do Otto que, além de colecionar e devorar as revistas do Calvin, aplicou Calvin na minha veia e fez com que eu tivesse um desejo inconsciente de ter um filho com as mesmas características do menininho do tigre.
Aí, veio o Dedé e sua imaginação calvinesca.
Dia desses, quando eu fui acordá-lo para ir à aula. Antes mesmo de abrir o olho, disse, fazendo voz de robô:
- Eu sou um brinquedo!
- Então, levanta da cama, brinquedo!
- Não posso... Eu sou um brinquedo quebrado.
E levou essa história de brinquedo tão a sério que só fazia determinadas coisas - tomar banho, escovar dentes, ir para a cama - se puxássemos a cordinha em suas costas. Sim, porque se o Calvin fosse um brinquedo, ele certamente seria de corda e não de pilha.
No início desta semana, o Dedé teve uma gastroenterite meio braba que nos fez baixar no Felício Rocho para que ele tomasse soro e plasil na veia. Antes de sermos liberados, a médica recomendou que ele fizesse uma dieta branda, comendo pequenas em porções, até que se reestabelecesse por completo.
Já completamente curado, o moleque (que não é muito fã de almoços e jantares, just like Calvin), me sai com uma dessas:
- Eu não posso comer essa comida. A médica mandou que eu não comesse tudo!

Se alguém aparecer aqui em casa com um tigre de pelúcia, eu ataco a vassouradas. E não estranharei nada se a comida começar pular do prato para atacá-lo.
Aí, veio o Dedé e sua imaginação calvinesca.
Dia desses, quando eu fui acordá-lo para ir à aula. Antes mesmo de abrir o olho, disse, fazendo voz de robô:
- Eu sou um brinquedo!
- Então, levanta da cama, brinquedo!
- Não posso... Eu sou um brinquedo quebrado.
E levou essa história de brinquedo tão a sério que só fazia determinadas coisas - tomar banho, escovar dentes, ir para a cama - se puxássemos a cordinha em suas costas. Sim, porque se o Calvin fosse um brinquedo, ele certamente seria de corda e não de pilha.
No início desta semana, o Dedé teve uma gastroenterite meio braba que nos fez baixar no Felício Rocho para que ele tomasse soro e plasil na veia. Antes de sermos liberados, a médica recomendou que ele fizesse uma dieta branda, comendo pequenas em porções, até que se reestabelecesse por completo.
Já completamente curado, o moleque (que não é muito fã de almoços e jantares, just like Calvin), me sai com uma dessas:
- Eu não posso comer essa comida. A médica mandou que eu não comesse tudo!

Se alguém aparecer aqui em casa com um tigre de pelúcia, eu ataco a vassouradas. E não estranharei nada se a comida começar pular do prato para atacá-lo.
sexta-feira, novembro 24, 2006
Vira o disco
Não sei porque essas coisas acontecem, menos ainda porque acontecem COMIGO, mas por três vezes, essa semana, quando eu me apresentei alguém cantou:
"A Juliana não quer sambar, samba, Juliana, samba, Juliana".
Se você não conhece essa pérola do cancioneiro (e por esse motivo, eu te admiro muitíssimo), isso é um híbrido de axé com pagode (iééééca!), cantada (?) por meia dúzia de retardados que se auto-intitulam conjunto musical e que alguma aberração bunduda fica chacoalhando quando toca.
Sempre respondo com um sorriso amarelo e tento ignorar o mal estar que associar meu nome com essa música me dá.
Minha irritação maior é porque essa bosta de música me atormentou alguns anos atrás. Tinha uma rádio que falava para as julianas ligarem e concorrerem a prêmios. Sempre tinha alguém que ouvia essa porcaria de rádio e falava para eu ligar. Os prêmios eram, muito provavelmente, tão infames quanto essa porcaria de música.
Da última vez que cantaram isso para mim, fechei a cara e falei, com todas as letras, que eu não gostava daquela música.
Mas minha vontade era dizer: "Se é para ser uma Juliana de música, que eu seja, então, a Juliana vagabunda e deliciosa que estava na roda com João com uma rosa e um sorvete na mão. E fez o José perder a cabeça de tanto ciúme e assassinar o João com uma facada." Dramático. Meio nelsonrodriguiano. Definitivamente, muito mais charmoso.
Muito melhor que ser um arremedo de Carla Peres com uma bunda gigante e ficar "samba, Juliana, samba, Juliana" para ver se o cérebro pega no tranco.
Tudo bem. Posso ser também a Juliana da música do Wander Wildner que a Silvia mandou para mim...
"A Juliana não quer sambar, samba, Juliana, samba, Juliana".
Se você não conhece essa pérola do cancioneiro (e por esse motivo, eu te admiro muitíssimo), isso é um híbrido de axé com pagode (iééééca!), cantada (?) por meia dúzia de retardados que se auto-intitulam conjunto musical e que alguma aberração bunduda fica chacoalhando quando toca.
Sempre respondo com um sorriso amarelo e tento ignorar o mal estar que associar meu nome com essa música me dá.
Minha irritação maior é porque essa bosta de música me atormentou alguns anos atrás. Tinha uma rádio que falava para as julianas ligarem e concorrerem a prêmios. Sempre tinha alguém que ouvia essa porcaria de rádio e falava para eu ligar. Os prêmios eram, muito provavelmente, tão infames quanto essa porcaria de música.
Da última vez que cantaram isso para mim, fechei a cara e falei, com todas as letras, que eu não gostava daquela música.
Mas minha vontade era dizer: "Se é para ser uma Juliana de música, que eu seja, então, a Juliana vagabunda e deliciosa que estava na roda com João com uma rosa e um sorvete na mão. E fez o José perder a cabeça de tanto ciúme e assassinar o João com uma facada." Dramático. Meio nelsonrodriguiano. Definitivamente, muito mais charmoso.
Muito melhor que ser um arremedo de Carla Peres com uma bunda gigante e ficar "samba, Juliana, samba, Juliana" para ver se o cérebro pega no tranco.
Tudo bem. Posso ser também a Juliana da música do Wander Wildner que a Silvia mandou para mim...
quinta-feira, novembro 09, 2006
Fala, Mangueira!
Vou começar falando do que eu não gosto. É para destilar mau humor mesmo.
Não gosto de Carnaval. É um inferno: não dá nem para aproveitar o feriado, viajar para um lugarzinho tranquilo... Lugar tranquilo não há! Todo lugar está cheio. Se é praia, tem aqueles irritantes trios elétricos, abadás, axé, gente suada. Acho o cúmulo alguém se meter no meio daquela doideira só para ficar meio surdo de música ruim, totalmente bêbado de cerveja quente, perder as unhas dos pés de tanto pisão que toma e mijar nas calças por falta de banheiro. E eu não gosto de Chiclete, Ivete, Daniela, sotaque soteropolitano, ACM e quetais... Outro dia, ouvindo conversa alheia na fila do banco, a garota falou que ia passar carnaval do ano que vem em uma praia do Espírito Santo e já tinha pago muitas centenas de reais para ver o Jamil. "Você não está entendendo: Jamil vai estar lá! Estou gastando uma grana com isso, mas vale a pena" Quem é Jamil? Isso lá é nome de bahiano? Não sei quem é e de preferência, quero morrer sem saber. Deve ser um bahiano feio, que usa lenço na cabeça, pula em cima de um trio elétrico, cantando uma letra genial do tipo: "Fazê fazê fazê, amô amô amô. Amô amô amô, fazê fazê fazê".Não pago nem um real para ir para o Espírito Santo. Com o Jamil lá, então, aí é que não vou mesmo.
Carnaval no mato, então, é impossível! Quem não conseguiu ir para praia resolve invadir meus redutos de tranquilidade: Cipó, Lavras Novas, Cocais, Caraça... E sabe o que eles levam? Churrasqueira, um lixo tremendo e um aparelho de som idiota que só toca... AXÉ!
Então, no Carnaval, só me resta ficar em casa, dormir mais que a cama e alugar um milhão de DVDs. E me empanturrar de pipoca e coca light. Porque nem a padaria abre em BH no carnaval. Aqui tudo morre no reinado de Momo. Acompanho também as notícias sobre os desfiles das escolas de samba do Rio. Não assisto aos desfiles porque eu não consigo ficar acordada. Mas torço fervorosamente pela Estação Primeira de Mangueira desde pequena. Não gosto de carnaval, mas gosto da verde e rosa.
Então, chegamos ao motivo de eu estar falando de Carnaval em época pré natalina: já estava desanimada porque o Ivo Meirelles estraga há alguns anos a bateria que já foi considerada Nota 10. Depois, fiquei triste com a notícia de que o Jamelão não vai gravar o samba-enredo esse ano em razão de sua saúde frágil. E o Jamelão é um dos motivos do meu amor pela Manga Rosa.
Agora, fico sabendo que a rainha da bateria da Mangueira do ano que vem é, ninguem mais, ninguém menos que... PRETA GIL! A traveca doida filha do ministro!
Desse jeito, não vou mais nem querer saber das escolas de samba do Rio. Vou virar Gaviões! É nóis na fita, mano!
(Não reclamem. Eu disse lá em cima que meu humor não estava dos melhores.)
.
.
.
.
Ah! Não vou mais para São Paulo. Descobriram o motivo do post azedo?
Não gosto de Carnaval. É um inferno: não dá nem para aproveitar o feriado, viajar para um lugarzinho tranquilo... Lugar tranquilo não há! Todo lugar está cheio. Se é praia, tem aqueles irritantes trios elétricos, abadás, axé, gente suada. Acho o cúmulo alguém se meter no meio daquela doideira só para ficar meio surdo de música ruim, totalmente bêbado de cerveja quente, perder as unhas dos pés de tanto pisão que toma e mijar nas calças por falta de banheiro. E eu não gosto de Chiclete, Ivete, Daniela, sotaque soteropolitano, ACM e quetais... Outro dia, ouvindo conversa alheia na fila do banco, a garota falou que ia passar carnaval do ano que vem em uma praia do Espírito Santo e já tinha pago muitas centenas de reais para ver o Jamil. "Você não está entendendo: Jamil vai estar lá! Estou gastando uma grana com isso, mas vale a pena" Quem é Jamil? Isso lá é nome de bahiano? Não sei quem é e de preferência, quero morrer sem saber. Deve ser um bahiano feio, que usa lenço na cabeça, pula em cima de um trio elétrico, cantando uma letra genial do tipo: "Fazê fazê fazê, amô amô amô. Amô amô amô, fazê fazê fazê".Não pago nem um real para ir para o Espírito Santo. Com o Jamil lá, então, aí é que não vou mesmo.
Carnaval no mato, então, é impossível! Quem não conseguiu ir para praia resolve invadir meus redutos de tranquilidade: Cipó, Lavras Novas, Cocais, Caraça... E sabe o que eles levam? Churrasqueira, um lixo tremendo e um aparelho de som idiota que só toca... AXÉ!
Então, no Carnaval, só me resta ficar em casa, dormir mais que a cama e alugar um milhão de DVDs. E me empanturrar de pipoca e coca light. Porque nem a padaria abre em BH no carnaval. Aqui tudo morre no reinado de Momo. Acompanho também as notícias sobre os desfiles das escolas de samba do Rio. Não assisto aos desfiles porque eu não consigo ficar acordada. Mas torço fervorosamente pela Estação Primeira de Mangueira desde pequena. Não gosto de carnaval, mas gosto da verde e rosa.
Então, chegamos ao motivo de eu estar falando de Carnaval em época pré natalina: já estava desanimada porque o Ivo Meirelles estraga há alguns anos a bateria que já foi considerada Nota 10. Depois, fiquei triste com a notícia de que o Jamelão não vai gravar o samba-enredo esse ano em razão de sua saúde frágil. E o Jamelão é um dos motivos do meu amor pela Manga Rosa.
Agora, fico sabendo que a rainha da bateria da Mangueira do ano que vem é, ninguem mais, ninguém menos que... PRETA GIL! A traveca doida filha do ministro!
Desse jeito, não vou mais nem querer saber das escolas de samba do Rio. Vou virar Gaviões! É nóis na fita, mano!
(Não reclamem. Eu disse lá em cima que meu humor não estava dos melhores.)
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Ah! Não vou mais para São Paulo. Descobriram o motivo do post azedo?
quarta-feira, novembro 08, 2006
descanso...
Os últimos dias têm sido de muita correria: muito trabalho no escritório, um little help profissa que eu estou prestando ao Nelson, expediente de mãe abarrotado como sempre, Otto cheio de plantões de fim de semana... Então, tá! Cansei! Parei! Parei, não. Pararei. Para ser mais exata, pararei por cinco dias na semana que vem. Micro folga meio roubada. Vou emendar o feriado do dia 15. Forçando um pouco a barra, já que o feriado é na quarta.
Meu destino? Se tudo sair como se deve, passagens, dinheiro, escola do Rafa (se ele não tiver prova nessa data, né?): Mooca!
São Paulo, aí vou eu.
Dizem que está rolando a Bienal lá.
Randall, vou conhecer o Sebo do Bac!
Silvia, nosso chopp está combinado.
E Mari... ah! Mari, se você me der o bolo de novo, vou baixar em Santos para te dar o puxão de orelha pessoalmente.
Meu destino? Se tudo sair como se deve, passagens, dinheiro, escola do Rafa (se ele não tiver prova nessa data, né?): Mooca!
São Paulo, aí vou eu.
Dizem que está rolando a Bienal lá.
Randall, vou conhecer o Sebo do Bac!
Silvia, nosso chopp está combinado.
E Mari... ah! Mari, se você me der o bolo de novo, vou baixar em Santos para te dar o puxão de orelha pessoalmente.
terça-feira, outubro 31, 2006
Eu na telinha
Como o inusitado sempre me encontra, eis que ontem eu e o Otto participamos de um programa da Rede Minas, afiliada da TV Cultura, para falar sobre o Amor. O nosso Amor. Segundo o captador de entrevistados (nem sei se é esse o cargo do rapaz), a nossa história era o que o programa procurava, pelo simples fato de, por um tempo, a gente ter namorado à distância, ele em São Paulo, eu aqui.
Na sexta, o cara me ligou lá em casa, por indicação de um amigo nosso, que também é jornalista. Minha primeira reação foi aceitar o convite. Sou muito jeca e achei o máximo aparecer na TV. Ia ficar que nem o Bugu, falando: "Alô, Mamãe!".
Depois eu me lembrei que minha desenvoltura diante das câmeras é absolutamente nenhuma! E pensei em deixar o tal captador na mão. Eu travei até para gravar um depoimento na formatura do Rafa, paguei mico até no vídeo do meu casamento... imagina em um programa que passa para toda Minas Gerais (e alguns outros Estados do Brasil) E minha mãe ainda me recomendou, poucos minutos antes do tal programa começar: "tome cuidado com o que você fala, minha filha!". Bem, ela estava certa, eu normalmente falo muito mesmo...
Luzes acesas, falta um minuto para o programa. Câmera apontada para mim o tempo todo. Pronto! Foi o que bastou para eu travar geral. A mulher perguntava as coisas para mim e eu ficava lá, com aquela cada de "o quê?". Tá bom, não foi bem assim. Eu até dei umas respostas. E teve o Otto para me salvar algumas vezes.
E para melhorar minha situação, tinha outro casal lá para ser entrevistado. A mulher, uma cabeleireira, tinha descoberto uma traição do marido e, com amor, eles conseguiram superar tudo. E a mulher deu show, foi de uma eloquência que eu fiquei até constrangida com o meu travamento. O marido ficou lá, com aquela cara de cachorro que peidou na igreja enquanto ela contava a tsunami que havia devastado sua vida e que, com que paciência e abdicação, ela conseguiu recolher dos destroços valores pelos quais lutar. Minha historinha ficou chué perto da dela, toda cheia de emoção, traições, reconciliações.
Bom... pelo menos, a chifruda não era eu!
Na sexta, o cara me ligou lá em casa, por indicação de um amigo nosso, que também é jornalista. Minha primeira reação foi aceitar o convite. Sou muito jeca e achei o máximo aparecer na TV. Ia ficar que nem o Bugu, falando: "Alô, Mamãe!".
Depois eu me lembrei que minha desenvoltura diante das câmeras é absolutamente nenhuma! E pensei em deixar o tal captador na mão. Eu travei até para gravar um depoimento na formatura do Rafa, paguei mico até no vídeo do meu casamento... imagina em um programa que passa para toda Minas Gerais (e alguns outros Estados do Brasil) E minha mãe ainda me recomendou, poucos minutos antes do tal programa começar: "tome cuidado com o que você fala, minha filha!". Bem, ela estava certa, eu normalmente falo muito mesmo...
Luzes acesas, falta um minuto para o programa. Câmera apontada para mim o tempo todo. Pronto! Foi o que bastou para eu travar geral. A mulher perguntava as coisas para mim e eu ficava lá, com aquela cada de "o quê?". Tá bom, não foi bem assim. Eu até dei umas respostas. E teve o Otto para me salvar algumas vezes.
Antes e depois da entrevista (que deve ter durado uns dois minutos) rolaram uns comentários de dois psicanalistas que lá estavam para falar de Amor. E esses dois falaram. Só detonaram o Amor. E eu me distraia, ficava lembrando das esquetes da Terça Insana e tinha vontade de rir. O Otto queria espirrar. Ah! E os botões da minha blusa abriram no ar por causa daquele maldito microfoninho que eles dão para a gente pendurar na roupa. Fiquei não sei quanto tempo com o meu sutiã aparecendo. Não era dos novinhos... A sorte é que, na hora, quem falava era um dos psicanalistas e nós só eramos filmados de longe. Acho que não foi dessa vez que BH conheceu meus peitos. Graças a Deus.
E para melhorar minha situação, tinha outro casal lá para ser entrevistado. A mulher, uma cabeleireira, tinha descoberto uma traição do marido e, com amor, eles conseguiram superar tudo. E a mulher deu show, foi de uma eloquência que eu fiquei até constrangida com o meu travamento. O marido ficou lá, com aquela cara de cachorro que peidou na igreja enquanto ela contava a tsunami que havia devastado sua vida e que, com que paciência e abdicação, ela conseguiu recolher dos destroços valores pelos quais lutar. Minha historinha ficou chué perto da dela, toda cheia de emoção, traições, reconciliações.
Bom... pelo menos, a chifruda não era eu!
segunda-feira, outubro 30, 2006
A quem interessar possa

Como todo dia tem alguém me perguntando se o Pedro nasceu, aí vai o boletim oficial:
Pedro chegou!
Nasceu no último dia 28, dia de São Judas Tadeu, Pedro Andrade Bruno Fernandes, filho de Cris, minha hermana, e Nicolas, o pai mais babão que eu conheço. O bebê nasceu com 3,545 kg e 50 cm, sob o signo de escorpião. Tem furinho no queixo e covinha no rosto. A cesariana foi realizada às 4:30 horas na Maternidade Santa Fé. Mãe e filho passam bem.
Se todas as previsões estiverem corretas, Pedro será atleticano (por influência maléfica dos pais), médico neurologista muito conceituado no Brasil e no exterior e poliglota. Morará um período na Alemanha, onde fará sua pós-graduação e conhecerá sua futura esposa, uma médica pediatra, com quem terá um casal de filhos. Salvará muitas vidas. Terá uma predileção por sua tia Ju, que será madrinha do seu primeiro filho. Será imensamente feliz.
Se todas as previsões acima estiverem erradas, e ele resolver torcer para o Flamengo (ueba!), ser jornalista, casar com uma dona-de-casa e ter cinco filhos, de uma eu tenho certeza: será imensamente feliz.
segunda-feira, outubro 23, 2006
Sou Dinda!
Sempre achei muito brega uma criança chamar a madrinha de dinda. Até então, não havia nenhuma criança que me chamasse assim. Acho que, por isso - despeito! - "dinda" me soasse tão cafona.
Eis que, então, um casal de amigos nossos, Nelson e Lalá, nos convidaram (Otto também será Dindo) para batizar seu segundo filho, o Luiz. Para explicar a importância desses dois para mim, basta dizer que o Nelson é meu irmão nascido de pai e mãe diferente e a Lalá, além de minha "cunhada", me apresentou a ioga. É a minha anjinha.
E como eu sou uma dinda metida a besta, a história é mais bacana: a cerimônia não é católica, é indígena! Chama-se cerimônia das luzes. Não vai ser ministrada por um sacerdote, mas sim, por uma mestra de ioga! Eu sou uma madrinha-vagalume! Mais chique, impossível!
Eu sei que isso não é uma leitura interessante, mas registrei porque estou feliz!
Outras coisinhas que não interessam a ninguém e me fazem feliz:
Meu pai chegou ontem de seu tour Copenhagen-Edimburgo-Rochedale-Londres-Paris, do qual curou o fuso horário em Porto de Galinhas (se eu estou metida porque fui convidada para ser madrinha, imagine ele, que agora sabe que Champs-Elysées se lê chanselisê e passou seu aniversário de 59 anos no primeiro bistrô da França). Ainda não matamos a saudade como se deve, mas essa semana daremos conta do recado.
Meu sobrinho Pedro chegará brevemente. Talvez hoje, talvez amanhã, talvez dia 25...
O Rafa já está na 2ª série. E ainda nem fez as provas finais. Sou uma madrinha-vagalume e uma mãe-coruja.
Eis que, então, um casal de amigos nossos, Nelson e Lalá, nos convidaram (Otto também será Dindo) para batizar seu segundo filho, o Luiz. Para explicar a importância desses dois para mim, basta dizer que o Nelson é meu irmão nascido de pai e mãe diferente e a Lalá, além de minha "cunhada", me apresentou a ioga. É a minha anjinha.
E como eu sou uma dinda metida a besta, a história é mais bacana: a cerimônia não é católica, é indígena! Chama-se cerimônia das luzes. Não vai ser ministrada por um sacerdote, mas sim, por uma mestra de ioga! Eu sou uma madrinha-vagalume! Mais chique, impossível!
Eu sei que isso não é uma leitura interessante, mas registrei porque estou feliz!
Outras coisinhas que não interessam a ninguém e me fazem feliz:
Meu pai chegou ontem de seu tour Copenhagen-Edimburgo-Rochedale-Londres-Paris, do qual curou o fuso horário em Porto de Galinhas (se eu estou metida porque fui convidada para ser madrinha, imagine ele, que agora sabe que Champs-Elysées se lê chanselisê e passou seu aniversário de 59 anos no primeiro bistrô da França). Ainda não matamos a saudade como se deve, mas essa semana daremos conta do recado.
Meu sobrinho Pedro chegará brevemente. Talvez hoje, talvez amanhã, talvez dia 25...
O Rafa já está na 2ª série. E ainda nem fez as provas finais. Sou uma madrinha-vagalume e uma mãe-coruja.
quarta-feira, outubro 18, 2006
Vou declarar
(Para quem não gosta de falar de política, até que eu ando bem tagarela no assunto, hein?)
Eu sei que meu voto no Lula contraria muitas pessoas, inclusive pessoas cuja opinião eu respeito e, às vezes, até acato.
Pois bem. Eu voto no Lula. Voto e sempre votei. Não digo que sempre votarei, pois quase mudei de opinião recentemente. Mas se a opção é PSDB e PFL se intitulando "por um Brasil decente"...
Vejam, ainda que eu não vote com a convicção de antigamente, meu voto ainda é firme. Voto e acredito. E não peço desculpas por isso.
Para explicar minhas razões, chupei um texto do blog do Frê, que por sua vez o chupou do blog da Luciana Worms, a quem cita por gosto. Não sabemos de quem é o texto. E a exemplo do Frê, cito que achei esse texto no blog dele apenas pelo prazer de dizer que ele é meu amigo. E cunhado. E o blog dele é excelente (www.fredfavacho.blog.uol.com.br). Mas vamos ao texto:
"Fred explica voto no Lula
Reproduzo a seguir texto que recebi da minha amiga Luciana Worms (o texto não é dela, mas como não sei a quem creditá-lo, cito-a porque sempre tenho gosto em dizê-la minha amiga).
"Ontem descobri porque voto no Lula. Voto nele como protesto. Protesto contra essa classe média e burguesia burra que fazem uma faculdadezinha de direito, de medicina, de engenharia ou de qualquer outra porcaria e querem ser chamados de doutores. Acreditam ser melhores que os outros por ganhar alguns salários mínimos a mais que a maioria, que morre à míngua. Acham que sabem falar um português castiço e, na realidade, não sabem praticamente nada a respeito de nosso idioma (não sabem pontuar uma frase e se consideram melhores que o presidente; não sabem escrever um texto concatenado e se consideram melhores que o presidente; se borram para falar em público e se consideram melhores que o presidente; não sabem nem para que e quando se usam esses pontos-e-vírgulas e hífens que estão nesse comentário, mas, ainda assim, se consideram melhores que o presidente).Pouco me importa quem é o infeliz autor do texto "Pérolas do Debate", gostaria que esse meu e-mail fizesse o caminho inverso ao que fez originalmente e também chegasse para esse pobre coitado. Pobre de espírito e coitado porque é muito triste não conseguir assumir que alguém que já foi operário, que tem um dedo a menos, que fala como o povo, que não é "doutor", pode ser melhor que a grande maioria dos mais abastados.Não consigo admitir que o preconceito seja o motivo para algumas pessoas não votarem no Lula. Admitiria, sim, alguém que, demonstrando algum sinal de inteligência, tentasse me convencer que a economia do país piorou, que a inflação não caiu, que as taxas de juros estão maiores que os 26% da era FHC, que as exportações não duplicaram, que temos hoje mais miseráveis. Mas sabem porque não me tentam convencer desses fatos? Porque, para a desgraça das aves de agouro burguesas, nenhum desses fatos ocorreu! A verdade, que está exposta para cortar a carne dos que se acham poderosos, é que em 4 anos o Lula fez mais do que o PSDB faria se ficasse mais 400 anos no governo.Fico indignado com as pessoas que dizem que bolsa-família, bolsa-escola, cotas nas universidades e outras ações sociais não deveriam existir. E o pior é que usam sempre a mesma frase idiota para justificar isso: "é preciso ensinar a pescar, em vez de dar o peixe de mão beijada". A propósito, será que aqueles que se consideram melhores que o presidente sabem por que escrevi "em vez de" e não "ao invés de"? O estranho é que sempre vemos os erros ou o desconhecimento dos outros em alguma questão, mas dificilmente enxergamos qualquer deficiência nossa. Mas voltando ao que a elite burra acredita desnecessário, o Brasil tem uma dívida imensa com os pobres e negros que ergueram a base da economia desse país. E não pensem que se eles não receberem algum tipo de auxílio terão condições de melhorarem de vida. Como sair da pobreza, da marginalidade, da indigência sem ter o que comer? Fácil falar para quem se farta à mesa com o que existe de melhor!Há ainda aqueles que dizem que com o bolsa-família os pobres ficam preguiçosos e se acomodam. É capaz que isso ocorra com alguns, pois nem todos encaram as oportunidades da mesma forma. Mas cortar esses benefícios por acreditar que isso ocorra é falar do assunto sem conhecimento de causa. Quantas oportunidades você recebeu na vida e não aproveitou? Esse mesmo tipo de gente que diz que os pobres se acomodam passou a vida inteira se acomodando com a riqueza dos pais, com a cola dos amigos na faculdade, com os favores de políticos, com subterfúgios para ser dispensado do serviço militar, etc.Desculpem-me, mas, se quiserem mandar e-mails para mim, que sejam menos discriminatórios. Caso contrário, receberão respostas como essa. Já estou enfastiado de engolir esse discurso prepotente de néscios e apedeutas. Prefiro os e-mails inteligentes, porque justicam alguma perda de tempo, aos preconceituosos, que me enojam (não é de Santo Agostinho, mas não tem problema, porque a maioria também não sabe quem ele foi)".
Eu sei que meu voto no Lula contraria muitas pessoas, inclusive pessoas cuja opinião eu respeito e, às vezes, até acato.
Pois bem. Eu voto no Lula. Voto e sempre votei. Não digo que sempre votarei, pois quase mudei de opinião recentemente. Mas se a opção é PSDB e PFL se intitulando "por um Brasil decente"...
Vejam, ainda que eu não vote com a convicção de antigamente, meu voto ainda é firme. Voto e acredito. E não peço desculpas por isso.
Para explicar minhas razões, chupei um texto do blog do Frê, que por sua vez o chupou do blog da Luciana Worms, a quem cita por gosto. Não sabemos de quem é o texto. E a exemplo do Frê, cito que achei esse texto no blog dele apenas pelo prazer de dizer que ele é meu amigo. E cunhado. E o blog dele é excelente (www.fredfavacho.blog.uol.com.br). Mas vamos ao texto:
"Fred explica voto no Lula
Reproduzo a seguir texto que recebi da minha amiga Luciana Worms (o texto não é dela, mas como não sei a quem creditá-lo, cito-a porque sempre tenho gosto em dizê-la minha amiga).
"Ontem descobri porque voto no Lula. Voto nele como protesto. Protesto contra essa classe média e burguesia burra que fazem uma faculdadezinha de direito, de medicina, de engenharia ou de qualquer outra porcaria e querem ser chamados de doutores. Acreditam ser melhores que os outros por ganhar alguns salários mínimos a mais que a maioria, que morre à míngua. Acham que sabem falar um português castiço e, na realidade, não sabem praticamente nada a respeito de nosso idioma (não sabem pontuar uma frase e se consideram melhores que o presidente; não sabem escrever um texto concatenado e se consideram melhores que o presidente; se borram para falar em público e se consideram melhores que o presidente; não sabem nem para que e quando se usam esses pontos-e-vírgulas e hífens que estão nesse comentário, mas, ainda assim, se consideram melhores que o presidente).Pouco me importa quem é o infeliz autor do texto "Pérolas do Debate", gostaria que esse meu e-mail fizesse o caminho inverso ao que fez originalmente e também chegasse para esse pobre coitado. Pobre de espírito e coitado porque é muito triste não conseguir assumir que alguém que já foi operário, que tem um dedo a menos, que fala como o povo, que não é "doutor", pode ser melhor que a grande maioria dos mais abastados.Não consigo admitir que o preconceito seja o motivo para algumas pessoas não votarem no Lula. Admitiria, sim, alguém que, demonstrando algum sinal de inteligência, tentasse me convencer que a economia do país piorou, que a inflação não caiu, que as taxas de juros estão maiores que os 26% da era FHC, que as exportações não duplicaram, que temos hoje mais miseráveis. Mas sabem porque não me tentam convencer desses fatos? Porque, para a desgraça das aves de agouro burguesas, nenhum desses fatos ocorreu! A verdade, que está exposta para cortar a carne dos que se acham poderosos, é que em 4 anos o Lula fez mais do que o PSDB faria se ficasse mais 400 anos no governo.Fico indignado com as pessoas que dizem que bolsa-família, bolsa-escola, cotas nas universidades e outras ações sociais não deveriam existir. E o pior é que usam sempre a mesma frase idiota para justificar isso: "é preciso ensinar a pescar, em vez de dar o peixe de mão beijada". A propósito, será que aqueles que se consideram melhores que o presidente sabem por que escrevi "em vez de" e não "ao invés de"? O estranho é que sempre vemos os erros ou o desconhecimento dos outros em alguma questão, mas dificilmente enxergamos qualquer deficiência nossa. Mas voltando ao que a elite burra acredita desnecessário, o Brasil tem uma dívida imensa com os pobres e negros que ergueram a base da economia desse país. E não pensem que se eles não receberem algum tipo de auxílio terão condições de melhorarem de vida. Como sair da pobreza, da marginalidade, da indigência sem ter o que comer? Fácil falar para quem se farta à mesa com o que existe de melhor!Há ainda aqueles que dizem que com o bolsa-família os pobres ficam preguiçosos e se acomodam. É capaz que isso ocorra com alguns, pois nem todos encaram as oportunidades da mesma forma. Mas cortar esses benefícios por acreditar que isso ocorra é falar do assunto sem conhecimento de causa. Quantas oportunidades você recebeu na vida e não aproveitou? Esse mesmo tipo de gente que diz que os pobres se acomodam passou a vida inteira se acomodando com a riqueza dos pais, com a cola dos amigos na faculdade, com os favores de políticos, com subterfúgios para ser dispensado do serviço militar, etc.Desculpem-me, mas, se quiserem mandar e-mails para mim, que sejam menos discriminatórios. Caso contrário, receberão respostas como essa. Já estou enfastiado de engolir esse discurso prepotente de néscios e apedeutas. Prefiro os e-mails inteligentes, porque justicam alguma perda de tempo, aos preconceituosos, que me enojam (não é de Santo Agostinho, mas não tem problema, porque a maioria também não sabe quem ele foi)".
terça-feira, outubro 10, 2006
Eu não falo de política!
Não gosto muito de falar de política. Sempre tem alguém com opinião divergente da minha e aí... olha o pau! E de pelejas, bastam aquelas forenses que eu sou obrigada a encarar profissionalmente. Mas o cenário político atual merece registro:
Primeiro, o Estado de São Paulo deveria indenizar o resto do Brasil por ter eleito, além da canalha mensaleira toda, o Celso Russomano, o Justiceiro, o Maluf, o Injustiçado e a alegoria-mor: Clodovil. Esse não sabe nem o que faz um deputado. Por enquanto, meus amigos, por enquanto... Essas pessoas tão "probas, honestas, preparadas e merecedoras" dos votos de milhões de paulistas irão LEGISLAR! Criar leis que afetam a minha vida e que tive o cuidado de não votar em ladrão. Porra, quer fazer bobagem, votem neles para deputado estadual, para síndico do seu prédio, para prefeito da sua cidade. Mas não para deputado federal.
E o surrealismo da semana: tive que viver quase 33 anos para ver um petista chamar um tucano de "delegado de porta de cadeia" e o tucano se auto-denominar "instrumento do povo".
Primeiro, o Estado de São Paulo deveria indenizar o resto do Brasil por ter eleito, além da canalha mensaleira toda, o Celso Russomano, o Justiceiro, o Maluf, o Injustiçado e a alegoria-mor: Clodovil. Esse não sabe nem o que faz um deputado. Por enquanto, meus amigos, por enquanto... Essas pessoas tão "probas, honestas, preparadas e merecedoras" dos votos de milhões de paulistas irão LEGISLAR! Criar leis que afetam a minha vida e que tive o cuidado de não votar em ladrão. Porra, quer fazer bobagem, votem neles para deputado estadual, para síndico do seu prédio, para prefeito da sua cidade. Mas não para deputado federal.
E o surrealismo da semana: tive que viver quase 33 anos para ver um petista chamar um tucano de "delegado de porta de cadeia" e o tucano se auto-denominar "instrumento do povo".
domingo, outubro 08, 2006
Terça insana na última sexta-feira
A gente fica acostumado àquele humor carioca, padrão Globo de porcaria... Uma mulher gostosa contando pra outra que a traiu com o marido e a outra fala que também pegou o marido da primeira e essa merda é piada. Ou então ficam com aqueles bordões ridículos e a acham que a gente vai rir. Nunca gostei, nunca ri e se ligar a TV em casa nesses horários é capaz do meu marido me abandonar. Morte ao Zorra Total.
Já o humor mineiro eu gosto. Nossos humoristas são aqueles contadores de "causos", que contam aquelas historinhas de matuto com sotaque do Jequitinhonha acompanhado de uma pinguinha no caneco esmaltado.
Mas me desculpem os fãs da Filó e do Nerso da Capitinga: humor é com os paulistanos.
A Terça Insana é excelente. Ri de me acabar. Fiquei com dor no rosto. Quero o DVD, quero a camiseta e quero morar em São Paulo. De preferência próximo ao Avenida Club.
Já o humor mineiro eu gosto. Nossos humoristas são aqueles contadores de "causos", que contam aquelas historinhas de matuto com sotaque do Jequitinhonha acompanhado de uma pinguinha no caneco esmaltado.
Mas me desculpem os fãs da Filó e do Nerso da Capitinga: humor é com os paulistanos.
A Terça Insana é excelente. Ri de me acabar. Fiquei com dor no rosto. Quero o DVD, quero a camiseta e quero morar em São Paulo. De preferência próximo ao Avenida Club.
segunda-feira, outubro 02, 2006
quarta-feira, setembro 27, 2006
Hattori Hanzo x Sabre de Luz

Achei minha comunidade no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2294218
Descrição:
"Pra vc que, após assistir Kill Bill e Star Wars, ficou com esta importante dúvida na cabeça! Vamos nos unir e debater sobre a questão!!!Sabre de Luz?Hattori Hanzo?Façam suas apostas!!!! "
Para falar a verdade, tem dias que eu gostaria de ter qualquer uma das duas e fazer rolar algumas cabeças. Acho que fico com o sabre. Apesar da Hattori ter mais estilo, ela faz uma sujeira danada. E eu gosto daquele sabre vermelho do Darth Vader. Combina com minhas roupas.
sexta-feira, setembro 22, 2006
Eu vou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Essa é para matar a Denise de inveja:
Sempre tive vontade de ir aos espetáculos da "Terça Insana". Humor paulistano, cheio de ironia, inteligente e... com sotaque paulistano!! Mas o problema é que as apresentações eram em São Paulo.
Pois então...
Outubro 2006
"Embratel apresenta Terça Insana - Ventilador de Alegria
6, 7 e 8 de outubro
Horário:
sexta e sábado às 21h
domingo às 19h
Preço:
Sexta- Inteira R$50,00 Meia R$25,00Sábado e Domingo - Inteira R$60,00 Meia R$30,00Meia entrada válida para menores de 21 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteira estudantil.Formas de pagamento: Cartões de Crédito, Cartões de Débito e DinheiroPontos de Vendas:Bilheterias do Chevrolet Hall (de segunda à sábado de 12h às 20h, domingo e feriado de 14h às 20h)Ticketmaster: teleingressos -0300 789 6846 e pelo site www.ticketmaster.com.br
Piso:
3º - Teatro Dom Silvério O Terça Insana volta à estrada com os melhores momentos do consagrado Projeto de Humor que há 5 anos lota as apresentações em São Paulo.O Terça Insana recebe diariamente muitas mensagens, só no site são 17 mil visitas, pedindo apresentações do espetáculo nos mais diversos lugares do Brasil. São pessoas que amam o projeto, acompanham tudo pela imprensa ou pelo nosso site, mas não podem vir até São Paulo, onde toda as terças-feiras eles se apresentam no Avenida Club.Atendendo a estes pedidos a produção do espetáculo, sua idealizadora e diretora Grace Gianoukas e Roberto Camargo, ator fundador do projeto, decidiram que está na hora de voltar para a estrada, antes mesmo de gravar o segundo DVD, que será o registro dessa nova turnê do Terça Insana.“TERÇA INSANA - VENTILADOR DE ALEGRIA” é o espetáculo desta nova turnê nacional. Serão apresentados uma coletânea das melhores criações exibidas no nosso palco de São Paulo, desde o final de 2004 até o inicio de 2006. Nele estarão reunidos novas cenas e personagens criados por atores que participam do elenco fixo desde a sua criação, Grace Gianoukas e Roberto Camargo, além de três novos talentos revelados no palco do Terça Insana: Marco Luque, Agnes Zuliani e Guilherme Uzeda.Tudo a com a mesma qualidade que sempre consagrou o projeto: humor inteligente, surpreendente e contemporâneo, sem deixar de ser popular.Classificação: 12 anosInformações: 3209-8989"
Aproveitando minha carteirinha de estudante, lá vou eu... poltronas G5 e G7 na apresentação da sexta-feira. Sexta insana.
Sempre tive vontade de ir aos espetáculos da "Terça Insana". Humor paulistano, cheio de ironia, inteligente e... com sotaque paulistano!! Mas o problema é que as apresentações eram em São Paulo.
Pois então...
Outubro 2006
"Embratel apresenta Terça Insana - Ventilador de Alegria
6, 7 e 8 de outubro
Horário:
sexta e sábado às 21h
domingo às 19h
Preço:
Sexta- Inteira R$50,00 Meia R$25,00Sábado e Domingo - Inteira R$60,00 Meia R$30,00Meia entrada válida para menores de 21 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteira estudantil.Formas de pagamento: Cartões de Crédito, Cartões de Débito e DinheiroPontos de Vendas:Bilheterias do Chevrolet Hall (de segunda à sábado de 12h às 20h, domingo e feriado de 14h às 20h)Ticketmaster: teleingressos -0300 789 6846 e pelo site www.ticketmaster.com.br
Piso:
3º - Teatro Dom Silvério O Terça Insana volta à estrada com os melhores momentos do consagrado Projeto de Humor que há 5 anos lota as apresentações em São Paulo.O Terça Insana recebe diariamente muitas mensagens, só no site são 17 mil visitas, pedindo apresentações do espetáculo nos mais diversos lugares do Brasil. São pessoas que amam o projeto, acompanham tudo pela imprensa ou pelo nosso site, mas não podem vir até São Paulo, onde toda as terças-feiras eles se apresentam no Avenida Club.Atendendo a estes pedidos a produção do espetáculo, sua idealizadora e diretora Grace Gianoukas e Roberto Camargo, ator fundador do projeto, decidiram que está na hora de voltar para a estrada, antes mesmo de gravar o segundo DVD, que será o registro dessa nova turnê do Terça Insana.“TERÇA INSANA - VENTILADOR DE ALEGRIA” é o espetáculo desta nova turnê nacional. Serão apresentados uma coletânea das melhores criações exibidas no nosso palco de São Paulo, desde o final de 2004 até o inicio de 2006. Nele estarão reunidos novas cenas e personagens criados por atores que participam do elenco fixo desde a sua criação, Grace Gianoukas e Roberto Camargo, além de três novos talentos revelados no palco do Terça Insana: Marco Luque, Agnes Zuliani e Guilherme Uzeda.Tudo a com a mesma qualidade que sempre consagrou o projeto: humor inteligente, surpreendente e contemporâneo, sem deixar de ser popular.Classificação: 12 anosInformações: 3209-8989"
Aproveitando minha carteirinha de estudante, lá vou eu... poltronas G5 e G7 na apresentação da sexta-feira. Sexta insana.
quarta-feira, setembro 13, 2006
ARRRRREEEEE!!!!!
Ontem tive meu celular furtado ou perdido. Não sei quando ou como aconteceu. Sei apenas que foi entre o caminho da lanchonete onde eu fiquei fazendo hora com o Dedé para buscar o Rafa no taekondo e a chegada em casa, quando eu dei falta do bichinho. Voltei o caminho todo, paguei o mico de perguntar em cada lugar que fui se tinham achado um celular assim-assado... Nada. Perdido mesmo.
Tá, não era nenhum celular bala, era apenas o trivial simples: tocar, atender, número dos amigos, alguns até muito utilizados (e não decorados), rapid roll... Mas era novinho e era meu!!!
Mas eu dei bobeira. Não estava prestando a menor atenção. Junto com o celular, foram-se também cinco reais que estava no mesmo bolso. No caso, meus últimos cinco reais. Fizeram falta. O aparelho e o dinheiro.
Mas o que é mais irritante disso tudo é o atendimento da idiota do SAC da Telemig Celular:
(Voz fanhosa) - Telemig Celular Rosicreide. Boa noite. Em que posso ajudar?
- Boa noite, Rosicreide. Tive meu celular furtado e gostaria de saber qual o procedimento que devo adotar para bloquear o número.
- Com quem estou falando?
- Juliana A.B.F.
- Número com DDD, por favor.
- trololó, lo ló, lo ló
- Número do CPF do titular.
- Trololó.
- Por favor, aguarde um momento....
......
- Só mais um momentinho....
.....
....
- Mais um instante, por favor.
.....
......
.....
- Senhora Juliana, infelizmente nós não estamos podendo fazer nada. A senhora contratou um plano de 18 meses o mês passado. A telemig não está podendo lhe fornecer outro celular.
- Rosicreide, eu não perguntei isso. Eu perguntei o que deveria fazer, qual a atitude tomar nessas situações. Deve haver algo que eu possa fazer para continuar com o mesmo número.
- Senhora, eu já disse que nós não estamos podendo lhe fornecer outro aparelho...
(um pouco exasperada) - Querida, eu não perguntei nada sobre outro aparelho.
- Então, pois é, não nós não estamos...
(já um tanto irritada e interrompendo o gerundismo da idiota) - Amor, eu não solicitei um aparelho novo. Deixa eu te explicar.
- Me desculpe, senhora, realmente não há nada que eu possa estar fazendo.
(bem irritada) - Ô, minha filha, vê se fica quieta um instante e me escuta. Eu contratei um plano de 18 meses, o que quer dizer que eu não tenho como desistir do número, certo?
- Certo.
- Então, o que eu quero é saber qual o procedimento que eu adoto PARA MANTER O MESMO NÚMERO, em outro aparelho.
- Mas nós não estamos podendo lhe dar outro aparelho.
(p da vida) - Criatura, vê se escuta! Eu não lhe pedi outro aparelho. Eu vou comprar outro aparelho. Com o meu dinheiro. Se bem que você me aporrinhou tanto que deveria sair do seu salário. Se não tiver como manter esse número acho que vou ter que fazer reclamação no procon, na Justiça, na casa da sua mãe, no Vaticano... Então, por favor, me dê a informação que eu preciso. Por favor.
- O que a senhora está querendo, então?
(respira fundo. voz calma) - Eu quero saber o que fazer para não perder o número do celular, já que eu tenho que pagar por ele por 18 meses. Não vou ficar pagando dezoito meses por um celular que eu não estou utilizando, não é justo?
- Ah! Isso. Por que não disse logo. (nesse ponto dava para ouvir meus rosnados do outro lado da linha) É só bloquear, eu te dou uma senha e quando a senhora comprar outro aparelho e outro chip é só recadastrar o número. Ele fica à sua disposição. Eu vou estar fazendo isso para a senhora agora mesmo. Aguarde um momentinho.
.....
- Só mais um momentinho...
....
....
- Mais um pouquinho...
....
....
...
- Pronto. Seu aparelho está bloqueado pelo número de série. Ninguém pode habilitá-lo. Seu número agora está indisponível. Só a senhora pode utilizá-lo. Algo mais?
- Não, obrigada. Ou melhor, sim. Eu quero que você vá à merda por atender tão mal um usuário dessa bosta de operadora. Aliás, vá você, a bosta da Operadora e o filho da puta que ficou com o meu aparelho e que não conseguirá habilitá-lo.
É claro que esse finalzinho foi apenas imaginado. Meu mal é sofrer de Síndrome Silenciosa da Gentileza Respeitosa (S.S.G.R), donça já catalogada e descrita pela Jornalista e Médica Psiquiatra Sílvia Remaso (www.cambalhotas.blogspot.com). Mas escrever isso me desopilou o fígado... Arre! Estou precisando urgentemente de voltar a fazer ioga ou 1/4 de lexotan ou sair para tomar um chopp. Um não, três! Agora! Antes das dez da manhã!!!!
Tá, não era nenhum celular bala, era apenas o trivial simples: tocar, atender, número dos amigos, alguns até muito utilizados (e não decorados), rapid roll... Mas era novinho e era meu!!!
Mas eu dei bobeira. Não estava prestando a menor atenção. Junto com o celular, foram-se também cinco reais que estava no mesmo bolso. No caso, meus últimos cinco reais. Fizeram falta. O aparelho e o dinheiro.
Mas o que é mais irritante disso tudo é o atendimento da idiota do SAC da Telemig Celular:
(Voz fanhosa) - Telemig Celular Rosicreide. Boa noite. Em que posso ajudar?
- Boa noite, Rosicreide. Tive meu celular furtado e gostaria de saber qual o procedimento que devo adotar para bloquear o número.
- Com quem estou falando?
- Juliana A.B.F.
- Número com DDD, por favor.
- trololó, lo ló, lo ló
- Número do CPF do titular.
- Trololó.
- Por favor, aguarde um momento....
......
- Só mais um momentinho....
.....
....
- Mais um instante, por favor.
.....
......
.....
- Senhora Juliana, infelizmente nós não estamos podendo fazer nada. A senhora contratou um plano de 18 meses o mês passado. A telemig não está podendo lhe fornecer outro celular.
- Rosicreide, eu não perguntei isso. Eu perguntei o que deveria fazer, qual a atitude tomar nessas situações. Deve haver algo que eu possa fazer para continuar com o mesmo número.
- Senhora, eu já disse que nós não estamos podendo lhe fornecer outro aparelho...
(um pouco exasperada) - Querida, eu não perguntei nada sobre outro aparelho.
- Então, pois é, não nós não estamos...
(já um tanto irritada e interrompendo o gerundismo da idiota) - Amor, eu não solicitei um aparelho novo. Deixa eu te explicar.
- Me desculpe, senhora, realmente não há nada que eu possa estar fazendo.
(bem irritada) - Ô, minha filha, vê se fica quieta um instante e me escuta. Eu contratei um plano de 18 meses, o que quer dizer que eu não tenho como desistir do número, certo?
- Certo.
- Então, o que eu quero é saber qual o procedimento que eu adoto PARA MANTER O MESMO NÚMERO, em outro aparelho.
- Mas nós não estamos podendo lhe dar outro aparelho.
(p da vida) - Criatura, vê se escuta! Eu não lhe pedi outro aparelho. Eu vou comprar outro aparelho. Com o meu dinheiro. Se bem que você me aporrinhou tanto que deveria sair do seu salário. Se não tiver como manter esse número acho que vou ter que fazer reclamação no procon, na Justiça, na casa da sua mãe, no Vaticano... Então, por favor, me dê a informação que eu preciso. Por favor.
- O que a senhora está querendo, então?
(respira fundo. voz calma) - Eu quero saber o que fazer para não perder o número do celular, já que eu tenho que pagar por ele por 18 meses. Não vou ficar pagando dezoito meses por um celular que eu não estou utilizando, não é justo?
- Ah! Isso. Por que não disse logo. (nesse ponto dava para ouvir meus rosnados do outro lado da linha) É só bloquear, eu te dou uma senha e quando a senhora comprar outro aparelho e outro chip é só recadastrar o número. Ele fica à sua disposição. Eu vou estar fazendo isso para a senhora agora mesmo. Aguarde um momentinho.
.....
- Só mais um momentinho...
....
....
- Mais um pouquinho...
....
....
...
- Pronto. Seu aparelho está bloqueado pelo número de série. Ninguém pode habilitá-lo. Seu número agora está indisponível. Só a senhora pode utilizá-lo. Algo mais?
- Não, obrigada. Ou melhor, sim. Eu quero que você vá à merda por atender tão mal um usuário dessa bosta de operadora. Aliás, vá você, a bosta da Operadora e o filho da puta que ficou com o meu aparelho e que não conseguirá habilitá-lo.
É claro que esse finalzinho foi apenas imaginado. Meu mal é sofrer de Síndrome Silenciosa da Gentileza Respeitosa (S.S.G.R), donça já catalogada e descrita pela Jornalista e Médica Psiquiatra Sílvia Remaso (www.cambalhotas.blogspot.com). Mas escrever isso me desopilou o fígado... Arre! Estou precisando urgentemente de voltar a fazer ioga ou 1/4 de lexotan ou sair para tomar um chopp. Um não, três! Agora! Antes das dez da manhã!!!!
terça-feira, setembro 12, 2006
Sem título, só saudade
Ai, ai, ai,... meu bloguinho querido. Tão bonitinho, tão azulzinho e tão abandonadinho! Eu estava notando que minha vida internética anda mesmo em stand by. Tenho recebido vários recados dos amigos perguntando por que eu sumi... Como isso é triste não ter tempo pra fazer tudo o que a gente gosta...
Eu, que era meio avessa a computador, comecei a utilizá-lo não só para o trabalho, mas também para reencontrar amigos que eu não via há muitos anos. Foi pela internet que eu perdi a vergonha de escrever e entrei no mundo blogueiro, o que me possibilitou conhecer gente muito interessante.. E ultimamente, ando com essa parte da minha vida meio largada. Mal tenho tempo para ler e responder e-mails.
Ainda que não haja muita desculpa para a minha ausência, tenho estudado (menos do que gostaria, confesso) nesse tempo que tenho faltado aos meus compromissos virtuais. Quem sabe eu passe em um concurso gordo, comece a ter mais tempo para as atividades e pessoas que eu gosto.
Bem... declaro aqui minha saudade...
aos meus "dois dedins de prosa" diários com a Denise, Sandro e Silvia a quem considero tão amigos e presentes quanto aqueles que eu vejo diariamente
aos meus encontros virtuais sabatinos com Mari e Isis, onde sempre rola muita risada, saudade, algumas confissões de pecadinhos deliciosos e muita amizade
às minhas inspiradoras leituras dos blogs do Randall (esse escreve tão bem que me fez ficar muito crítica com tudo que ponho na tela), Isis, Rapha, Silvia (olhei hoje: você também não atualiza)
O que posso dizer mais? Tentarei ser mais assídua daqui por diante.
Eu, que era meio avessa a computador, comecei a utilizá-lo não só para o trabalho, mas também para reencontrar amigos que eu não via há muitos anos. Foi pela internet que eu perdi a vergonha de escrever e entrei no mundo blogueiro, o que me possibilitou conhecer gente muito interessante.. E ultimamente, ando com essa parte da minha vida meio largada. Mal tenho tempo para ler e responder e-mails.
Ainda que não haja muita desculpa para a minha ausência, tenho estudado (menos do que gostaria, confesso) nesse tempo que tenho faltado aos meus compromissos virtuais. Quem sabe eu passe em um concurso gordo, comece a ter mais tempo para as atividades e pessoas que eu gosto.
Bem... declaro aqui minha saudade...
aos meus "dois dedins de prosa" diários com a Denise, Sandro e Silvia a quem considero tão amigos e presentes quanto aqueles que eu vejo diariamente
aos meus encontros virtuais sabatinos com Mari e Isis, onde sempre rola muita risada, saudade, algumas confissões de pecadinhos deliciosos e muita amizade
às minhas inspiradoras leituras dos blogs do Randall (esse escreve tão bem que me fez ficar muito crítica com tudo que ponho na tela), Isis, Rapha, Silvia (olhei hoje: você também não atualiza)
O que posso dizer mais? Tentarei ser mais assídua daqui por diante.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Interrompemos nossa transmissão...
Descobri uma nova diversão: assistir ao horário eleitoral gratuito. Se bem que não é qualquer horário eleitoral gratuito. Não tem a menor graça assistir à campanha presidencial, ou a de governador, de senador e deputados federais. Essas são muito produzidas, cheias de fru-frus, o Dominguinhos cantando, feitas por publicitários que cobram seu peso em ouro...
Eu gosto é da campanha para deputado estadual. De qualquer partido. Aquelas feitas no fundo do quintal do sujeito.
Deixando de lado a parte triste da coisa - muita gente despreparada concorrendo para um cargo de tamanha importância - o que se vê é uma sucessão de piadas. Parece coisa do Casseta & Planeta. Aliás, para quê Casseta & Planeta se os aspirantes a deputado, sobretudo aqueles de primeira viagem, são tão engraçados?
Começa pelos nomes. Eu não sei como é nos outros Estados, mas eu acho que os candidatos daqui pensam que Minas Gerais é uma roça de dez alqueires. Então, os candidatos se identificam simplesmente com os apelidos, sem mais informações. Carlin, por exemplo. Esse não diz nada, apenas que é o Carlin. Até onde eu saiba, Carlin é o marido da minha vizinha e ele, eventualmente, só é candidato a síndico do prédio. E não se parece em nada com o Carlin da TV.
E tem aqueles que dão mais informações: "Eu sou o Pinduca das "ambulanças". Quem vota em alguém que assim se identifica em tempos de sanguessugas e Planan?
Tem também a Gleida filha do Renatão. Essa é a única credencial que apresenta. Ser filha do Renatão. E roga por meu voto, por esse único motivo. O Renatão. Quem é Renatão? Sei não...
Mas tem um melhor, no quesito de apresentação curricular Não me lembro o nome do sujeito e isso pouco importa, já que ele não diz nada sobre a carreira, a vida, intenções como deputado, se eleito. Sua única plataforma política é sua mulher ser médica da Santa Casa. Isso mesmo. O moço vai lá, põe a cara na TV e diz: "eu sou o fulano de tal, minha mulher é médica da Santa Casa. Votem em mim".
Também acho muito sincero da parte de um outro candidato que informa:"eu e outros tantos jovens mineiros, queremos emprego. Por isso vote em mim". Eu também quero um emprego... de deputada estadual. Será que depois de eleito ( e empregado) ele vai arrumar uma boca na Assembléia para os "outros tanto jovens mineiros"?
Se eu fosse candidata qualquer coisa, eu não prometeria nada. Minha propaganda seria assim: Eu, com meu olhar mais grave para a câmera, dizendo: "Aposentados que enfrentam filas enormes para receber uma miséria de benefício, recém-formados desempregados, estudantes que querem uma universidade melhor, sem-terras, sem-tetos, sem-roupas, sem-nadas. Você, dona-de-casa. Você, pai de família. Vocês, blogueiros e leitores desse blog. É para vocês que eu falo. Conto com o seu voto." Viu? Falei pra uma pá de gente, não prometi nada e todo mundo já está querendo votar em mim.
Mas voltando a campanha eleitoral, o que vale ouro mesmo são os slogans de campanha.
Vai desde aquelas que aparecem em todas as campanhas, tais como "quem promete não cumpre", "Fulano de tal, quem conhece confia" (a cara do tal fulano de tal não é nada confiável, diga-se de passagem), até aqueles novos e inspirados slogans. Querem um exemplo?
O velhinho, bem caidinho mesmo, que aparece na TV, não diz seu nome, só o número e, na maior animação: "Deputado estadual 01010: Esse é o caraaaaaaaa!" Tem também o rapaz que informa unicamente que "tô aí, tô novo e tô animado!". Isso tanto vale para se eleger deputado, como para tentar arrumar uma "mina" hoje para noite. Tem também o que diz: "Sou incendiário e esbravejador" (que meda!)
Mas a melhor, a que ganha no quesito cara-de-pau é: "Tenha pena, vote na Lena!"
Eu gosto é da campanha para deputado estadual. De qualquer partido. Aquelas feitas no fundo do quintal do sujeito.
Deixando de lado a parte triste da coisa - muita gente despreparada concorrendo para um cargo de tamanha importância - o que se vê é uma sucessão de piadas. Parece coisa do Casseta & Planeta. Aliás, para quê Casseta & Planeta se os aspirantes a deputado, sobretudo aqueles de primeira viagem, são tão engraçados?
Começa pelos nomes. Eu não sei como é nos outros Estados, mas eu acho que os candidatos daqui pensam que Minas Gerais é uma roça de dez alqueires. Então, os candidatos se identificam simplesmente com os apelidos, sem mais informações. Carlin, por exemplo. Esse não diz nada, apenas que é o Carlin. Até onde eu saiba, Carlin é o marido da minha vizinha e ele, eventualmente, só é candidato a síndico do prédio. E não se parece em nada com o Carlin da TV.
E tem aqueles que dão mais informações: "Eu sou o Pinduca das "ambulanças". Quem vota em alguém que assim se identifica em tempos de sanguessugas e Planan?
Tem também a Gleida filha do Renatão. Essa é a única credencial que apresenta. Ser filha do Renatão. E roga por meu voto, por esse único motivo. O Renatão. Quem é Renatão? Sei não...
Mas tem um melhor, no quesito de apresentação curricular Não me lembro o nome do sujeito e isso pouco importa, já que ele não diz nada sobre a carreira, a vida, intenções como deputado, se eleito. Sua única plataforma política é sua mulher ser médica da Santa Casa. Isso mesmo. O moço vai lá, põe a cara na TV e diz: "eu sou o fulano de tal, minha mulher é médica da Santa Casa. Votem em mim".
Também acho muito sincero da parte de um outro candidato que informa:"eu e outros tantos jovens mineiros, queremos emprego. Por isso vote em mim". Eu também quero um emprego... de deputada estadual. Será que depois de eleito ( e empregado) ele vai arrumar uma boca na Assembléia para os "outros tanto jovens mineiros"?
Se eu fosse candidata qualquer coisa, eu não prometeria nada. Minha propaganda seria assim: Eu, com meu olhar mais grave para a câmera, dizendo: "Aposentados que enfrentam filas enormes para receber uma miséria de benefício, recém-formados desempregados, estudantes que querem uma universidade melhor, sem-terras, sem-tetos, sem-roupas, sem-nadas. Você, dona-de-casa. Você, pai de família. Vocês, blogueiros e leitores desse blog. É para vocês que eu falo. Conto com o seu voto." Viu? Falei pra uma pá de gente, não prometi nada e todo mundo já está querendo votar em mim.
Mas voltando a campanha eleitoral, o que vale ouro mesmo são os slogans de campanha.
Vai desde aquelas que aparecem em todas as campanhas, tais como "quem promete não cumpre", "Fulano de tal, quem conhece confia" (a cara do tal fulano de tal não é nada confiável, diga-se de passagem), até aqueles novos e inspirados slogans. Querem um exemplo?
O velhinho, bem caidinho mesmo, que aparece na TV, não diz seu nome, só o número e, na maior animação: "Deputado estadual 01010: Esse é o caraaaaaaaa!" Tem também o rapaz que informa unicamente que "tô aí, tô novo e tô animado!". Isso tanto vale para se eleger deputado, como para tentar arrumar uma "mina" hoje para noite. Tem também o que diz: "Sou incendiário e esbravejador" (que meda!)
Mas a melhor, a que ganha no quesito cara-de-pau é: "Tenha pena, vote na Lena!"
segunda-feira, agosto 14, 2006
Dia dos pais com um certo atraso
(Ficou meio pequeno. Creditem isso à minha ignorância internética. Mas dá pra ler. Se preferir, leia a tirinha no endereço http://www.calvinbr.hpg.ig.com.br/frame.htm)E FELIZ DIA DOS PAIS!
Visitem
Até que eu consiga encontrar a Silvia pelos msn da vida (aliás, cadê você?) para que ela possa me dar uma mão nos links desse blog, resolvi fazer uma merecida propaganda aqui:
O blog se chama Fred Explica e o endereço é www.fredfavacho.blog.uol.com.br. Eu sei, eu sei, o Fred em questão é mesmo o meu cunhado. Pode parecer nepotismo mas não é. O blog dele é mesmo muito bom e vale uma visita e alguns comentários.
E assim que eu achar alguém mais esperto que eu nessas coisas de computador, o link estará ali do lado.
O blog se chama Fred Explica e o endereço é www.fredfavacho.blog.uol.com.br. Eu sei, eu sei, o Fred em questão é mesmo o meu cunhado. Pode parecer nepotismo mas não é. O blog dele é mesmo muito bom e vale uma visita e alguns comentários.
E assim que eu achar alguém mais esperto que eu nessas coisas de computador, o link estará ali do lado.
sexta-feira, agosto 11, 2006
Sotaque
Li esse texto aí embaixo e descobri que, apesar de ter sido criada no Oeste Paulista e ter morado no Pará seis anos, eu sou definitivamente mineira. Ô sotaquinho que gruda, sô! Eu nunca consigo alguma coisa, eu "dou conta de". Eu sempre acho que quando a fila não anda ela "está agarrada". E no momento minha ocupação é "mexer" com o meu blog. O bom é saber que há pessoas que nos apreciam, como o Felipe Peixoto Braga Netto. Amei o texto e divido com meus amigos e amigas, principalmente, amigas mineiras. Aviso: é grande! Mas vale a pena.
Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?
Felipe Peixoto Braga Netto
Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos - oh sina - para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil.
Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral das sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que as montanhas, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras? É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso.
Um simples" mas" é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um "mas" nordestino, por exemplo. O sotaque das mineiras deveria ser >ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora?
Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.
Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.
Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é...
Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode >parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou?, dizem: "ôndôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.
Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido...
Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.
Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sôo (leia-se: sai dessa, é fria, etc).
O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.
Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:
- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.
Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.
Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.
Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.
Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - Eu preciso de ir.
Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:
- Ah, mãe, eu preciso de ir?
No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!
Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: - Ai, gente, que dó.
É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras.Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado.
Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".
Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?
Ouço a leitora chiar: - Capaz...Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu agora?
Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica:
- Ah, nem...>>O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?
A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...
Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto: - Você quer que eu "dou" um exemplo...
Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos mineiros de conjugação. as que são uma gracinha, ah isso lá são.
Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.
Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...
Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.
Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: - Ah, fui lá comprar umas coisas... - Que' s coisa? - ela retrucará.
Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.
Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará:
- Ele pôs a culpa "ni mim".
A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos. já acostumados às ingênuas conjugações mineiras. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética. e diz tudo.
Até o tchau. em Minas. é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?
Deve haver, por certo, outras expressões... A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam... Exigência: ser mineira. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha... Tudo. Naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos mineiros, correr o risco de ser inexato, entendem?
Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?
Felipe Peixoto Braga Netto
Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos - oh sina - para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil.
Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral das sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que as montanhas, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras? É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso.
Um simples" mas" é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um "mas" nordestino, por exemplo. O sotaque das mineiras deveria ser >ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora?
Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.
Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.
Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é...
Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode >parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou?, dizem: "ôndôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.
Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido...
Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.
Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sôo (leia-se: sai dessa, é fria, etc).
O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.
Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:
- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.
Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.
Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.
Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.
Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - Eu preciso de ir.
Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:
- Ah, mãe, eu preciso de ir?
No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!
Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: - Ai, gente, que dó.
É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras.Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado.
Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".
Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?
Ouço a leitora chiar: - Capaz...Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu agora?
Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica:
- Ah, nem...>>O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?
A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...
Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto: - Você quer que eu "dou" um exemplo...
Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos mineiros de conjugação. as que são uma gracinha, ah isso lá são.
Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.
Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...
Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.
Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: - Ah, fui lá comprar umas coisas... - Que' s coisa? - ela retrucará.
Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.
Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará:
- Ele pôs a culpa "ni mim".
A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos. já acostumados às ingênuas conjugações mineiras. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética. e diz tudo.
Até o tchau. em Minas. é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?
Deve haver, por certo, outras expressões... A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam... Exigência: ser mineira. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha... Tudo. Naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos mineiros, correr o risco de ser inexato, entendem?
sábado, agosto 05, 2006
Mau humor
Eu preciso de música boa quando dirijo para poder aguentar os motoristas mau humorados e mal educados de Belo Horizonte. E para isso, no carro têm vários CDs para não ter que arriscar a ouvir rádio e ter uma surpresa ruim, tal como ouvir Marina. Então, vocês podem imaginar a minha tristeza quando eu descobri que o Rafael enfiou no CD Player do carro um CD do Ira! em cima do CD do Queen e agora os dois estão lá entalados A tristeza maior é pelo CD do Queen. O Otto gravou, só músicas bacanas, de uns discos mais antigões... cada vez que eu penso que o CD está lá entalado, dá vontade de chorar). Tentei fazer uma operação arriscada e sacrificar o CD do Ira!, mas só consegui entalar mais os dois. O jeito, então, foi vir para a casa da minha mãe ouvindo rádio. Inconfidência FM, a brasileiríssima!
Eu gosto dessa rádio, toca música bacana, tem o programa do Tuti Maravilha que é bacaninha, tem a música do Milton Nascimento, Profissão de Fé, todos os dias às 18 horas, em substituição à manjada Ave Maria... mas hoje tocava Paulinho Pedra Azul, aquela musiquinha insuportável do bem-te-vi, bem-te-vi, andar por um jardim em flor... E para ficar melhor, Flávio Venturini tocando...Espanhola! E para minha alegria ser completa... 14 Bis. Nem sei porque eu deixei tanto tempo o rádio ligado. É a prova de que esperança é mesmo a última que morre. Quem sabe o Chico desse as caras...
Resultado: fiquei mau humorada e mal educada. E descobri a solução do trânsito de BH: abolir das rádios qualquer sombra de música mineira.
Eu gosto dessa rádio, toca música bacana, tem o programa do Tuti Maravilha que é bacaninha, tem a música do Milton Nascimento, Profissão de Fé, todos os dias às 18 horas, em substituição à manjada Ave Maria... mas hoje tocava Paulinho Pedra Azul, aquela musiquinha insuportável do bem-te-vi, bem-te-vi, andar por um jardim em flor... E para ficar melhor, Flávio Venturini tocando...Espanhola! E para minha alegria ser completa... 14 Bis. Nem sei porque eu deixei tanto tempo o rádio ligado. É a prova de que esperança é mesmo a última que morre. Quem sabe o Chico desse as caras...
Resultado: fiquei mau humorada e mal educada. E descobri a solução do trânsito de BH: abolir das rádios qualquer sombra de música mineira.
quinta-feira, julho 27, 2006
De Porto Alegre
Eu em Porto Alegre, Otto em Belo Horizonte, Rafael em Belém e André na Bahia... Nesse exato momento, a minha é a família mais esparramada pelo Brasil.
Hoje foi o dia da audiência. Pois bem... a testemunha não mora mais em Porto Alegre, mas sim, em São Caetano. Parece que esse processo ainda renderá um passeiozinho a São Paulo. Ueba!
Daqui há quatro dias, é o centenário do Mário Quintana. A cidade está tomada de coisas sobre ele. Prato cheio pra mim. Fui até o Centro Cultural que funciona no antigo Hotel Majestic, onde ele morava. Tem uma exposição funcionando ali, as paredes cobertas de poesias dele. Fiquei lá por horas, lendo tudo. Minha intenção era ter trazido o meu livrinho do Analista de Bagé para Porto Alegre, sentar em uma praça e ler o livro curtindo o sotaque. Já pensou, ler "oigalê, índio velho!", "índio bem loco" um segundo depois de ouvir de conversar com um gaúcho? Mas está chovendo um bocado e sentar em uma praça está fora de cogitação. Então, essa exposição foi uma alternativa bem bacana.
Comi o famoso cachorro-quente do Rosário (absolutamente absurdo de tão enorme) e já estou chamando padaria de panefício, menina de prenda. Hoje vou conhecer o famoso Galpão Crioulo e comer um verdadeiro churrasco gaúcho. Ai, eu morro de inveja de mim mesma!
Hoje foi o dia da audiência. Pois bem... a testemunha não mora mais em Porto Alegre, mas sim, em São Caetano. Parece que esse processo ainda renderá um passeiozinho a São Paulo. Ueba!
Daqui há quatro dias, é o centenário do Mário Quintana. A cidade está tomada de coisas sobre ele. Prato cheio pra mim. Fui até o Centro Cultural que funciona no antigo Hotel Majestic, onde ele morava. Tem uma exposição funcionando ali, as paredes cobertas de poesias dele. Fiquei lá por horas, lendo tudo. Minha intenção era ter trazido o meu livrinho do Analista de Bagé para Porto Alegre, sentar em uma praça e ler o livro curtindo o sotaque. Já pensou, ler "oigalê, índio velho!", "índio bem loco" um segundo depois de ouvir de conversar com um gaúcho? Mas está chovendo um bocado e sentar em uma praça está fora de cogitação. Então, essa exposição foi uma alternativa bem bacana.
Comi o famoso cachorro-quente do Rosário (absolutamente absurdo de tão enorme) e já estou chamando padaria de panefício, menina de prenda. Hoje vou conhecer o famoso Galpão Crioulo e comer um verdadeiro churrasco gaúcho. Ai, eu morro de inveja de mim mesma!
terça-feira, julho 25, 2006
Vou pra Porto e, bah! Tri legal!
Adoro andar de avião. Eu vejo um avião decolar e fico aguada de vontade de estar dentro. Sinto uma emoção tão grande quando eu vejo a aeromoça fazer aquela mímica engraçadinha dos procedimentos de segurança que meus olhos se enchem de lágrimas. Gosto dos lanchinhos de avião. E gosto principalmente da rapidez do avião. Acho que essa minha fissura atávica por avião é coisa de quem só voou a primeira vez aos 11 anos e depois passou muitos anos viajando do Pará até Minas de carro lotado, com pai e mãe na frente e três crianças briguentas atrás se engalfinhando, 200 malas, lanchinhos para a viagem toda, um bule de café renovado em cada parada para o pai, único motorista, não dormir, pacotes e mais pacotes de biscoito de maisena, uns vinte litros de água, hotéis de beira de estrada, diarréia, comida ruim...
Não é que esse mês eu estou matando toda a minha vontade de voar? Fui a São Paulo no início do mês e amanhã...dois dias em PORTO ALEGRE!
Tudo bem que é a trabalho, mas eu não consigo imaginar uma cidade mais chique nesse Brasil inteiro. Já separei bota, casaco, cachecol... mas disseram que lá está quente agora. É bem capaz mesmo. Comigo é assim: quando eu vou para Porto Alegre, lá está quente. Mas acho que é mais chique passar calor em Porto Alegre do que em Belo Horizonte. Já tenho planos: vou voltar falando tri bom, chamando os meninos de guris, comendo o "s" nos fins das frases... Ah! E se tudo der certo, mando buscar o Otto e os guris e fico por lá mesmo. Deu pra ti?
Não é que esse mês eu estou matando toda a minha vontade de voar? Fui a São Paulo no início do mês e amanhã...dois dias em PORTO ALEGRE!
Tudo bem que é a trabalho, mas eu não consigo imaginar uma cidade mais chique nesse Brasil inteiro. Já separei bota, casaco, cachecol... mas disseram que lá está quente agora. É bem capaz mesmo. Comigo é assim: quando eu vou para Porto Alegre, lá está quente. Mas acho que é mais chique passar calor em Porto Alegre do que em Belo Horizonte. Já tenho planos: vou voltar falando tri bom, chamando os meninos de guris, comendo o "s" nos fins das frases... Ah! E se tudo der certo, mando buscar o Otto e os guris e fico por lá mesmo. Deu pra ti?
sexta-feira, julho 21, 2006
Sem filhos
Meu filho mais velho está em Belém, o meu mais novo está na Bahia... E como serei só eu e meu nego por uma semana e meia, preciso de sugestões: quais são os lugares em BH em que NÃO É PERMITIDA A ENTRADA DE CRIANÇAS? Nem em foto!!! É lá que eu vou.
terça-feira, julho 18, 2006
...mas os meus cabelos...
Desde já, advirto aos leitores homens que esse post será considerado por vocês fútil! É só uma mais uma das historinhas que povoam o universo feminino: a nossa preocupação desmedida com os cabelos. Se quiserem, podem parar a leitura agora e eu não ficarei ofendida. Se quiserem continuar, obrigada! E sejam pacientes!
Tudo começou com uma inocente escova de cabelos. Não a escova de escovar cabelos, mas o penteado. Feito pela minha mãe para quebrar meu galho que não tive tempo de ir ao salão. O cabelo andava muito alvoroçado (um eufemismo para algo com o aspecto de ninho de pardal). Lá estava eu sendo bem tratada por minha mãe, aproveitando o ventinho quente do secador no cabelo, o cafuné da escova, quase dormindo, quando, sem qualquer preparação psicológica, sou informada da existência de dois fios brancos. Não, não eram fios pequenos e nem estavam escondidos no meio da cabeleira. Eram enormes e estavam ali, bem por cima de tudo, na parte de trás do cabelo, onde eu não consigo enxergar e tomar uma atitude mais efetiva antes que as pessoas vejam. Meus dois primeiros fios brancos.
Ao contrário do que eu sempre imaginei, minha reação foi de muita tristeza. Sinceramente, me estragou o dia. Eu sempre me achei desencanada dessas coisas de vaidade, fiquei mesmo arrasada com a notícia. Essas coisas fazem a gente pensar na vida. O tempo passa, a gente envelhece, o cabelo fica branco, o peito cai... vamos parar por aqui senão eu começo a chorar. É claro que os malsinados fios foram devidamente estirpados, com toda a raiva possível.
Nem me venham com aquele papo para consolar a velhinha aqui de que você tem cabelos brancos desde os dezoito anos. Ter fios brancos desde a adolescência não é sinal de envelhecimento, é apenas uma característica genética. O sofrido é encontrar fios brancos no cabelo quando o colágeno do seu rosto começa a te deixar na mão e você está, seriamente, pensando em gastar uma pequena fortuna de três dígitos em um creme que vem em um pote minúsculo para passar no rosto e retardar o envelhecimento. Ô expressão que eu odeio: "retardar o envelhecimento". Quer dizer, correr enquanto tem pernas. Daqui a pouco elas falham e ele te encontra.
Me senti a Madame Min. Cabelos completamente caóticos (até então o caos do meu cabelo nunca tinha me incomodado) e... BRANCOS? Never! Jamais! Nunca! Era hora de tomar uma atitude de mulher. Pintar os cabelos? Não. Só dois fios não justifica tinta. Enquanto der, vamos arrancando um a um os que aparecerem. Então, o que fazer para não se transformar definitivamente na Madame Min. Ou pior: na Maria Bethânia?
Tomei uma atitude de mulherzinha (ando fazendo muito isso ultimamente!). Fui ao salão e fiz uma tal de escova de chocolate. Segundo a cabeleireira, é um tipo de escova progressiva que não deixa os cabelos muito lisos (gosto de um certo caos nos meus cachos), agride menos os fios, blá blá blá. E como toda frescura nova, cara pra burro.
Saí do salão com os cabelos escorridos, tipo chapinha, parecendo a Maga Patalógica e morrendo de medo de ficar assim pra sempre. Se bem que até que a evolução foi positiva. A Maga Patalógica sempre foi mais bonitinha que a Madame Min... menos desgrenhada. A cabeleireira ainda me fez a recomendação de não lavar os cabelos no período de três dias. O QUÊ? TRÊS DIAS? Mas meus cabelos são oleosos... Três dias sem lavar o cabelo e eu serei o Cláudio Venturini. Tudo bem ser bruxa, mas bruxa de cabelo ensebado é fim de jogo no Canindé.
Bem... o fim da história não é trágico. Os três dias se passaram, eu realmente fiquei parecendo o Cláudio Venturini e morri de medo de ficar assim para sempre. Mas lavei meus cabelos e eles ficaram lindos e soltos como os da Samantha, a feiticeira. Agora só falta treinar mais a minha mexida de nariz.
Tudo começou com uma inocente escova de cabelos. Não a escova de escovar cabelos, mas o penteado. Feito pela minha mãe para quebrar meu galho que não tive tempo de ir ao salão. O cabelo andava muito alvoroçado (um eufemismo para algo com o aspecto de ninho de pardal). Lá estava eu sendo bem tratada por minha mãe, aproveitando o ventinho quente do secador no cabelo, o cafuné da escova, quase dormindo, quando, sem qualquer preparação psicológica, sou informada da existência de dois fios brancos. Não, não eram fios pequenos e nem estavam escondidos no meio da cabeleira. Eram enormes e estavam ali, bem por cima de tudo, na parte de trás do cabelo, onde eu não consigo enxergar e tomar uma atitude mais efetiva antes que as pessoas vejam. Meus dois primeiros fios brancos.
Ao contrário do que eu sempre imaginei, minha reação foi de muita tristeza. Sinceramente, me estragou o dia. Eu sempre me achei desencanada dessas coisas de vaidade, fiquei mesmo arrasada com a notícia. Essas coisas fazem a gente pensar na vida. O tempo passa, a gente envelhece, o cabelo fica branco, o peito cai... vamos parar por aqui senão eu começo a chorar. É claro que os malsinados fios foram devidamente estirpados, com toda a raiva possível.
Nem me venham com aquele papo para consolar a velhinha aqui de que você tem cabelos brancos desde os dezoito anos. Ter fios brancos desde a adolescência não é sinal de envelhecimento, é apenas uma característica genética. O sofrido é encontrar fios brancos no cabelo quando o colágeno do seu rosto começa a te deixar na mão e você está, seriamente, pensando em gastar uma pequena fortuna de três dígitos em um creme que vem em um pote minúsculo para passar no rosto e retardar o envelhecimento. Ô expressão que eu odeio: "retardar o envelhecimento". Quer dizer, correr enquanto tem pernas. Daqui a pouco elas falham e ele te encontra.
Me senti a Madame Min. Cabelos completamente caóticos (até então o caos do meu cabelo nunca tinha me incomodado) e... BRANCOS? Never! Jamais! Nunca! Era hora de tomar uma atitude de mulher. Pintar os cabelos? Não. Só dois fios não justifica tinta. Enquanto der, vamos arrancando um a um os que aparecerem. Então, o que fazer para não se transformar definitivamente na Madame Min. Ou pior: na Maria Bethânia?
Tomei uma atitude de mulherzinha (ando fazendo muito isso ultimamente!). Fui ao salão e fiz uma tal de escova de chocolate. Segundo a cabeleireira, é um tipo de escova progressiva que não deixa os cabelos muito lisos (gosto de um certo caos nos meus cachos), agride menos os fios, blá blá blá. E como toda frescura nova, cara pra burro.
Saí do salão com os cabelos escorridos, tipo chapinha, parecendo a Maga Patalógica e morrendo de medo de ficar assim pra sempre. Se bem que até que a evolução foi positiva. A Maga Patalógica sempre foi mais bonitinha que a Madame Min... menos desgrenhada. A cabeleireira ainda me fez a recomendação de não lavar os cabelos no período de três dias. O QUÊ? TRÊS DIAS? Mas meus cabelos são oleosos... Três dias sem lavar o cabelo e eu serei o Cláudio Venturini. Tudo bem ser bruxa, mas bruxa de cabelo ensebado é fim de jogo no Canindé.
Bem... o fim da história não é trágico. Os três dias se passaram, eu realmente fiquei parecendo o Cláudio Venturini e morri de medo de ficar assim para sempre. Mas lavei meus cabelos e eles ficaram lindos e soltos como os da Samantha, a feiticeira. Agora só falta treinar mais a minha mexida de nariz.
quinta-feira, julho 13, 2006
Para viver um grande amor
Eu ia escrever sobre as miudezas da vida, mas essas ficam para amanhã. Hoje é dia de comemorar. São 10 anos de amor. Amor pré-adolescente... O amor da minha vida. A minha melhor história. E se eu voltasse no tempo 10 mil vezes eu optaria por viver de novo esses 10 anos. 10 mil vezes.
Desculpem a pieguice, mas esse post é romântico e tem endereço certo. E como eu não consigo ser romântica sem ser piegas, tomo, de novo, emprestadas as palavras do Vinícius. Só para você, meu nego!
Desculpem a pieguice, mas esse post é romântico e tem endereço certo. E como eu não consigo ser romântica sem ser piegas, tomo, de novo, emprestadas as palavras do Vinícius. Só para você, meu nego!
Soneto do amor total
Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
quinta-feira, junho 22, 2006
O rebanho invade BH

Essa é a frase que estava em vários placas e relógios espalhados pela cidade. É a Cow Parade chegando a BH, as tais vaquinhas customizadas (assim denominadas pela Silvia). A publicidade em torno desse evento é impressionante.
Dizem que essa história de vaquinhas nasceu na Suiça, em 1998. Mas eu vos digo: a tal da cow parade nasceu aqui mesmo em BH, com a vaquinha que está na Rua Leopoldina desde que eu me entendo por gente. Até a idéia de pintar as vacas veio dali. Quem não se lembra dela pintada de zebra, azul, rosa com bolinhas amarelas, ...?
Pois bem. As vaquinhas do evento oficial ficarão expostas pela cidade por mais de um mês e, no final, haverá um grande leilão das vacas, com a renda revertida para o Servas. O impressinante mesmo é que já tem gente querendo levar um desses trambolhos pra casa. E, muito provavelmente, pagarão uma nota por isso.
Eu fico imaginando:
- Mulher, arrematei uma vaca!
- Ué, desde quando você negocia gado? Você não entende dessas coisas e tirou o dinheiro da poupança para comprar uma vaca?
- Não, amor, não é vaca de verdade. Você tem cada uma... É uma daquelas vaquinhas pintadas que estão pela cidade. Você lembra que você tinha achado elas bonitinhas?
- Achei bonitinha lá na praça. Porra, mas o que a gente vai fazer com isso? Isso não cabe dentro do apartamento.
- Cabe na sala, amor. As crianças podem subir na vaca para brincar... Ela pode ficar aqui, ó,... esse espaço aqui entre o sofá e o corredor cabe certinho.
- E como a gente passa para o outro lado?
- Por baixo das pernas, meu bem. Olha, dá certinho. E é coisa de caridade. Foi super barato. A grana que tinha na poupança deu certinho. Não fiquei devendo nada. E tem o galo, né? Você sabe que eu coleciono tudo sobre o galo. GALO DOIDO! GALO DOIDO!
- Você tirou dinheiro da poupança pra comprar uma vaca SÓ porque ela tem o símbolo do galo pintado? Ai... a minha viagem para Guarapari... Todo mundo de BH vai pra lá em dezembro, a praia lotada, e eu aqui... com essa vaca!
- Meu amor, foi pela caridade, pela caridade. Mas agora desce comigo lá na portaria que eles acabaram de entregar a vaca e aquele idiota cruzeirense do síndico disse que não quer aquele elefante branco atrapalhando a passagem na portaria do prédio. Que imbecil!. Não é nem elefante, nem branco. É uma vaca alvinegra. GALO DOIDO! GALO DOIDO!
- A GENTE VAI TER QUE CARREGAR ESSA MERDA AQUI PRA CIMA? MAS A GENTE MORA NO QUARTO ANDAR DE UM PRÉDIO SEM ELEVADOR!!!!!!
quarta-feira, junho 14, 2006
1 x 0... contra quem?
Eu tinha comentado com a Isis que ainda não tinha caído minha ficha de que nós estamos disputando uma Copa do Mundo. Dias normais, trabalho normal... até cogitei em ficar no escritório e adiantar meus prazos no horário do jogo.
Mas como eu sou doida, não jogo pedra em santo e adoro uma farrinha regada a cerveja, uma hora antes da partida eu já estava no Bar Dududu, com minha recém-comprada camiseta do Brasil, adquirida bem de última hora.
Ontem, depois daquele mirrado 1 x 0 contra a Croácia, eu que não estava muito ligando pra Copa, virei torcedora das mais fanáticas. Recitei mantras para todas as deidades védicas que eu conheço, rezei para Santo Antônio, o santo do dia, comecei uma novena perpétua de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e, como eu não sei fazer despacho em encruzilhadas, cantei todas as músicas macumbeiras do Vinícius e da Clementina de Jesus, à guiza de mandinga. E isso tudo só para conseguir um placar menos apertado nos próximos jogos... Austrália e Japão!
Imagina quando começarmos a disputar com seleções de verdade? Vou começar a frequentar um terreiro com urgência!
Epa rei, meu guia!
Mas como eu sou doida, não jogo pedra em santo e adoro uma farrinha regada a cerveja, uma hora antes da partida eu já estava no Bar Dududu, com minha recém-comprada camiseta do Brasil, adquirida bem de última hora.
Ontem, depois daquele mirrado 1 x 0 contra a Croácia, eu que não estava muito ligando pra Copa, virei torcedora das mais fanáticas. Recitei mantras para todas as deidades védicas que eu conheço, rezei para Santo Antônio, o santo do dia, comecei uma novena perpétua de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e, como eu não sei fazer despacho em encruzilhadas, cantei todas as músicas macumbeiras do Vinícius e da Clementina de Jesus, à guiza de mandinga. E isso tudo só para conseguir um placar menos apertado nos próximos jogos... Austrália e Japão!
Imagina quando começarmos a disputar com seleções de verdade? Vou começar a frequentar um terreiro com urgência!
Epa rei, meu guia!
quinta-feira, junho 01, 2006
Salada de frutas

Minha vizinha preferida está desempregada há 4 anos. Depois de passar um sufoco e o marido quase perder o emprego também, começou a vender cosméticos de revista. Fez aquela propaganda "janela-a-janela" e eu fiquei de dar uma olhada em alguma coisa. É sempre uma boa opção de presente: um óleo de amêndoa para a mãe, um creminho para a irmã grávida, um shampoo para o filho pequeno da amiga... Praticidade: uma loja na porta ao lado.
Para mim, nada. Afinal, eu sou básica. Cosméticos, para mim, são shampu, condicionador, sabonete, desodorante e pasta de dentes. Todos colocados no carrinho do supermercado. Sem fru-frus. Tudo bem, tudo bem, um batonzinho de vez em quando para não ficar muito pálida.
Mas, apesar de toda minha praticidade, eu ainda sou mulherzinha (a Isis vai gostar dessa) e sucumbo a certas tentações femininas: curiosidade e prazo para pagar.
Assim sendo, fui dar uma espiadinha no que havia de novidade no mundo das futilidades e sai com uma caixa de sabonetes com aroma de limão. Tive a minha primeira grande surpresa com a indústria dos cosméticos: meu marido A-DO-ROU o cheiro, ficou todo animadinho e o tal sabonete rendeu vários momentos agradáveis. Nunca imaginei que algo tão singelo como o cheirinho da mousse que minha mãe faz de sobremesa pudesse ter um efeito tããão legal. Nem preciso dizer que o tal sabonete de limão entrou definitivamente para a lista básica de cosméticos aqui de casa.
Por causa disso e do tal pré-datado, ousei. Comprei um hidratante com o mesmo cheiro de limão. Se o sabonete fez sucesso, o hidratante então... entrou pra lista também.
Aí, papo de janela, minha vizinha falou para eu experimentar um creme esfoliante fantástico para os pés de castanha. Estava de bom preço, eu estava mesmo precisando de alguma coisa assim... comprei. E usei. Mais um campeão de bilheteria.
Já tinha comprado o sabonete, o hidratante e o esfoliante para os pés, resolvi folhear a tal revista dos cosméticos para saber o que as mulheres andam usando por aí. Foi quando me deparei com a linha de maracujá. Dei um pré datadão e pirei: comprei tudo. Sabonete em creme, óleo trifásico e um outro creminho que eu nem sei qual a finalidade. Fiquei cheirando igual a uma salada de frutas. Mas a pele está macia, brilhante. E meu nego agradou. E com essa dieta frugal, já emagreceu alguns quilos.
Agora estou para cometer a maior frescura da minha vida de mulherzinha: perfume de pitanga! Mas tenho uma certa preocupação. Será que dá para voltar a trás depois depois que eu acrescentar pitanga ao cardápio?
segunda-feira, maio 29, 2006
Receitinha massa
Estou num gripão que dá até desânimo... minha narina esquerda já não existe mais e até a madrugada de hoje, acho que perderei a direita também. E o pacote está completo: garganta arranha, cabeça dói, corpo ruim. Aí, me deram essa receitinha genuinamente mineira contra a gripe:
Cachaça, mel e limão.
Acompanhada de um prato de linguiça, mandioca na manteiga e um caldinho de feijão com torresmo e cebolinha por cima. Servidos em uma mesa de boteco, é claro.
E uns naldecons de vez em quando.
Não sei se cura mesmo, mas, por via das dúvidas, não deixo faltar nenhum item.
Cachaça, mel e limão.
Acompanhada de um prato de linguiça, mandioca na manteiga e um caldinho de feijão com torresmo e cebolinha por cima. Servidos em uma mesa de boteco, é claro.
E uns naldecons de vez em quando.
Não sei se cura mesmo, mas, por via das dúvidas, não deixo faltar nenhum item.
quarta-feira, maio 17, 2006
Mais uma dos pequenos
Sempre conto casos do Rafa aqui. Agora chegou a hora de dar atenção ao meu outro filhote.
Apresento-lhes DEDÉ, o meu cangaceirinho, e sua sabedoria desenvolvida nos seus dois anos e nove meses de vida:
Dedé: Vó, o que é isso?
Avó do Dedé: é óculos.
Dedé: E "pa" que é?
Avó do Dedé: É para eu poder enxergar.
Dedé: Eu só uso o olho.
***********************************************************
Cantoria hoje pela manhã:
"Caminhando e cantando e seguindo a canção
Nas escolas, nas ruas,
campeões dos campeões"
Estou criando um comunista. E corinthiano...
...Ai, meu Deus!
Apresento-lhes DEDÉ, o meu cangaceirinho, e sua sabedoria desenvolvida nos seus dois anos e nove meses de vida:
Dedé: Vó, o que é isso?
Avó do Dedé: é óculos.
Dedé: E "pa" que é?
Avó do Dedé: É para eu poder enxergar.
Dedé: Eu só uso o olho.
***********************************************************
Cantoria hoje pela manhã:
"Caminhando e cantando e seguindo a canção
Nas escolas, nas ruas,
campeões dos campeões"
Estou criando um comunista. E corinthiano...
...Ai, meu Deus!
terça-feira, maio 09, 2006
Se fosse verdade...
Só pode ser mentira.
Essas notícias foram todas veiculadas em um telejornal de ontem:
1. Um prédio desaba no Pará. Mas só o primeiro andar é que cai. Apareceu até a imagem. O prédio já estava vazio e ninguém se feriu.
2. Ex-governador do Rio de Janeiro já perdeu quase seis quilos com sua greve de fome. Diz que só acabará com a greve quando tiver direito de resposta das acusações que lhe foram imputadas por vários veículos de comunicação. A birra, ops, a greve que já dura oito dias (nove com hoje) não tem prazo para acabar. Segundo o ex-governador chiliquento, o episódio fez com que ele se fortalecesse politicamente.
3. O senhor de meia-idade e guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards se submeteu a uma cirurgia para diminuir a pressão do cérebro causada por um coágulo. Isto tudo porque o idoso senhor caiu de uma árvore na Nova Zelândia. Pra começar, o que fazia ele em cima da árvore?
Onde estão as notícias de verdade?
Essas notícias foram todas veiculadas em um telejornal de ontem:
1. Um prédio desaba no Pará. Mas só o primeiro andar é que cai. Apareceu até a imagem. O prédio já estava vazio e ninguém se feriu.
2. Ex-governador do Rio de Janeiro já perdeu quase seis quilos com sua greve de fome. Diz que só acabará com a greve quando tiver direito de resposta das acusações que lhe foram imputadas por vários veículos de comunicação. A birra, ops, a greve que já dura oito dias (nove com hoje) não tem prazo para acabar. Segundo o ex-governador chiliquento, o episódio fez com que ele se fortalecesse politicamente.
3. O senhor de meia-idade e guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards se submeteu a uma cirurgia para diminuir a pressão do cérebro causada por um coágulo. Isto tudo porque o idoso senhor caiu de uma árvore na Nova Zelândia. Pra começar, o que fazia ele em cima da árvore?
Onde estão as notícias de verdade?
segunda-feira, maio 08, 2006
Programinha massa... sem filhos!

Ontem fui ao cinema SEM CRIANÇAS! Fui assistir Missão Impossível 3. Não amo o Tom Cruise, nunca amei nem mesmo quando era adolescente. Mas o vilão é o Philip Seymour Hoffman... Valeu o filme. Ele é mau. Ele é blasé, ele é inteligente, ele é irônico, ele é gordinho (meus preferidos), ele é elegante... mas, sobretudo, ele é MUITO mau!
E eu que ainda não tinha carteirinha de estudante, não assiti Capote no cinema. Agora vou ter que esperar chegar na locadora do Ronaldo.
segunda-feira, abril 24, 2006
Quero ser magrela

Ando pensando em uma mudança de vida. E tudo começou quando resolvi responder àquele perfil pessoal do orkut. Tem um campo lá para a gente colocar se é magra, atlética, gorda... Eu resolvi assumir: acima do peso. O que para uma mulher equivale a assumir uma aparência de hipopótama com as glândulas inchadas. Bem, talvez esse não seja ainda meu caso, mas se eu não tomar cuidado, o caminho até lá é bem curto.
Uma vez que eu nunca fui obesa, sempre tratei meu sobrepeso com eufemismos: "Não sou gorda, tenho estrutura forte". Ou: "meu corpo está ótimo. É melhor do que ser magrela e sem bunda." "Homens não gostam das magrelas." "Meu marido gosta assim". Ah! Tá! Até aparecer uma magrinha dando mole...
Uso ainda os eufemismos alheios para tratar do meu próprio recalque. Uma vez, a Vera Fischer, para justificar o trubufu que é a filha dela, falou: "Nós nunca seremos magrinhas como a Gisele Bünchen. Nossa estrutura física é mais para camponesa".
O Manny, o mamute da Era do Gelo diz: "eu não sou gordo, é todo esse pêlo que me faz parecer fofinho!"
Mas o melhor eufemismo que eu conheço é o da amiga da Bridget Jones, para falar das pernas grossas dela (em comparação com as maravilhosas pernas compridas de sua rival): "você tem boas pernas. Pernas de alpinista!
Pois bem. Cansei de ter estrutura física de camponesa e pernas de alpinista.
Agora como mato, aumentarei as aulas de yoga a partir da semana (era para ter começado essa semana, mas a professora, que está grávida, passou mal) e, em condições normais de temperatura e pressão, farei caminhadas. Minha meta é ser magrela em um mês. Será que dá?
domingo, abril 16, 2006
Ovos, coelhos e avós...

Quando meus filhos nem tinham nascido e eu ainda era a filha, ganhar ovo de páscoa era um acontecimento. A gente ganhava um só, comprado pelo pai e pela mãe (já que era um produto muito caro), comia um bombom no primeiro dia, um bombom no segundo e, se desse sorte do ovo ser um dos grandões, um no terceiro dia. A partir daí, começávamos a destrinchar as cascas do ovos que, dependendo do tamanho, levava mais uns três dias. Tudo devorado bem pãoduramente já que outro ovo só no ano seguinte. Bem... isso lá em casa, já que eu sou filho de dentistas e doces, só com parcimônia.
Essa semana, fomos comprar os ovos dos nossos coelhinhos e me enfiei no quarto círculo do Inferno (também chamado pelo Randall de Túnel do Terror) do Extra e das Lojas Americanas, onde ainda existiam ovos supostamente decentes e com preços aceitáveis. Mas também por esses motivos, a densidade demográfica daqueles lugares é simplesmente insuportável. As filas, então... Ficamos no Extra que as filas são mais rápidas.
O engraçado é que, hoje em dia, o chocolate é o que menos importa para os meninos. Ovo que presta (para eles, é claro) deve vir recheado de alguma quinquaria inútil e boba que será esquecida antes da Páscoa terminar. E existe um leque tão enorme de escolha, que as fábricas de chocolate contratam pessoas só para ficarem nos estabelecimentos mostrando esses bagulhinhos do mesmo jeito que a aeromoça faz a demonstração das saídas de emergência e utilização das máscaras de oxigênio nos aviões.
Escolhemos para o Rafa a um ovo que vem recheado com um chaveiro, tipo mosquetão e com uma luzinha, dos Quatro Fantásticos. O chaveiro era tão bacana que ficou para o Otto. E o André ficou com um KinderMaxOvo com uma bobagenzinha (que não durou 15 minutos) e chocolate fantástico. No fim, boas escolhas.
Nem preciso dizer que os ovos acabaram-se no café da manhã. E nem eram os primeiros comidos nesse feriado de Páscoa. A professora de cada um já tinha distribuído ovos para a turma, a professora de educação física, um casal de amigos... Ovo de páscoa hoje é produto ordinário.
E hoje eles ainda ganharão mais um... dos grandes... quinquilharia boa!!! Da avó e do... avô dentista!
E pensar que meu ovo durava uma semana...
terça-feira, abril 04, 2006
Ah! Os prazeres de uma sala escura...
Depois de um longo e tenebroso inverno esperando os filmes chegarem à locadora Silva Lobo para poder assisti-los, eis que eu fui ao cinema. O programa era levar os filhos para ver "A era do gelo 2". o que, de fato, fizemos.
Para poder me fazer entender melhor, eu tenho que contar que num passado algo distante, eu ia ao cinema quatro vezes por semana. Chegava a um ponto de não haver mais filmes em cartaz e eu ter crise de abstinência. Antes do Otto morar em BH, eu ia sozinha. Sempre achei cinema um programa para se fazer só. Não gosto de sair da sala e comentar o filme, principalmente se eu gostei muito, se me tocou. Não gosto de ir com alguém que comenta cada passagem do filme. Se o filme for triste, eu gosto de chorar e não quero ter que me explicar para a pessoa que me acompanhou o porque do nariz escorrendo e da cara inchada.
Assistir filme em casa não é a mesma coisa. Sempre tem um telefone tocando, um vizinho gritando, uma criança passando no corredor... Ou isso, ou assistir filme depois das 10 da noite. Aí, vem o sono e me derruba.
No entanto, depois de nascidos os filhos, cinema só se conjuminar um bocado de fatores: alguém para cuidar dos pequenos, dinheiro para as entradas, que não são baratas (já que para ter alguém cuidando dos meninos, cinema só no fim de semana), o Otto sem plantão, estar em cartaz um filme que valha a pena o dinheiro gasto e o esforço dispendido e, por fim, Júpiter na oitava casa de Escorpião. Ou, então, levar os meninos para ver filmes infantis. Então, ultimamente tenho me contentado com Harry Potter, filmes da Pixar e congêneres, o que também não é ruim. Hoje em dia, os filmes de criança são muito bacanas.
O problema de assistir filmes infantis em cinema é ter que assistir em uma sala lotada de... crianças! E que não são as minhas! As minhas, modestamente, são bem educadas e sabem se comportar no cinema. Ensinei para os dois que menino que fala durante o filme, faz barulho ou tenta se levantar, o bicho-papão põe dentro do saco e leva embora.
Mas os outros que não foram educados à maneira clássica... que coisa triste! Eles entram com quilos e quilos de pipoca, fazem barulho, batem o pé na sua cadeira, falam o filme todo, os pais ficam respondendo alto como se tivessem assistindo o filme no DVD de casa e, no fim, deixam toda aquela sujeira para alguém limpar. Porque os pais estão educando seus filhos para serem servidos! Ninguém tem obrigação com nada. Ah! E tem a namorada do tio das crianças querendo agradar a sogra, levando todos os sobrinhos chatinhos do cara, de uma só vez, para assistir o mesmo filme que eu... ai, que tristeza!
Tirando isso, o filme foi bom. É bacana ver a cara dos meus pequenos empolgados com a história, esperando para ver o que vai acontecer depois e sair do cinema com aquelas expressões deslumbradas que eu entendo tão bem.
Mas isso me dá uma saudade de quando eu era assídua frequentadora de todas as salas de cinema de BH, quando assistia a filmes não-infantis... Tudo bem, acho que mês que vem Júpiter estará na oitava casa de Escorpião... se eu conseguir juntar todos os outros fatores... quem sabe?
Para poder me fazer entender melhor, eu tenho que contar que num passado algo distante, eu ia ao cinema quatro vezes por semana. Chegava a um ponto de não haver mais filmes em cartaz e eu ter crise de abstinência. Antes do Otto morar em BH, eu ia sozinha. Sempre achei cinema um programa para se fazer só. Não gosto de sair da sala e comentar o filme, principalmente se eu gostei muito, se me tocou. Não gosto de ir com alguém que comenta cada passagem do filme. Se o filme for triste, eu gosto de chorar e não quero ter que me explicar para a pessoa que me acompanhou o porque do nariz escorrendo e da cara inchada.
Assistir filme em casa não é a mesma coisa. Sempre tem um telefone tocando, um vizinho gritando, uma criança passando no corredor... Ou isso, ou assistir filme depois das 10 da noite. Aí, vem o sono e me derruba.
No entanto, depois de nascidos os filhos, cinema só se conjuminar um bocado de fatores: alguém para cuidar dos pequenos, dinheiro para as entradas, que não são baratas (já que para ter alguém cuidando dos meninos, cinema só no fim de semana), o Otto sem plantão, estar em cartaz um filme que valha a pena o dinheiro gasto e o esforço dispendido e, por fim, Júpiter na oitava casa de Escorpião. Ou, então, levar os meninos para ver filmes infantis. Então, ultimamente tenho me contentado com Harry Potter, filmes da Pixar e congêneres, o que também não é ruim. Hoje em dia, os filmes de criança são muito bacanas.
O problema de assistir filmes infantis em cinema é ter que assistir em uma sala lotada de... crianças! E que não são as minhas! As minhas, modestamente, são bem educadas e sabem se comportar no cinema. Ensinei para os dois que menino que fala durante o filme, faz barulho ou tenta se levantar, o bicho-papão põe dentro do saco e leva embora.
Mas os outros que não foram educados à maneira clássica... que coisa triste! Eles entram com quilos e quilos de pipoca, fazem barulho, batem o pé na sua cadeira, falam o filme todo, os pais ficam respondendo alto como se tivessem assistindo o filme no DVD de casa e, no fim, deixam toda aquela sujeira para alguém limpar. Porque os pais estão educando seus filhos para serem servidos! Ninguém tem obrigação com nada. Ah! E tem a namorada do tio das crianças querendo agradar a sogra, levando todos os sobrinhos chatinhos do cara, de uma só vez, para assistir o mesmo filme que eu... ai, que tristeza!
Tirando isso, o filme foi bom. É bacana ver a cara dos meus pequenos empolgados com a história, esperando para ver o que vai acontecer depois e sair do cinema com aquelas expressões deslumbradas que eu entendo tão bem.
Mas isso me dá uma saudade de quando eu era assídua frequentadora de todas as salas de cinema de BH, quando assistia a filmes não-infantis... Tudo bem, acho que mês que vem Júpiter estará na oitava casa de Escorpião... se eu conseguir juntar todos os outros fatores... quem sabe?
terça-feira, março 28, 2006
Coisa de saci

Desde que eu morei no Pará, ouço dizer que saci é criatura zombeteira, que adora aprontar pequenas sacanagens. Então, quando o leite azeda, quando as lâmpadas queimam, os aparelhos estragam, os objetos somem... coisa de saci.
Eu posso falar dessa criatura com um know how surpreendente pois faço parte da Associação Nacional dos Criadores de Saci, órgão reconhecido pelo Ministério da Agricultura. Crio, em minhas fazendas imaginárias (pois é o tipo adequado de fazenda para se criar sacis), a raça Saci Cumulae, vulgarmente conhecido como Saciaçu dos olhos verdes, muito comum em terras mineiras.
Comecei minha criação depois de uma viagem a Lavras Novas. Eu e o Otto viajamos sem as crianças, ficamos em um chalé muito simpático, localizado no meio do mato, com uma vista maravilhosa, coisa bem romântica. Mas eu deveria ter desconfiado da existência de sacis nas redondezas quando vi uma peneira de cruzeta pendurada na parede da entrada do chalé...
Logo no primeiro dia, meu único par de brincos sumiu. Uma das minhas únicas vaidades é sair com brinco. Não saio sem. É o mesmo que estar nua. Então, vocês hão de entender porque eu fiz o Otto revirar o quarto todo atrás dos meus brincos, sem qualquer sucesso. Olhamos em todos os cantos, até dentro do frigobar. Afastamos todos os móveis... nada. Os brincos apareceram, sem qualquer explicação, no último dia de minha estadia em Lavras Novas, ao lado do criado mudo... Lembrando que esse móvel também foi afastado, escarafunchado, devassado... coisa de saci. Sem contar que nessa mesma viagem a luz acabou e ficamos no escuro toda a última noite, aquela que tínhamos reservado para sair para um forró que acontece todos os sábados na cidade. O saci conseguiu boicotar nosso último programa. De qualquer forma, a viagem foi muito boa e despertou meu interesse pela espécie.
Pois bem. Chegamos a esse mês. Ao que parece, uma rês (é assim que chamamos) desgarrada foi parar em meu apartamento. É claro que ninguém viu o saci ainda. É muito difícil de vê-los. Mas os pequenos desastres domésticos vão se sucedendo... Primeiro, a televisão queimou, todas as lâmpadas da casa queimaram e todos os aparelhos que dependiam de pilha pararam de funcionar... coisa de saci, óbvio! Depois, para a tristeza do Otto, pifou o som do carro. Fora a sacanagem de ficar detonando o portão da garagem, que uma noite dessas passou abrindo e fechando sem ninguém acionar o controle.
Hoje, ele fez pifar os dois chuveiros lá de casa, logo pela manhã nos obrigando a tomar banho frio.
Acho que estou precisando vender essas minhas fazendas de criação de sacis. Alguém se interessa?
sexta-feira, março 24, 2006
O que deu nessa gente?

Já tinha ouvido falar mas ontem eu vi o cartaz: o Steve Martin teve a pachorra de achar-se no direito de representar o Inspetor Clouseau em um famigerado remake da Pantera Cor-de-Rosa (O cartaz aí do lado é dos DVDs dos filmes antigos. Me recuso a colocar o do Steve Martin).
Meu coração doeu! O que dá nesse povo de Hollywood para achar que remake da Pantera Cor-de -Rosa é bacana? E para achar que o Steve Martin é bacana? Quem será o Sr. Kato, então? O Jackie Chan? Nem mesmo o Kevin Kline fazendo o papel de Dreyfuss me dá ânimo para assistir esse absurdo.
E já que estamos falando de absurdos, há alguns, bem improváveis, que eu gostaria que acontecessem:
1. Que o George Lucas tivesse outra epifania e resolvesse fazer mais uma trilogia Star Wars. Talvez até com os mesmos atores da primeira. Só que a Lea, agora, não iria ficar tão bem de biquini quanto naquela época. Mas, paciência!
2. Que a Meg Ryan deixasse de achar que tem capacidade para ser atriz dramática e voltasse aos papéis de par romântico do Tom Hanks.
3. Que a Helen Fielding escrevesse mais uns Diários de Bridget Jones e a Renée Zellweger (só o Google mesmo para me ajudar com o nome dessa aí!) topasse engordar novamente os 10 quilos em troca de alguns milhões em sua conta bancária.
4. Que um estúdio comprasse os direitos das Crônicas Arturianas do Bernard Cornwell e fizesse uma trilogia (sempre esse número) só com atores ingleses. Poderia ser o Judy Law como Rei Arthur, o Ralph Fiennes como o Lancelot (que no livro é malvadão), a feiona Helena Bonhan Carter como Morgana e o Keith Richards como Merlim.
5. Que voltasse a passar nos cinemas as comédias românticas da Audrey Hepburn.
6. Por fim:
Que alguém tivesse a disposição e o bom senso de recolher todas as cópias espalhadas pelo mundo dessa insensatez do Steve Martin, antes que toda uma geração ache que ele, e não o Peter Sellers, é o Clouseau!
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém!
terça-feira, março 14, 2006
Às vezes, as coisas acontecem em BH
Notícia do site do Chevrolet Hall:
"Março 2006
Orquestra Manguefônica - Nação Zumbi e Mundo Livre S/A juntos no palco
25 de março
Horário:
sábado às 23h
Preço:
R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)Meia entrada válida para menores de 21 anos, maiores de 60 anos e estudantes credenciados. Os benefícios não são cumulativos.Formas de pagamento: Cartões de Crédito, Cartões de Débito e DinheiroPontos de Vendas:Bilheterias do Chevrolet Hall (de segunda à sábado de 12h às 20h, domingo e feriado de 14h às 20h)Ticketmaster: teleingressos -0300 789 6846 e pelo site www.ticketmaster.com.br
Piso:
3º - Arena
Projeto Tempo Bom apresenta Orquestra ManguefônicaAs bandas Nação Zumbi e Mundo Livre S/A juntas no palco da Temporada de Verão Chevrolet HallJuntar os músicos da Nação Zumbi e do Mundo Livre em uma única banda sempre foi um desejo antigo de Chico Science e seus companheiros do Mangue Beat, um dos movimentos culturais mais importantes do país. Esse sonho dos mangueboys se transformou em realidade na poderosa apresentação da Orquestra Manguefônica, em São Paulo, dentro do projeto “Disco de Ouro”, do Sesc Pompéia, que apresenta o resultado de uma pesquisa feita entre 12 críticos musicais sobre “quais seriam os dez grandes álbuns da música brasileira”. Os seis discos mais votados são apresentados, em arranjos de grandes nomes da atualidade. Quem abriu o projeto foi “Da Lama ao Caos”, primeiro disco de Chico Science & Nação Zumbi.O álbum, de 1994, foi completamente recriado no palco pela Orquestra Manguefônica, uma parceria da própria Nação Zumbi, atualmente liderada por Jorge Du Peixe, depois da morte de Chico Science, com os companheiros do Mundo Livre S/A, liderada por Fred 04. Este encontro rendeu um super show. Aquela tinha sido a primeira vez que as duas bandas se uniram para uma apresentação única no palco.O repertório do show segue a ordem do CD: “Monólogo ao Pé do Ouvido”, “Banditismo por uma questão de classe”, “Rios, Pontes e Overdoses”, “A Cidade / Boa Noite do Velho Faceta”, “A Praieira”, “Samba Mokossa”, “Da Lama ao Caos”, “Maracatu de Tiro Certeiro”, “Salustiano Song”, “Antene-se”, “Risoflora”, “Lixo de Mangue ”, “Computadores Fazem Arte” e “Côco Dub (Afrociberdelia)”.Agora a Manguefônica apresenta esse trabalho aos mineiros, em única apresentação no Chevrolet Hall.Classificação: 16 anosInformações: 3209-8989."
Muito provavelmente eu não vou. Além de ser plantão do Otto, é aniversário da minha mãe. Mas não podia de deixar de convidar meus amigos Sandro, Silvia e Denise para virem a BH. Olha a motivação aí!
"Março 2006
Orquestra Manguefônica - Nação Zumbi e Mundo Livre S/A juntos no palco
25 de março
Horário:
sábado às 23h
Preço:
R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)Meia entrada válida para menores de 21 anos, maiores de 60 anos e estudantes credenciados. Os benefícios não são cumulativos.Formas de pagamento: Cartões de Crédito, Cartões de Débito e DinheiroPontos de Vendas:Bilheterias do Chevrolet Hall (de segunda à sábado de 12h às 20h, domingo e feriado de 14h às 20h)Ticketmaster: teleingressos -0300 789 6846 e pelo site www.ticketmaster.com.br
Piso:
3º - Arena
Projeto Tempo Bom apresenta Orquestra ManguefônicaAs bandas Nação Zumbi e Mundo Livre S/A juntas no palco da Temporada de Verão Chevrolet HallJuntar os músicos da Nação Zumbi e do Mundo Livre em uma única banda sempre foi um desejo antigo de Chico Science e seus companheiros do Mangue Beat, um dos movimentos culturais mais importantes do país. Esse sonho dos mangueboys se transformou em realidade na poderosa apresentação da Orquestra Manguefônica, em São Paulo, dentro do projeto “Disco de Ouro”, do Sesc Pompéia, que apresenta o resultado de uma pesquisa feita entre 12 críticos musicais sobre “quais seriam os dez grandes álbuns da música brasileira”. Os seis discos mais votados são apresentados, em arranjos de grandes nomes da atualidade. Quem abriu o projeto foi “Da Lama ao Caos”, primeiro disco de Chico Science & Nação Zumbi.O álbum, de 1994, foi completamente recriado no palco pela Orquestra Manguefônica, uma parceria da própria Nação Zumbi, atualmente liderada por Jorge Du Peixe, depois da morte de Chico Science, com os companheiros do Mundo Livre S/A, liderada por Fred 04. Este encontro rendeu um super show. Aquela tinha sido a primeira vez que as duas bandas se uniram para uma apresentação única no palco.O repertório do show segue a ordem do CD: “Monólogo ao Pé do Ouvido”, “Banditismo por uma questão de classe”, “Rios, Pontes e Overdoses”, “A Cidade / Boa Noite do Velho Faceta”, “A Praieira”, “Samba Mokossa”, “Da Lama ao Caos”, “Maracatu de Tiro Certeiro”, “Salustiano Song”, “Antene-se”, “Risoflora”, “Lixo de Mangue ”, “Computadores Fazem Arte” e “Côco Dub (Afrociberdelia)”.Agora a Manguefônica apresenta esse trabalho aos mineiros, em única apresentação no Chevrolet Hall.Classificação: 16 anosInformações: 3209-8989."
Muito provavelmente eu não vou. Além de ser plantão do Otto, é aniversário da minha mãe. Mas não podia de deixar de convidar meus amigos Sandro, Silvia e Denise para virem a BH. Olha a motivação aí!
Vou ser tia!!!
Minha irmã está esperando um bebê. Estou tão feliz que o mundo tem que saber. Não podia deixar passar essa notícia sem registrá-la aqui. Podem me parabenizar!
sexta-feira, março 10, 2006
A culpa é do Detran
Eu bem que tento: leio bons livros, aboli de vez às novelas e ao Biguibroder, não como mais no McDonalds, tento ser gentil com as pessoas, faço yoga, canto mantra, rezo de vez em quando, respeito os mandamentos, tudo isso para poder evoluir espiritualmente, cumprir meu carma e na próxima vida vir como tataraneta do Bill Gates. Mas é impossível! Dirigir em BH não vai deixar que eu alcance o Nirvana.
Não coloco culpa em nosso obreiro prefeito Pimentel, o melhor prefeito da América Latina(!) , nem em suas inúmeras obras espalhadas pela cidade, mas nas pessoas horríveis a quem o Detran, por um equívoco imenso, concede Carteira de Habilitação.
Não sei como é o trânsito nas outras cidades. Só dirijo aqui. Já me contaram que em São Paulo é pior. O trânsito pode até ser, mas as pessoas são mais civilizadas, creio eu. Aqui a gente se depara em cada esquina com gente mal educada, machistas babacas e o pior tipo de motorista (se é que assim se pode chamar): os motoristas púberes. E eu, que normalmente sou uma pessoa razoavelmente educada, me torno uma bruxa desbocada que envergonharia até a Derci Gonçalves.
Não é que no sábado passado, indo para a casa da minha mãe, entrei naquele engarrafamento eterno da Rua Jacuí, agora agravado pelas obras da linha verde. Dei bobeira e fui cortar a Jacuí por uma daquelas travessas que dão acesso à Nova Floresta. Engarrafamento quilométrico. O trânsito andava, passavam uns dez carros e parava. Essas coisas não me tiram do sério, como já disse. Fui para lá sabendo que haveria engarrafamento. Fui preparada para esperar. E, para minha surpresa, tinha até alguns gentis motoristas que deixavam espaço livre para nós, que pegamos a travessa da Jacuí, entrar para o bairro.
Na hora que eu cheguei na esquininha, depois de uns 20 minutos de espera, eis que vem um desses meninos de colégio que durante a semana só andam de ônibus escolar e pegam o carro da mãe no fim de semana e fecha o cruzamento.
Pedi, por favor (sempre pensando em limpar meu carma nessa existência), para ele dar uma rezinha. Ele tinha espaço para essa manobra, não custava nada e o trânsito na rua dele ia demorar a fluir novamente. E eu pedi com muita educação, juro! Isso só para ouvir um irônico: "só porque você quer, tia!"
Aí, é que meu carma foi arruinado. Falei todos os palavrões que eu conheço na frente dos meus dois filhos. Por que será que depois dos trinta a gente vira tia de qualquer pivete cuja a mãe habita a Guaicurus? Pulei por uns dois minutos no banco do carro, para deleite do pivete. Quando eu vi que o moleque estava era se divertindo às minhas custas, comecei a pensar em me acalmar. Liguei o CD do Elton John - Daniel para me inspirar a fazer maldades, claro! -, fui esfriando a cabeça... e esperei mais 30 minutos até o trânsito abrir e o fiodaputinha seguir seu caminho até a pqp. E todo esse tempo, olhando para a cara da criatura, imaginando 257 formas de matá-la, todas precedidas por uma torturazinha básica.. Até pensei em dar uma esbarradinha na porta do garoto... Depois é que eu me toquei: o moleque fez de mim uma megera rancorosa!
Não fiz nada contra o motorista-criança, é claro. Mas a intenção foi tão forte e meu ódio por ele foi tão intenso que eu acho que na próxima encarnação virei como um chiclete pisado.
Não coloco culpa em nosso obreiro prefeito Pimentel, o melhor prefeito da América Latina(!) , nem em suas inúmeras obras espalhadas pela cidade, mas nas pessoas horríveis a quem o Detran, por um equívoco imenso, concede Carteira de Habilitação.
Não sei como é o trânsito nas outras cidades. Só dirijo aqui. Já me contaram que em São Paulo é pior. O trânsito pode até ser, mas as pessoas são mais civilizadas, creio eu. Aqui a gente se depara em cada esquina com gente mal educada, machistas babacas e o pior tipo de motorista (se é que assim se pode chamar): os motoristas púberes. E eu, que normalmente sou uma pessoa razoavelmente educada, me torno uma bruxa desbocada que envergonharia até a Derci Gonçalves.
Não é que no sábado passado, indo para a casa da minha mãe, entrei naquele engarrafamento eterno da Rua Jacuí, agora agravado pelas obras da linha verde. Dei bobeira e fui cortar a Jacuí por uma daquelas travessas que dão acesso à Nova Floresta. Engarrafamento quilométrico. O trânsito andava, passavam uns dez carros e parava. Essas coisas não me tiram do sério, como já disse. Fui para lá sabendo que haveria engarrafamento. Fui preparada para esperar. E, para minha surpresa, tinha até alguns gentis motoristas que deixavam espaço livre para nós, que pegamos a travessa da Jacuí, entrar para o bairro.
Na hora que eu cheguei na esquininha, depois de uns 20 minutos de espera, eis que vem um desses meninos de colégio que durante a semana só andam de ônibus escolar e pegam o carro da mãe no fim de semana e fecha o cruzamento.
Pedi, por favor (sempre pensando em limpar meu carma nessa existência), para ele dar uma rezinha. Ele tinha espaço para essa manobra, não custava nada e o trânsito na rua dele ia demorar a fluir novamente. E eu pedi com muita educação, juro! Isso só para ouvir um irônico: "só porque você quer, tia!"
Aí, é que meu carma foi arruinado. Falei todos os palavrões que eu conheço na frente dos meus dois filhos. Por que será que depois dos trinta a gente vira tia de qualquer pivete cuja a mãe habita a Guaicurus? Pulei por uns dois minutos no banco do carro, para deleite do pivete. Quando eu vi que o moleque estava era se divertindo às minhas custas, comecei a pensar em me acalmar. Liguei o CD do Elton John - Daniel para me inspirar a fazer maldades, claro! -, fui esfriando a cabeça... e esperei mais 30 minutos até o trânsito abrir e o fiodaputinha seguir seu caminho até a pqp. E todo esse tempo, olhando para a cara da criatura, imaginando 257 formas de matá-la, todas precedidas por uma torturazinha básica.. Até pensei em dar uma esbarradinha na porta do garoto... Depois é que eu me toquei: o moleque fez de mim uma megera rancorosa!
Não fiz nada contra o motorista-criança, é claro. Mas a intenção foi tão forte e meu ódio por ele foi tão intenso que eu acho que na próxima encarnação virei como um chiclete pisado.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Ai que ressaca!!!

Há um tempo atrás eu li um texto do Luís Fernando Veríssimo sobre a ressaca. Era engraçadíssimo, ainda que, até então, eu nunca tivesse curtido uma ressaca. O mais engraçado era sobre a ressaca de licor de ovo, segundo ele, única hipótese em que a lei brasileira permite a eutanásia. Eu sempre ri dessa crônica como uma expectadora de fora, alguém que (repito: até então) nunca teve que suportar a tortura do dia seguinte.
Então, chegamos a esse sábado. Assistimos ao show dos Stones na casa da minha mãe, porque minha TV queimou com os raios do dia do chuvão. Como o show terminou tarde, as crianças já estavam dormindo, eu e o Otto decidimos passar no Bar Dududu tomar uma única cervejinha, coisa rápida, pois sem crianças por perto a casa era toda nossa...
Primeiro erro: passar em um bar. Por que não fomos logo para casa? Mas o bar é gostoso, a Lu e o Dudu são gente boníssima... vamos!
Segundo erro: em vez de sentar em uma mesinha, sentar no balcão e ficar de prosa com a Lu e com o Dudu. A prosa ficou muito boa e as cervejas foram chegando muito rápido. Várias delas. Geladíssimas. E estava um calorão...
Terceiro erro: ficar no bar depois que a Lu foi pra casa assistindo o Dudu botar cerveja do dia seguinte para gelar. Papo vai, papo vem, conta já paga e eis que surgem mais umas três saideiras (que estavam além da conta do meu organismo) patrocinadas por Dudu.
Aí... eu já estava tonta mesmo, fiquei ouvindo a conversa de bêbado entre o Otto e o Dudu. Discutiram Santo Agostinho, Madre Teresa de Calcutá, Jesus, família, de onde viemos, para onde vamos e qual é nossa missão ... é, porque tonto fala sério! Algo assim: "É, tipo, Santo Agostinho é o cara! Porque ele, assim, o cara mais foda do mundo! Tipo muito foda mesmo!"
Pois bem... fomos para casa. O Otto, que já teve ressaca, fez todas as macumbas pós-bebedeiras que ele conhece e acordou novo. Ainda teve a consideração de me fazer beber um copo d'água para reidratar. Acho que por isso não morri. Eu caí na cama com força. E aí... a cama girou para um lado, para o outro, até eu acostumar com o balanço das ondas e dormir.
Dia seguinte... nenhuma Dona Neusa Aldina, nenhuma dona Lisa Dor por perto! Acordei com uma dor de cabeça, estômago péssimo e pressão lá no dedão do pé. Fiquei assim o domingo todo e até a tarde de segunda. Acho que minha cerveja estava batizada. Bem que eu senti um leve gosto de licor de ovo....
Pelo menos, agora, eu posso entender perfeitamente o que quis dizer o Veríssimo. Mas a crônica perdeu um pouco da graça... pelo menos, por enquanto.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Outra de escola
Aproveitando o tema aí em cima e já que os personagens já foram devidamente apresentados, vou contar mais uma história dos meus "Anos Incríveis".
Na segunda série, ainda apaixonada pelo Ivandro-loirinho-clonezinho-do-Roberto-Leal (paixão essa que perdurou até a quinta série), nossa sala de aulas foi avisada da eleição para representantes de sala. Cada um votaria em um menino e uma menina e a professora apuraria os votos em voz alta na frente de toda a sala. Os mais votados representariam a turma o ano todo.
O Ivandro, que tinha altas aspirações políticas e aproveitando-se de meu amor profundo, me perguntou se eu não votaria nele e, em troca, ele votaria em mim.
Eu, que tinha altas aspirações românticas e aproveitando-me da ambição dele, topei na hora.
Na hora da apuração, a professora ia abrindo os papeizinhos e cantando os votos:
Ana Helena e Ivandro... Karin e Ivandro... Flávia e Ivandro... Solange e Ivandro... Juliana e Ivandro (esse era o meu)... Renato e Karin... Eduardo e Karin... Luciano e Karin... Ivandro e Juliana (esse era o dele).
A turma, que não era nada boba, somou dois mais dois e... se eu votei nele e ele votou em mim, logo, estávamos namorando! Ninguém imaginou um conchavo político, pensaram só em romance.
Foi meu momento de glória no primário. Por quase um mês, todas as meninas morreram de inveja de mim, imaginando que o garoto mais lindo da turma gostava de mim.
Ah! Na apuração, deu Ivandro e... Karin, lógico!
Na segunda série, ainda apaixonada pelo Ivandro-loirinho-clonezinho-do-Roberto-Leal (paixão essa que perdurou até a quinta série), nossa sala de aulas foi avisada da eleição para representantes de sala. Cada um votaria em um menino e uma menina e a professora apuraria os votos em voz alta na frente de toda a sala. Os mais votados representariam a turma o ano todo.
O Ivandro, que tinha altas aspirações políticas e aproveitando-se de meu amor profundo, me perguntou se eu não votaria nele e, em troca, ele votaria em mim.
Eu, que tinha altas aspirações românticas e aproveitando-me da ambição dele, topei na hora.
Na hora da apuração, a professora ia abrindo os papeizinhos e cantando os votos:
Ana Helena e Ivandro... Karin e Ivandro... Flávia e Ivandro... Solange e Ivandro... Juliana e Ivandro (esse era o meu)... Renato e Karin... Eduardo e Karin... Luciano e Karin... Ivandro e Juliana (esse era o dele).
A turma, que não era nada boba, somou dois mais dois e... se eu votei nele e ele votou em mim, logo, estávamos namorando! Ninguém imaginou um conchavo político, pensaram só em romance.
Foi meu momento de glória no primário. Por quase um mês, todas as meninas morreram de inveja de mim, imaginando que o garoto mais lindo da turma gostava de mim.
Ah! Na apuração, deu Ivandro e... Karin, lógico!
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Esse msn...
Ontem a internet do escritório deu pau. Aí, tive que fazer umas pesquisas de jurisprudência para um recurso que ia ser protocolado hoje e fui na lan do lado do escritório. Não resisti, abri o msn e... 20 minutos e três reais depois, o estrago! Esqueci aberto quando fui embora. Entrou um cara e conversou com todas as minhas amigas que estavam on line. Resultado: uma descobriu e me contou (obrigado, Denise!), outras três não querem mais falar comigo porque acham que eu sou uma tarada. Mas tem uma que quer marcar um encontro ainda para esse fim de semana, sem o Otto... E ainda pediu para eu ir de mini saia. Ui...
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
O primeiro dia do resto da minha vida
O meu Rafa entrou para a 1ª série do ensino fundamental. Eu sei que para ele a 1ª série é importante, mas, na verdade, não tem aquele gostinho de novidade. Ele continua na mesma escola e com os mesmos colegas. E o principal evento da primeira série de antigamente, aprender ler, ele não terá, pois já veio alfabetizado da educação infantil (pré-escola de antigamente)
Mas não pude deixar de ficar empolgada. Porque eu ainda me recordo bem do meu primeiro dia de aula na 1ª série A da Escola Estadual de Primeiro Grau Enrico Bertoni, em 1980. Eu tinha a exata noção, mesmo aos seis anos de idade, que dali por diante minha vida não mais seria a mesma.
Para mim, tudo foi novidade. Eu vinha de outra escola. Aquela era escola de "gente grande", e não um lugar para "criancinhas", como era o caso da Escolinha Castelinho, onde eu tinha estudado até o ano anterior.
Nós, os novatos, ficávamos no pátio - que era enorme - esperando nossos nomes serem anunciados no auto-falante, informando a sala que iríamos estudar. Aí, fingindo a maior naturalidade do mundo, nos dirigíamos pela primeira vez a nossa "primeira-sala-de-aula-de-escola-de-verdade", como se fizéssemos isso todos os dias.
Eu, particularmente, já estava nervosa desde o dia anterior. Não tinha nem dormido. Meu coração quase saia pela boca e, quando chamaram meu nome, tive medo de não conseguir andar até a sala.
Mais de uma coisa aconteceu aquele dia: além do meu primeiro dia de aula, amei pela primeira vez e tive também minha primeira desilusão amorosa.
Estava eu lá no pátio esperando a chamada, quando ouvi o Ivandro Maciel Jr., um garoto loirinho, cabelinho estilo pajem, clone do Roberto Leal, enfim, o menino mais lindo do mundo, dizer para o Renato Righetti: "olha, aquela é a menina mais bonita da escola. Será minha namorada". Olhei para trás e eles olhavam em minha direção. E continuaram falando de mim (achei eu), a garota mais bonita da escola. Me apaixonei pelo garoto naquele instante.
Chegando na sala de aula, o menino já estava lá. Mas nem olhou na minha direção. Logo depois de mim, chegou a Karin Samorano. O menino foi até a mesa dela e disse que ia ser o namorado dela daí por diante. Isso bem ao meu lado. Ela, sim, era a garota mais linda da escola. Loirinha, olhos azuis, roupinha de laço rosa. Um pesadelo!
Até tentei esquecer a sensação maravilhosa daqueles cinco minutos em que eu fui a garota mais bonita da escola em minhas ilusões infantis. Mas aí era tarde... já estava apaixonada! E de coração partido.
Mas não pude deixar de ficar empolgada. Porque eu ainda me recordo bem do meu primeiro dia de aula na 1ª série A da Escola Estadual de Primeiro Grau Enrico Bertoni, em 1980. Eu tinha a exata noção, mesmo aos seis anos de idade, que dali por diante minha vida não mais seria a mesma.
Para mim, tudo foi novidade. Eu vinha de outra escola. Aquela era escola de "gente grande", e não um lugar para "criancinhas", como era o caso da Escolinha Castelinho, onde eu tinha estudado até o ano anterior.
Nós, os novatos, ficávamos no pátio - que era enorme - esperando nossos nomes serem anunciados no auto-falante, informando a sala que iríamos estudar. Aí, fingindo a maior naturalidade do mundo, nos dirigíamos pela primeira vez a nossa "primeira-sala-de-aula-de-escola-de-verdade", como se fizéssemos isso todos os dias.
Eu, particularmente, já estava nervosa desde o dia anterior. Não tinha nem dormido. Meu coração quase saia pela boca e, quando chamaram meu nome, tive medo de não conseguir andar até a sala.
Mais de uma coisa aconteceu aquele dia: além do meu primeiro dia de aula, amei pela primeira vez e tive também minha primeira desilusão amorosa.
Estava eu lá no pátio esperando a chamada, quando ouvi o Ivandro Maciel Jr., um garoto loirinho, cabelinho estilo pajem, clone do Roberto Leal, enfim, o menino mais lindo do mundo, dizer para o Renato Righetti: "olha, aquela é a menina mais bonita da escola. Será minha namorada". Olhei para trás e eles olhavam em minha direção. E continuaram falando de mim (achei eu), a garota mais bonita da escola. Me apaixonei pelo garoto naquele instante.
Chegando na sala de aula, o menino já estava lá. Mas nem olhou na minha direção. Logo depois de mim, chegou a Karin Samorano. O menino foi até a mesa dela e disse que ia ser o namorado dela daí por diante. Isso bem ao meu lado. Ela, sim, era a garota mais linda da escola. Loirinha, olhos azuis, roupinha de laço rosa. Um pesadelo!
Até tentei esquecer a sensação maravilhosa daqueles cinco minutos em que eu fui a garota mais bonita da escola em minhas ilusões infantis. Mas aí era tarde... já estava apaixonada! E de coração partido.
domingo, fevereiro 05, 2006
Sumiu...
Eu tinha escrito ontem um texto de aniversário para minha irmã e esse texto sumiu no limbo da internet. Antes de ela ler... Acho que é a lei de Murphy dando as suas caras. A Cris sempre disse que eu nunca escrevi sobre ela em mais de um ano de blog. Quando escrevo... o texto some!!!
Não tem problema, escrevo novamente.
Eu tinha dito que a Cris acaba de entrar para nosso seleto clube: "O Clube Das Que Já Sabem De Tudo e Não Esqueceram De Nada". Com uma vantagem: sem barriga! E com cara de 20.
Falei ainda e repito que ela é "A Amiga", daquela que compra a briga, bate em quem me ofende, toma raiva de quem briga com meus filhos. Minha hermana, minha amiga, minha comadre...
Se o texto voltar, ela vai saber que eu não menti. Se não voltar... Parabéns, Cris! Amo-te
Não tem problema, escrevo novamente.
Eu tinha dito que a Cris acaba de entrar para nosso seleto clube: "O Clube Das Que Já Sabem De Tudo e Não Esqueceram De Nada". Com uma vantagem: sem barriga! E com cara de 20.
Falei ainda e repito que ela é "A Amiga", daquela que compra a briga, bate em quem me ofende, toma raiva de quem briga com meus filhos. Minha hermana, minha amiga, minha comadre...
Se o texto voltar, ela vai saber que eu não menti. Se não voltar... Parabéns, Cris! Amo-te
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